domingo - 01/02/2026 - 10:44h

A faculdade do Nordeste

Por Marcelo Alves

Arte Ilustrativa (Arquivo)

Arte Ilustrativa (Arquivo)

Nestes tempos de tantos preconceitos – contra o Nordeste e os nordestinos e contra as universidades públicas, para dar dois graves exemplos –, vou aproveitar o ensejo para falar bem – aliás, muito bem – de uma instituição de ensino superior pública, genuinamente nordestina, que merece todas as nossas homenagens: a Faculdade de Direito do Recife.

Quase bicentenária, a Faculdade de Direito do Recife é um dos dois mais antigos cursos superiores do Brasil, de par com a Faculdade de Direito de São Paulo. Foi fundada ainda no primeiro Império, em 11 de agosto de 1827 (na mesma data da sua congênere paulista), à época como Faculdade de Direito de Olinda. Foi transferida para a capital da Província de Pernambuco em 1854, com a consequente mudança de denominação.

Ademais, a Faculdade de Direito do Recife, desde os seus albores, funcionou não só como o grande centro para formação de bacharéis em direito no Norte e Nordeste do país (incluindo muitos potiguares, num tempo em que o RN era ainda desprovido de cursos de direito), mas também como uma academia de filosofia, ciências sociais, artes e, sobretudo, política e literatura. Nomes célebres de nossa literatura e história política, como Joaquim Nabuco, Castro Alves, Martins Júnior, Clóvis Beviláqua, Capistrano de Abreu, Graça Aranha, Aníbal Bruno e Pontes de Miranda, para citar apenas alguns, passaram pelos bancos e pelas cátedras da Faculdade de Direito do Recife, irradiando suas ideias, inovadoras e muitas vezes polêmicas, para todo o Brasil.

Quanto à ciência do direito, sua filosofia e sua história, é certo que a Faculdade de Direito do Recife fez “escola” – e na precisão literal desse termo. Como registra Edilson Pereira Nobre Júnior em recentíssimo artigo publicado no Consultor Jurídico, “A Faculdade do Recife e a história do direito (parte 1)”, “se, para Machado de Assis, era controverso que a Escola do Recife, sob o prisma literário, poderia ser chamada de escola, indiscutível, sob o ponto de vista jurídico, que aquela assim se impôs. Prova disso o seu legado, tanto inesquecível quanto inestimável”.

Falamos aqui da famosa “Escola do Recife”, ponto luminar na história da filosofia (geral e jurídica) brasileira, que girava em torno da Faculdade de Direito do Recife e que albergava boa parte dos grandes pensadores brasileiros da época (segunda metade do século XIX). Era constituída por um grupo de filósofos, juristas, sociólogos e homens de letras, pensadores em geral, capitaneados por Tobias Barreto (1839-1889) e Sílvio Romero (1851-1914), que buscou produzir, por meio da adaptação dos referenciais europeus, sobretudo germânicos (especialmente Ernest Haeckel, 1834-1919), uma filosofia ou modo de pensar essencialmente brasileiro.

Desde a sua fundação em 1827, passando pelos tempos de Joaquim Nabuco e Gilberto Amado (sobre quem, tomando por base as suas “Formações”, conversamos nas semanas passadas), atravessando períodos de glória e de graves intempéries, suas muitas efemeridades, lá se vão quase 200 anos da “Faculdade do Nordeste”. Hoje, conservando a tradicional denominação de Faculdade de Direito do Recife, está abrigada no Centro de Ciências Jurídicas da Universidade Federal de Pernambuco. É sempre relacionada entre os melhores cursos de direito do Brasil (e a UFPE, por sua vez, entre as melhores universidades do país).

Sua revista – a Revista Acadêmica da Faculdade de Direito do Recife, que “começou a ser publicada em 1891, sendo o perdico acadêmico-científico mais antigo do Brasil na área de Direito” – é conceituadíssima. Seus professores/pesquisadores são renomadíssimos (e não vou citá-los nominalmente pelo risco de esquecer algum amigo). Seus discentes são deveras engajados. E por aí vai. Podem conferir isso tudo nos diversos rankings Internet afora.

Nestes tempos em que, para alguns, só o que é ensinado no sul do país ou mesmo no exterior tem valor, é sempre um alento rememorar o quão bela é a história da Faculdade de Direito do Recife, eterna capital do nosso Nordeste, de gerações passadas, da minha geração e de gerações futuras. Ano que vem, em 2027, devemos celebrar! E muito!

Marcelo Alves Dias de Souza é orocurador Regional da República, doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL, e membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL

Compartilhe:
Categoria(s): Crônica
domingo - 01/02/2026 - 09:30h

Quando o mar chamar

Por Bruno Ernesto

Foto do autor da crônica em março de 2025

Foto do autor da crônica em março de 2025

Você não acreditou, mas bem que eu avisei na semana passada (//blogcarlossantos.com.br/dona-mafisa/), e se ainda não se mexeu, corra! Dá tempo!

Prepare o balaio com flores, alfazema e decore a prece. Roupa branca e pés descalços na beira da praia, no quebrar das ondas ou no barco, amanhã é o dia de agradecer à Rainha do Mar. Nossa Senhora dos Navegantes também estará lá.

Se amanhã não conseguir ir ao mar, sete rosas brancas com os cabos cortados numa vasilha com água e perfume de alfazema resolve. Ofereça e agradeça mais do que pede ao seu orixá favorito, que jamais baixa a guarda.

Se você ainda não percebeu, registro que até um conhecido meu – que jura ser ateu – casou-se vestido com um puro linho branco e rosas brancas na decoração. A celebração no dia de Yemanjá foi mera coincidência.

Vá, vista-se de branco. Leve o balaio com flores e seu cachorrinho de estimação com você. Lance as flores ao mar como quem lança para ele correr e lhe trazer de volta. Ninguém desconfiará.

Se alguém questionar e insistir em dizer que não sabia que você também a reverencia, diga que foi mera coincidência. Que embora seja a primeira vez na vida que você faz isso e que não sabia que se agradece jogando flores ao mar, justifique que todos os anos você faz a mesma coisa. Ninguém perceberá.

Se lhe virem na procissão marítima com roupas brancas, diga que esqueceu onde estacionou o carro.

Acaso lhe flagrem jogando champanhe branca no mar, diga que está quente e que é melhor não estragar.

Lembre-se, quando o mar chamar, não tem quem não diga Odoyá.

Bruno Ernesto é advogado, professor e escritor. Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Mossoró – IHGM

Compartilhe:
Categoria(s): Crônica
  • Repet
domingo - 01/02/2026 - 08:34h

Conhecendo o mar

Por Odemirton Filho

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

As ondas do mar batiam em suas pernas, e ele ria, afastando-se, com medo, daquela ruma de água. Foi a primeira vez que Pedrinho foi à praia. Contava, então, com dez anos de idade. Era um menino nascido e criado na zona rural, lá pelas bandas do Alto Oeste das terras potiguares. Tão emocionado ficou, que talvez dissesse como a personagem da escritora Ana Maria Gonçalves, no livro Um Defeito de Cor, “eu achei que o mar era da cor do pano de Iemanjá, só que mais brilhante e mais macio”.

Desde novinho, ele desejava conhecer o mar. Os seus pais, no entanto, eram pessoas humildes, viviam de lavrar a terra, trabalhando de sol a sol, com pouco dinheiro. Por isso, o menino Pedrinho sonhava com esse dia. E, finalmente, chegou.

Ele ficava correndo pra lá e pra cá pela praia; fazia castelo de areia; jogava bola com o seu pai e um irmão mais novo. Antes de entrar no mar, fazia o sinal da cruz, rogando proteção a Deus. Como não sabia nadar, ficava no raso, fazendo as mãos em concha e molhando a cabeça. “Tocado pelo vento, o mar ia de um lado para outro, fingia que ia e voltava”. Os pais riam do seu jeito, e ficaram imensamente felizes por terem oportunizado um momento tão especial.

Para muitos ir à praia é algo banal, trivial. Contudo, para o menino Pedrinho, aquele dia foi um verdadeiro presente. Para uma pessoa humilde, criada em meio a tantas dificuldades, o simples se transforma em algo mágico, grandioso. Cada um tem o seu sonho, é certo. Uns sonhos podem ser grandes; outros, podem parecer pequenos. Entretanto, todos são sonhos, dependem do coração.

Ali, na praia, ele conheceu Maria Clara, também com dez anos de idade. Ela, vindo da cidade grande, conhecia o mar desde pequenininha. Logo, eles firmaram amizade e começaram a conversar. O menino contou sobre a sua vida; era do interior do estado do Rio Grande do Norte, estudava numa escola pública e os pais eram agricultores. A menina disse-lhe que era da capital potiguar e já estava acostumada em conhecer lindas praias e que os seus pais eram médicos.

Apesar de cada um viver em seu mundo, com condições financeiras diferentes, eram crianças. Juntos, brincaram, sorriram, tomaram banho de mar, chuparam picolé, fizeram castelos de areia; ainda estavam imunes à arrogância e à vaidade humana.

Odemirton Filho é colaborador do Blog Carlos Santos

Compartilhe:
Categoria(s): Crônica
domingo - 01/02/2026 - 07:28h

Chega de saudade – mas ela fica

Por Gaudêncio Torquato

Praça no Centro de Luís Gomes (Foto: Web)

Praça no Centro de Luís Gomes (Foto: Web)

A festa de Senhora Sant’Ana ocorre no dia 26 de julho. Data marcada no calendário da alma. Em Luís Gomes, esse dia nunca foi apenas religioso: era um chamado. Um convite para voltar — quem estava longe — ou para se reconhecer — quem nunca saiu. A cidade, plantada no alto da serra, parecia respirar mais fundo nessa época, como se soubesse que era o seu momento de se oferecer inteira.

Recordo os velhos tempos de outrora, bucólicos e suaves, quando o mundo era pequeno e, por isso mesmo, imenso. Tempos em que os namoros juntavam os namorados na calçada da casa da moça, sob o olhar atento — e fingidamente distraído — dos pais. Bastava um banco, a lua e uma conversa sem pressa. Amar era simples.

A meninada se esbaldava na chuva. Bastava o céu escurecer e os pingos engrossarem para que surgissem corridas, gritos e gargalhadas. O prêmio era tomar banho nas biqueiras dos telhados, como se cada queda d’água fosse uma cachoeira particular. Ninguém pensava em gripe, perigo ou censura: era alegria pura escorrendo pelos corpos.

À noite, depois do desligamento do motor, a cidade mergulhava numa escuridão cúmplice. Era então que os grupinhos de amigos se reuniam na praça central. Conversas soltas, planos improváveis, silêncios confortáveis. A luz vinha das estrelas — e da intimidade.

Havia também as aventuras quase proibidas: os mergulhos nos grandes caixões do fazendeiro e político Gaudêncio Torquato do Rego, onde se guardavam o algodão e a farinha. Para nós, eram piscinas improvisadas, territórios de ousadia, histórias que ainda hoje arrancam risos.

A vida era um passeio no engenho de rapadura, um ritual na bolandeira onde se produzia a farinha. Tudo tinha cheiro, som e sentido. O açúcar não vinha da prateleira: nascia do esforço. A comida tinha história antes de ter sabor.

Os estudantes universitários — orgulho da cidade — se reuniam na calçada da farmácia de Valdecir Pascoal. Ali se falava das experiências de cada um, dos desafios fora de casa, dos sonhos grandes demais para a serra — e, claro, se fofocava sobre a vida alheia, porque nenhuma comunidade vive sem seus pequenos enredos paralelos.

Foram tempos dos padres Miguel Nunes, Raimundo Caramuru de Barros, Valdécio Lopes e do amado padre Oswaldo Rocha, figuras que moldaram consciências, apaziguaram conflitos e ensinaram que fé também é gesto cotidiano.

Foram tempos de bons amigos: José Hildo Fernandes, Istênio Pascoal, Augusto de Maria Vicenza, João Batista, Valter Sandi — nomes que hoje soam como capítulos de um livro que só nós sabemos ler por inteiro.

Como esquecer o Grupo Escolar Coronel Fernandes, diligentemente dirigido pelo professor Chico Dubas, onde se aprendia mais do que letras e números: aprendia-se a ser gente.

E havia o brincalhão Severino Ramos, que dizia querer morrer num desastre de avião que cairia na Rua Nova, em Recife. Sonhava até com a manchete do jornal no dia seguinte: “Morreu em plena Rua Nova o trabalhador Severino Ramos”. Ríamos, sem imaginar que certas histórias sobrevivem justamente porque nunca aconteceram.

A cidade respirava ar puro. As ruas eram cheias de árvores, ainda sem asfalto, e o tempo parecia ter feito um acordo com a tranquilidade. E havia a linguiça de Tia Bebi — gostosíssima, insubstituível, memória que insiste em reaparecer sempre que a saudade aperta o estômago.

Luís Gomes era o centro do mundo. A maior referência geográfica de nossas vidas. Tudo partia dali. Tudo voltava para lá.

Chega de saudade, eu digo. Mas ela fica. Fica porque há lugares que não passam. Apenas se transformam em nós.

Gaudêncio Torquato é jornalista, escritor, consultor e professor

Compartilhe:
Categoria(s): Crônica
  • Repet
domingo - 01/02/2026 - 04:14h

Recordações da casa da fome

Por Marcos Ferreira

O sapateiro, de Ayala Gurgel — Óleo sobre tela

O sapateiro, de Ayala Gurgel — Óleo sobre tela

Vários autores, à falta de assunto melhor, escrevem acerca de suas próprias recordações. Assim o resultado desse artifício não raro finda descambando para a pieguice ou sentimentalismo. O passado, todavia, abriga um acervo existencial bastante vasto, senão inesgotável. Acontece, entrementes, que há escritores que transformam essas memórias em textos bons. Dito isto, conforme procedo neste instante, talvez não haja tanto problema em aqui e acolá usarmos essa receitinha introspectiva. Contarei, pois, mais um bocado de minha vida pregressa. São acontecimentos de fato melancólicos vinculados a um período que marcou meu coração e meu espírito.

Estudei pouco. Tive uma vida escolar muito breve. Minha presença em sala de aula foi curta, porém inestimável. Aquela educação formal, embora fragmentada, cultivou em mim a semente da leitura. Descobri que podia ler e daí por diante, ainda que fora da escola, segui lendo com máximo encanto. Debrucei-me sobre autores e obras com uma fome ancestral. É isso, li com extrema voracidade. Apesar dos pesares, adquiri acesso a clássicos importantes da literatura brasileira quanto estrangeira. Daí a pouco eu já não era tão só um leitor, mas um estudioso da produção intelectual que chegou ao meu alcance. Estudei, sobretudo, poetas parnasianos e suas regras fixas: esquemas rimários, metrificação, cesura, hemistíquio, diérese, sinérese e sílabas tônicas e pós-tônicas. Como autodidata, assimilei e fiz uso dessas técnicas. Não vou expor uma lista de títulos e autores que fizeram minha cabeça. Isso é enfadonho.

Não posso reclamar de nada a esta altura da vida. Tive sorte por sair do analfabetismo. Foi por um triz. Cheguei ao colégio para desasnar (analfabeto de pai e mãe) com onze anos de idade. A merenda escolar, admito, foi um incentivo de grande importância. Tempos bicudos, difíceis. Passamos graves dificuldades nas décadas de setenta, oitenta e meados de noventa. Não faltava escassez. Sapateiro, meu pai precisava realizar um contorcionismo financeiro enorme para alimentar nove filhos esfaimados. Éramos onze. Ocorreu que Hugo e Márcia (sou o primogênito) demoraram pouco naquele mundo sovina.  Hoje os dois habitam o campo-santo. O restante, nove magricelos, escapou fedendo. Àquela época um pão dormido era um tipo de item, uma iguaria nem sempre acessível na casa dos Ferreiras. Os vizinhos mais próximos sabiam que no 3521 da Avenida Alberto Maranhão havia uma família em insegurança alimentar. A senhora Branca, minha mãe, que não sabia assinar o próprio nome, era doutora em fazer render os víveres que o senhor Vicente trazia para casa adquiridos, no mais das vezes, na Cobal e no então pujante Beco das Frutas. Certas coisas, a exemplo do charque, ovos, mortadela e cereais, costumavam vir do Mercado Novo, no Bom Jardim.

Naquela quadra de minha existência não havia essa história de Bolsa-Família ou algo semelhante. Vivíamos sob a vergasta dos generais. Os militares governavam o país com mão de ferro e sede de sangue. Uma imensa parte da população estava sob o cabresto, contando com migalhas. O salário mínimo fazia rigorosamente jus à denominação de mínimo. A carestia causava um estrago medonho em inúmeros lares brasileiros. Sei que isso não é assunto agradável para submeter aos leitores, mas nem só de amenidades se constitui a literatura. Façamos de conta, portanto, que estou aqui com os meus botões, de papo comigo mesmo. Trago hoje recordações da casa da fome. Cada um relata o passado que vivenciou. Sobretudo memórias da infância.

Agora, ao contrário de antanho, encontro-me resignado com os tostões que pingam na minha conta-corrente a cada fim do mês. Olho à volta e posso dizer que, se compararmos à era de minha meninice e adolescência, usufruo de uma condição confortável. Diferentemente de agora, não mais escrevo a bico de caneta em cadernos ordinários. Não. Componho estas notas em um computador.

Possuo outros elementares bens materiais, todavia são objetos absolutamente impensáveis nas décadas de meu universo pueril. No tempo da casa da fome, permitam-me a repetição, a gente nem sonhava ter, por exemplo, uma geladeira. Sequer um fogão a gás. Íamos ver televisão à noite na praça do bairro. Tínhamos na cozinha de nossa moradia de pau-a-pique um fogão a lenha que revestia as paredes com uma tisna de um preto retinto. Lembro-me de que não possuíamos nem mesmo uma mesa de madeira onde pudéssemos fazer nossas refeições. Em vez disso, quando se fazia necessário, a senhora Branca dispunha no piso de chão batido da cozinha uma esteira de palha sobre a qual sentávamos ao redor e era servido o que houvesse para comer. Em especial no tocante ao almoço, quando panelas de barro e algumas de alumínio ficavam em cima da referida esteira. Mas isso não era uma situação cotidiana. Certos dias a comida nos faltava e precisávamos nos contentar com um café com farinha, entre outras improvisações alimentares que minha mãe nos oferecia como almoço ou jantar.

Bem cedo meus irmãos e eu começamos a buscar determinados serviços, pequenos trabalhos que nos rendiam algumas patacas. Limpávamos o mato de quintais nas imediações de nossa residência, casa alugada e que nos primeiros anos não contava com luz elétrica nem água encanada. O proprietário não tinha muito interesse em fazer melhorias no imóvel. Pertencia a um cidadão de nome Nelito Apolinário. Ganhávamos uns trocados juntando peças de ferro, alumínio, garrafas e litros de vidro que vendíamos em um ferro-velho que existia, se não me engano, nos Paredões. Além disso, sem nunca termos sido apanhados, subtraíamos frutas do quintal do senhor José Pereira, nosso vizinho. Especialmente goiabas, bananas e mangas. Retirar as cinzas, limpar o forno da Panificadora Canindé, entre outras atividades, nos rendia boa quantidade de pães e bolachas. Embora esses produtos fossem do dia anterior.

Hoje me pego revirando estas memórias desagradáveis, cenas de um passado remoto. As pessoas não gostam de saber de histórias tristes, penosas. Querem relatos positivos, algo que lhes desperte otimismo, alto-astral, bem-estar. Não lhes tiro a razão. Basta, enfim, de recordações da casa da fome.

Marcos Ferreira é escritor

Compartilhe:
Categoria(s): Crônica
sábado - 31/01/2026 - 23:50h

Pensando bem…

“O sábio guerreiro evita a batalha.”

Sun Tzu

Compartilhe:
Categoria(s): Pensando bem...
  • Repet
sábado - 31/01/2026 - 20:20h
“Chapa ao governo”

Hermano Morais recebe Allyson em encontro político de peso

Hermano produziu evento político significativo e posou ao lado de Allyson (Foto: redes sociais)

Hermano produziu evento político significativo e posou ao lado de Allyson (Foto: redes sociais)

O deputado estadual Hermano Morais, em vias de retorno ao MDB, após saída do PV, recebeu muitos convidados de peso neste sábado (31), em sua casa em Barra de Tabatinga – Nísia Floresta.

Nada é por acaso.

O principal convidado foi o prefeito mossoroense Allyson Bezerra (UB), ao lado da primeira-dama Cínthia Raquel Pinheiro (UB). Morais está cotadíssimo para ser vice dele em chapa ao governo estadual, numa aliança entre União Brasil (UB), MDB, Solidariedade, PSD e Progressistas.

Na confraria apareceram a senadora Zenaide Maia (PSD), vice-governador Walter Alves (MDB), deputados federais Benes Leocádio (União Brasil), João Maia (PP) e Robinson Faria (PP), além de prefeito e vice-prefeita de Macaíba, respectivamente Emídio Júnior (PP) e Raquel Rodrigues.

Também compareceram o deputado estadual Kleber Rodrigues (PSDB), vereador mossoroense Petras Vinícius (PSD) e diversas lideranças da Grande Natal, Agreste, Potengi e Mato Grande.

Pelo visto, a pré-campanha da chapa Allyson-Hermano já é uma realidade.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
sábado - 31/01/2026 - 14:34h
Plano Diretor

Nomes e limites dos bairros serão redefinidos em Mossoró

Plano Diretor está defasado em 17 anos (Foto: Wilson Moreno)

Plano Diretor está defasado em 18 anos (Foto: Wilson Moreno;Arquivo 2024

A Prefeitura de Mossoró abriu chamamento público para a readequação dos limites e nomes dos bairros. A consulta pública pretende confrontar as informações oficiais sobre os bairros de Mossoró com a realidade vivida pela população. A iniciativa busca identificar essas divergências e avaliar a necessidade de modificação das nomenclaturas e das delimitações dos bairros no processo de revisão do Plano Diretor.

Plano Diretor está defasado há mais de 18 anos.

Em muitos casos, o nome do bairro que consta em documentos oficiais — como contas de água ou energia — não corresponde ao nome pelo qual ele é reconhecido pelos moradores, ou existem nomes antigos, de conjuntos habitacionais ou denominações populares amplamente utilizadas.

A população pode participar da consulta pública por meio de um formulário eletrônico, acessível de forma simples e rápida. No questionário, o morador informa: seus dados de identificação; o endereço onde reside atualmente; o nome do bairro que aparece nos comprovantes de residência; e o nome ou os nomes pelos quais o bairro é realmente conhecido no cotidiano pelos moradores. Não é necessário conhecimento técnico — basta relatar a experiência de quem vive no território.

Os dados coletados servirão como base técnica e social para a análise da Comissão Executiva de Coleta de Dados e da equipe responsável pela revisão do Plano Diretor. As informações vão permitir identificar inconsistências entre nomes oficiais e nomes populares; reconhecer bairros, conjuntos ou denominações históricas ainda presentes na memória coletiva; subsidiar a redelimitação e a atualização oficial dos bairros, que terão valor legal no novo Plano Diretor.

A medida impacta diretamente o planejamento urbano, a prestação de serviços públicos, o cadastro municipal e o reconhecimento da identidade territorial da cidade.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública
  • Repet
sábado - 31/01/2026 - 13:22h
Luto

Morre o professor Sávio Marcellus Andrade Alves

Sávio Marcellus estava em casa quando teve parada cardíaca (Foto: Reprodução)

Sávio Marcellus estava em casa quando teve parada cardíaca (Foto: Reprodução)

Do Blog da Chris

Perdemos na madrugada deste sábado (31), o professor Sávio Marcellus Andrade Alves, 61.

Estava em sua residência, em Mossoró, quando foi vítima de parada cardíaca.

Velório começa às 15h de hoje no Centro de Velório Sempre.

Sepultamento às 9h de domingo (1º), no Cemitério São Sebastião, Centro de Mossoró.

Nota do BCS – Uma pessoa muito querida, um professor de largo conceito. Deixa muitas saudades.

Descanse em paz, cara.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Gerais
sábado - 31/01/2026 - 10:44h
João Gabriel

1º lugar geral no SiSU/Uern é filho de importante professor

João Gabriel fez opção pelos estudos, apesar de forte perfil para brilhar no futebol (Foto: Uern)

João Gabriel fez opção pelos estudos, apesar de forte perfil para brilhar no futebol (Foto: Uern)

Pelo bom desempenho e habilidades no futebol, João Gabriel Caldas Davi teve que tomar uma decisão quando ainda era criança. Teve o talento reconhecido por olheiros e foi convidado a participar de testes em clubes do eixo Rio-São Paulo, mas ele decidiu perseguir outro sonho: ser médico.

A história do aprovado com a Uern vem de berço. Ele é filho de Paulo Caetano Davi, professor há 46 anos da Faculdade de Letras e Artes (FALA), Campus Mossoró. Davi também teve experiência na política, como atuante vereador.

Hoje, aos 20 anos, o primeiro passo foi dado com o resultado da aprovação no Sistema de Seleção Unificada (SiSU) e a chance de ingressar no curso de Medicina na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), a qual ele tem um forte vínculo.

Com a nota 817,64, João Gabriel não só alcançou a primeira posição (em 26 vagas da ampla concorrência) no curso escolhido, como também foi a maior nota entre todos os(as) concorrentes às 2.549 vagas da Uern divididas em 67 opções de cursos de graduação nos campi de Mossoró, Assú, Caicó, Natal, Patu e Pau dos Ferros.

A história do aprovado com a Uern vem de berço. Ele é filho de Paulo Caetano Davi, professor há 46 anos da Faculdade de Letras e Artes (Fala), Campus Mossoró.

Nota do BCS – Conheço os pais desse prodígio. A boa extração deve ter um peso importante à conquista e para outras que virão. Teremos um bom médico técnico e humanista. Ave, João Gabriel.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Educação / Gerais
  • Repet
sábado - 31/01/2026 - 08:22h
IBS

Secretário da Fazenda de Mossoró integra colegiado nacional

Edilson Júnior é dos quadros da Tributação do Estado desde 2006 (Foto: Arquivo)

Edilson Júnior é titular da Fazenda de Mossoró (Foto: Arquivo)

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) escolheu nesta 3ª feira (27.jan.2026) quem serão seus 14 representantes no Conselho Superior do Comitê Gestor do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços).

O Portal da Reforma Tributária teve acesso à relação das autoridades.

Mossoró é integrante desse colegiado, composto por 27 membros, com o auditor fiscal Edilson de Oliveira Bezerra Júnior, secretário Municipal da Fazenda.

Além dos titulares 14 titulares, também foram escolhidos os suplentes –estes são nomes técnicos e não necessariamente são secretários de Fazenda. São importantes porque costumam participar das reuniões e definições sobre os rumos do IBS – esclarece a CNM.

A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) elegeu os seus 13 representantes em 23 de janeiro. Agora, o quadro está completo. O próximo passo do Conselho Superior é referendar o regulamento infralegal do IBS, conjunto de atos e normas que dão mais diretrizes ao imposto.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública
sábado - 31/01/2026 - 07:30h
Síndrome de Down

Federação fará campanha por Amizade, Acolhimento e Inclusão

Banner e tamplate para o dia 21 de Março (Reprodução)

Banner e tamplate para o dia 21 de Março (Reprodução)

No dia 21 de março – Dia Internacional da Síndrome de Down, a Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD) fará nova mobilização em favor do respeito, amor e da inclusão.

Programação ainda está sendo lapidada, mas já se adianta o banner/template da campanha, que este ano traz o tema:“Amizade, Acolhimento, Inclusão… Xô Solidão!”.

Apoie e participe!

Nota do BCS – Nós apoiamos e participamos.

O banner em destaque nesta postagem tem em foco o nosso querido Otto Holanda Lopes, “Ottinho”, 3 anos, filho do casal Stheferson Lopes-Ariane Holanda.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Gerais
  • Repet
sábado - 31/01/2026 - 05:20h
Fundação José Augusto

Prazo de inscrição dos editais de credenciamento é prorrogado

Banner de divulgação

Banner de divulgação

A Fundação José Augusto (FJA) prorrogou o prazo de inscrição dos editais de credenciamento de artistas, grupos, coletivos artístico-culturais, mestres, mestras e grupos das culturas populares e tradicionais. A medida está oficializada por meio da Portaria nº 16/2026, publicada no Diário Oficial do Estado do Rio Grande do Norte.

Com a prorrogação, as inscrições, que se encerrariam em 30 de janeiro, seguem abertas até o dia 10 de fevereiro de 2026, às 23h59min. O objetivo é ampliar o alcance da política pública cultural, garantindo maior participação e democratização do acesso aos editais.

As inscrições permanecem sendo realizadas exclusivamente por meio eletrônico, conforme previsto nos editais, por meio do e-mail editais@fja.rn.gov.br. Todas as demais disposições dos editais permanecem inalteradas.

Os editais tratam do credenciamento de artistas individuais e grupos das mais diversas linguagens artísticas, além de coletivos e representantes das culturas populares e tradicionais. O objetivo deste credenciamento é para formar um banco de dados para futuras contratações, mediante a necessidade da Secretaria de Estado da Cultura (Secult/RN) e da Fundação José Augusto (FJA).

O cronograma atualizado com as próximas etapas do processo seletivo será publicado e pode ser acompanhado nos canais oficiais da Fundação José Augusto.

As dúvidas podem ser enviadas ao e-mail editais@fja.rn.gov.br ou pelo instagram @culturarnfja. Os editais na íntegra e todos os demais documentos anexos estão dispostos no site www.cultura.rn.gov.br.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Cultura
sábado - 31/01/2026 - 03:20h
Justiça do Trabalho

Município deve cumprir obrigações devido falhas de terceirizadas

Arte ilustrativa do Pixabay

Arte ilustrativa do Pixabay

Após o Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Norte (MPT-RN) ajuizar uma Ação Civil Pública, a 1ª Vara do Trabalho de Mossoró determinou que o município cumpra obrigações derivadas de vácuos na fiscalização de seus contratos de prestação de serviços.

A decisão reconheceu que a omissão do poder público resultou em graves violações aos direitos dos trabalhadores terceirizados. Terceirizadas atrasaram salários de forma recorrente, além de ausência de depósitos de FGTS e até indícios de ingerência político-partidária nas contratações.

A sentença determinou a adoção de medidas que visam uma mudança estrutural da gestão pública. Assim, o Município de Mossoró deve implementar, em até 180 dias, um programa de integridade e práticas de acordo com as leis, com canais de denúncia e monitoramento de riscos.

Também deverá atualizar o manual de fiscalização de contratos; adotar medidas para evitar conflitos de interesse e impedir indicações políticas nas terceirizações; e cobrar das empresas os valores que a Prefeitura pagou nos últimos 5 anos por condenações ligadas a irregularidades.

Além disso, o Município foi condenado a pagar uma indenização por dano moral coletivo, no valor de R$ 50 mil, a ser revertido em benefício de projetos sociais locais.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público
  • Repet
sexta-feira - 30/01/2026 - 23:50h

Pensando bem…

“Até que você cruze a ponte de suas inseguranças, você não pode começar a explorar suas possibilidades.”

Tim Fargo

Compartilhe:
Categoria(s): Pensando bem...
sexta-feira - 30/01/2026 - 15:32h
RN do Futuro

Allyson terá cinco grandes partidos o anunciando ao governo

Banner de divulgação

Banner de divulgação

União Brasil, Progressistas. Solidariedade, PSD e MDB vão realizar Encontro Suprapartidário no sábado (07) da próxima semana, em Natal. Será no Praia Mar Arena (antigo Holiday Inn), a partir de 9 horas.

Segundo convite, “serão debatidas as ideias e propostas dos partidos para o ‘RN do Futuro.’”

Não é assinalado com clareza, mas parece ser óbvio: encontro vai ensejar o lançamento do nome do prefeito mossoroense Allyson Bezerra (UB) ao governo estadual.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
  • Repet
sexta-feira - 30/01/2026 - 14:00h
Diocese de Mossoró

Dom Francisco de Sales faz novas mudanças na Igreja

Informação oficial sobre mudanças ocorreram hoje (Fotomontagem do BSV)

Informação oficial sobre mudanças ocorreram hoje alcançando diácono Bruno Fernandes, diácono Lucas Bezerra,  padre Francisco Gabriel, padre Eliseu Wilton, padre Antônio Carlos Dantas e padre Max Bruno (Fotomontagem do BSV)

O bispo da Diocese de Mossoró, Dom Francisco de Sales, anunciou nesta sexta-feira a transferência de alguns padres.

Confira.

Pe. Max Bruno Damasceno é novo pároco da Paróquia Menino Jesus (Santa Delmira – Mossoró). A posse será dia 28/02/2026.

Pe. Francisco Gabriel da Silva é o novo administrador paroquial da
Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição (Martins), com posse marcada para 01/03/2026.

Já o Pe. Antonio Carlos Dantas (Pe Carlinhos) assume como vigário paroquial da Paróquia Nossa Senhora da Conceição (Pau dos Ferros).

O Diácono Lucas Henrique Beserra passa a administrar a Área Missionária de Coronel João Pessoa e Venha Ver.

E o Diácono Bruno Fernandes vai administrar a Área Missionária de Água Nova e Rafael Fernandes.

Ao Pe Eliseu Wilton de Maria foi concedido um ano sabático, em vista do cuidado com a saúde.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Gerais
sexta-feira - 30/01/2026 - 12:44h
Compromisso social

Ambulatório de Feridas da Uern passa de 600 atendimentos

Atendimentos beneficiam população - Foto: reprodução

Atendimentos beneficiam população – Foto: reprodução

O Ambulatório de Feridas da Faculdade de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Faen/Uern) alcançou a marca de mais de 600 atendimentos em apenas seis meses de funcionamento no ano de 2025. A unidade consolida-se como um importante serviço de atenção especializada, ensino e cuidado em saúde no município de Mossoró.

A iniciativa, que une ensino, pesquisa e extensão, oferece atendimento gratuito à população, reforçando o compromisso social da Universidade e fortalecendo a formação prática de estudantes e residentes. O Ambulatório é resultado da atuação integrada de estudantes da graduação, residentes da Residência Multiprofissional em Atenção Básica/Saúde da Família e Comunidade, docentes e técnicos da Faen.

Para 2026, o serviço já está com vagas abertas para avaliação, ampliando o acesso da população ao cuidado qualificado, organizado a partir de critérios técnicos e protocolo de triagem pactuado. De acordo com o coordenador do Ambulatório de Feridas, o professor Lucídio Cleberson, os atendimentos ocorrerão da seguinte forma:

– Segundas, quartas e sextas-feiras: até 8 pacientes por dia, com prioridade para feridas complexas.

– Terças e quintas-feiras: até 12 pacientes por dia, destinados ao atendimento de feridas de menor complexidade.

Como agendar a avaliação

Para agendar a avaliação, os interessados podem procurar o Ambulatório da Faen/Uern, localizado na Rua Desembargador Dionísio Filgueira, nº 383, no Centro de Mossoró, ou entrar em contato pelo WhatsApp 84 98738-1617.

No dia da avaliação, os pacientes devem apresentar encaminhamento do serviço de saúde onde foram acolhidos anteriormente, cópia do RG e CPF, cartão do SUS e comprovante de residência. Para pessoas em situação de rua, não há necessidade de apresentação de encaminhamento.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Gerais / Saúde
  • Repet
quinta-feira - 29/01/2026 - 23:50h

Pensando bem…

“Quanto maior o sonho, mais importante é o time.”

Robin Sharma

Compartilhe:
Categoria(s): Pensando bem...
quinta-feira - 29/01/2026 - 20:26h
Entrevista

Allyson defende gestão e aponta trama para tirá-lo da política

Prefeito de Mossoró deu entrevista ao programa Balanço Geral (Foto:

Prefeito de Mossoró deu entrevista ao programa Balanço Geral (Foto:

Portal da TV Tropical

O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (UB), foi entrevistado no Balanço Geral RN nesta quinta-feira (29), e falou sobre as investigações da Operação Mederi, deflagrada na última terça-feira (27). Na entrevista, o gestor destacou o que é a verdadeira matemática de Mossoró, o processo de transparência adotado pelo município e ainda acrescentou que pessoas têm interesse na operação realizada pela Polícia Federal e pela CGU.

“Eu acredito na Justiça, nas instituições, por isso estou me colocando ao público, para falar ao povo do estado, responder qualquer indagação sobre esse caso. Eu não tinha conhecimento dessa investigação. Todas as medidas que adotamos foram transparentes”, disse em entrevista.

Questionado sobre “Matemática de Mossoró”, citada no operação, se a matemática realmente fecha ou se há distorções em contratos e na aplicação dos recursos públicos, Bezerra apresentou documentos e ressaltou qual seria a “verdadeira matemática de Mossoró”.

“É que eu tomei medidas para impedir qualquer dano ao dinheiro público. Eu trouxe documentos que dizem que eu enviei para a SMS para que a secretaria utilizasse o sistema do governo federal para assistência farmacêutica para ter controle de tudo. Quem toma as medidas de transparência, não tem compromisso com o erro”, destacou.

Equipe

Allyson Bezerra também reforçou sua confiança na equipe. “Tenho muita convicção que a equipe que colocamos nos nossos quadros. Em Mossoró, quem faz as licitações não é o prefeito. Em 2021, aprovamos uma lei de descentralização da gestão. Eu tirei da minha caneta a condição de fazer contrato e passei para os secretários. Além dessa medida, as nossas contratações são virtuais. Não é a quatro paredes”, acrescentou.

Motivação política

O prefeito afirmou que a operação pode ter motivação política. “Uma ação como essa, como está sendo tratada, interessa a quem não quer nossa ascensão política e aqueles que ficam apavorados com a possibilidade de agente disputar o governo do RN. Eu sei muito bem a quem interessa tudo isso que está acontecendo ou que está sendo feito ilações ou até que está tendo tentativas de me acusar ou tentativa de me acuar ou até que eu pare meu procedimento, a minha gestão, a minha forma de atuar”, afirmou Bezerra.

Em outro ponto da entrevista, o prefeito foi questionado se está disposto a afastar auxiliares e rever contratos. “Na própria decisão da Justiça, nenhum servidor da prefeitura foi afastado. Não há nenhum tipo de comprometimento na minha parte, no meu vice, nos meus secretários ou de servidores. Eu quero que seja investigado. O mais interessado sou eu. Eu sei da minha dedicação ao povo de Mossoró”, apontou.

Interesses

Para Allyson Bezerra, a investigação não afeta um projeto político estadual. “Eu gostaria de aproveitar o espaço, olho no olho do cidadão, mas falar também para aqueles que se acham no direito de tramar nos bastidores para se trabalhar alguma forma de divulgação, para me associar a qualquer ato que implique em desordem de recursos públicos. Eu tenho conhecimento quem, de alguma forma, está totalmente interessado nisso. Eu falo aqui porque, em breve, o RN vai conhecer, de forma muito clara, e muito direta a quem muito interessa de alguma forma, me prejudicar”, disse.

“A gestão da prefeitura segue sendo tocada assim como estava acontecendo, continua com a mesma força e mesma intensidade. Hoje cedo pagamos todos os servidores da Prefeitura. A Prefeitura segue seu rito normal”, acrescentou.

Possível candidatura

Ele aindo respondeu até quando pretende permanecer à frente da Prefeitura de Mossoró. “Conversas com nosso partido e com partidos de um grupo que defende que o RN mude. Enquanto eu já paguei o 13º dos aniversariantes do mês de janeiro de 2026, o servidor do estado recebeu atrasado, em janeiro, o 13º de 2025. É tão fácil ver a quem não interesse que nossa gestão, que a gente consiga prosseguir. É um comparativo muito claro. No tocante à candidatura, vamos continuar discutindo e, no momento certo, vamos tomar uma posição muito clara. A discussão desse momento, de fato, se existe uma possibilidade de afastamento, é por uma possível candidatura”, encerrou.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
  • Repet
quinta-feira - 29/01/2026 - 19:32h
Pois é

Familiares de ministros do STF ‘sobram’ advogando nas cortes

Sede do STF em Brasília (Foto: EBC)

Sede do STF em Brasília (Foto: EBC)

Um levantamento revelou que 2 mil processos no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ) têm um parente de algum ministro do Supremo como advogado. Foram identificados 14 familiares de 1º grau (filhos, cônjuges e irmãos) atuando nos dois tribunais mais importantes do país.

O caso mais emblemático é o de Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux, que soma 49 processos no STF e cerca de 500 no STJ.

Em seguida, aparecem Valeska Zanin, esposa de Cristiano Zanin, e Viviane de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes.

A atuação de parentes, do ponto de vista legal, não é proibida.

Ainda assim, os ministros se declaram impedidos, — ou seja, não participam da análise ou da decisão — sempre que há parentes atuando em algum processo.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público
quinta-feira - 29/01/2026 - 18:24h
Rede Municipal

Matrículas para 2026 encerram nesta sexta-feira

Aulas vão começar dia 5 (Foto: PMM)

Aulas vão começar dia 5 (Foto: PMM)

O prazo para matrículas de novos alunos na Rede Municipal de Ensino para o ano letivo 2026 se encerra nesta sexta-feira (30). Todo o processo é realizado de forma on-line, sem filas, por meio do portal de matrículas.

Em Mossoró, os alunos da rede municipal recebem gratuitamente kit de material escolar, mochila, moletom, tênis e fardamento, ofertados pela Prefeitura.

As aulas da rede municipal terão início no dia 5 de fevereiro de 2026.

Matrículas on-line: //mossoro-rn.portalsigeduc.com.br

No ato da matrícula, pais e responsáveis legais pelos alunos deverão apresentar os seguintes documentos:
a) Certidão de Nascimento, CPF, Cartão de Vacina atualizado, Cartão SUS ou outro comprovante de identidade do aluno (cópia);
b) Uma foto 3×4 do aluno;
c) Identidade e CPF dos pais ou responsáveis pela matrícula;
d) Histórico Escolar do aluno, quando for o caso;
e) Comprovante de residência, em Mossoró, em nome dos pais ou responsáveis (cópia);
f) Cartão do Programa Bolsa Família do responsável, caso o aluno seja beneficiário;
g) Declaração expedida pela última unidade de ensino onde o aluno estudou, que terá validade de 30 (trinta) dias, prazo em que deve ser apresentado o Histórico Escolar, quando for o caso;
h) Folha Resumo do Cadastro Único contendo o número do NIS da criança, caso o aluno seja beneficiário (item obrigatório para aqueles que necessitam comprovar vulnerabilidade econômica), dos últimos dois anos, atualizado até 06/01/2026;
i) Laudo Médico, em caso de aluno com deficiência e/ou com Transtorno do Espectro Autista (item obrigatório para aqueles que necessitam comprovar deficiência);
j) Comprovante de trabalho nos dois turnos, Carteira de Trabalho assinada ou declaração do empregador (item obrigatório para as mães que pleiteiam vagas destinadas às crianças das turmas de Educação Integral em Tempo Integral).

Acesse nosso InstagramAQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

 

Compartilhe:
Categoria(s): Educação / Gerais
Home | Quem Somos | Regras | Opinião | Especial | Favoritos | Histórico | Fale Conosco
© Copyright 2011 - 2026. Todos os Direitos Reservados.