segunda-feira - 09/03/2026 - 05:30h
Ô luta medonha!

Hipótese de não renunciar volta à mesa de Fátima Bezerra

Preocupações só aumentam para governadora Fátima (Foto: Arquivo)

Preocupações só aumentam para governadora Fátima (Foto: Arquivo)

Entrou num “oito” a sucessão da governadora Fátima Bezerra (PT). Até o momento, ela não conseguiu costurar um substituto de confiança para ser governador-tampão, lhe assegurando tranquilidade à renúncia.

Tem pelo menos até o dia 3 de abril para decidir se fica ou se sai.

A hipótese de seguir no mandato até o fim voltou dramaticamente à mesa da governadora, que deseja se candidatar ao Senado, projeto também do seu partido.

Na Assembleia Legislativa ela não soma pelo menos 13 votos (maioria absoluta) para fazer o sucessor que complete a gestão até dezembro, além de assegurar as rédeas do governo em pleno ano eleitoral.

Ô luta medonha!

Leia também: Assembleia define normas para eleição indireta a governador

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Categoria(s): Política
segunda-feira - 09/03/2026 - 04:50h
Investimento

Grupos da Paraíba e Mossoró preparam arrojado empreendimento

Massai já cercou área onde serão erguidas as duas torres (Foto: BCS)

Massai já cercou área onde serão erguidas as duas torres (Foto: BCS)

Um novo e arrojado empreendimento da construção civil começou a ganhar contornos em Mossoró. Entre as avenidas João da Escóssia e Mota Neto, além da rua Naninha Rocha, Nova Betânia, vão ser erguidas duas torres.

O investimento deriva da parceria entre o grupo mossoroense comandado pelo empresário Wilson Duarte Júnior e a Massai Construções e Incorporações de João Pessoa-PB.

Na configuração, um edifício abrigará unidade do Ba’ra Hotel, que em João Pessoa é fruto de sociedade entre a construtora Massai, o jogador de futebol e empreendedor Hulk, a Florense Paraíba e a Hofmann Station.

No outro serão apartamentos, além de existir no projeto alguns pisos para mix de lojas e estacionamentos.

Maravilha!

Traremos mais detalhes posteriormente.

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Categoria(s): Economia / Gerais
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domingo - 08/03/2026 - 23:46h

Pensando bem…

“A vida é 10% aquilo que acontece com você e 90% como você reage.”

Charles R. Swindoll

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Categoria(s): Blog
domingo - 08/03/2026 - 12:34h
Política

Henrique Alves anuncia volta ao MDB para ser apenas “torcedor”

O ex-presidente da Câmara dos Deputados e parlamentar federal por 11 mandatos consecutivos, Henrique Eduardo Alves, é novamente filiado do Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Confirmou a filiação em conversa agora pela manhã com o Blog Carlos Santos.

– Voltei a minha casa! 52 anos! Me filiei no MDB nacional! Emoção e saudades! 💚💚💚 – manifestou-se Alves, acrescentando os corações em cor verde na conversa conosco, através do WhatsApp.

“Aprendi cedo: ‘sem ódio e sem medo!’” – proclamou, numa referência à frase/slogan do seu pai Aluízio Alves (in memoriam), ex-governador do RN.

Perguntei mais detalhes sobre o retorno à legenda e se isso significava uma reaproximação com o ex-senador e ex-governador Garibaldi Alves Filho (MDB) e com o vice-governador Walter Alves, presidente estadual do MDB.

O silêncio foi sua resposta por quase uma hora no mesmo aplicativo. Veio a resposta, finalmente, que continuou deixando algumas interrogações em aberto: “Amigo, as fotos dizem tudo! Gari primo-irmão! 52 anos juntos! Sempre meu líder! Abs.”

No seu endereço na rede social Instagram, à manhã de hoje, Henrique Alves postou vídeo com retrospectiva sua no partido, de onde saiu em 2022, em desavença com Garibaldi e o filho Walter. Mas no vídeo e textualizando, evitou novos choques. Quer apenas ter o direito de torcedor com bandeirinha verde nas mãos. Como candidato, missão cumprida:

“Feliz! Voltar à Minha Casa, 52 anos, eu e Gari! Nela cresci vendo Ulisses Guimarães e Pedroso Horta. Lutei, ganhei, perdi, me levantei! Honrei meu RN e meu MDB. Voltei! Não mais definitivamente para essa política partidária e eleitoral! Missão cumprida! Mas a alegria de ser torcedor com bandeirinha verde nas mãos! Saudades que sempre honrarei! Voltei. Emoção.”

Nas eleições passadas, ele tentou novamente ser deputado federal, agora pelo PSB, legenda de apoio à candidatura à reeleição da governadora Fátima Bezerra (PT) e novo mandato do presidente Lula (PT). Fracassou homericamente. Obteve apenas 11.630 votos.

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Categoria(s): Política
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domingo - 08/03/2026 - 11:38h

Relatos sobre Tibau

Por Odemirton Filho

Residências de veranistas abastados no século passado (Foto: Wikipedia)

Residências em Tibau de veranistas abastados em registro do século passado (Foto: Wikipedia)

Não é novidade para os leitores deste Blog que eu gosto de escrever sobre a cidade de Tibau. Por qual razão? Lembranças. Lembranças que, vez ou outra, invadem a minha alma e me fazem buscar memórias recônditas no coração.

Dessa vez, no entanto, quero falar sobre o I Festival Literário de Tibau (FliTibau), realizado no último dia 31 de janeiro e, principalmente, sobre o Volume II do livro Tibau De Todos os Tempos, de autoria da Jornalista Lúcia Rocha. Por causa do cronograma de artigos e crônicas que publico semanalmente neste espaço, somente agora me debrucei sobre o assunto.

Inicialmente, é de se louvar a iniciativa de Lúcia Rocha, Raí Lopes, Emanuela de Sousa e Júlio Rosado, pois sabemos o quão é difícil organizar um evento literário. Contudo, eles fizeram com denodo e competência, merecendo todos os aplausos, uma vez que foi um momento singular.

Na ocasião, houve o lançamento do mencionado livro, bem como, um gostoso bate-papo entre escritores, escritoras, poetas e poetisas. Eu estava lá, sentado à mesa com Morgana, minha mulher. Enquanto tomávamos um cafezinho e saboreávamos um delicioso bolo, acompanhávamos a programação.

Em relação ao livro sobre Tibau, é claro que não darei “spoiler”, a fim de instigar o leitor a adquiri-lo e navegar por suas belas páginas. Na obra, encontram-se relatos de moradores e veranistas que viveram e curtiram os veraneios de Tibau ao longo do tempo.

Entretanto, quero destacar alguns relatos que aguçaram a minha curiosidade. Entre eles, o fato de no terreno, onde há cinquenta anos está edificada a casa de meus pais, ter tido uma “bodega, com pouca coisa, bolacha e cachaça para os pescadores”, conforme relatado por dona Elizabeth Negreiros.

Outro relato que me chamou atenção foi o da senhora Aída Mendes. Ela disse que seu irmão, Eider, estava passeando com sua babá, Belisa, ali próximo a Pedra da Furna da Onça. Referida pedra ficava depois da casa de doutor Vingt-un Rosado, e sempre foi envolta em lendas e histórias. Conforme narrou, o seu irmão viu uma bonita mulher, carregando flores nas mãos, segundo ele, tratava-se de Santa Teresinha.

Ah, e quem viveu naquela época, com certeza se recordará do “morrinho”, no qual a juventude se encontrava para jogar conversa fora, flertar e namorar, tudo sob a luz do luar e, talvez, pela suave melodia de um violão.

São muitos, muitos são os relatos sobre Tibau no livro. Não tenho dúvidas que, ao adquiri-lo, o leitor conhecerá e relembrará alguns fatos, deleitando-se. Quem sabe, até se emocione ao rememorar tempos idos.

Por essas e outras razões que me apraz escrever sobre Tibau, pois foi lá que brinquei muitos dias da minha infância, curti parte da juventude, conheci e comecei a namorar aquela que seria a minha esposa. Tempos depois, levamos os nossos filhos para tomar banho de mar, nas águas que abençoaram a nossa união.

Pra finalizar, faço minhas as palavras do poeta e amigo, Cid Augusto: “na minha infância, Tibau era o que existia mais próximo do paraíso”.

Odemirton Filho é colaborador do Blog Carlos Santos

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Categoria(s): Crônica
domingo - 08/03/2026 - 10:32h

A hora de sair

Por Honório de Medeiros

Arte ilustrativa em estilo aquarela, com recursos de Inteligência Artificial, a partir de foto do autor da crônica, para o BCS

Arte ilustrativa em estilo aquarela, com recursos de Inteligência Artificial, para o BCS, a partir de foto do autor da crônica

Um homem tem que saber a hora de sair.

Recolher-se.

Perceber que o tempo passou.

Tirar as esporas, encostar a cela.

Pendurar as armas, despir a armadura.

Não mais se afadigar debaixo do sol.

Beber seu café; contar casos.

Ver seus rebentos irem para a arena.

Sair de cena.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura de Natal e do Governo do RN

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Categoria(s): Crônica
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domingo - 08/03/2026 - 09:50h

Nem o amor pode atrasar o fechamento

Por Joaquim Ferreira dos Santos

Danuza Leão, Samuel Wainer e Pink Wainer (Foto: Reprodução de O Globo)

Danuza Leão, Samuel Wainer e Pink Wainer (Foto: Reprodução de O Globo)

Até hoje me arrepio ao pensar na cena. Danuza Leão, então colunista social, atravessa a redação do Jornal do Brasil. Vem em minha direção para conversar algo que se perdeu na fumaça dos cigarros, naquele longínquo 1993, ainda permitidos em ambientes fechados. O que aconteceu em seguida, a razão do arrepio, foi o que restou de memorável.

Ao chegar à minha mesa, Danuza sentou-se sobre o tampo e ali ficou, em sua deliciosa mistura de vamp com pitadas de witty, desfiando o que suponho ter sido algum “babado forte” bem ao nosso gosto. Até que me dei conta:

— Danuza, você está sentada no Samuel Wainer.

Era um envelope com cópias de reportagens sobre a vida do jornalista, marido dela até o dia em que, protagonizando um dos maiores “babados fortes” da história, ela o trocou pelo compositor e também jornalista Antônio Maria, empregado da mesma Última Hora de que Wainer era proprietário. Como Maria era o personagem do livro que eu escrevia naquele momento, lá estava o envelope cheio de pesquisas servindo de assento à minha amiga.

— Meu Deus! — disse Danuza, subitamente séria, dando um pulo para fora da mesa e retirando-se para sua sala.

A vida de Samuel Wainer, um modernizador da imprensa, está num documentário de Dario Menezes que os canais Brasil, Globoplay e Curta mostram ainda este semestre, quando se comemoram, mais exatamente em junho, os 75 anos da fundação da Última Hora. Na virada para os anos 1960, não foi apenas um grande jornal, mas um responsável pela educação sentimental, sexual e afins de muito menino carioca. Era o que se lia lá em casa.

Um dos colunistas da seleção escalada por Wainer era Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta. Ele ilustrava a seção com fotos de vedetes, moças de índole progressista que tinham como característica física um par de coxas roliças, chamadas “mocotó” – em suas melhores circunferências, mediam de um canto ao outro desta página. Eram as certinhas do Lalau. Uma delas, Carla “Joãozinho Boa Pinta” Morel, era tão certinha que namorava o presidente da República, por acaso casado, João Goulart.

Uma vez perguntei à Danuza o que a fizera trocar o poderoso Wainer por Maria, sempre de grana curta, acima do peso, as calças seguradas pelo poder dos barbantes, além de forte tendência à melancolia, autor de “Ninguém me ama”.

– Ele me ouvia.

Em três palavras, Danuza me deu uma aula de sensibilidade feminina. Para a felicidade dos leitores, no entanto, Wainer só ouvia aquilo, o gemido das rotativas do jornalismo. Um dia, diante de toda a redação, Jacinto de Thormes, colunista social, o acusou de estar comendo sua mulher. Samuel confirmou, e deu de ombro – isso era o de somenos:

– Estão comendo a minha também e nem por isso atrasei o fechamento.

Toda a saga do grande jornalista (1910-1980) está no ágil doc de Dario Menezes. Foi ele quem deu a Nelson Rodrigues a ideia de deslocar o “Crime e Castigo”, de Dostoievski, para o noticiário policial carioca, o mote de “A vida como ela é”.

A coluna tinha adultério, ciúme e traição em Copacabana, mas Nelson podia ter se inspirado nas cenas passionais da vibrante redação que Samuel Wainer comandou na Praça da Bandeira. O jornalismo tinha sua importância, mas não bastava – não basta.

– É o amor – escreveu Nelson em uma dessas colunas – que impede o homem de trotar pela Presidente Vargas montado por um Dragão da Independência.

Joaquim Ferreira dos Santos é jornalista e escritor

*Texto originalmente publicado em O Globo

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Categoria(s): Crônica
domingo - 08/03/2026 - 09:00h

A urgência de ir devagar

Por Cesar Amorim

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

A gente corre como se houvesse uma linha de chegada invisível.
E aprendemos a sentir culpa sempre que ousamos estacionar.

O dia começa antes mesmo de o corpo acordar.
O celular vibra, a mente dispara, e o tempo já parece atrasado mesmo sem ter começado.

Tudo é urgente.
Tudo exige resposta.
Tudo pede pressa.

Mas viver nunca foi uma atividade de alta velocidade.

Desacelerar virou sinônimo de perder tempo, quando, na verdade, talvez seja o único jeito de encontrá-lo.

É na pausa que o café revela o gosto.
É no silêncio que a conversa ganha sentido.
É no intervalo que a gente se percebe inteiro.

Houve um tempo em que esperar não causava angústia:
a fila, o semáforo, a tarde sem compromisso.

Hoje, qualquer segundo vazio parece uma falha do sistema.

Talvez o cansaço não venha apenas do excesso de tarefas,
mas da falta de presença nelas.

Desacelerar não é desistir.
É escolher.

É entender que nem tudo precisa acontecer agora;
e que quase nada acontece melhor quando estamos apressados.

A vida não cobra velocidade.
Ela pede atenção.

E talvez viver bem seja justamente isso:
aprender a caminhar mais devagar
num mundo que insiste em correr.

Para não chegar rápido demais
a um lugar que não vale a pena.

Cesar Amorim é advogado especialista em Direito dos Servidores Públicos

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Categoria(s): Crônica
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domingo - 08/03/2026 - 08:22h

O que se sente

Por Bruno Ernesto

Gravuras de Assis Marinho (Foto: Bruno Ernesto/28-02-2026)

Gravuras de Assis Marinho (Foto: Bruno Ernesto/28-02-2026)

Arte é tudo aquilo que, intencionalmente emociona, convida a refletir por uma outra perspectiva ou, simplesmente mostra que o extraordinário para um não passa de ordinário para outro, e vice-versa.

Se você puser os olhos em algo que se encaixe minimamente nessa perspectiva, ela alcançou o seu objetivo. Não importa se o que despertou em você seja um bom ou mau sentimento. A arte é assim mesmo.

Muitas vezes, a intenção da obra é mesmo prospectar um sentimento antinômico entre o objeto e o espectador.

Não por onde, o papel do curador de uma exposição anda pari passu ao do próprio artista, e convida o espectador a percorrer um percurso que, se não lhe passa uma impressão direta sobre a mensagem do autor ou temática daquelas obras, ao menos mostra que é possível enxerga-la sob outra ótica.

Não é incomum – por vezes até compreensível – que alguém pense que cabe exclusivamente ao curador direcionar a impressão do público de uma exposição. Nem sempre.

Assim como qualquer arte, um pintor, um escultor, um fotógrafo, um músico ou um escritor, percorrem verdadeiros ciclos criativos ou desimaginativos. E é aí que um curador atento pode pinçar o que aquele ciclo pode despertar no expectador.

Evidente que, desde a concepção, com a escolha do tema ou obras de determinado artista, passando pela expografia, com a organização da galeria, iluminação, cores, público e circulação dele, até a exposição em si, antes de tudo, a curadoria é uma operação intelectual que envolve teoria crítica de matizes cultural, política, estética e de visão de mundo.

E essa condição do curador, além de envolver escolhas do curador, envolve escolhas e consequências do próprio autor – e do curador também -, e propõe uma interpretação que estrutura, em última análise, nossa relação com a própria arte, quer seja ela visual, olfativa, tátil ou sonora.

Claro que a mesma obra pode ter inúmeras leituras com o passar dos tempos ou com o tipo de público que a observa, pois é uma relação sinalagmática.

O que faz da obra ou de uma exposição realmente interessante e instigadora é, em última análise, o que ela desperta em você; ainda que inconscientemente.

Bruno Ernesto é professor, advogado, escritor e presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Mossoró – IHGM

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Categoria(s): Crônica
domingo - 08/03/2026 - 07:38h

Memória de uma ousadia

Por Tácito Costa

Casa de Cultura Popular (Reprodução do BCS)

Casa de Cultura Popular (Reprodução do BCS)

A gestão do escritor François Silvestre foi a última a colocar uma política cultural estruturada à frente da Fundação José Augusto. Digo isso com conhecimento de causa: acompanho de perto, como jornalista, a vida cultural do Estado e participei diretamente daquela experiência, como assessor de imprensa e editor da revista Preá.

Também estive nas gestões do jornalista Woden Madruga, nos governos de Geraldo Melo e de Garibaldi Alves Filho. Conheço, portanto, relativamente bem a história cultural potiguar — e a da própria Fundação. Conheço a aldeia, seus mitos ocasionais, seus mecenas de vitrine e suas pajelanças. Não me vendam versão.

Reconheço que os tempos mudaram. Mas não era necessário que mudassem a ponto de o Estado se desobrigar de formular política cultural permanente, transferindo para editais aquilo que deveria constituir projeto continuado.

A gestão de François teve virtudes e enfrentou dificuldades, como qualquer outra. Havia, porém, um eixo: projeto, direção, entendimento de que cultura pública exige planejamento, recursos e continuidade. Algumas iniciativas atravessaram governos — como a Preá e as Casas de Cultura. Outras foram sendo abandonadas, até desaparecer.

Depois veio o chamado “Foliaduto”, episódio que ganhou proporções muito além dos fatos e produziu desgaste suficiente para interromper aquele ciclo. Seguiram-se perseguição, ressentimento, julgamento apressado e a satisfação discreta dos que preferem ver um projeto ruir a vê-lo prosperar.

Hoje consolida-se a ideia de que política cultural se resume a shows caros com artistas de fora, enquanto se paga pouco — e, não raro, mal ou com atraso — aos artistas da terra, quando não se lhes aplica o velho expediente do calote. Persiste a noção de que cultura pública é apenas calendário de eventos e distribuição episódica de recursos, quando deveria implicar visão de Estado.

A ousadia teve custo, mas o legado ficou — e é ele que a memória registra.

Tácito Costa é jornalista

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Categoria(s): Artigo
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domingo - 08/03/2026 - 03:50h

Pequeno manual para se escrever uma crônica

Por Marcos Ferreira

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Agora vejo que a semana expirou. A labirintite, um tanto de esquecimento e outro de preguiça findaram por prejudicar o envio de meu texto para o BCSBlog Carlos Santos. Não bastasse, nocauteado pelos antipsicóticos, hoje só me acordei às nove e quinze da madrugada. É dia 6 de março. Noite veloz. Há pouco eu estava no mercado fazendo umas compras, gêneros alimentícios, quando súbito ouço um bipe. Peguei o telefone. Meu editor (lacônico) havia deixado uma mensagem no WhatsApp me cobrando a fatura.

Foi só aí que esta tarefa me veio à lembrança. “Mais tarde eu mando”, respondi também de modo telegráfico. Sendo franco, não tenho muita convicção disso: tirar da cartola algo dessa ordem assim, em cima da hora. Às sextas, tipo uma poção mágica, é o dia que tacitamente estabelecemos como prazo. Meu laboratório de escrita possui umas fórmulas pouco criativas quanto surradas.

Não tenho, ao contrário de Otto Lara Resende, redação fluente. Escrevo deveras a custo; inicio um parágrafo e por vezes fico sem o que dizer no período seguinte. Quem sabe este pequeno manual para se escrever uma crônica seja útil a alguém. Vou me afundando no lugar-comum, e a necessidade de produzir literatura de qualidade ao menos razoável descamba para o brejo. Estou às voltas com um exercício autopunitivo e sigo tocando esta barca furada a duras penas.

Nem tudo, entretanto, é só engodo e fracasso. É possível, embora apresentando um recurso batido, repisado, avançar no manejo desta sopa de letrinhas. O sabor é de fato ruim, todavia o caldo pode se tornar nutritivo. Claro que ninguém é forçado ou manipulado a consumir este miojo pouco substancial, inapetente. No que se refere ao improviso, contudo, desconfio de que o resultado será exitoso.

Porque uma narrativa deste naipe pode ser elaborada com boa quantidade de rodeios e delongas. Indivíduos de alto coturno no universo das letras passaram e passam por esse tipo de aperto e quase todos, para não faltarem aos seus espaços culturais, optaram por esta velha receita de escrever sobre a falta do que escrever. Então, conforme mencionei algumas linhas atrás, essa malandragem inócua vai devagarinho ganhando peso.

Estou, podem crer no que lhes digo, resignado para receber uma chuva de canivetes. Dou a cara à tapa sem ressentimento algum. Fico imaginando o semblante do solene editor deste blogue diante da minha artimanha palavrosa. O que dirão (ou tão só farão vista grossa) determinados habitantes deste ilustrado recinto de opinião e cultura? Tenho para mim que, no mínimo, devem exibir um ar de decepção. Não lhes condeno os resmungos ou apenas o silêncio. Fazer o quê?! Depois de todo este circunlóquio, após um nariz de cera sem tamanho, posso assegurar que já escrevi algumas coisas bem piores. O que sempre me incomoda é requentar o pão.

Entrementes, assim maculando a pureza desta página, noto que sobrevivi à complexidade da missão: fugir da guilhotina. Meus colegas de blogue (alguns nunca vi mais gordos) podem perfeitamente concluir que sou um escriba de menor estatura, de cabedal nitidamente limitado. Não reúno, por exemplo, o misto de erudição e didática do escritor e causídico Marcos Araújo, meu xará, que é mais difícil de se ver do que um político reeleito.

Existe também, entre outros, a mansuetude cativante do cronista Odemirton Filho. Quanto ao meu tiquinho de leitores, cujos nomes prefiro não citar, de modo a não cometer o pecado da omissão, conto com a tolerância e o carinho deles. Isso não é pouca coisa. Classifico esse tratamento ou indulgência para comigo como um grande privilégio, um voto de confiança de especial nobreza.

De resto, para aqueles que padecem com a falta de assunto, de inspiração, recomendo que não se desesperem. Tomem um gole de café e, por que não, façam uso deste pequeno manual para se escrever uma crônica. Não têm nada a perder. Talvez isto dê certo e lhes salve o pescoço da guilhotina.

Marcos Ferreira é escritor

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Categoria(s): Crônica
sábado - 07/03/2026 - 23:54h

Pensando bem…

“Se as suas ações inspiram os outros para sonhar mais, aprender mais, fazer mais e se tornar mais, você é um líder.”

John Quincy Adams

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sábado - 07/03/2026 - 22:10h
Caso Banco Master

Alexandre de Moraes teria visitado endereços de Daniel Vorcaro

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

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Do Diário do Poder

Entre as mensagens apontando intrigante proximidade entre o banqueiro Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes, uma não escapou a políticos de oposição porque indica que o ministro do Supremo Tribunal Federeal (STF) era visitante habitual em endereços do dono do Banco Master.

Em troca de mensagens com a namorada Martha Graeff, em 29 de abril de 2024, Vorcaro diz estar recebendo Moraes em sua nova casa em Campos (do Jordão) e que o ministro havia gostado do que viu, observando:

– “E ele adorava (o) apto”.

Para a oposição, esse trecho mostra que Moraes costumava visitar o investigado Vorcaro, cliente do escritório de advocacia da esposa.

Impeachment

A ligação de Vorcaro a Moraes está entre as alegações do governador de Minas, Romeu Zema, para pedir impeachment do ministro do STF.

Leia tambémLigações entre Alexandre de Moraes e banqueiro são delicadas

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Categoria(s): Política
sábado - 07/03/2026 - 21:50h
Mobilização

Campanha arrecada instrumentos musicais para a Apae de Mossoró

Logomarca da Apae Mossoró

Logomarca da Apae Mossoró

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), de Mossoró, promove campanha para arrecadar instrumentos musicais que serão utilizados nas atividades da nova sala de música da instituição. Inauguração é prevista para a próxima semana.

A iniciativa busca ampliar as atividades musicais desenvolvidas com os alunos da entidade, utilizando a música como ferramenta de inclusão, desenvolvimento e expressão.

A campanha convida músicos, empresas e a população em geral a contribuírem com a doação de instrumentos novos ou usados, que possam ajudar a fortalecer esse novo espaço dedicado à música dentro da APAE Mossoró.

“Estamos nessa mobilização para que possamos ofertar mais esse diferencial no apoio às crianças assistidas por essa importante entidade”, comenta o jornalista e músico mossoroense Dayvid Almeida, que colabora com a iniciativa.

Mais informações pelo instagram @apaemossoro ou @dayvidalmeida_

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sábado - 07/03/2026 - 21:00h
Inverno

RN tem 40 mananciais com boa recarga após chuvas recentes

 Boqueirão de Parelhas teve aumento em seu volume (Foto: Igarn)

Boqueirão de Parelhas teve aumento em seu volume (Foto: Igarn)

O Governo do Estado do Rio Grande do Norte, por meio do Instituto de Gestão das Águas do RN (IGARN), monitora 69 reservatórios em todo o estado, responsáveis pela segurança hídrica dos municípios potiguares. Relatório divulgado nesta sexta-feira (06) aponta que as reservas hídricas superficiais totais do RN acumulam 2.067.625.772 m³, o equivalente a 39,08% da capacidade total, que é de 5.290.123.351 m³. Na última segunda-feira, as reservas hídricas acumulavam 1.991.016.258 m³, correspondentes a 37,63% da capacidade total.

A Barragem de Oiticica, segundo maior reservatório do estado, continua registrando aumento no volume armazenado e acumula 214.178.166 m³, o que corresponde a 28,84% da sua capacidade total, de 742.632.840 m³. No relatório divulgado na última segunda-feira, o manancial acumulava 168.705.076 m³, equivalentes a 22,72% da capacidade total.

Ao todo, 40 reservatórios monitorados pelo IGARN receberam recarga com as chuvas registradas nos últimos dias no interior do estado. Entre eles, o açude Riachão, no município de Rodolfo Fernandes, teve aumento de 47,13% em seu volume, passando a acumular 2.810.520 m³, o que corresponde a 67,95% da sua capacidade total, de 4.136.000 m³. No início da semana, o manancial armazenava 861.300 m³, equivalentes a 20,82% da capacidade total.

O açude Novo Angicos, localizado no município de Angicos, acumula 3.662.813 m³, correspondentes a 86,28% da sua capacidade total, que é de 4.245.061 m³. O volume atual representa um aumento de 36,03% em relação ao levantamento anterior, quando o reservatório armazenava 2.133.065 m³, ou 50,25% da capacidade total.

A Barragem Campo Grande, em São Paulo do Potengi, também recebeu recarga e acumula 21.046.165 m³, equivalentes a 90,95% da sua capacidade total, que é de 23.139.587 m³. O volume atual é 33,33% superior ao registrado na última segunda-feira, quando o manancial acumulava 13.333.772 m³, correspondentes a 57,62% da capacidade total.

O número de reservatórios monitorados pelo IGARN com volumes inferiores a 10% da capacidade total diminuiu de 20 para 18 mananciais. São eles: Itans, em Caicó (0,06%); Sabugi, em São João do Sabugi (1,85%); Passagem das Traíras, em São José do Seridó (0,03%); Esguicho, em Ouro Branco (2,21%); Bonito II, em São Miguel (4,55%); Dourado, em Currais Novos (6,07%); Apanha Peixe, em Caraúbas (3,13%); Gangorra, em Rafael Fernandes (3%); Jesus Maria José, em Tenente Ananias (0,39%); Beldroega, em Paraú (4,45%); Tourão, em Patu (2,50%); Zangarelhas, em Jardim do Seridó (6,97%); Brejo, em Olho D’Água do Borges (0,29%); 25 de Março, em Pau dos Ferros (4,64%); São Gonçalo, em São Francisco do Oeste (3,28%); Mundo Novo, em Caicó (permanece seco); Inspetoria, em Umarizal (3,42%); e Lulu Pinto, em Luís Gomes (0,01%).

A Barragem Boqueirão de Parelhas, que estava entre os reservatórios com volume inferior a 10% da capacidade, também recebeu recarga das chuvas e passou a acumular 9.902.061 m³, equivalentes a 11,68% da capacidade total, que é de 84.792.119 m³. No início da semana, o manancial armazenava 7.787.884 m³, correspondentes a 9,18% da capacidade total.

Outro reservatório que registrou recarga foi o açude Carnaúba, no município de São João do Sabugi, que acumula 4.125.400 m³, correspondentes a 16,05% da sua capacidade total, de 25.710.900 m³. No levantamento anterior, o manancial estava com 2.437.040 m³, ou 9,48% da capacidade total.

A Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior reservatório do estado, acumula atualmente 997.687.211 m³, correspondentes a 42,04% da sua capacidade total, que é de 2.373.066.000 m³. No relatório anterior, o volume registrado era de 1.000.833.576 m³, equivalentes a 42,17% da capacidade total.

Já a Barragem Santa Cruz do Apodi acumula 320.590.590 m³, o que corresponde a 53,46% da sua capacidade total, de 599.712.000 m³. Na última segunda-feira, o manancial registrava 321.012.200 m³, equivalentes a 53,53% da capacidade total.

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Categoria(s): Gerais
sábado - 07/03/2026 - 20:24h
Encontro e encontro

Depois de tantos e tantos anos

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Coincidência? Que seja.

Num mesmo dia, em locais distintos, reencontro dois colegas da faculdade, ainda do primeiro período do curso de Direito.

Lá se vão 20 anos. Eles recordaram, me reconheceram e me transportaram para 2006.

Um deles, desistiu de ingressar na advocacia e enveredou por outra área, herança profissional do pai.

O outro, não. É advogado militante. Seguiu carreira.

Ambos felizes nas escolhas, caminhos e vida.

Eu também.

Encontros fugazes, mas que embalaram meu coração neste sábado (07), depois de tantos e tantos anos sem vê-los.

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Categoria(s): Crônica
  • Repet
sábado - 07/03/2026 - 04:54h

Pensando bem…

“Há momentos nos quais, seja qual for a posição do corpo, a alma está de joelhos.”

Victor Hugo
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Categoria(s): Pensando bem...
sexta-feira - 06/03/2026 - 16:52h
Livro

“Abdicar da luta, jamais!”, um convite à leitura

Capa do livro Foto: BCS)

Capa do livro Foto: BCS)

Chegou às minhas mãos Luiz Alves Neto – “Abdicar da luta, jamais!”

O livro tem o jornalista Caio César Muniz, o professor Glênio de Azevedo Alves e o professor-pesquisador Lemuel Rodrigues da Silva à frente de sua produção.

A princípio, presumi que seria uma publicação biográfica. Não, não mesmo. Vai muito além.

Fala sobre um tempo delicado do país, a ditadura militar de 1964, e disseca a vida de alguém pouco conhecido às novas gerações: Luiz Alves Neto, ou o “Velho”, como é tratado pelos amigos esse areia-branquense, bancário aposentado e ex-preso político do regime de exceção.

Convida-nos à leitura.

Assim será nos próximos dias ou mesmo horas.

Obrigado, gente!

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Categoria(s): Cultura / Política
  • Repet
sexta-feira - 06/03/2026 - 16:00h
Expediente excepcional

“Sabadão do Contribuinte” abre secretaria para facilitar pagamentos

Expedientes extraordinários ocorrerão em quatro fins de semana (Foto: Wilson Moreno)

Expedientes especiais ocorrerão em quatro fins de semana (Foto: Wilson Moreno)

Sucesso em 2025, a Secretaria Municipal da Fazenda (SEFAZ) de Mossoró realizará mais uma edição do “Sabadão do Contribuinte”. A iniciativa ocorrerá nos quatro sábados do mês de março, iniciando já no dia 7 deste mês e prosseguindo em 14, 21 e 28 de março. A medida visa atender àqueles contribuintes mossoroenses que não conseguem se deslocar à Sefaz em função de trabalho, estudo, entre outros.

O “Sabadão do Contribuinte” atenderá a população das 8h às 12h. O atendimento especial é para a abertura de processo voltado ao IPTU, parcelamento de débitos, boleto do IPTU e todas as dúvidas que o contribuinte possa ter, que serão esclarecidas pela equipe da Secretaria da Fazenda.

“Como o repetido sucesso de 2025, nos próximos quatro sábados deste mês de março, abriremos a Secretaria da Fazenda, das 8h às 12h, com a ação ‘Sabadão do Contribuinte’, visando atender aquele contribuinte que durante a semana, em função do trabalho, de estudos, enfim, não consegue se dirigir até a Secretaria para resolver problemas de ordem fiscal, de ordem tributária junto à Prefeitura de Mossoró”, destacou Edilson Júnior, titular da Secretaria da Fazenda do município.

elo sexto ano consecutivo, o município de Mossoró aplica o desconto de 25% para o contribuinte que realizar o pagamento do tributo em parcela única. O desconto é oferecido desde 2021. Conforme o calendário divulgado, o pagamento da cota única deve ser realizado até o dia 31 de março de 2026. Para quem optar pelo parcelamento, serão oito parcelas que deverão ser pagas de março a outubro.

A medida é uma forma de estimular o pagamento do IPTU e é concedida apenas ao contribuinte que estiver em situação tributária regular, em relação ao recolhimento do IPTU, nos exercícios anteriores ao do ano de lançamento.

O contribuinte mossoroense também pode ter acesso ao boleto através do Sefaz Digital, acessando o site contribuinte.mossoro.rn.gov.br, ainda pelo WhatsApp (9 8827 4890) ou no atendimento presencial da Secretaria da Fazenda, localizada na avenida Alberto Maranhão, das 7h às 17h.

 Calendário do IPTU 2026

 1ª quota/quota única – 31 de março de 2026

 2ª quota – 30 de abril de 2026

 3ª quota – 29 de maio de 2026

 4ª quota – 30 de junho de 2026

 5ª quota – 31 de julho de 2026

 6ª quota – 31 de agosto de 2026

 7ª quota – 29 de setembro de 2026

 8ª quota – 30 de outubro de 2026

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Categoria(s): Administração Pública
sexta-feira - 06/03/2026 - 15:38h
Incitação a golpe

Procurador da República pede arquivamento de inquérito contra Girão

Girão é deputado federal pelo RN (Foto: Zeca Ribeiro)

Girão é deputado federal pelo PL (Foto: Zeca Ribeiro/Arquivo)

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) o arquivamento do inquérito que investiga o deputado federal General Girão (PL-RN) por suposta incitação a atos golpistas.

A investigação apura declarações do parlamentar relacionadas aos acontecimentos de Ataques de 8 de janeiro de 2023 no Brasil, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas em Brasília.

No parecer enviado ao STF, Gonet afirma que não há “elementos de prova a corroborar a hipótese criminal de adesão direta ou auxílio material” aos atos registrados naquela data.

Segundo o chefe do Ministério Público Federal, a investigação não reuniu indícios suficientes que comprovem participação efetiva do deputado na organização ou financiamento das manifestações que culminaram nas invasões.

Em relação à possível incitação por meio de declarações públicas, o procurador-geral também apontou que eventual crime estaria prescrito.

Em 2023, a Polícia Federal do Brasil chegou a afirmar que Girão teria cometido crimes ao estimular apoiadores a defender uma intervenção das Forças Armadas após o resultado das eleições, mas a manifestação da PGR agora indica que não há base jurídica para dar continuidade ao caso.

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Categoria(s): Política
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sexta-feira - 06/03/2026 - 14:48h
Ufa!

Governo Federal assegura recursos extraordinários para aliviar saúde

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Notícia em primeira mão.

A Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN (SESAP/RN) conta com aporte extraordinário do Governo Federal para poder sanar compromissos no setor.

Montante é da ordem de R$ 200 milhões.

Conversa interna no círculo fechado do governo, é que esses recursos devem distensionar relações sensíveis da gestão Fátima Bezerra (PT) com prestadores de serviços e fornecedores, num momento em que se aproxima a campanha eleitoral.

Ufa!

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Categoria(s): Política
sexta-feira - 06/03/2026 - 13:38h
Caso Banco Master

Ligações entre Alexandre de Moraes e banqueiro são delicadas

Vorcaro e Moraes relações próximas (Fotos Reprodução do Youtube e Rosinei Coutinho do STF)

Vorcaro e Moraes relações próximas (Fotos Reprodução do Youtube e Rosinei Coutinho do STF)

Do Canal Meio e outras fontes para o BCS

O acesso pela Polícia Federal ao conteúdo do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, revelou uma intensa troca de mensagens com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, conta Malu Gaspar. “Fiz uma correria aqui para tentar salvar. Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”, indagou Vorcaro pouco antes de ser detido por agentes da PF no aeroporto de Guarulhos na noite de 17 de novembro do ano passado.

Em seguida, Moraes teria respondido com três mensagens de visualização única, cujo conteúdo não pôde ser recuperado.

Ao longo daquele dia, segundo as mensagens, Vorcaro atualizou o ministro sobre as negociações para a venda do banco e o inquérito que o levaria à prisão. O escritório de advocacia da esposa de Moraes tinha um contrato de quase R$ 130 milhões com o Master. Por meio de sua assessoria, o ministro negou ter recebido as mensagens e classificou a informação como “ilação mentirosa” destinada a atacar o Supremo. (Globo)

Proximidade suspeita

Mas as conversas interceptadas pela PF mostram proximidade entre os dois. Em uma mensagem, Vorcaro diz que Moraes vetou a participação do empresário Joesley Batista, controlador da J&F, em um evento patrocinado pelo Master. O veto teria sido motivado pela presença do ex-presidente Michel Temer, que indicou o ministro ao STF e foi alvo de uma gravação comprometedora feita por Batista. (Folha)

Nos bastidores da investigação que levou Vorcaro de volta à prisão, há quem diga que cresce a possibilidade de um acordo de colaboração premiada, conta Andréia Sadi. A hipótese ganhou força após dois sinais observados nos bastidores: a movimentação em torno da reorganização da defesa e a recusa de alguns advogados consultados em assumir uma estratégia baseada em delação. (g1)

As investigações da PF também indicam a atuação do ex-diretor de Fiscalização do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza em favor de Vorcaro. Em fevereiro de 2019, o banqueiro pediu ajuda a Souza para assumir o controle do Banco Máxima, que depois mudaria de nome para Master. O BC negou inicialmente a transferência, mas voltou atrás em outubro daquele ano. Souza e o ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária Belline Santana foram alvo esta semana de mandados de busca e apreensão, acusados de receberem propina de Vorcaro para atuarem como “consultores” dele dentro do BC. (Estadão)

O ministro André Mendonça determinou a transferência de Daniel Vorcaro para a Penitenciária Federal de Brasília. A decisão atende a um pedido da PF, que alegou necessidade imediata de proteção à integridade física do investigado. O banqueiro havia sido transferido para a Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo. (g1)

Eliane Cantanhêde: “Se o ministro Alexandre de Moraes já devia explicações sobre os R$ 130 milhões do Master, ele passa a ser cobrado sobre qual era o seu papel, ou a expectativa de Daniel Vorcaro sobre ele, nesse contrato.” (Estadão)

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Categoria(s): Política
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