domingo - 07/06/2026 - 13:50h
Valorização

“Pingo da Mei Dia só tem aqui”, define Bell Marques

Em entrevista à TV Tropical nesse sábado (06), em que mais uma vez se apresentou com sua banda no “Pingo da Mei Dia”, o cantor-compositor e músico baiano Bell Marques se declarou.

Disse que se sentia “orgulhoso” de fazer parte do evento.

Entrevistado pelo apresentador de TV, Cyro Robson, Bell Marques definiu:

– “O Pingo da Mei Dia é uma festa muito original; só tem aqui.”

O Pingo faz parte da programação do Mossoró Cidade Junina (MCJ).

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Categoria(s): Gerais
domingo - 07/06/2026 - 11:52h

Do Oriente

Por Marcelo Alves

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

George Steiner, em “Lições dos mestres” (Record, 2005), anota que: “O fascínio pela ‘luz que vem do Oriente’, a esperança de conhecer revelações vindas da Ásia, técnicas de purificação e de meditação que permitam acesso ao transcendental são uma constante na cultura ocidental. Sabemos do encanto que coisas arcanas do Egito e da Pérsia exerciam sobre as escolas de Pitágoras e de Platão. O ‘guru’ chega até nós através dos hindus e dos sikhs. De maneiras distintas os europeus e os anglo-americanos têm expressado suas próprias ‘passagens para a Índia’ (comparem-se as conotações dessa expressão em Walt Whitman e em E. M. Forster), bem como suas imagens de taoísmo, budismo e do zen.

O atual fascínio remonta ao ‘parlamento das religiões’ que se reuniu em Chicago em 1893. Por meio de acólitos como Hermann Hesse e Aldous Huxley, esses construtos inspiraram a literatura, as artes, a música e a psicoterapia. (…)”.

Steiner escreveu isso já faz mais de 20 anos. De lá para cá, no Ocidente, para muitíssimas pessoas, esse tipo de sentimento, outrora de encantamento, perdeu o seu charme. E o pior: deu lugar a uma cornucópia de preconceitos culturais, religiosos, raciais, sociais e por aí vai.

É uma pena. O Oriente, seja o próximo (dito também médio) ou o extremo, tem muitos encantamentos e, sobretudo, para nós ocidentais, muitos mistérios. Certamente bem mais até do que “ousa imaginar a nossa vã filosofia”.

Tenho, nos últimos anos, tentado conhecer paragens mais distantes. Se um dia, como orgulhoso fã de “Jornada nas estrelas” (“Star Trek”), sonhei viajar pelo “Espaço, a fronteira final”, na nave estelar Enterprise, “para explorar novos mundos, pesquisar novas vidas e novas civilizações, audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve”, hoje me dou por muitíssimo satisfeito em pôr minhas botas, quando guerra não há, no próximo ou no extremo Oriente. Emirados Árabes, Catar, Turquia, Índia, Japão, já estive por lá, turista/explorador curioso.

De toda sorte, não me julgo em condições de falar sobre suas distantes filosofias ou religiões, sobre essa “luz que vem do Oriente”. Talvez dê acolá um pitaco de direito comparado, conte alguma aventura/desorientação num dos descomunais mercados locais ou reclame/elogie a comida e a bebida que fiz questão de experimentar. Mas não passaria disso, trivialidades que apreendi de ciência própria ou por ouvir dizer.

Sobre a “luz que vem do Oriente”, seus hinduísmos, budismos, jainismos, taoísmos, confucionismos, islamismos e por aí vai, “qualquer compreensão confiável dessas fontes”, como diz George Steiner,  “teria como pré-requisitos o conhecimento de uma dúzia de línguas e alfabetos, estudos extremamente árduos, o conhecimento de milênios de história religiosa, filosófica e social, alguma submissão pessoal a códigos de sentimentos e de disciplina física alheios ao modo de ser ocidental”.

Mesmo os grandes orientalistas, respeitados etnólogos e estudiosos de religião comparada, como ocidentais, só conseguem vislumbrar uma fração de todo esse conhecimento mais que milenar. E apenas um número ínfimo de homens e mulheres ocidentais puderam verdadeiramente experimentar algo, e ainda assim específico, da vida espiritual oriental.

O restante da turma, mesmo que se arrotem espiritualizados, não passam de mochileiros, com suas vivências superficiais, apenas aceitos pela cultura local com aquele interessado e interesseiro desdém. Se pobres mortais, somos – e acho que sempre seremos – estrangeiros por lá.

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República, doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL e membro da Academia Norte-riograndense de Letras – ANRL

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Categoria(s): Crônica
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domingo - 07/06/2026 - 09:52h

Depois do medo, vem o mundo

Por Odemirton Filho

Arte ilustrativa (Arquivo)

Arte ilustrativa (Arquivo)

A frase acima, dizem, foi escrita pela poetisa Clarice Lispector. Não sei. Na verdade, para mim pouco importa a autoria. O importante é a reflexão que dela podemos extrair. Ademais, a leitura dominical deve ter leveza, para suavizar o coração. Mas quais são os nossos medos?

Com certeza, muitos enfrentam cotidianamente os seus medos. Temos incertezas que estremecem a alma e nos fazem vacilar na caminhada. Aqui e ali, tropeçamos. Ficamos na dúvida se as veredas que desbravamos estão corretas ou, talvez, pegamos o bonde errado.

Nesta vida desembestada, neste mundo das redes sociais onde quase tudo parece perfeito, ficamos a matutar se realmente estamos a fazer o certo. Ser CLT ou um empreendedor? Estudar e/ou trabalhar? Ou, quem sabe, tentar ser um influenciador de sucesso para ganhar muito dinheiro.

Nesse turbilhão no qual vivemos, com mentiras a mancheias, muitas vezes ficamos angustiados, pois a cobrança diária para sermos o melhor naquilo que nos propormos a fazer tornou-se abusiva. Em alguns casos, metas precisam ser cumpridas, sob pena de demissão, diminuição salarial ou empecilho para ascender na carreira profissional.

Quando lecionava, inúmeros alunos e alunas me confidenciavam que estavam com ansiedade, quiçá depressivos, com medo de não conseguirem ser aprovados na OAB e não lograr êxito na profissão. Eram pessoas jovens, tristes, sem o viço e a alegria da juventude.

É claro que é preciso se esforçar para alcançar objetivos, todavia, em tudo deve haver limites, sobretudo em respeito à saúde e ao bem-estar.

Decerto, cada um de nós sabe quais são os seus medos. Há os que temem não constituir uma família ou findar os dias sem alguém ao seu lado; no entanto, há quem prefira viver sozinho em seu mundo.

Enfim, depois de vencer o medo, vem o mundo, e, como já disse Nelson Mandela, “bravo não é quem não sente medo, é quem o vence”.

Odemirton Filho é oficial de justiça

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Categoria(s): Crônica
domingo - 07/06/2026 - 08:14h

Antes que eles cresçam

Por Affonso Romano de Sant’Anna

Arte ilustrativa (Arquivo)

Arte ilustrativa (Arquivo)

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos. É que as crianças  crescem. Independentes de nós, como árvores, tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença.

Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. Entre os estupros dos preços, os disparos dos discursos e o assalto das estações, elas crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância.

Mas não crescem todos os dias, de igual maneira; crescem, de repente. Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.

Onde e como andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal?

Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins, cabelos soltos sobre as ancas. Essas são as nossas filhas, em pleno cio, lindas potrancas.

Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas, com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então com a suéter amarrada na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração. Pois ali estamos, depois do primeiro e do segundo casamento, com essa barba de jovem executivo ou intelectual em ascensão, as mães, às vezes, já com a primeira plástica e o casamento recomposto.

Essas são as filhas que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas. E elas crescem meio amestradas, vendo como redigimos nossas teses e nos doutoramos nos nossos erros.

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos. Longe já vai o momento em que o primeiro mênstruo foi recebido como um impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções.

Passou o tempo do balé, da cultura francesa e inglesa. Saíram do banco de trás e passaram  para o volante de suas próprias vidas. Só nos resta   dizer “bonne route, bonne route”, como naquela canção francesa narrando a emoção do pai quando a filha oferece o primeiro jantar no apartamento dela.

Deveríamos ter ido mais  vezes à cama delas ao anoitecer para ouvir  sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de colagens, posteres e agendas coloridas de pilô. Não, não as levamos suficientemente ao maldito “drive-in”, ao Tablado para ver “Pluft”, não lhes demos suficientes hambúrgueres e Cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas.

Elas cresceram sem que esgotássemos nelas todo o nosso afeto. No princípio  subiam a serra ou iam à casa de  praia entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de sorvetes e sanduíches infantis.

Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo  com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma aqui na praia e os primeiros namorados. Esse exílio  dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos.

Agora é hora de os pais na montanha  terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes. O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco.

Por isso, os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto. Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que elas cresçam.

Affonso Romano de Sant’Anna (1937-2025) foi escritor, professor e cronista brasileiro

*Texto originalmente publicado dia 9 de outubro de 2011 nesta página.

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Categoria(s): Crônica / Grandes Autores e Pensadores
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 07/06/2026 - 07:46h
Desistir, jamais

O paliativismo que transforma o fim da vida em ato de amor

Por Marcello Benevolo – Especial para o BCS

Emilly Leiros e Elidiane Leiros, mãe e filha, sendo felizes em meio às dificuldades (Fotos: reportagem)

Emilly Leiros e Elidiane Leiros, mãe e filha, sendo felizes em meio às dificuldades (Fotos: reportagem)

Calça rosa. Blusa rosa. Casaco rosa. Mochila rosa. Máscara rosa. Na vida de Emilly Leiros, o rosa não é uma cor. É uma identidade.

A adolescente de 15 anos convive desde o nascimento com a mielomeningocele, uma malformação congênita na coluna vertebral. A condição trouxe complicações renais graves. Ela passou anos em diálise, fez um transplante de rim e segue em acompanhamento clínico no Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL/UFRN/HU Brasil), em Natal. Ali, entre consultas e exames, ela criou uma admiração especial por uma enfermeira da pediatria: uma profissional de cabelos coloridos que a encantou.

Emilly queria o mesmo para si. Cabelos cor-de-rosa.

Em uma quinta-feira de aniversário, ao completar 15 anos, ela ganhou o presente que tanto desejava. A Comissão de Cuidados Paliativos do HUOL realizou o desejo. O gesto virou festa.

“Em meio a todo o processo difícil que ela passou, vê-la realizar o que tanto queria é motivo de muita gratidão”, disse Elidiane Leiros, mãe de Emilly. “Quero agradecer por todo o amor, carinho e cuidado, porque além de cuidarem da minha filha, eles também olham por mim”, completou.

A médica paliativista pediátrica Ana Leonor Medeiros, do HUOL, traduziu o que o gesto representa: “O desejo de Emilly é que, a partir de agora, ela seja reconhecida como a menina do cabelo cor-de-rosa, e não mais apenas como a menina da cadeira de rodas rosa.”

Muito além do fim da vida

A história de Emilly é um retrato preciso do que o cuidado paliativo é; e do que ele não é.

Ela não está à beira da morte. Tem 15 anos, uma vida pela frente e uma doença crônica sem cura que exige cuidado permanente. O paliativismo cuida dela. Não para deixá-la morrer. Para que ela viva melhor.

“O cuidado paliativo é uma abordagem do sofrimento humano”, define a médica geriatra e paliativista Dra. Laís Abreu, da equipe do HUOL. “Nossa principal missão é melhorar esse sofrimento, físico, psicológico, social e espiritual, diante de doenças que ameaçam a vida. E esse sofrimento não se restringe apenas ao paciente. Ele envolve a família inteira.”

A Comissão de Cuidados Paliativos do HUOL é formada por 41 profissionais de diversas áreas, como médicos, farmacêuticos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogos, fisioterapeutas e nutricionistas. Em maio passado, 31 pacientes internados estavam sob acompanhamento da equipe, com idade mediana de 66 anos. Cerca de 51% eram oncológicos. Mas o cuidado não se restringe ao câncer. Pacientes com doenças cardíacas, hematológicas, renais e hepáticas também são atendidos. O alcance vai além das enfermarias: inclui ambulatório e, para os mais debilitados, a telemedicina.

O paliativismo ainda não é uma especialidade médica reconhecida oficialmente no Brasil, mas caminha para isso. “Estamos numa fase de transição. Vai ser tornada oficialmente uma especialidade, vai ter residência. Já se reconhece a necessidade. Isso é um bom sinal”, avalia o Dr. Marcos Jácome, ginecologista e obstetra, 1º vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte (CREMERN). O próprio Conselho criou, há cerca de quatro anos, uma Câmara Técnica de Cuidados Paliativos, grupo de especialistas para orientar a entidade em questões éticas e técnicas da área.

Um tabu persiste

Apesar do crescimento da área, o paliativismo ainda carrega um peso cultural difícil de superar. Na cabeça de muita gente, e também de muitos médicos, chamar a equipe paliativa é sinal de desistência.

“Existe uma associação de que o cuidado paliativo é solicitado quando ‘não tem mais o que fazer'”, reconhece a Dra. Laís. “Isso vem de uma realidade do nosso país onde o paliativo é chamado quando os pacientes já estão muito graves. Muitas vezes chegamos com pacientes inconscientes, sem conseguir verbalizar desejos, com a família em sofrimento intenso. As pessoas associam nossa presença com a morte apenas porque somos chamados tarde demais.”

A Dra. Ana Kalline, oncologista pediátrica e paliativista, aponta a raiz cultural do problema: “No Nordeste, temos muito isso de querer ‘fazer tudo’. O Brasil tem o complicador cultural de que ‘cuidar’ é intervir ao máximo. Mas quando se entende a qualidade de vida, o tempo que resta, as decisões, os perdões e as finalizações, o paciente se sente mais tranquilo para seguir.”

A ciência é clara. “Pacientes acompanhados pelo cuidado paliativo vivem mais e vivem melhor”, afirma a Dra. Laís. “Nosso objetivo não é antecipar o óbito, nem limitar tratamentos. É identificar os tratamentos pertinentes para que, quando não forem mais elegíveis, esse paciente tenha dignidade de vida”, explica a médica

“Achamos que era eutanásia”

Hospital Universitário Onofre Lopes fica localizado em Natal (Foto: Gov. Federal)

Hospital Universitário Onofre Lopes fica localizado em Natal (Foto: Gov. Federal)

Dona Marinete Cosme Pereira tem 77 anos. Moradora de São José de Mipibu (RN), ela está internada no HUOL há cerca de duas semanas. O diagnóstico é um câncer biliar em estágio terminal. Passou por cirurgia, mas não foi possível retirar todo o tumor. Não há indicação para quimioterapia, radioterapia ou qualquer tratamento modificador da doença. Ela chegou muito debilitada. Não há previsão de alta.

Para chegar ao HUOL, a família precisou recorrer à Justiça. Antes, Dona Marinete ficou dez dias em uma UPA em São José de Mipibu, à espera de uma vaga, sem respostas claras sobre o seu estado.

São nove filhos. Dois deles conversaram com esta reportagem: Fábio Pereira, 43 anos, copeiro, e Rosineide Pereira, 51, técnica de enfermagem. Dois meses antes de internar a mãe, a família havia perdido uma irmã. O luto chegou em dobro.

Quando os médicos informaram que Dona Marinete entraria em “estado paliativo”, o susto foi imediato, inclusive para quem deveria conhecer o assunto. Rosineide trabalha há anos na área da saúde. É técnica de enfermagem na Liga Norte-Rio-Grandense Contra o Câncer e em uma casa de apoio que recebe pacientes de todo o interior do estado. Ainda assim, o nome soou como sentença.

“Foi um choque para todos nós”, conta a técnica de enfermagem. “No início foi tenso. Achávamos que ela ia desfalecer, tipo uma eutanásia, que iam deixá-la ali sem comer, sem fazer nada”, lembra Rosineide.

A médica explicou. A família ouviu. E o medo deu lugar a algo diferente.

“Agora a gente está vivendo, conversando com ela, falando das coisas que ela gosta, da casa dela e levando pensamento positivo”, e “Ela continua dizendo que se sente muito bem cuidada”, relata Rosineide.

Dona Marinete sabe que está doente. Mas não quer saber de tudo. “Ela sabe da doença. Só não quer saber dessa parte final”, diz Rosineide, com a serenidade de quem já atravessou a negação.

O amor cura

Do outro lado da dor, o irmão Fábio encontrou palavras simples para nomear o que está vivendo ao lado da mãe: “Estou aprendendo que o cuidado paliativo é ‘amor cura’. É você esquecer a doença e ver o doente, ver o que ela precisa de atenção, carinho e conforto. Agora a gente tem esse tempo para dar o melhor para ela.”

Fábio é católico. A irmã é adventista. Entre os dois, e entre os outros sete filhos, os netos, os amigos, há a convicção de que esse tempo ao lado da mãe é o maior presente que poderiam oferecer. “Nos sentimos fortalecidos”, afirma.

A frase “amor que cura” pode soar simples. Mas ela resume uma filosofia inteira de cuidado que a medicina levou séculos para reconhecer como legítima. E que ainda encontra resistência em muitos consultórios e corredores hospitalares pelo Brasil.

Um sorvete, uma formatura, um filho que voltou

No HUOL, a equipe paliativa não cuida apenas de sintomas. Cuida de desejos.

Existe o “Cine Paliativo”, sessões de filmes com pipoca em áreas comuns do hospital. Comemorações de aniversário com bolo. Passeios terapêuticos com direito a uma linda vista para o mar, bem em frente à praia dos Artistas. Visitas de crianças com apoio da psicologia. “Tentamos fazer com que o paciente não viva apenas a doença”, conta a Dra. Laís.

Certa vez, a equipe soube que uma paciente de 44 anos, internada há cerca de um mês com uma doença hematológica, havia sonhado que tomava sorvete. “Nós conseguimos o sorvete para ela”, conta a Dra. Ana Kalline. “Ela tomou o sorvete e faleceu pouco depois”, relembra a médica.

Houve a formatura realizada dentro do hospital, para que um paciente não perdesse o momento de receber o diploma. E o caso que ninguém esquece: um filho detento que saiu do presídio para se despedir da mãe antes que ela partisse.

“Atender desejos é fundamental. O objetivo é hospitalizar menos e permitir que eles vivam esses momentos”, resume a Dra. Ana Kalline.

O sabor do sorvete antes do adeus... (Foto: Web)

O sabor do sorvete antes do adeus… (Foto: Web)

A vez do paciente

Um dos pilares do paliativismo é o protagonismo de quem está doente.

“Quando somos chamados de forma precoce, o paciente é o protagonista. Ele consegue verbalizar desejos, compreender riscos e benefícios. Isso pode ser registrado em prontuário ou em cartório como um testamento vital. Se estiver registrado, seus desejos devem ser respeitados, a despeito da vontade da família. Isso é a autonomia do paciente”, explica a Dra. Laís.

Mas quando a equipe chega tarde, a cena muda. Quem decide é a família, em sofrimento intenso, sem preparo, com o tempo curto.

O Dr. Marcos Jácome vivenciou isso de perto como gestor de um hospital privado de Natal. Em um caso, a médica paliativista explicou o quadro a três filhos de uma paciente. Dois aceitaram. Uma filha resistiu. O impasse durou semanas. “Ela se convenceu, mas no finalzinho. E nesse momento o sofrimento já tinha sido muito grande”, lembra.

Daí a importância de conversar antes. Enquanto é possível. “Converse com a sua família”, é o conselho que o médico repete.

“A gente não sabe quando, onde e de quê”

O Dr. Marcos Jácome tem 59 anos e uma especialidade que vive de começos: a ginecologia e obstetrícia. Sua rotina é de partos, de famílias que chegam felizes ao hospital, de vidas que chegam ao mundo. É o lado festivo do ciclo da existência. Mas ele sabe que o ciclo tem outro lado.

“É normal que a gente nasça, viva e é normal que a gente morra. Todos iremos passar por isso. A gente não sabe quando, onde e de quê. Isso é um mistério que só Deus vai elucidar no momento certo”, analisa o obstetra.

Certa vez, ele reuniu a própria família para uma conversa incomum: o que cada um queria para o momento da morte. O assunto soou estranho no começo. “Minha mulher disse: ‘eu quero ser cremada’. A gente não sabia, nunca tinha conversado sobre isso”, diz Dr. Marcos Jácome.

Para ele, o maior presente que uma família pode dar a quem ama é saber o que essa pessoa deseja para esse momento, não para apressar nada, mas para que tudo seja feito com respeito e amor quando a hora chegar.

O médico lembrou de um colega africano com quem conviveu durante a formação. Na cultura dele, a morte de um adulto era motivo de celebração: o ciclo havia se completado. Só a morte de uma criança gerava tristeza. “A vida não se concluiu”, dizia o colega. “Isso é cultural. Transformar pessoas desconhecedoras do assunto em conhecedoras leva tempo. Se a gente puder contribuir para que esse tempo seja menor, melhor”, defende Dr. Marcos Jácome. 

Jácome obteve outro mandato de cinco anos com folga (Foto: Aldair Dantas/TN/Arquivo)

Jácome o ciclo de vida tem o outro lado, doloroso em nossa cultura (Foto: Aldair Dantas/TN/Arquivo BCS)

Cuidar é um ato de amor

O HUOL é um hospital público federal, terciário, de alta complexidade, 100% SUS. Referência para o Rio Grande do Norte e estados vizinhos. No terceiro andar, nas enfermarias da oncologia, fica o quartel-general da equipe paliativa. Dali, eles se movem por todo o hospital, acolhendo famílias que chegam com medo e, muitas vezes, partem com mais paz.

O paliativismo não é sobre morrer. É sobre viver, até o último momento, com dignidade, com conforto, com os desejos atendidos.

É sobre uma paciente de 44 anos que tomou o sorvete que havia sonhado.

É sobre uma família de nove irmãos que aprendeu, às margens de uma perda anunciada, que amor cura.

É sobre uma menina de 15 anos que pediu para pintar o cabelo de rosa, e que quer ser reconhecida por quem ela é, não pela doença que carrega.

Esse é, no fundo, o desejo de todos nós.

Marcello Benevolo é advogado, jornalista e colabora regularmente com o BCS

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Categoria(s): Reportagem Especial
domingo - 07/06/2026 - 05:44h

Lá de cima

Por Bruno Ernesto

Foto extraída dos endereços @hansenecotur @rnatural

Foto extraída dos endereços @hansenecotur @rnatural

O ciclo de chuvas na região Nordeste, sem dúvida, é o período mais aguardado pelo sertanejo.

A cheia dos açudes, com as tão esperadas sangrias, é um espetáculo que jamais perderá sua beleza.

Quando criança, acompanhava meu pai nas suas aulas de campo da então Esam, hoje Ufersa, onde meu pai era professor no curso de agronomia.

Por inúmeras vezes, passávamos o dia inteiro no meio da mata; ele explicando aos alunos e eu apenas a olhar ao redor, admirado com o aguçamento de todos os meus sentidos, especialmente o olfato e a visão; sentindo o cheiro de mato recém-quebrado, e, por vezes, o cheiro de chuva, além de ficar impressionado com a imensidão das planícies ou das serras e montanhas por onde passávamos.

O que mais me impressionava naquele tempo era a visão que tinha de cima das serras. O sertão era infindável dali de cima.
Diante de tudo aquilo, um pensamento recorrente me vinha à mente: como chegamos ali? Não nós, ali reunidos; mas como o homem ali chegou?

Para mim era tudo muito confuso, distante e estranho.

Com meu pai e os inúmeros alunos dele, pude percorrer locais que pouca gente tem acesso ainda hoje.

Vi açudes, montanhas, serras, rios, córregos, cavernas, minas, salinas, dunas, mangue, muitas cidades do interior e o sertanejo. Muitos sertanejos.

Foi assim que despertei, sem saber, para um dos assuntos dos quais hoje, poucas pessoas dão importância: a historiografia.
Evidentemente que muitos se dedicaram a escrever sobre o período colonial do Brasil, especialmente da região Nordeste brasileira. Sua ocupação, exploração e expansão territorial.

Entretanto, a árdua tarefa de análise e interpretação documental é sempre desafiadora a novas escritas. Mas nada como andar pelo sertão.

Com a historiografia de um lugar, é possível traçar como se deu a ocupação territorial de qualquer lugar. Pelo menos, seu passado recente.

No caso da região Nordeste, é incalculável a quantidade de registros históricos da sua ocupação; desde a chegada dos europeus ao continente sul-americano, sendo possível traçar o seu desenvolvimento nos aspectos econômicos, sociais e políticos até a atualidade.

Um aspecto relevante nos recortes históricos, é que, como qualquer outra região do mundo, a historiografia do lugar fez-se a partir de seus habitantes, hábitos, costumes e tradições.

Entretanto, mais que a geografia e o acaso, na historiografia, a convicção dos homens também moldaram o que hoje se vê.

Embora os fatos, em si, não sejam os únicos objetos de observação e estudo, uma vez que a historiografia observa e vai muito além dos homens como únicos protagonistas, é impossível querer explorar uma temática sem que se nomine seus atores. Ainda que não se possa fazê-la, exclusivamente sobre os mesmos.

No caso do sertanejo, basta buscar um pouco de nossa própria história familiar para constatarmos que a grande maioria de nos somos oriundos do interior.

Muitos de nós tem uma história ou tem registrado na memória as visitas de familiares, especialmente os avós, que moram em pequenas cidades do interior.

Talvez sejam as melhores recordações que muitos de nós temos da infância.

E nesses tempos de chuvas no nosso sertão, mais uma vez essas recordações se avivam em nossas mentes e nos faz reviver aquele bom e feliz tempo, renovando a vida com as cheias e sangrias dos açudes, revigorando a coragem e convicção do sertanejo.

Bruno Ernesto é professor, advogado e escritor

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Categoria(s): Crônica
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 07/06/2026 - 04:46h

Canção para ninar gente grande

Por Marcos Ferreira

Arte ilustrativa exclusiva com recurso de IA para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva com recurso de IA para o BCS

Vejo-me às portas do tempo, mas ainda não estou pronto para partir. Um tempo que me lançou no mundo e agora reclama a minha volta às suas profundezas milenares e insondáveis. Antes, porém, me deixem compor uma canção. Uma melodia e letra que eternizem minha passagem por este planeta caótico, por entre esta humanidade autodestrutiva. Quero uma canção para ninar a alma empedernida dos homens duros, tipos de corações também de pedra. Não é possível que sejamos aniquilados por nossas próprias mãos, por atos deletérios e irresponsáveis. Vejo que nos comportamos pior que qualquer espécie que exista ou já tenha existido nesta bola azul fantástica.

Os dinossauros não fizeram nenhum mal a este planeta, entretanto hipotéticos designíos do universo os extinguiu. Com que direito massacramos nosso próprio habitat? É muita leviandade! Estou às portas do tempo, sem muito tempo para muita coisa. Mas desejo me despedir com uma canção terna, que seja leve e não menos firme.

Por que impedir que os pássaros continuem a voar e a cantar? O que temos contra o cântico dessas adoráveis criaturas aladas? Lamento dizer que nos tornamos predadores da poesia, que existe e que resiste sob nossas garras de adamantium. Por que negar as flores às borboletas? O jardim é primordialmente propriedade delas. É preciso admitir, reconhecer que estamos destruindo nosso jardim ancestral. O tempo, posso sentir, cobra meu regresso. Armou uma emboscada para mim.

Quero produzir uma canção que tenha a especial capacidade de me oferecer um sono reparador. Não esse tipo de sono que atualmente me chega entremeado de pesadelos. O tempo me quer de volta, preciso repetir. Todavia não estou pronto, acaso eu possa escolher outro momento. É isso, não fiz a música que me tornará imortal após a minha partida. Preciso de inspiração.

Necessito conciliar a melodia mais encantadora com uma letra que possa apaziguar, amainar as almas que ocupam este plano existencial. Anseio uma canção que assegure às árvores o direito à vida, que o Homem não tenha mais desculpa para ceifá-las. Planejo compor uma melodia assim, uma canção para cessar as absurdidades que resultam em guerras abomináveis.

É isto, o tempo me ronda e não é de hoje. Haverá de esperar mais um pouco, isto porque ainda não estou com os meus papéis em ordem. Possuo livros inéditos, obras que precisam se tornar públicas. Além disso, se me for permitido, existe essa canção que espero brotar cheia de superpoderes, de força excepcional para tocar os corações duros de tantos indivíduos que talvez nem tenham coração. O tempo há de me conceder um pouco mais de tempo, de modo que eu possa trazer à luz esta canção para ninar gente grande, reduzir tanta iniquidade sobre a face da Terra.

Marcos Ferreira é escritor

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Categoria(s): Crônica
domingo - 07/06/2026 - 03:34h
MCJ 2026

Polo Arraiá do Povo Poeta Zé Lima começa neste domingo

Waldonys é uma das atrações confirmadas (Foto: Arquivo)

Waldonys é uma das atrações confirmadas (Foto: Arquivo)

Acorde. Hoje, domingo (7), será aberta a temporada de shows do Polo Arraiá do Povo Poeta Zé Lima, instalado no Parque de Exposições Armando Buá, o Mercado do Bode. Programação está inclusa no Mossoró Cidade Junina (MCJ) 2026.

As apresentações musicais começam a partir das 11h com shows de bandas e artistas nacionais, regionais e locais, fomentando a diversidade cultural do MCJ 2026.

Na estreia, o “Arraiá do Povo” receberá shows de Waldonys, Forrozão Tropykália e Batista Lima. Ademais, sobem ao palco Ailson Forrozeiro e Gigantes do Arrocha.

Durante o mês de junho, o local conhecido popularmente como Feira do Bode se transforma para receber os festejos juninos, num espaço de valorização da cultura regional, resgatando tradições e fortalecendo nossas raízes com muito forró.

Polo Arraiá do Povo Poeta Zé Lima

11h – Ailson Forrozeiro

12h – Gigantes do Arrocha

13h15 – Waldonys

15h10 – Forrozão Tropykália

17h – Batista Lima

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sábado - 06/06/2026 - 23:24h

Pensando bem…

“Pessimismo leva à fraqueza, otimismo ao poder.”

William James

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sábado - 06/06/2026 - 11:00h
Seja feliz!

É São João em Mossoró

Sorria! Sorria!

É São João em Mossoró.

Divirta-se!

Seja feliz!

🎥 @pdrocunha_

Saiba mais:

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  • Art&C - PMM - Maio de 2026 - Cidade Junina
sábado - 06/06/2026 - 10:53h
MCJ 2026

Mais de 1.500 agentes de segurança atuam no “Pingo da Mei Dia”

Equipe diversa e numerosa de agentes garantem segurança; monitoramento por câmeras é reforço importante (Fotomontagem do BCS/Imagens da PMM)

Equipe diversa e numerosa de agentes garantem segurança; monitoramento por câmeras é reforço importante (Fotomontagem do BCS/Imagens da PMM)

A Prefeitura de Mossoró montou uma grande operação de segurança para o “Pingo da Mei Dia”, que acontece neste sábado (6), abrindo o Mossoró Cidade Junina (MCJ) 2026.

Ao todo, mais de 1.500 agentes estarão atuando no evento. O trabalho será realizado dentro do corredor cultural e também nas áreas próximas à festa.

A estrutura contará com agentes a pé, viaturas diversas como carros e motocicletas, torres de observação e pontos estratégicos de monitoramento. O contingente é integrado por Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Militar e Guarda Civil Municipal (GCM), além de agentes privados. Polícia Rodoviária Federal (PRF) é um reforço a mais na cidade.

O objetivo é garantir mais segurança, organização e tranquilidade para quem vai curtir o Pingo da Mei Dia.

Câmeras e alta tecnologia

Neste ano, o evento também contará com reforço no monitoramento por câmeras com reconhecimento facial em todo o percurso da festa. Serão mais de 60 câmeras. Elas utilizam inteligência artificial e consultam, em tempo real, a base de dados da justiça. Os equipamentos foram instalados em todas as entradas da festa e em toda extensão do Corredor Cultural.

Pela primeira vez, também, o município vai contar com cinturão de câmeras por fibra ótica, o que vai garantir o envio e o armazenamento das imagens em alta qualidade.

O Pingo da Mei Dia começa ao meio-dia, reunindo milhares de pessoas no corredor cultural.

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Categoria(s): Gerais / Segurança Pública/Polícia
sábado - 06/06/2026 - 08:28h
MCJ 2026

Veja todas as atrações do “Pingo da Mei Dia”

Banner com divulgação de atrações (Reprodução)

Banner com divulgação de atrações (Reprodução)

Neste sábado (6), pontualmente às 12h, o “Pingo da Mei Dia”, maior bloco junino do país, abre a programação do “Mossoró Cidade Junina (MCJ)” 2026 no Corredor Cultural, Centro da cidade. Serão 14 atrações entre artistas e bandas nacionais, regionais e locais animando o grande público.

Vão se apresentar, por exemplo, Bell Marques, Nattan, Banda Grafith e Dan Ventura.

Atrações como Analu, Gianinni Alencar, Forró dos 3, Caroline Melo, Aline Reis, Nilson Viana e Banda Inala estão confirmadas na programação. E ainda Banda Guto Fortunato, Alex do Acordeon, Darlan Dias.

No ano passado, o “Pingo da Mei Dia” registrou público superior a 250 mil pessoas. Para este ano, a expectativa é de que, mais uma vez, o Corredor Cultural receba uma multidão de mossoroenses e turistas de cidades do Rio Grande do Norte e estados vizinhos e até de outras regiões do país.

Programação

12h – Analu

12h30 – Gianinni Alencar

13h – Banda Grafith

13h30 – Forró dos 3

14h30 – Caroline Melo

15h – Nattan

15h30 – Aline Reis

16h30 – Banda Guto Fortunato

17h – Bell Marques

17h30 – Nilson Viana

18h – Banda Inala

19h – Alex do Acordeom

20h30 – Darlan Dias

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sábado - 06/06/2026 - 08:00h
MCJ 2026

“MCJ Seguro para Elas” amplia apoio às mulheres

“Fazemos um trabalho para garantir acolhimento, orientação e resposta rápida para mulheres que passem por qualquer situação de violência, importunação, assédio ou necessitem de apoio durante os festejos”, ressalta Lilian Cyntia (Foto: PMM)

“Fazemos um trabalho para garantir acolhimento, orientação e resposta rápida para mulheres que passem por qualquer situação de violência, importunação, assédio ou necessitem de apoio durante os festejos”, ressalta Lilian Cyntia (Foto: PMM)

A Guarda Civil Municipal (GCM) está com esquema reforçado de segurança durante o “Mossoró Cidade Junina” (MCJ)  2026. Ampliou a atuação da Patrulha Maria da Penha na terceira edição da campanha “MCJ Seguro para Elas”.

A população pode contar com a Patrulha Maria da Penha durante todo o período do MCJ 2026. Em caso de denúncia, os números para contato direto com a Guarda Civil Municipal são esses: 153 e 84 98631-7000.

Entre as novidades deste ano, a Patrulha Maria da Penha estará presente em pontos estratégicos dos polos do evento, como o Polo Estação das Artes e o Polo Arraiá do Povo Poeta Zé Lima

Outra novidade desta edição é que a Patrulha Maria da Penha estará com equipes de prontidão no Memorial da Resistência durante o “Pingo da Mei Dia” e o “Boca da Noite”.

Rede de proteção

De acordo com a subcomandante da GCM e idealizadora da Patrulha Maria da Penha da GCM, Lilian Cynthia, as mudanças têm como objetivo ampliar ainda mais a rede de proteção às mulheres. “Fazemos um trabalho para garantir acolhimento, orientação e resposta rápida para mulheres que passem por qualquer situação de violência, importunação, assédio ou necessitem de apoio durante os festejos”, ressalta Lilian Cyntia.

Acrescenta que a continuação e ampliação da campanha “MCJ Seguro para Elas” demonstra o compromisso da Guarda Civil Municipal com a proteção às mulheres. “Queremos que todas as mulheres aproveitem a festa com tranquilidade, sabendo que existe uma equipe preparada para acolher, orientar e agir sempre que necessário”, afirma.

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Categoria(s): Gerais / Segurança Pública/Polícia
sábado - 06/06/2026 - 07:38h
MCJ 2026

Prefeitura garante seis pontos de saúde e UPA’s para o “Pingo”

Um dos pontos é na Praça de Eventos (Foto: Wilson Moreno/PMM)

Um dos pontos é na Praça de Eventos (Foto: Wilson Moreno/PMM)

A Secretaria Municipal da Saúde de Mossoró (SMS) terá seis pontos de atendimento em todo o percurso do “Pingo da Mei Dia”, evento que abre oficialmente o “Mossoró Cidade Junina (MCJ)” 2026. Os pontos estarão espalhados por todo o Corredor Cultural.

Os postos de atendimento estarão na Estação das Artes Poeta Elizeu Ventania, Escola Municipal Manoel Assis, no prédio do antigo Fórum Municipal, Praça de Eventos, na sede da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Turismo (SEDINT), na Secretaria Municipal da Fazenda (SEFAZ).

A titular da SMS, Morgana Dantas, explica que é esperado um grande número de pessoas para celebrar o início do maior São João do Rio Grande do Norte e que a Secretaria de Saúde do município organizou o espaço para o atendimento aos mossoroenses e turistas que, porventura, precisem do espaço para atendimento médico.

Ambulâncias

A SMS também disponibilizará ao longo do percurso nove ambulâncias. “Além dos seis pontos, também contaremos com nove ambulâncias que ficarão em todo o entorno do evento para dar segurança e atendimento rápido a quem precisar”, completou.

UPA’s

“Além de todo o trabalho que estamos realizando para o ‘Pingo da Mei Dia’, nossas UPAs encontram-se abastecidas para atender o povo de Mossoró. Todas as nossas UPAs estão com insumos, medicamentos e materiais para o atendimento à população geral”, explicou a secretária de Saúde de Mossoró.

UPA  ALTO DE SÃO MANOEL:

Rua Chico Pedro, 160-240 – bairro Alto de São Manoel, Mossoró–RN, 59631-220

UPA BELO HORIZONTE:

Rua Jaen Menescal, 419 – bairro Lagoa do Mato, Mossoró–RN, 59604-200

UPA SANTO ANTÔNIO:

Rua Seis de Janeiro, 1914 – bairro Barrocas, Mossoró–RN, 59621-070

Pontos fixos

A Secretaria de Saúde de Mossoró instalará pontos fixos nos polos Estação das Artes, na avenida Rio Branco, e também no Arraiá do Povo Poeta Zé Lima durante os dias de apresentações nestes espaços. “Teremos outros pontos fixos nos polos da Estação das Artes e também no Arraiá do Povo para o socorro rápido”, complementou.

A Secretaria Municipal de Saúde terá mais de 250 pessoas mobilizadas para os dias do “Mossoró Cidade Junina”.

Pontos para o Pingo

– Estação das Artes Poeta Elizeu Ventania

– Escola Municipal Manoel Assis,

–  Prédio do antigo Fórum Municipal,

– Praça de Eventos

– Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Turismo (Sedint),

 – Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz)

Secretaria Municipal de Saúde terá mais de 250 pessoas mobilizadas para o "Pingo" e demais dias do “Mossoró Cidade Junina”, além de ampla estrutura (Foto: Wilson Moreno/PMM)

Secretaria Municipal de Saúde terá mais de 250 pessoas mobilizadas para o “Pingo” e demais dias do “Mossoró Cidade Junina”, além de ampla estrutura (Foto: Wilson Moreno/PMM)

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Categoria(s): Gerais / Saúde
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 06/06/2026 - 06:40h
MCJ 2026

“Pingo da Mei Dia” terá 10 portões de acesso ao evento

Distribuição dos acessos/saída facilita fluxo de pessoas e a segurança (Foto: Arquivo)

Distribuição dos acessos/saída facilita fluxo de pessoas e a segurança (Foto: Arquivo)

A Prefeitura de Mossoró reforça os pontos de acesso do público ao “Pingo da Mei Dia”, que acontece neste sábado (6), às 12h. O evento marca a abertura do “Mossoró Cidade Junina” (MCJ) 2026, na avenida Rio Branco, no Corredor Cultural.

Para este ano, a Secretaria Municipal de Segurança Pública, Defesa Civil, Mobilidade Urbana e Trânsito (Sesdem), divulgou 10 portões de entrada e saída para o grande evento, que no ano passado registrou público superior a 250 mil pessoas.

Os 10 portões no entorno Corredor Cultural facilitarão o acesso do público ao evento. A iniciativa permite que o público adentre o perímetro dos festejos com mais tranquilidade.

Os portões de entrada e saída serão distribuídos nas seguintes localidades:

Portão 1: Avenida Augusto Severo / Rua Melo Franco

Portão 2: Rua Frei Miguelinho / Rua Princesa Isabel

Portão 3: Rua Nísia Floresta / Rua Princesa Isabel

Portão 4: Rua Nísia Floresta / Rua Rui Barbosa

Portão 5: Rua Felipe Camarão / Rua Rui Barbosa

Portão 6: Rua Frei Miguelinho / Rua Rui Barbosa

Portão 7: Avenida Alberto Maranhão / Rua Alfredo Fernandes

Portão 8: Avenida Alberto Maranhão / Avenida Augusto Severo

Portão 9: Avenida Rio Branco / Rua Duodécimo Rosado

Portão 10: Avenida Rio Branco / Rua Roderick Grandall

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Categoria(s): Gerais
sexta-feira - 05/06/2026 - 23:44h

Pensando bem…

“Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.”

Albert Einstein

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sexta-feira - 05/06/2026 - 20:42h
MCJ 2026

“Camarote da Inclusão” tem espaço privilegiado no “Pingo da Mei Dia”

Espaço diferenciado é um referencial a mais para evento (Foto: Wilson Moreno)

Espaço diferenciado é um referencial a mais para evento (Foto: Wilson Moreno)

Pensando em garantir que todos aproveitem o maior bloco junino do Brasil, o “Mossoró Cidade Junina” (MCJ) 2026, a Prefeitura de Mossoró, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Cidadania e Juventude (SEMASC), montará estrutura para o “Camarote da Inclusão”, no Memorial da Resistência.

O “Camarote da Inclusão” comportará 50 lugares, 25 vagas para Pessoas com Deficiência (PcDs) e mais 25 vagas para acompanhantes. A entrada vai ser por ordem de chegada até alcançar o limite de ocupações. Cada PcD deve apresentar a carteirinha ou um laudo comprovando a deficiência.

“Mais um ano que a Prefeitura de Mossoró garante o ‘Camarote da Inclusão’, permitindo que Pessoas com Deficiência tenham acesso ao ‘Pingo da Mei Dia’. Nosso objetivo é garantir que todos possam se sentir incluídos nas programações”, declarou Francisco Carlos, secretário da Semasc.

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Categoria(s): Administração Pública / Gerais
sexta-feira - 05/06/2026 - 19:14h
Diesel

Tensão com guerra abala o custo do frotista brasileiro

Guerra EUA x Irã provoca sérias distorções (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Guerra EUA x Irã jogou alta para 28,99% (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Os impactos econômicos da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, no Oriente Médio, chegaram ao caixa dos frotistas brasileiros. Um levantamento da Gestran, sistema de gestão de frotas, mostra que, em um intervalo de praticamente três meses (89 dias), o preço do diesel adquirido nos postos de combustível chegou a ter alta de 28,99%. Depois desse pico, o aumento desacelerou – mesmo assim, o primeiro quadrimestre do ano encerrou com o diesel custando 17,68% mais caro.

O estudo foi feito a partir do consumo de combustível dos clientes atendidos pela plataforma da Gestran. Leva em conta o diesel S10, que se diferencia do comum ao proporcionar melhor desempenho do veículo. Tem como base o preço médio de R$ 5,80 o litro, apurado em 12 de fevereiro, portanto, duas semanas antes do início dos ataques dos Estados Unidos e Israel sobre o Irã, em 28 de fevereiro.

Menos de uma semana depois, a partir de 4 de março, tem-se início o período denominado pelo estudo como o de “escalada” no valor do combustível. “Em 17 dias, o preço médio saltou de R$ 5,92 para R$ 7,30 – um aumento de R$ 1,38 por litro. Apenas em 7 de março, o preço subiu 3,13% em um único dia”, descreve o levantamento da Gestran.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sexta-feira - 05/06/2026 - 18:44h
Areia Branca

Samanda ganha apoio do prefeito Souza Neto e de seis vereadores

Evento político reuniu prefeito, vereadores e militantes (Foto: divulgação)

Evento político reuniu prefeito, vereadores e militantes (Foto: divulgação)

A vereadora e pré-candidata ao Senado, Samanda Alves (PT), recebeu nesta sexta-feira (5) o apoio do prefeito de Areia Branca, Souza Neto (UB), durante encontro que reuniu militantes políticos do município Costa Branca potiguar.

A manifestação também contou com a presença de vereadores e lideranças políticas da cidade.

Além do prefeito, declararam apoio à pré-candidatura de Samanda os vereadores Sandro Góis, Renan de Dijalma, Dácio Filho, Eilson Tavares, Valdinho do Pipa e André de Dedé. Também participaram do ato a secretária municipal de Saúde e ex-prefeita Lidiane Garcia e outras lideranças locais.

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Categoria(s): Política
sexta-feira - 05/06/2026 - 17:00h
Pesquisa O Correio de Hoje/Exatus

Styvenson tem 45%, Zenaide 34%, Rafael 20% e Hélio 17% ao Senado

Styvenson, Zenaide, Rafael, Coronel Hélio: disputa (Fotomontagem d’O Correio de Hoje)

Styvenson, Zenaide, Rafael, Coronel Hélio: disputa (Fotomontagem d’O Correio de Hoje)

O Correio de Hoje de Natal

A pesquisa do Instituto Exatus, contratada pelo Grupo Agora RN e publicada no jornal O Correio de Hoje, aponta que o senador Styvenson Valentim (Podemos) e a senadora Zenaide Maia (PSD) seguem liderando a disputa pelas duas vagas do Rio Grande do Norte no Senado Federal que estarão em disputa nas eleições de 2026. Os números foram divulgados nessa sexta-feira (05)

No cenário estimulado, em que os entrevistados podem escolher dois nomes, Styvenson registra 45,72% das intenções de voto na soma do primeiro e do segundo voto. Em seguida aparece Zenaide Maia, com 34,15%.

A terceira colocação é ocupada pelo ex-deputado federal Rafael Motta (PDT), com 20,25%. Na sequência aparecem o ativista Coronel Hélio (PL), com 17,58%, e a vereadora natalense Samanda Alves (PT), com 12,89%.

Também foram citados o empresário Flávio Rocha (Novo), com 5,75%; o ex-deputado estadual Sandro Pimentel (PSOL), com 2,02%; Rosália Fernandes (PSTU), com 1,94%; e Luciana Lima (PSTU), com 0,65%. Outros 30,01% disseram não votar em nenhum dos nomes apresentados, enquanto 29,04% não souberam responder.

Pesquisa anterior

Na comparação com a pesquisa anterior da Exatus, Styvenson manteve a liderança, apesar de ter oscilado para baixo, passando de 48,6% para 45,72%, queda de 2,88 pontos percentuais. Zenaide avançou de 33,8% para 34,15%, enquanto Rafael Motta subiu de 18,7% para 20,25%. Coronel Hélio cresceu de 15,3% para 17,58% e Samanda Alves passou de 12,6% para 12,89%.

Senado — Estimulada (1º + 2º votos)

Styvenson Valentim (Podemos): 45,72%
Zenaide Maia (PSD): 34,15%
Rafael Motta (PDT): 20,25%
Coronel Hélio (PL): 17,58%
Samanda Alves (PT): 12,89%
Flávio Rocha (Novo): 5,75%
Sandro Pimentel (PSOL): 2,02%
Rosália Fernandes (PSTU): 1,94%
Luciana Lima (PSTU): 0,65%
Nenhum: 30,01%
Não sabe: 29,04%

Rejeição

Segundo o levantamento, 12,94% dos entrevistados afirmaram que não votariam em Samanda. Em seguida aparecem Coronel Hélio (PL), com 9,71%, e o senador Styvenson Valentim (Podemos), com 7%.

A senadora Zenaide Maia (PSD) registra 5,33% de rejeição. Na sequência aparecem Sandro Pimentel (PSOL), com 3,92%; Rosália Fernandes (PSTU), com 2,57%; Rafael Motta (PDT), com 2,55%; Luciana Lima (PSTU), com 2,11%; e Flávio Rocha (Novo), com 1,41%.

Entre os entrevistados, 32,05% afirmaram não rejeitar nenhum dos nomes apresentados. Outros 8,82% disseram rejeitar todos os candidatos, enquanto 11,6% não souberam ou preferiram não responder.

Samanda Alves (PT): 12,94%
Coronel Hélio (PL): 9,71%
Styvenson Valentim (Podemos): 7,00%
Zenaide Maia (PSD): 5,33%
Sandro Pimentel (PSOL): 3,92%
Rosália Fernandes (PSTU): 2,57%
Rafael Motta (PDT): 2,55%
Luciana Lima (PSTU): 2,11%
Flávio Rocha (Novo): 1,41%
Não rejeita nenhum: 32,05%
Rejeita todos: 8,82%
Não sabe/Não respondeu: 11,60%

Números em abril

Na comparação com abril, Samanda Alves ampliou sua rejeição de 12,26% para 12,94%, alta de 0,68 ponto percentual. Coronel Hélio oscilou de 10,07% para 9,71%, enquanto Styvenson caiu de 7,67% para 7%.

Zenaide Maia apresentou leve crescimento, passando de 5,01% para 5,33%. Já Rafael Motta reduziu sua rejeição de 2,87% para 2,55%.

Metodologia

A pesquisa Exatus/Agora RN ouviu 1.500 eleitores em todas as regiões do Rio Grande do Norte entre os dias 26 e 29 de maio de 2026. A margem de erro é de 2,53 pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número RN-01045/2026.

Leia tambémAllyson cresce e chega a 41%; Álvaro tem 22% e Cadu soma 12%

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sexta-feira - 05/06/2026 - 16:20h
Pesquisa O Correio de Hoje/Exatus

Allyson cresce e chega a 41%; Álvaro tem 22% e Cadu soma 12%

Allyson cresce e chega a 41%, Álvaro tem 22% e Cadu soma 12% (Fotomontagem d'O Correio de Hoje)

Allyson cresce e chega a 41%, Álvaro tem 22% e Cadu soma 12% (Fotomontagem d’O Correio de Hoje)

O Correio de Hoje de Natal

Nova pesquisa do Instituto Exatus, contratada pelo Grupo Agora RN e divulgada pelo jornal O Correio de Hoje de Natal, mostra nesta sextya-feira (06) que o ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União) ampliou sua liderança na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. No cenário estimulado — quando os nomes dos pré-candidatos são apresentados aos entrevistados —, Allyson aparece com 41,01% das intenções de voto.

A pesquisa Exatus ouviu 1.500 eleitores em todas as regiões do Rio Grande do Norte entre os dias 26 e 29 de maio de 2026.

Em segundo lugar, está o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (PL), com 22,75%. Na terceira posição, aparece o ex-secretário estadual da Fazenda Cadu Xavier (PT), que registra 12,61%.

Completam o levantamento Dário Barbosa (PSTU), com 0,90%, e Robério Paulino (Psol), com 0,85%. Outros 11,52% afirmaram não votar em nenhum dos candidatos apresentados, enquanto 10,36% não souberam responder.

Considerando apenas os votos válidos — excluídos brancos, nulos e indecisos —, Allyson ultrapassou a marca de 50%, cenário que, no limite da margem de erro, abre a possibilidade de definição da eleição já na primeira etapa do pleito, que acontecerá em 4 de outubro.

Dados de Estimulada publicados no impresso O Correio de Hoje (Reprodução do BCS)

Dados de Estimulada publicados no impresso O Correio de Hoje (Reprodução do BCS)

Pesquisa anterior

Em relação à pesquisa anterior da Exatus, divulgada em abril, Allyson foi o candidato que mais cresceu. Ele passou de 37,29% para 41,01%, avanço de 3,72 pontos percentuais. Álvaro Dias recuou de 24,91% para 22,75%, enquanto Cadu Xavier subiu de 10,74% para 12,61%.

Rejeição 

O levantamento também mediu a rejeição dos possíveis candidatos ao governo. Cadu Xavier lidera nesse quesito, com 20,68%, seguido de muito perto por Álvaro Dias, que registra 20,46%. Allyson Bezerra aparece com 7,26%, o menor índice entre os três principais concorrentes.

Na sequência estão Dário Barbosa, com 4,96%, e Robério Paulino, com 4,19%. Entre os entrevistados, 26,75% afirmaram não rejeitar nenhum dos nomes apresentados, 7,94% disseram rejeitar todos os candidatos e 7,76% não souberam ou preferiram não responder.

Dados de Rejeição publicados no impresso O Correio de Hoje (Reprodução do BCS)

Dados de Rejeição publicados no impresso O Correio de Hoje (Reprodução do BCS)

Metodologia

A pesquisa Exatus/Agora RN ouviu 1.500 eleitores em todas as regiões do Rio Grande do Norte entre os dias 26 e 29 de maio de 2026. A margem de erro é de 2,53 pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número RN-01045/2026.

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sexta-feira - 05/06/2026 - 11:52h
Parada estratégica

Nordestão traz o Gela Fácil Para o “Pingo da Mei Dia” e todo MCJ

Gela Fácil funcionará durante todo o MCJ no Nordestão Doze Anos, das 7h às 22h

Gela Fácil funcionará durante todo o MCJ no Nordestão Doze Anos, das 7h às 22h

Com a chegada do Pingo da Mei Dia, evento que abre oficialmente a programação do Mossoró Cidade Junina (MCJ) neste sábado (06), milhares de pessoas já se preparam para viver uma das maiores festas populares do Nordeste! E para quem não quer perder tempo antes de cair na folia, o Nordestão traz o Gela Fácil como a opção ideal para abastecer o esquenta e garantir praticidade durante o dia de festa.

O Gela Fácil funcionará durante todo o MCJ no Nordestão Doze Anos, das 7h às 22h.

O espaço reúne uma ampla variedade de bebidas quentes e geladas, águas, refrigerantes, energéticos, sucos, cervejas, além de snacks, gelo, coolers e outros itens indispensáveis para quem vai aproveitar o evento.

A proposta é oferecer mais comodidade ao público, evitando deslocamentos e filas de última hora. Para quem vai curtir o Pingo da Mei Dia e toda a programação do Mossoró Cidade Junina, o espaço é um ponto de parada estratégico.

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