domingo - 25/01/2026 - 11:24h

Empresas familiares podem durar séculos

Por Eduardo Valério

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

As empresas familiares brasileiras enfrentam hoje um desafio semelhante ao das organizações que atravessaram séculos: evoluir sem perder o núcleo que lhes dá identidade. As antigas guildas medievais já lidavam com esse dilema ao transformar ofícios transmitidos entre gerações em sistemas formais de reputação, qualidade e influência econômica. Elas entenderam que tradição é método, não apego sentimental, e que conhecimento só se perpetua quando deixa de ser individual para se tornar estrutura.

No Brasil, ainda é comum tratar legado como memória afetiva, quando ele deveria funcionar como tecnologia organizacional.

No varejo asiático, especialmente em conglomerados familiares do Japão, Coreia e Singapura, a longevidade nasce da disciplina e do preparo estruturado. Sucessores passam por ciclos extensos de rotação, imersão internacional e exposição a desafios reais antes de assumirem qualquer posição estratégica. Essa metodologia cria líderes que conhecem profundamente o negócio e evita decisões impulsivas. Enquanto isso, muitas empresas brasileiras ainda tratam a sucessão como anúncio tardio, guiado por afinidades pessoais, não por competências.

Nas holdings familiares do Oriente Médio, a perenidade surge de uma engenharia precisa entre propósito e execução. O conselho da família preserva valores e visão, enquanto executivos especializados conduzem a operação com rigor técnico e metas claras. Esse arranjo fortalece o protagonismo familiar ao longo do tempo, pois libera a família para atuar onde ela é mais necessária: direção, estratégia e legado. Em nosso país, ainda há receio de que profissionalizar seja abrir mão de controle, quando, na prática, é justamente o que garante relevância para as próximas gerações.

O traço comum entre esses modelos históricos e contemporâneos é a capacidade de projetar o futuro como narrativa compartilhada. Guildas operam com cartas que definiam função e responsabilidade. As famílias asiáticas trabalham com planos de longo prazo que atravessam décadas. Holdings árabes conectam projetos empresariais a visões nacionais de desenvolvimento. Essa construção coletiva de futuro reduz conflitos, orienta decisões e cria coerência entre gerações. Aqui, a governança ainda costuma girar em torno da figura do fundador, uma referência forte, mas insuficiente para sustentar décadas à frente.

Outro ensinamento consistente é enxergar a empresa familiar como ecossistema, não como estrutura fragmentada. As guildas criavam redes de apoio econômico e formativo. Conglomerados asiáticos tratam o núcleo familiar como um conjunto de competências complementares. Famílias do Golfo enxergam seus negócios como instrumentos de impacto social e econômico. Localmente, ainda prevalece a tentativa de separar empresa e família como blocos independentes, quando, na prática, são forças que se moldam mutuamente.

A formação de novas lideranças consolida ainda mais esse ponto. Nas guildas, anos de prática transformavam aprendizes e mestres preparados para inovar. Nos conglomerados asiáticos, vivência e qualificação antecedem sobrenomes. Nas holdings árabes, avaliações externas e conselhos independentes garantem justiça e transparência. Em muitas empresas brasileiras, planos sucessórios são acionados apenas quando a urgência já se instalou, criando instabilidade e perda de valor estratégico.

A excelência operacional é outro pilar recorrente dessas organizações longevas. Rotinas precisas, sistemas de controle robustos e disciplina na execução evitam que o cotidiano dependa da vontade de um único líder. Quando a operação funciona com autonomia e qualidade, a família pode se dedicar à visão de longo prazo, à inovação e à construção de identidade. A profissionalização não substitui a família; ela sustenta o espaço para que a família exerça seu papel de guardiã do propósito.

Essas organizações também se distinguem pela forma como tratam crises. Para as guildas, momentos de ruptura eram oportunidades de modernização. Famílias asiáticas aprenderam a ajustar modelos após crises financeiras. Holdings árabes transformaram dependências históricas em plataformas diversificadas de investimento. Empresas familiares brasileiras, por sua vez, muitas vezes reagem a crises com apego ao passado, quando a sobrevivência depende justamente da capacidade de rever crenças, abandonar padrões ineficientes e reconstruir caminhos.

A lição central que emerge desses exemplos é a relação madura que constroem com o tempo. Elas operam em horizontes que atravessam gerações e tomam decisões que continuarão ecoando quando seus líderes não estiverem mais presentes. Enxergam seus negócios como obras em evolução, não como patrimônios estáticos. Para empresas familiares que desejam alcançar um século ou dois talvez o ponto de virada esteja justamente nisso: compreender que cada decisão de hoje pavimenta a empresa que os herdeiros ainda não conhecem, mas da qual dependerá o futuro da família.

Eduardo Valério é fundador e presidente do Conselho da GoNext

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Categoria(s): Artigo
domingo - 25/01/2026 - 10:22h

O Mestre e Margarida, de Bulgakov

Por Honório de Medeiros

O Mestre e Margarida, de Bulgakov em ilustração de domínio público melhorada por IA para o BCS

O Mestre e Margarida, de Bulgakov, em ilustração de domínio público melhorada por IA para o BCS

Em uma avaliação muito pessoal considero que os dois maiores romances escritos no século XX foram Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez, e O Mestre e Margarida, de Mikhail Bulgakov.

Li O Mestre e Margarida adolescente.

Estávamos em plena ditadura e Aluízio Alves, líder político norte-rio-grandense cassado pelos militares montou uma editora para sobreviver. Dentre os livros lançados por sua editora estava a grande obra de Bulgakov, que ele ofereceu a uma tia minha sua seguidora em cujo entorno se reunia a fina flor da intelectualidade oposicionista e provinciana de minha cidade natal.

A primeira leitura registrou e apreciou a insólita trama, o roteiro absurdo, a parte epidérmica da alegoria do grande escritor ucraniano.

A segunda nada acrescentou, exceto mais prazer. A terceira, entretanto, deixou marcas profundas em meu espírito de leitor agora engajadamente crítico, principalmente quando a comparei com a leitura de Cem Anos de Solidão e, em ambas, pensei ter encontrado o fundamento básico do que se convencionou denominar, nos círculos acadêmicos, de “realismo fantástico”.

Mas não é disso que se quer tratar aqui.

Em certo momento inicial de O Mestre e Margarida, aquele que vai ser a chave da trama, o desconhecido que se intrometeu na conversa entre Ivan Nikolaievitch e Mikhail Alexsándrovitch Berlioz, e que se apresentou com o nome de Woland, mas que na verdade era Satanás, após ouvir de ambos que eles não acreditavam em Deus, lhes diz o seguinte:

“- Também acho uma pena – confirmou o desconhecido com um olhar cintilante, e prosseguiu: – Mas eis a questão que me preocupa: se não há Deus, então pergunta-se, quem administra a vida humana e, em geral, toda a ordem na terra?”

“- O próprio ser humano – o enfurecido Ivan apressou-se em responder essa questão admitidamente não muito clara.”

“- Perdão – replicou docilmente o desconhecido -, mas para governar, queira ou não queira, é necessário possuir um plano preciso com alguns prazos estabelecidos, nem que seja o mínimo. Permita-me perguntar: como é que pode o ser humano governar, se não apenas não tem condições de fazer qualquer plano, mesmo que seja com um prazo ridiculamente curto de, digamos, mil anos, como também é incapaz de garantir sequer seu dia de amanhã? E realmente – o desconhecido virou-se para Berlioz – imagine, por exemplo, que o senhor comece a governar, dispondo de sua vida e da vida de outras pessoas, e então passe a tomar gosto pela coisa, e de repente o senhor… hum… hum… descobre que está com câncer de pulmão… – o estrangeiro sorriu docemente, parecia que a ideia do câncer lhe dava prazer -, é, câncer – repetiu a palavra sonora e apertou os olhos feito um gato -, pronto, seu governo chegou ao fim! Não lhe interessa o destino de mais ninguém, somente o seu.”

“Os parentes começam a mentir para o senhor. Pressentindo algo errado, o senhor recorre a médicos formados, depois a charlatães e até mesmo videntes. Assim como o primeiro e o segundo, o terceiro não ajuda em nada. Tudo termina tragicamente: aquele que, ainda há pouco, acreditava administrar algo de repente se vê imóvel em um caixão de madeira, e as pessoas que o cercam, compreendendo que não mais nenhuma utilidade naquele que está deitado, o queimam no forno. E existem casos piores: o sujeito pode decidir ir a Kislovôdsk, o estrangeiro olhou para Berlioz com os olhos apertados, uma coisinha de nada, pode-se pensar, mas nem isso ele consegue realizar, assim como não sabe por que ele de repente resolve escorregar e vai parar debaixo do bonde! Será que o senhor dirá que foi ele quem planejou isso para si mesmo? Não seria mais razoável pensar que ele foi governado por alguém? E aqui o desconhecido desatou a soltar estranhas gargalhadas.”

Como sabem os que leram o romance, Berlioz, de fato, escorregou e foi parar debaixo do bonde e teve a cabeça decepada – e esse foi o ponto-de-partida de toda a confusão instalada por Satanás na Moscou da primeira metade do século XX.

Caso se leve em consideração aquilo que Satanás diz, o revolutear caótico da folha seca nas águas do riacho é resultado do planejamento de algo ou alguém que lhe é incompreensivelmente superior.

Não seria estranho supor que se trata, ali, da concepção de que nossas vidas obedecem, no geral, a desígnios sobrenaturais além de nossa capacidade de compreendê-los, muito embora mantenhamos uma possibilidade de atuação livre, nos limites desse plano.

Os limites da folha seca são as margens do riacho.

Essa, grosso modo, é a doutrina de Santo Agostinho, que com matizes diferentes em cada época, ainda constitui o cerne do pensamento oficial da Igreja Católica.

O fluxo no qual nós nos movemos, ou seja, as águas do riacho, tal teoria podemos rastrear até Heráclito de Éfeso.

Podemos, também, encontrá-la no pensamento oriental – basta ler Sidarta, de Herman Hess. Também é, por incrível que possa parecer, guardando os limites óbvios, o núcleo da filosofia marxista, de forte influência hegeliana.

Hegel, como sabemos, bebeu exageradamente na fonte heraclitiana.

Assim temos: no primeiro caso, Deus; no segundo, a eterna realidade em fluxo; no terceiro, a luta de classes como motor da história, no âmbito da qual se desenrolam nossas vãs tentativas individuais de extrapolar os limites do determinismo.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura de Natal e do Governo do RN

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Categoria(s): Crônica
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domingo - 25/01/2026 - 09:10h

Dona Mafisa

Por Bruno Ernesto

Foto ilustrativa do autor da crônica

Foto ilustrativa do autor da crônica em janeiro de 2026

No último dia 21 de janeiro, despercebidamente, comemorou-se mais Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa no Brasil. Me arrisco a dizer – literalmente – que, certamente, a conquista permanece em luta diuturna.

Para quem torce o nariz e olha atravessado para certos ritos e rituais religiosos que não os de sua preferência, não por onde, desconfio que talvez já esteja com sua roupa branca e azul claro bem limpa já cheirando a lavanda, já tenha escolhido um belo adereço prateado, assim como também continuo a desconfiar que já estejam encomendadas flores e mais flores; um bom perfume de alfazema, frutos e, quem sabe, até um Veuve Clicquot. O patuá, lembre-se do patuá.

Se você não se deu conta, já se aproxima o dia 2 de fevereiro, e ninguém quer perder a oportunidade de reverenciar a Rainha do Mar, para que o ano seja de bons e duradouros fluídos, muita paz, prosperidade e amor, muito amor. Há quem só pense nisso, mas pouco faz para merecê-lo.

Os poucos que se lembram, agradecem os pedidos do ano passado, afinal, para muitos, o que importa é a conexão com seu orixá predileto, ainda que não haja uma obrigação do pedido ser contemplado. Lembre-se, Iemanjá, vez ou outra, devolve a oferenda.

A despeito dessas questões paralelas, outro costume que inconscientemente se tem, todavia para alguns mantido às escondidas, é que ainda recorremos às rezadeiras ou benzedeiras.

Não, não. Não entenda errado! Sim, é o puro e mais alto grau do sincretismo religioso, unindo orações cristãs arcaico-populares com a sabedoria ancestral indo-africana.

Por acaso, você achava que prece com roupa branca, gestos sincronizados, defumação, alecrim, lavanda, arruda, guiné, azeite, terços e água eram o quê?

Quem tem criança por se criar ou já criada, ou já levou ou ainda levará a uma rezadeira, em caso de reforço espiritual. No meu caso, me lembrarei eternamente de Dona Mafisa, a benzedeira que minha mãe me levava lá em Natal quando havia necessidade.

Nunca esqueci daquele pequeno chão sagrado, uma pequena sala – minúscula -, que ao mesmo tempo servia de quarto e cozinha e ali ficava sendo rezado, naquele benzimento e aquela ladainha incompreensível para mim, e os repetidos e ritmados toques com galhos de ervas no meu corpo e cabeça.

Só Dona Mafisa quem falava e se mexia. À meia-luz eu só a observa e a escutava. Imóvel e atento, muitíssimo atento. Mamãe nunca imaginou, mas foi ali que descobri a espiritualidade que me habita.

Com o passar dos anos e outra cosmovisão, embora tenha um batalhão sincrético para luta corpo a corpo, essa semana precisei tanto da ciência, com doses generosas de cloridrato de ondansetrona, benzetacil, cloridrato de naratriptana e dipirona, quando de uma boa reza.

Aos trancos e barrancos sigo firme e forte, para a decepção de muitos e alegria de poucos, claro. Tudo genuíno, penso e percebo.

Se Dona Mafisa ainda estivesse viva, certamente esta semana teria ido por lá, não só para a me benzer, mas para agradecê-la, afinal, até hoje me sinto benzido.

Bruno Ernesto é advogado, professor, escritor e presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Mossoró (IHGM)

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Categoria(s): Crônica
domingo - 25/01/2026 - 08:30h

Nos alpendres de Tibau

Por Odemirton Filho

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Corre o mês de janeiro.

Nos alpendres de Tibau, resenhas, churrasco e cerveja. E, claro, política, muita política. Os anfitriões recebem os convivas para lautos almoços. Abraços, sorrisos, conversas e cochichos. É ano eleitoral. Os interesses precisam ser afinados, as rotas precisam ser traçadas.

Porém, dos alpendres de Tibau vem à memória a minha infância. A família reunida, uma ruma de redes armadas, conversas e risadas dos primos. Contavam-se histórias de “trancoso”, de alma penada, tudo pra nos fazer medo.

Já na adolescência, recordo-me dos churrascos. Meu pai, tios e amigos bebendo, com força. Não conto as vezes que fui comprar cerveja na rua do restaurante Brisa. No finalzinho da tarde, as minhas tias chegavam da casa dos meus avós maternos pra jogarem conversa fora com minha mãe.

O alpendre sempre estava repleto de pessoas. O bate-papo adentrava noite adentro, regado a café coado, pães e bolo fofo ou de leite e, claro, o grude, iguaria tradicional da cidade praia.

Vale salientar que escrevo sobre os alpendres de Tibau, “porque o passado me traz uma lembrança do tempo que eu era criança”. No alpendre de Tibau os meus filhos também brincaram e fizeram peraltices, como um dia eu fiz.

No tocante aos arranjos político-eleitoral, em uma crônica datada de 16 de janeiro de 2023, o editor deste Blog escreveu que “é coisa do passado a lenda sobre a influência dos alpendres de Tibau. Subsiste no imaginário popular e em escassas resenhas políticas”.

“E em nada pesa, segundo ele, pro destino de Mossoró e do estado o que se conversa por lá. Some ao vento nos escassos alpendres que ainda não viraram muro de condomínios fechados”.

Creio que é verdade, uma vez que o dileto editor é versado no assunto. Aliás, eu conheço um alpendre em Tibau que já não recebe ninguém. Encontra-se vazio. O que é natural, ressalte-se, pois o poder é efêmero. É vã a crença na eternidade do poder e do prestígio.

Embora, para mim, já não tenham o brilho de outrora, vez ou outra, ainda fico nos alpendres de Tibau sentindo o vento que vem lá das bandas do Porto-ilha. Vislumbro o azul do mar, o horizonte e algumas jangadas, as quais trazem, além do carcomido cesto onde se colocam os peixes, boas lembranças. Nada é como antes. E nunca será.

Odemirton Filho é colaborador do Blog Carlos Santos

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Categoria(s): Crônica
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domingo - 25/01/2026 - 07:40h

Outra formação

Por Marcelo Alves

Faculdade de Direito de Recife (1914), foto do acervo da Fundação Joaquim Nabuco

Faculdade de Direito de Recife (1914), foto do acervo da Fundação Joaquim Nabuco

Gilberto Amado (1887-1969) foi jornalista e político (deputado federal e senador), boêmio e diplomata (na América Latina, nas Zoropa e na ONU), jurista e escritor, às vezes tudo junto e misturado. Sergipano, diplomou-se e lecionou direito penal na célebre Faculdade de Direito do Recife. Fez-se também grande no direito internacional. Escritor de renome, aparentado do não menos talentoso Jorge Amado (1912-2001), o amado Gilberto foi imortal da Academia Brasileira de Letras. E meteu-se em alguns perrengues, sendo o mais célebre o assassinato à bala do também deputado federal e escritor Aníbal Teófilo (1873-1915), do qual, justa ou injustamente, foi absolvido pelo Júri (e só esse fato daria ensejo a inúmeras crônicas).

Em meio a tudo isso, Gilberto Amado é o autor de um livro/formação que reputo extraordinário: “Minha Formação no Recife” (1955). Li-o, lembro-me muito bem, faz muitíssimos anos, por sugestão do meu pai, numa edição já velhinha mas encadernada da Livraria José Olympio Editora. Precisamente em seguida à leitura de “Minha Formação” (de 1900 e sobre o qual conversamos faz alguns dias), do grande Joaquim Nabuco, como se fosse – e era – mais um passo à frente na minha própria formação. E a “Formação” de Amado me tocou até mais, posso dizer (aliás, repetir), que a “Formação” do Nabuco, com todo respeito à imensa pluralidade cultural do autor de “Um Estadista do Império”.

Há algumas razões bem objetivas, mesmo em detrimento da “Formação” do grande Abolicionista, para a presente badalação de “Minha Formação no Recife”.

Como já disse certa vez, “Minha Formação no Recife”, sob o ponto de vista estilístico, com linguagem fluente, sem pedantismos, coloquial às vezes, é uma obra-prima (embora quanto à linguagem devamos dar o desconto de que Amado escreveu mais de 50 anos após Nabuco).

As observações feitas por Gilberto Amado na sua “Formação”, com total naturalidade, acerca de si e dos outros (e “o inferno são os outros”, já dizia Sartre), são também impagáveis. Tenho mesmo na memória algumas passagens do livro e uma, em especial, gosto sempre de repetir. É uma repreensão que Amado fazia a um amigo poeta, que, “autor de versos extraordinários, rodeado de aclamações, gemia de raiva por ser pequenino de corpo”. Se a natureza lhe prodigalizara, entre milhões de pessoas, dons excepcionais, por que, exclamava Amado, “em vez de dançar como Davi na frente dos exércitos, indiferente à chacota, chorava por não ser um Golias!?”. Amado era mesmo o que chamamos hoje de um grande frasista.

Abro aqui um parêntesis para recontar um episódio atribuído a ele que, acredito, li em outro lugar que não na sua “Formação” recifense. Diplomata no Velho Continente, mas sempre boêmio, ele foi a uma festança em Paris ou Roma levando a tiracolo garotas de vida fácil ou difícil (tudo depende do ponto de vista). O segurança do estabelecimento, identificando Amado, ainda na portaria, o alertou: “Embaixador, essas garotas são suspeitas”. Ao que Amado respondeu: “Suspeitas são as que estão aí dentro. Estas são garantidas. Entram comigo!”.

Afora a modernidade e a naturalidade no escrever e essa perspicácia em sondar a alma humana (em especial, a brasileira), penso que foi também o pano de fundo de “Minha Formação no Recife” que me encantou deveras. Sou formado em direito. Trabalho na capital de Pernambuco. Dali e dos bons tempos de Olinda tenho às vezes saudade. A “Formação” de Amado rememora exatamente os cinco anos que o autor passou, como jovem estudante, na antiga Faculdade de Direito do Recife. Lê-la é uma forma ao mesmo tempo mais intelectualizada e comportada de sussurrar “voltei, Recife…”.

Por estes dias, aqui na praia, procurei por uma versão digital, de preferência em PDF, de “Minha Formação no Recife”. Para reler e escrever esta crônica. Cascavilhei meus e-mails (tinha certeza de que o querido Humberto de Paiva Araújo e o saudoso Haroldo Ferraz da Nóbrega tinham me mandado algo a respeito). Perguntei também aos amigos. Diretamente e em grupos de WhatsApp. E xeretei a Internet (aqui até encontrei uma versão que vai até o capítulo V, sendo-me, assim, de alguma valia). Mas uma edição completa digital, nada, infelizmente. Bom, se alguém tiver, me manda, urgente.

O carnaval já está chegando…

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República, doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL e membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL

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Categoria(s): Crônica
domingo - 25/01/2026 - 04:30h

Domingo produtivo

Por Marcos Ferreira

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Amanheceu. Levantei-me a fim de urinar e não encontrei mais sono para retornar à cama. A preguiça me largou, desapareceu. São precisamente quatro e quarenta e sete aqui na telinha do computador. O efeito dos psicofármacos teve fim bem antes do corriqueiro. Os remédios me deixam fora de combate até por volta das nove. Às vezes mais que isso. Chega fácil às dez ou às onze.

Ontem não escrevi. Sentia-me desmotivado, sem ânimo para a redação. Há pouco fiz café, deixei a cafeteira trabalhando e fui cuidar das minhas abluções. A temperatura está amena. O dia se mostra deliciosamente nublado. Não digo que há (ao menos por enquanto) indícios de chuva. As nuvens não estão cheias, com aquele aspecto carregado, exibindo um cinza uniforme. Mesmo com a quantidade de nuvens, o céu se encontra azul. Penso que não seria nada mau se caísse uma tranquila, ampla e duradoura garoa. Quem me conhece, ou tem o hábito de ler certas coisas que escrevo, sabe que tenho preferência por dias chuvosos ou tão somente frios.

Eis que súbito o vento se intensificou. A aragem traz um cheirinho bom. Será que vem água por aí? Indago a mim próprio. O domingo fica interessante. Ainda não comi nada, todavia estou aqui bebericando um cafezinho. Sinto-me confortável usando camisa de algodão de mangas compridas e uma surrada e macia bermuda jeans. Ainda não enviei o meu texto dominical para o BCS — Blog Carlos Santos. Quem sabe esta metade de página prospere e finde em uma crônica.

Este é o último domingo de janeiro, dia 25. Imagino que desta feita me darei bem na escrita. Os pequenos cães da vizinha da esquerda se puseram a latir não sei por qual motivo. Minha cachorrinha, que agora está com um ano e dois meses de idade, também começa a ladrar. Suponho que não viu coisa alguma, contudo acompanha os cachorros vizinhos. Parece-me tão só camaradagem.

Juju é de raça absolutamente pura: uma legítima vira-lata. Trata-se de uma criaturinha cativante e manhosa, carente em excesso. Enquanto escrevo estas linhas, ela ronda a cadeira no intuito de pular no meu colo. Aqui e acolá abandono o teclado para atender aos seus anseios. De igual forma é quando estou na rede na sala vendo tevê à noite, ou à mesa da cozinha fazendo alguma refeição. Abana a cauda e fica me fitando com um ar irresistível, os olhos como se lacrimosos.

Esqueçamos Juju. Abri a porta da frente e a de trás. O vento se intensifica, continua trazendo um agradável perfume de chuva. Vejo que o céu está tomado por nuvens cinza. Contudo não pinga uma gota d’água. Fui ao muro frontal conferir isso. De repente, “não mais do que de repente”, um trovão ribombou ao longe. Mais outro (pelo que me pareceu) explodiu sobre este domicílio. Fico logo animado com a possibilidade de uma precipitação pluviométrica. Noto que os cãezinhos da vizinha emudeceram. Percebo que minha cadela acompanha essa quietude.

Dou mais uma olhada no relógio e constato que passam trinta e dois minutos das seis horas. Deixei a cadeira do computador e fui comer um pão francês com manteiga e café. A ventania açoita a mangueira da moradora aos fundos desta residência. Decorridos alguns minutos, enfim, começou a garoar. Entretanto não passou disso. De qualquer modo, apesar dos pesares, ganhei o meu dia. A crônica está pronta. É o momento de enviar este escrito para o e-mail do meu editor.

Marcos Ferreira é escritor

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Categoria(s): Crônica
  • Repet
sábado - 24/01/2026 - 23:56h

Pensando bem…

“Solidão não se cura com o amor dos outros. Se cura com amor próprio.”

Martha Medeiros

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Categoria(s): Pensando bem...
sábado - 24/01/2026 - 18:50h
Situação delicada

RN soma 1,94 bilhão de m³ em reservas hídricas superficiais

Boqueirão de Parelhas  ainda tem 7.811.730 m³ - 9,21% (Foto: Igarn)

Boqueirão de Parelhas ainda tem 7.811.730 m³ – 9,21% (Foto: Igarn)

O Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (IGARN) apresenta mais um levantamento sobre a situação da reserva hídrica do estado. Os dados foram divulgados nessa sexta-feira (23).

O acúmulo totalizador é de 1.941.898.521 metros cúbicos de água, o que corresponde a 36,71% da capacidade total, estimada em 5.290.123.351 m³.

A barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves, maior manancial do estado, acumula 1.034.780.599 m³, volume equivalente a 43,61% da sua capacidade total, que é de 2.373.066.000 m³. A barragem de Oiticica, localizada no município de Jucurutu, registra 110.329.653 m³, correspondendo a 14,86% da capacidade, que é de 742.632.840 m³.

Já o açude Santa Cruz do Apodi apresenta um volume acumulado de 324.385.080 m³, o que representa 54,09% da sua capacidade, que é de 599.712.000 m³, enquanto o açude Umari, em Upanema, acumula 149.546.805 m³, equivalente a 51,07% da capacidade total, que é de 292.813.650 m³.

Situação crítica

Atualmente, 25 reservatórios acompanhados pelo Igarn encontram-se em situação crítica, com níveis inferiores a 10% da capacidade.

Estão nessa condição os açudes: Tabatinga (Macaíba), com 8.606.481 m³ (9,58%); Boqueirão de Parelhas (Parelhas), com 7.811.730 m³ (9,21%); Itans (Caicó), que se encontra seco; Sabugi (São João do Sabugi), com 530.368 m³ (0,86%); Passagem das Traíras (São José do Seridó), com 17.210 m³ (0,03%); Esguicho (Ouro Branco), com 131.754 m³ (0,47%); Carnaúba (São João do Sabugi), com 406.995 m³ (1,58%); Japi II (São José do Campestre), com 1.499.622 m³ (7,26%); Bonito II (São Miguel), com 562.231 m³ (5,17%); Dourado (Currais Novos), com 777.721 m³ (7,53%); Apanha Peixe (Caraúbas), com 333.333 m³ (3,33%).

Também estão em quadro sofrível esses mananciais: Gangorra (Rafael Fernandes), com 300.000 m³ (3,0%); Jesus Maria José (Tenente Ananias), com 12.172 m³ (0,13%); Beldroega (Paraú), com 490.041 m³ (6,08%); Tourão (Patu), com 171.279 m³ (2,14%); Zangarelhas (Jardim do Seridó), com 667.875 m³ (8,44%); Brejo (Olho-d’Água do Borges), com 16.030 m³ (0,25%); 25 de Março (Pau dos Ferros), com 203.577 m³ (4,31%); Currais Novos (Currais Novos), com 162.400 m³ (4,26%); São Gonçalo (São Francisco do Oeste), com 96.625 m³ (2,57%); Mundo Novo (Caicó), que também se encontra seco; Inspetoria (Umarizal), com 170.937 m³ (5,52%); Dinamarca (Serra Negra do Norte), com 226.088 m³ (8,30%); e Lulu Pinto (Luís Gomes), com 250 m³ (0,01%).

O Igarn reforça que o acompanhamento contínuo dos volumes dos reservatórios é fundamental para subsidiar ações de planejamento, gestão e uso sustentável dos recursos hídricos, especialmente diante das irregularidades climáticas que caracterizam o semiárido potiguar.

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Categoria(s): Gerais
  • Repet
sábado - 24/01/2026 - 18:30h
Atento

Walter Alves reforça garantias para evitar surpresas no MDB-RN

Viagem internacional da governadora leva Walter novamente substitui-la Foto: Divulgação)

O seguro morreu de velho, hein Waltinho!? (Foto: Arquivo)

Com o zunzunzum solto por aí de que o PT do RN tentava ejetar o vice-governador Walter Alves da presidência do MDB, no estado, ele não perdeu tempo. Emitiu comunicado nessa sexta-feira (23), em que “requenta” informação repassada no último dia 7 (veja AQUI a postagem): o MDB Nacional esticou o seu mandato como presidente até março de 2027.

“A prorrogação do mandato comprova a confiança da direção nacional no trabalho que vem sendo desenvolvido no estado”, destacou “Waltinho” mais uma vez.

“As decisões recentes do MDB, além de terem sido tomadas ouvindo os correligionários potiguares, também contam com a total concordância da Direção Nacional”, reforçou, numa referência ao anúncio de apoio do partido ao nome do prefeito mossoroense Alllyson Bezerra (UB), à sucessão estadual (veja AQUI).

Antecedente assustou

A ‘carta de seguro’ de Waltinho faz sentido. Antes da campanha municipal de 2024, o PSB foi literalmente tomado do ex-deputado federal Rafael Motta, que precisou saltar para outra legenda, o Avante, pela qual foi candidato a prefeito de Natal. O partido foi entregue pelo petismo à ex-deputada estadual Larissa Rosado, aliada da governadora Fátima Bezerra (PT). Veja: Depois do expurgo de Rafael Motta, PSB é repassado.

Sandra e Larissa tentaram e não conseguiram PSB com Rafael: PT resolveu parcialmente o problema (Fotomomontagem do BCS/Foto de Brunno Martins: 2022)

Fátima e o PT tiraram Motta do PSB e entregaram sigla ao grupo Rosado (Fotomomontagem do BCS/Foto de Brunno Martins: 2022)

Em março do ano passado, a governadora botou de novo o PSB na ‘bandeja’ e o ofereceu ao ao aliado e presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB) – veja AQUI -, como opção à chegada do senador Styvenson Valentim ao PSDB. Ou seja, tiraria Larissa Rosado do comando.

Nota do BCSO seguro morreu de velho, hein Waltinho!?

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sábado - 24/01/2026 - 16:52h
Alerta é feito

Projetos de energia solar podem ter grandes prejuízos e desemprego

Dirigentes da Aper foram recebidos por superintendente e equipe (Foto: Divulgação)

Dirigentes da Aper foram recebidos por superintendente e equipe (Foto: Divulgação)

A Associação Potiguar de Energias Renováveis (APER) participou nesta sexta-feira (23) de reunião com o superintendente do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Jeová Lins, e sua equipe. O encontro teve como pauta principal a recente exigência de utilização exclusiva de equipamentos nacionalizados nas operações da linha de financiamento FNE Sol. Medida que tem gerado grande preocupação e debate no setor fotovoltaico.

Durante a reunião, a Aper apresentou um panorama detalhado dos impactos dessa nova diretriz, evidenciando o aumento expressivo dos custos dos projetos solares. Conforme dados levantados pela Associação, a diferença de preços entre equipamentos nacionalizados e importados pode atingir entre 70% e 80%, inviabilizando diversos empreendimentos e comprometendo a competitividade do mercado.

Outros pontos de alerta incluíram a limitação do portfólio tecnológico disponível para os desenvolvedores de projetos, os reflexos negativos sobre as empresas integradoras que operam no estado e a potencial redução na geração de empregos, um setor que tem sido um motor de crescimento econômico para o Rio Grande do Norte.

Necessidades

O presidente do Conselho Deliberativo da Aper, Paulo Morais, e Waldemilson Silva, da empresa Casa Solar, um dos associados presentes, relataram em primeira mão as dificuldades práticas enfrentadas por suas empresas e a crescente insatisfação gerada pela política de financiamento atual.

O presidente da Aper, Williman Oliveira, entregou ao superintendente Jeová Lins ofício com informações técnicas, econômicas e operacionais que detalham as preocupações do setor. O superintendente se comprometeu em levar o tema para discussão na reunião geral do Banco. Prometeu ainda um retorno ágil à entidade.

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sábado - 24/01/2026 - 16:02h
Trabalho e renda

Parceria com empresas procura ampliar ofertas do “Painel de Emprego”

Gérson Nóbrega, gerente de Indústria e Comércio da Sedint, com equipe que contacta empresas (Foto: PMM)

Gérson Nóbrega, gerente de Indústria e Comércio da Sedint, com equipe que contacta empresas (Foto: PMM)

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Turismo (SEDINT), por meio da equipe da Empregabilidade, esteve visitando nesta semana quatro empresas da cidade. Iniciativa

“Tenho avaliado esse trabalho de forma extremamente positiva. As visitas técnicas têm cumprido um papel fundamental de aproximação real entre o poder público e o setor produtivo, e a grande satisfação demonstrada pelas empresas visitadas reforça que estamos no caminho certo”, salienta Gérson Nóbrega, gerente de Indústria e Comércio da Sedint.

Todos os dias a Prefeitura de Mossoró divulga em seu site, na aba do Painel de Empregos, vagas de trabalho que em parceria com essas empresas ofertam aos mossoroenses oportunidades em diversos segmentos. Para se informar sobre as vagas disponíveis, é só acessar //paineldeempregos.prefeiturademossoro.com.br/ e se cadastrar.

“Ir até as empresas, ouvir suas demandas e apresentar ferramentas como o Painel de Empregos mostra que a Prefeitura de Mossoró está comprometida com políticas públicas na geração de emprego e fortalecimento da economia local. Esse diálogo direto nos permite planejar ações mais eficazes e alinhadas com a realidade da indústria e do comércio do nosso município”, declara Gérson Nóbrega,

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sábado - 24/01/2026 - 15:22h
STTU

Mobilidade adianta a vereador notícia sobre edital do transporte público

Léo Souza participou de reunião (Foto: Elpídio Júnior)

Leo Souza participou de reunião (Foto: Elpídio Júnior)

O vereador de Natal, Leo Souza (Republicanos), se reuniu nesta semana com a cúpula da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) para saber como anda o processo para a licitação do transporte público. E a novidade importante é que, segundo a secretária da STTU, Jodia Melo, o edital da licitação deve ser publicado ainda no primeiro trimestre deste ano.

O vídeo com a reunião foi publicado no perfil de Leo Souza no Instagram. “Essa licitação é um passo importante para a melhoria do transporte público de Natal. O assunto ficou um pouco esquecido no final do ano passado e no início deste ano, mas estamos aqui para atualização a população sobre o tema”, destacou Leo Souza.

Segundo a STTU, o processo está na Procuradoria-Geral do Município, que deve nortear o edital. “A gente quer concluir este processo ainda no primeiro trimestre. Estamos tão ansiosos como toda a população. E assim que sair da PGM, já deve ser encaminhado para a comissão da licitação”, afirmou Jodia Melo.

O vereador destacou que seguirá acompanhando o tema e cobrando transparência e cumprimento de prazos, por entender que a licitação é uma etapa central para destravar melhorias no serviço e responder às demandas de quem depende do transporte diariamente.

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sexta-feira - 23/01/2026 - 23:52h

Pensando bem…

“Somos o que nossos pensamentos fizeram de nós; portanto tome cuidado com o que você pensa. As palavras são secundárias. Os pensamentos vivem; eles viajam longe.”

Swami Vivekananda

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sexta-feira - 23/01/2026 - 12:10h
Bastidores

Dois nomes surgem para eleição indireta a governador-tampão

Vagner está na pasta do Planejamento de Natal; Fernando é prefeito de Acari (Fotomontagem do BCS)

Vagner está na pasta do Planejamento de Natal; Fernando é prefeito de Acari (Fotomontagem do BCS)

O atual secretário municipal do Planejamento de Natal, Vagner Araújo, é cotado para ser nome a governador-tampão do RN.

Mas tem mais gente sendo cogitada.

O prefeito de Acari, Fernando Bezerra (Podemos), também é lembrado nos intramuros das discussões sobre a possibilidade de eleição indireta de alguém para administrar o Estado até dezembro deste ano. O BCS já tinha postado dia 12 último, que ele tinha nome trabalhado para ser o governador-tampão (veja AQUI).

Ambos são ligados à oposição e grupo liderado pelo senador Rogério Marinho (PL).

A eleição indireta na Assembleia Legislativa do RN é cogitada, após decisão do vice-governador Walter Alves (MDB) de não assumir a titularidade, com a possível desincompatibilização da governadora Fátima Bezerra (PT) para concorrer ao Senado.

Porém, não deve ser descartada a hipótese de ela continuar no cargo, completando o mandato.

Ser substituída por algum adversário não está nos planos mais aterrorizantes da governante e do seu partido.

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sexta-feira - 23/01/2026 - 10:44h
Fim de semana

Partage Shopping Mossoró recebe Feira de Vinil e Afins

Banner de divulgação

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Os apaixonados pelo som vintage têm um encontro marcado entre os dias 23 a 25 de janeiro no Partage Shopping, em Mossoró, com a Feira de Vinil e Afins. O evento, aberto ao público, celebra a cultura dos discos de vinil e oferece uma experiência única para quem busca reviver as sensações do som analógico.

A feira será um espaço para os fãs do formato, colecionadores e curiosos, com uma vasta exposição de vinis, além de acessórios e equipamentos para quem aprecia a música em sua forma mais autêntica.

Com organização do Clube dos Cinco, coletivo de colecionadores e vendedores de discos da cidade, a Feira de Vinil e Afins promete ser uma grande vitrine de itens para todos os gostos, desde raridades até novos lançamentos. A feira também é uma excelente oportunidade para descobrir o universo dos vinis e aprender mais sobre a importância desse formato, que segue encantando gerações.

Para os fãs do bom e velho som de vinil, a Feira de Vinil e Afins é um evento imperdível, que celebra a autenticidade da música e proporciona uma imersão nas vibrações que só o vinil pode oferecer. Não perca a chance de fazer parte desse encontro de gerações e reviver o prazer de ouvir música da maneira mais pura e nostálgica possível.

Resumo

Quando: 23 a 25 de janeiro de 2026
Onde: Partage Shopping (na antiga Kalunga)
Horário: Durante todo o dia, com entrada gratuita
Atrações: Discos de vinil, equipamentos, acessórios e muito mais.

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sexta-feira - 23/01/2026 - 07:24h
Ah, tá!

Toffoli não abre mão de cuidar do caso Banco Master

Toffoli topa pressão para continuar cuidando do Master (Foto: Gustavo Moreno/STF)

Toffoli topa pressão para continuar cuidando do Master (Foto: Gustavo Moreno/STF)

Do Canal Meio para o BCS

A despeito da saraivada de críticas por sua atuação no caso das fraudes no Banco Master, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli não tem qualquer intenção de deixar a relatoria do processo ou devolvê-lo à primeira instância. Como conta Daniela Lima, Toffoli disse a colegas que vai “apanhar o que tiver que apanhar” e “conduzir o caso regularmente, com tranquilidade”.

Ele também divulgou uma nota elogiando a decisão do procurador-geral da República, Paulo Gonet, de arquivar um pedido de deputados para afastá-lo da relatoria do caso Master, dizendo que isso “reafirma a regularidade da condução”. (UOL)

Mais cedo, o presidente do STF, Edson Fachin, divulgou uma nota (íntegra) para defender a atuação da Corte e do ministro. No texto, ele afirma que cabe ao Supremo atuar “na regular supervisão judicial, como vem sendo feito pelo ministro relator, DIAS TOFFOLI” [em maiúsculas no original]. Toffoli vem sendo criticado desde que levou todo o caso Master para o STF e decretou sigilo máximo, seguido de decisões como mandar lacrar provas apreendidas e criticar a atuação da Polícia Federal. A revelação de negócios de seus irmãos envolvendo um resort com o cunhado e braço direito de Daniel Vorcaro, dono do Master, elevaram os questionamentos à atuação do ministro. Fachin, porém, reafirmou a autoridade de Toffoli para atuar no recesso e disse que “eventuais vícios ou irregularidades alegados” serão examinados depois pelo colegiado. (g1)

Funcionários destacados para atender ministros do STF permaneceram por ao menos 150 dias em Ribeirão Claro (PR), onde fica o resort Tayayá, associado ao ministro Dias Toffoli. Desde dezembro de 2022, o pagamento de diárias a esses agentes ultrapassou R$ 454 mil. Dados do TRT-2 indicam deslocamentos frequentes de equipes de segurança para a cidade, com a justificativa de prestar apoio e transporte a uma autoridade do Supremo. Os registros não identificam o ministro atendido, e o STF não comentou o caso. As viagens se concentraram em períodos de férias, recesso do Judiciário, Carnaval, julho e fim de ano. No último Ano-Novo, agentes também estiveram no local, reforçando relatos de que Toffoli segue frequentando o resort. (Folha)

A defesa de Daniel Vorcaro negou que exista qualquer proposta ou negociação de delação premiada em curso. A declaração foi feita após a saída do advogado Walfrido Warde do caso, movimento que alimentou especulações sobre uma possível colaboração. Warde, conhecido por criticar esse tipo de acordo, teria deixado a defesa justamente por discordar da estratégia. Apesar dos rumores, a atual equipe jurídica afirma que não há tratativas com a Polícia Federal e que manterá a linha técnica da defesa. (CNN Brasil)

Mesmo sem delação, os depoimentos de Vorcaro agitam o meio político. Segundo Aguirre Talento, da coluna de Fausto Macedo, o dono do Master afirmou à PF que tratou da abortada venda de seu banco ao Banco Regional de Brasília (BRB) diretamente com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). Rocha admitiu ter ido uma vez à casa do banqueiro, mas negou ter discutido o negócio. “Estive uma vez a convite para um almoço, quando conheci ele. Entrei mudo e saí calado”, afirmou. (Estadão)

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sexta-feira - 23/01/2026 - 06:21h
Disputa ao governo

Allyson Bezerra não causa preocupação a Álvaro Dias

Ex-prefeito deixa claro que não é bolsonarista, mas uma pessoa grata (Foto: Arquivo/2022)

Ex-prefeito coloca disputa como um assunto a ser resolvido em Natal (Foto: Arquivo/2022)

Em entrevistas à imprensa de Natal, o pré-candidato a governador Álvaro Dias (Republicanos) tem repetido: o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (UB), “não chega ao segundo turno.”

A disputa ao governo estadual será entre sua postulação e a do “candidato do PT”, aposta.

Antes de ser anunciado quarta-feira (21) como o nome do bolsonarismo e da direita à corrida eleitoral (veja AQUI), Dias já antecipava essa previsão.

Para o ex-prefeito de Natal, a campanha será polarizada num espelhamento do que se desenha no plano nacional: direita x esquerda.

Portanto, Allyson Bezerra não será uma preocupação, caso venha mesmo a concorrer ao governo.

Álvaro, aliados e sua infantaria de mídia devem ignorá-lo? É o que se espera, a partir das próprias palavras do pré-candidato bolsonarista.

E ponto final.

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sexta-feira - 23/01/2026 - 04:32h
Tibau-RN

“A Praia é Para Todos” valoriza a inclusão com alcance ainda maior

A Praia é para Todos é iniciativa inclusiva de grande repercussão (Foto: Arquivo)

A Praia é Para Todos é iniciativa inclusiva de grande repercussão (Foto: Arquivo)

O município de Tibau recebe neste domingo (25), a partir das 8h, mais uma edição do Festival “A Praia Para Todos”, considerado hoje o maior festival inclusivo e cultural realizado em praias no Brasil. O evento, idealizado pelo Fórum de Mulheres com Deficiência de Mossoró e Região, e realizado em parceria com o vereador mossoroense Petras Vinícius (UB), acontece ao lado da Pedra do Chapéu, na Praia do Ceará.

Criado há sete anos, o festival ganhou, ao longo deste período, um formato totalmente inclusivo, ampliando atividades, serviços e acessos para Pessoas com Deficiência e mobilidade reduzida. Em 2025, o projeto contou com duas edições: uma em Tibau e, pela primeira vez, também em Areia Branca.

“O Festival ‘A Praia Para Todos’ se consagra este ano como o maior festival inclusivo e cultural das praias do Brasil. É um evento que cresce ano a ano e receberá agora mais de 20 caravanas lindas de Mossoró e de toda a região”, destacou o vereador Petras Vinícius.

A expectativa, segundo o idealizador, é de mais uma edição histórica, com recorde de público e ampliação das atividades ofertadas.

Música, estrutura, serviços, equipamentos

A programação musical conta com três atrações: Renata Falcão, Nataly Vox e Júnior Farra. Além dos shows, o festival oferece uma ampla estrutura com tenda, palco, som e uma área totalmente decorada e adaptada.

Entre os destaques estão o Espaço Zen, com massagens e serviços, atividades recreativas adaptadas com a AMARTI – Associação Mossoroense de Arte Inclusiva e a FQ Recreações, futebol de sabão, brinquedos inclusivos, além de modalidades esportivas como vôlei sentado e futebol para cegos.

O evento também garante o banho de mar assistido, com uso de caiaques, cadeiras anfíbias e outros materiais adaptados. “Tudo isso para oferecer um banho de mar seguro e acessível para todos. Teremos também os triciclos do projeto ‘Inclusão sobre Rodas’”, explicou Petras.

As cadeiras anfíbias utilizadas no festival foram adquiridas graças a uma emenda parlamentar no valor de R$ 50 mil, destinada pelo deputado estadual Kleber Rodrigues (PSDB).

Sustentabilidade e parcerias

O Festival “A Praia Para Todos” também reforça o compromisso com a sustentabilidade e solidariedade, com pontos do projeto “Tampinha da Inclusão”, além da instalação de lixeiras para garantir a limpeza da praia e a preservação ambiental.

“A realização do festival só é possível através de parcerias. Contamos com o apoio da Lei Câmara Cascudo, do Governo do Estado, da Prefeitura de Tibau, que é nossa grande anfitriã desde sempre, da Prefeitura de Mossoró e de várias empresas”, ressaltou o vereador.

O projeto também tem o apoio do Banco do Nordeste Cultural, da Câmara Municipal de Mossoró e da FunciteRN.

A iniciativa conta ainda com o patrocínio e apoio de empresas e instituições como Tempero Regina, Mais Leve, Queiroz Atacadão, TCM, Grupo WSC, CIMSAL, Unicatólica do RN, Marilux, Pipoca Bokus, BYD Carmais, Mizu Cimentos, Pé Direito Engenharia, AeC, Sesc Fecomércio Senac, Via Hospitalar, DLT, Castel, Repet, Rei do Ouro, Indaiá, Farmafórmula, Corpus Academia, Desafio TW Fit, Tropical Coco, Ótica Evellyn e J’dai Company.

Também somam forças ao festival instituições, projetos e parceiros como a AMARTI, FQ Recreações e Jogos, Fit Lounge Zen, Rotary Club de Tibau, UERN, VN Photos, MA Produções e Capitania dos Portos de Areia Branca.

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quinta-feira - 22/01/2026 - 23:54h

Pensando bem…

“Ninguém comete erro maior do que não fazer nada porque só pode fazer um pouco.”

Edmund Burke

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quinta-feira - 22/01/2026 - 23:50h
Alerta

Adesão ao Simples Nacional termina no próximo dia 30

RN ganhou celeridade, mesmo com colocação precária em relatório do governo federal (Arte ilustrativa do FreePik)

Adesão produzirá efeitos retroativos a 1º de janeiro (Arte ilustrativa do FreePik)

Microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) interessadas em ingressar no Simples Nacional em 2026 devem redobrar a atenção aos prazos e às novas regras de adesão. Para negócios que já estão em funcionamento, o pedido poderá ser realizado exclusivamente durante este mês de janeiro, até o próximo dia 30. Uma vez deferida, a adesão produzirá efeitos retroativos a 1º de janeiro.

Já no caso das empresas em início de atividade, a regra mudou a partir de 1º de dezembro de 2025, com a entrada em vigor do Módulo Administração Tributária (MAT), e a escolha pelo Simples Nacional deve ocorrer simultaneamente à inscrição do CNPJ.

O pedido de adesão é feito exclusivamente de forma online, por meio do Portal do Simples Nacional, e é irretratável para todo o ano-calendário.

Empresas que já são optantes pelo Simples Nacional não precisam renovar a adesão anualmente. A exclusão do regime acontece apenas em situações específicas, como solicitação voluntária do contribuinte ou existência de irregularidades fiscais. Já aquelas excluídas em 2025 por débitos, poderão solicitar nova opção em janeiro de 2026, desde que regularizem todas as pendências.

De acordo com Dados do Sebrae-RN, o Rio Grande do Norte tem 271.634 pequenos negócios em atividade, sendo 209.273 enquadrados no Simples Nacional. Esse universo (formado por microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte) responde por 36,6% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual e concentrou 96,23% dos postos de trabalho formais criados no estado até outubro de 2025.

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quinta-feira - 22/01/2026 - 23:42h
Novo Pac

Duplicação da BR-304 tem serviço iniciado no trecho Assú-Mossoró

Obra é aguardada há muitos anos (Foto: Carlos Costa)

Obra é aguardada há muitos anos (Foto: Carlos Costa)

O Governo do RN e o Governo Federal deram início à obra de duplicação da BR-304, com a assinatura da ordem de serviço para a duplicação do primeiro trecho, entre Mossoró e Assú. Também houve o lançamento do edital do segundo lote, que ligará Macaíba a Riachuelo, no Agreste.

Com presença do ministro dos Transportes, Renan Filho, a solenidade, que marcou o início das obras, ocorreu na manhã desta quinta-feira (22), em Assú.

O Lote 1 compreende 57,6 quilômetros de extensão e receberá investimento de R$ 376 milhões. A obra será executada em pavimento rígido pela Construtora Luiz Costa (CLC), com sede em Mossoró. Já o Lote 2 terá 38,1 quilômetros e ampliará a integração da BR-304 a partir do final da Reta Tabajara, consolidando o eixo rodoviário que conecta o litoral, o Agreste, a região Central e o Oeste potiguar.

“Quando o presidente Lula pediu que cada governador indicasse três prioridades para o Novo PAC, eu não titubeei: a duplicação da BR-304 foi a primeira delas”, afirmou.

Segundo a governadora, a obra responde a uma demanda histórica da população e cumpre papel estratégico para o desenvolvimento e para a segurança viária.  “Esta é uma conquista esperada há 60 anos pelo povo do Rio Grande do Norte. A duplicação da BR-304 simboliza a presença do Estado brasileiro, o planejamento e o compromisso com a vida, com a segurança e com o desenvolvimento. Foi com o Novo PAC e com a decisão política de priorizar a infraestrutura que conseguimos tirar essa obra do papel e transformá-la em realidade”, declarou.

Novos pedidos

A chefe do executivo estadual fez, ainda, a solicitação de ampliação do trecho de 7 quilômetros, compreendendo o bairro Redenção em Mossoró e o contorno que dá acesso aos municípios de Tibau e Aracati. “E fechamos com a boa notícia que há muito tempo a gente vem lutando, que é a estrada do Cajueiro.

Presenças

Também compareceram a solenidade o vice-governador, Walter Alves, o secretário da Fazenda, Cadu Xavier, representando todos os demais titulares das pastas do executivo estadual, o prefeito, Lula Soares, e a vice-prefeita de Assu, Izabela Morais, o secretário nacional de trânsito, Adrualdo Catão, o diretor geral do DNIT, Fabrício Galvão, o superintendente geral do DNIT, Getúlio Batista, o ex-senador, Jean Paul, o ex-prefeito de Assú, Gustavo Soares, os parlamentares: deputado federal, Fernando Mineiro, a deputada estadual, Isolda Dantas, o deputado estadual, Francisco do PT, o secretário adjunto do Gabinete Civil, Ivanilson Oliveira.

Os prefeitos: Acácio Brito (Serra Negra), Junior Evaristo (Paraú), Pinheiro Neto (Angicos), Francisco Antônio Faustino (Porto do Mangue), Canindé dos Santos (São Rafael), João Eudes (Itajá), Renan Mendonça (Upanema), Divanise Oliveira (Baraúna), Elvecio Gurgel (Janduís), João Maria (Fernando Pedrosa), Jairo Mafaldo (José da Penha) e Dra Laís (Pendências).

Os vereadores de Assú: Júnior do Trapiá (presidente da câmara), Clebson Corcino, Gigi Lopes (vice-presidente da câmara), João Walace, José Valterlanio, Letícia de João Paulo, Odelmo Rodrigues, Paulinho de Marlene, Pedro Filho, Priscila de Terceiro, Wedson Nazareno e Tê.

Perfil da obra

 * Trecho: Assu – Mossoró (Entroncamento RN-233).

 * Extensão: 57,6 km.

 * Investimento: R$ 367,5 milhões.

 * Prazo estimado: 36 meses.

 * Fonte de Recursos: Governo Federal / Novo PAC.

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quinta-feira - 22/01/2026 - 23:26h
Cinema

“O Agente Secreto” disputará Oscar 2026 em quatro categorias

Wagner Moura: mais destaque (Foto: divulgação)

Wagner Moura: mais destaque (Foto: divulgação)

Por Anna Karina de Carvalho (Agência Brasil)

O Brasil entrou com força na disputa do Oscar 2026. O Agente Secreto foi indicado simultaneamente a Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Direção Elenco (nova categoria), enquanto Wagner Moura recebeu indicação a Melhor Ator por sua atuação no longa.

Com as quatro indicaçõesO Agente Secretchega ao mesmo número recorde de indicações do filme Cidade de Deus, em 2004.

Em outra frente, o país também aparece entre os destaques técnicos: Adolpho Veloso concorre a Melhor Fotografia por Sonhos de Trem.

A lista foi anunciada nesta quinta-feira, (22) pela Academy of Motion Picture Arts and Sciences, marcando o início da etapa decisiva da 98ª edição do prêmio e confirmando um momento histórico para o cinema brasileiro.

Votação

A primeira fase de votação foi encerrada na sexta-feira (16). Mais de 10 mil profissionais da indústria cinematográfica — entre atores, diretores, roteiristas e técnicos — participaram do processo, votando majoritariamente dentro de suas áreas, com exceção de Melhor Filme, que reúne o voto de todo o colégio eleitoral.

A cerimônia do Oscar 2026 acontece em 15 de março, e o anúncio desta quinta-feira já provoca clima de celebração no setor audiovisual brasileiro.

Brasil no Oscar

Melhor Filme

Agente Secreto disputa com:

Bugonia
F1
Frankenstein
Hamnet
Marty Supreme
Pecadores (Sinners) — Lidera as indicações com 16 nomeações no total
Sonhos de Trem (Train Dreams)
Uma Batalha Após a Outra (One Battle After Another)
Valor Sentimental (Sentimental Value)

Melhor Filme Internacional

Apontado como favorito, O Agente Secreto concorre com:

Valor Sentimental (Noruega)
Foi Apenas um Acidente (França)
Sirât (Espanha)
A Voz de Hind Rajab (Tunísia)

Melhor Direção de Elenco

Agente Secreto disputa com:

Hamnet
Marty Supreme
Uma batalha após a outra
Pecadores

Melhor Ator

Wagner Moura é candidato à estatueta ao lado de:

Timothée Chalamet (Marty Supreme)
Leonardo DiCaprio (Uma Batalha Após a Outra)
Michael B. Jordan (Pecadores)
Ethan Hawke (Blue)

A indicação vem após Moura ter vencido o Globo de Ouro de melhor ator em drama, consolidando a performance como uma das mais comentadas da temporada.

Melhor Fotografia

Com Adolpho Veloso, Sonhos de Trem enfrenta:

Uma Batalha Após a Outra
Pecadores
Frankenstein
Marty Supreme

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