“Ser grande é amar os pequenos. Ser pequeno é odiar os grandes.”
Teresa de Ávila
Jornalismo com Opinião
“Ser grande é amar os pequenos. Ser pequeno é odiar os grandes.”
Teresa de Ávila
Veja como ficou a formação da Assembleia Legislativa do RN (ALRN) para a legislatura que começará em 2027, com base na votação deste domingo (04). Foram reeleitos 16 dos 24 atuais parlamentares. Cinco deles não obtiveram vitória no pleito de hoje e três não concorreram:
Coronel Azevedo (PL) – 105.403 votos (5,43%) – Reeleito
Ezequiel Ferreira (PSDB) – 73.217 votos (3,77%) – Reeleito
Robson Carvalho (UB) – 69.542 votos – (3,58%) – Eleito
Júlio Cesar (PP) – 66.750 votos (3,44%) – Eleito
Kleber Rodrigues (PP) – 66.172 votos (3,41%) – Reeleito
Francisco do PT – 62.660 votos (3,23%) – Reeleito
Kaline de Dr. Bernardo (PV) – 61.905 votos – (3,19%) – Eleita
Cínthia de Allyson (UB) – 61.586 votos (3,17%) – Eleita
Isolda Dantas (PT) – 60.239 votos ( 3,10%) – Reeleita
Divaneide Basílio (PT) – 59.680 votos (3,07%) – Reeleita
Neilton Diógenes (PP) – 57.715 votos (2,97%) – Reeleito
Dr. Kerginaldo (PL) – 54.165 votos (2,97%) – Reeleito
Nelter Queiroz (PP) – 52.387 votos (2,70%) – Reeleito
Daniel Valença (PT) – 52.099 votos (2,68%) – Eleito
Tomba Farias (PL) – 50.350 votos (2,59%) – Reeleito
Cristiane Dantas (PSDB) – 49.589 votos (2,55%) – Reeleita
Ivanilson Oliveira – 47.831 votos (2,46%) – Reeleito
Luíz Eduardo Bento (PL) – 39.918 votos (2,06%) – Reeleito
Adjuto Dias (PL) – 37.874 votos (1,95%) – Reeleito
Camila Araújo (PL) – 31.438 votos (1,62%) – Eleito
Brancos – 105.390 (4,86%)
Nulos – 94.624 (4,37 %)
Válidos – 1.967.700
Abstenções – 488.493 (18,39%)
Quociente eleitoral – 80.763
Não se reelegeram os deputados Taveira Júnior (PSDB), Terezinha Maia (PL), Galeno Torquato (UB), Ubaldo Fernandes (PV)
Hermano Morais (MDB) virou vice de Allyson Bezerra (UB), Vivaldo Costa (PV) e José Dias (PL) não concorreram,
Assembleia Legislativa eleita em 2022
*Wendell Lagartixa (PL) – 88.265 (4,69%) – eleito
Ezequiel Ferreira (PSDB) – 70.800 (3,76) – Reeleito
Coronel Azevedo (PL) – 62.607 (3,33%) – Reeleito
Kleber Rodrigues (PSDB) – 61.074 (3,24%) – Reeleito
Adjuto Dias (MDB) – 57.657 (3,06%) – eleito
Isolda Dantas (PT) – 57.046 (3,03%) – Reeleita
Dr. Bernardo Amorim (PSDB) – 52.505 (2,79%) – Reeleito
Divaneide Basílio (PT) – 52,177 (2,77%) – eleita
Francisco do PT (PT) – 50.499 (2,68%) – Reeleito
George Soares (PV) – 50.037 (2,66%) – Reeleito
José Dias (PSDB) – 49.027 (2,60%) – Reeleito
Dr. Kerginaldo Jácome (PSDB) – 47.809 (2,54%) – eleito
Gustavo Carvalho (PSDB) – 46.318 (2,46%) – Reeleito
Tomba Farias (PSDB) – 42.612 (2,26%) – Reeleito
Cristiane Dantas (Solidariedade) – 42.035 (2,23%) – Reeleito
Nelter Queiroz (PSDB) – 38.602 (2,05%) – Reeleito
Galeno Torquato (PSDB) – 37.274 (1,98%) – Reeleito
Eudiane Macedo (PV) – 36.027 (1,91%) – Reeleita
Luiz Eduardo Bento (Solidariedade) – 31.871 (1,69%) – Eleita
Hermano Morais (PV) – 28.948 (1,54%) – Reeleito
Ivanilson Oliveira (União Brasil) – 27.426 (1,46%) – eleito
Taveira Júnior (União Brasil) – 26.714 (1,42%) – eleito
Neilton Carlos (PL) – 25.143 (1,34%) – eleito
Brancos – 101.210 (4,85%)
Nulos – 103.315 (4,95%)
Válidos – 1.865.045
Abstenções – 463.569 (18,18%)
Quociente eleitoral – 77.710
*Wendell Lagartixa teve registro cassado. Na recontagem de votos, acabou sendo reeleito o deputado Ubaldo Fernandes (PSDB), com 34.426 votos.
**Votos do candidato Dr.Anax (União Brasil), 17.152, não foram contabilizados pois ficaram sub judice.
Quem não conseguiu reeleição foram os deputados Albert Dickson (PSDB), 21.354 votos; Getúlio Rêgo (PSDB), com 28.017 votos; Vivaldo Costa (PV), com 27.534 votos; Subtenente Eliabe Marques (Solidariedade), 17.993 votos, bem como Raimundo Fernandes (PSDB) com 33.085 votos.
Jacó Jácome (PSD) e Kelps Lima (Solidariedade) que tentaram a Câmara dos Deputados, sem êxito; Souza Neto (PSB), que desistiu de ser candidato;
Assembleia Legislativa eleita em 2018
Ezequiel Ferreira (PSDB) – 58.221
Gustavo Carvalho (PSDB) – 47.544
Dr. Bernardo (Avante) – 42.049
Tomba Farias (PSDB) – 41.249
Nelter Queiroz (MDB) – 40.717
Hermano Morais (MDB) – 38.053
Galeno Torquato (PSD) – 34.532
George Soares (PR) – 34.263
Raimundo Fernandes (PSDB) – 33.965
Cristiane Dantas (PPL) – 33.860
Kelps (Solidariedade) – 33.819
Getulio Rêgo (DEM) – 33.477
Isolda Dantas (PT) – 32.963
Kleber Rodrigues (Avante) – 32.755
Vivaldo Costa (PSD) – 32.638
Albert Dickson (PROS) – 31.698
Souza (PHS) – 31.097
Coronel Azevedo (PSL) – 27.606
José Dias (PSDB) – 27.275
Francisco do PT (PT) – 23.448
Eudiane Macedo (PTC) – 22.333
Allyson Bezerra (Solidariedade) – 20.228
Ubaldo Fernandes (PTC) – 20.148
Sandro Pimentel (PSOL) – 19.158
Brancos – 88.645 (4,51%)
Nulos – 191.213 (9,72%)
Válidos – 1.686.592 (85,77%)
Abstenções – (17,12%)
Quociente eleitoral – 69.476
Na eleição de 2018, 15 deputados foram reeleitos: Ezequiel (PSDB), Gustavo Carvalho (PSDB), Tomba Farias (PSDB), Vivaldo Costa (PSD), Galeno Torquato (PSD), Albert Dickson (PROS), Raimundo Fernandes (PSDB), George Soares (PR), José Dias (PSDB), Nelter Queiroz (MDB), Hermano Morais (MDB), Getulio Rêgo (DEM), Souza (PHS), Kelps (Solidariedade) e Cristiane Dantas (PPL).
Nove deputados deixaram a Assembleia: Ricardo Motta (PSB), Márcia Maia (PSDB), Carlos Augusto Maia (PCdoB), Jacó Jácome (PSD) e Gustavo Fernandes (PSDB) não foram reeleitos, enquanto Mineiro (PT) disputou uma vaga de deputado federal. Já Dison Lisboa (PSD) teve o registro de candidatura impugnado e José Adécio (DEM) não disputou as eleições. No caso de Larissa Rosado (PSDB), ela não tinha sido eleita em 2014, mas assumiu depois a vaga em 2016 com eleição de Álvaro Dias a vice-prefeito de Natal.
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Concluída a apuração dos votos no RN, veja abaixo a relação dos eleitos à Câmara dos Deputados.
Mas antes, especial atenção para a reeleição de João Maia (PP), da Federação União Progressista, que deixou para trás o também deputado federal Robinson Faria (PP). Maioria de Maia sobre Faria foi de apenas 32 votos.
Outro detalhe, é que a bancada vai à próxima legislatura com três parlamentares novos: Dr.Bernardo Amorim (PV), deputado estadual atualmente; Nina Souza (PL), vereadora natalense e primeira-dama da capital, bem como a também vereadora em Natal Thabatta Pimenta (PV).
Câmara dos Deputados – Votação final
Natália Bonavides (PT) – 215.509 votos
Nina Souza (PL) – 185.248 votos
Benes Leocádio (UB) – 171.396 votos
Sargento Gonçalves (PL) – 154.073 votos
General Girão (PL) – 133.258 votos
Dr. Bernardo (PV) – 130.835 votos
João Maia (PP) – 123.040 votos
Thabbata Pimenta (PV) – 92.743 votos
*Robinson Faria somou 123.008 votos. Portanto, 32 a menos do que João Maia.
Além dele, não se reelegeram Fernando Mineiro (PT)n e Carla Dickson (PL). Ela era suplente da legislatura eleita em 2022, mas empossada com eleição de Paulinho Freire (UB) à Prefeitura de Natal em 2024. Tentou se manter na Câmara dos Deputados, mas sem êxito.
Eleitos em 2022
Natália Bonavides (PT) – reeleita
João Maia (PL) – reeleito
Benes Leocádio (União Brasil) – reeleito
Robinson Faria (PL) – eleito
*Fernando Mineiro (PT) – eleito
Paulinho Freire (União Brasil) – eleito
General Girão (PL) – reeleito
Sargento Gonçalves (PL) – eleito
*Fernando Mineiro chegou a ser eleito. Mas quem terminou assumindo foi o deputado Beto Rosado (PP). O TRE-RN e o TSE concederam liminares e recursos ao longo do mandato que mantiveram Beto Rosado no cargo por toda a legislatura (veja AQUI).
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Styvenson passou de um milhão de votos e Samanda teve maioria de 5.765 sobre Zenaide (Fotos: Agência Senado/Reprodução)
Uma acirrada disputa pela segunda vaga ao Senado, neste domingo (4) de eleições, acabou com desfecho favorável à Samanda de Lula (PT). Mossoroense, mas vereadora em Natal em seu primeiro mandato, ela foi eleita após superar a favorita senadora Zenaide Maia (PSD) e o Coronel Hélio (PL), seus principais opositores.
A maioria de Samanda de Lula, ou Samanda Alves (seu nome próprio), sobre Zenaide Maia, foi de apenas 5.765 votos.
Styvenson Valentim (Podemos), senador que tentava a reeleição, não teve susto algum. Ganhou com folga. Obteve mais de um milhão de votos. Sua primeira suplente é Kelly Valentim (Podemos), e a segunda suplente, Milena Galvão (PSDB).
Sua primeira suplente é vereadora mossoroense Plúvia Oliveira (PT), e o segundo suplente, Oswaldo Negrão (PCdoB).
Senado – Votação final
Styvenson Valentim (Podemos) – 1.055.000 votos (29,25%)
Samanda de Lula (PT) – 635.924 votos (17,63%)
Zenaide Maia (PSD) – 630.159 votos (17,47%)
Coronel Hélio (PL) – 620.354 votos (17,20%)
Rafael Motta (PDT) – 510.674 votos (14,16%)
Tércio Tinoco (UB) – 102.834 votos (2,85%)
Sandro Pimentel (Psol) – 22.237 votos (0,62%)
Sônia Godeiro (Psol) – 14.338 votos (0,40%)
Professor Guilherme (UP) – 5.511 votos (0,15%)
Rosália Fernandes (PSTU) – 3.795 votos (0,11%)
Luciana Mandu (PSTU) – 2.486 votos (0,07%)
Clóvis Costa (Agir) – 1.796 votos (0,05%)
Gari Wendell Batista (Agir) – 1.698 votos • 0,05%
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Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vão disputar o segundo turno da eleição presidencial de 2026. Com 99,78% das urnas apuradas neste domingo (04), Flávio teve 47,08%, enquanto o atual presidente recebeu 45,10% dos votos válidos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Como nenhum candidato alcançou mais da metade dos votos válidos no primeiro turno, excluídos os votos brancos e nulos, a eleição para presidente será decidida no segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Lula disputa a reeleição ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Flávio tem como candidato a vice o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL).
A disputa coloca frente a frente o atual presidente e o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Lula tenta conquistar um quarto mandato à frente do governo federal, enquanto Flávio disputa pela primeira vez a Presidência da República.
Confira como ficou o primeiro turno
Flávio Bolsonaro (PL) – 47,08%;
Lula (PT) – 45,10%;
Escritor Augusto Cury (Avante) – 2,89%;
Renan Santos (União) – 2,25%
Ronaldo Caiado (PSD) – 2,19%
Romeu Zema (Novo) – 0,27%
Samara (UP) – 0,10%
Hertz Dias (PSTU) – 0,04%
Clariana Barao (DC), 0,03%
Edmilson Costa (PCB), 0,02%
Veterinário Wilson Grassi (Democrata), 0,01%
Rui Costa Pimenta (PCD), 0,01%
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A apuração dos votos no Rio Grande do Norte ainda não está concluída, às 22h16 deste domingo (04). Mas com 99,99% dos votos apurados, os números definiram que Allyson Bezerra (UB) e Cadu de Lula (PT) vão disputar o segundo turno. Álvaro Dias (PL) ficou na terceira colocação.
A maioria de Allyson sobre Cadu está em 15.532 votos. Ele tem 733.738 votos (36,94%) e Cadu soma 718.206 votos (36,16%).
Álvaro ficou em terceiro lugar e até o percentual de 99,99% dos votos apurados, ele tinha totalizado 530.484 votos (26,71%).
Depois atualizaremos todos os números.
Segundo turno
O segundo turno das eleições de 2026 está marcado para o dia 25 de outubro de 2026, com votação das 8h às 17h. Propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV começa em 9 de outubro e segue até o dia 23.
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Como faço há algumas décadas, sempre listo nomes dos candidatos que escolho para o voto. Agora, neste domingo (4 de outubro), não é diferente.
Vamos lá.
Presidente da República – Lula da Silva (PT)
Governador do RN – Allyson Bezerra (UB)
Senadora – Samanda Alves (PT)
Senadora – Zenaide Maia (PSD)
Deputado federal – John Kenneth (SDD)
Deputada estadual – Cínthia Raquel (UB)
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Acesse diretamente a página de apuração da disputa presidencial, nos estados e DF, serviço oferecido pelo G1 e UOL, que é replicado pelo BCS:
Veja corrida presidencial AQUI.
Veja especificamente o RN AQUI., com voto a voto de todos os candidatos majoritários e proporcionais.
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O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) disponibiliza endereço para consulta, na Internet, quanto aos locais de votação, neste domingo (dia 2 de outubro).
disponibilizou, em seu site, um acesso rápido para consulta, por município, aos dados das seções eleitorais que tiveram seus locais de votação alterados para as Eleições de 2026. Os eleitores podem conferir todas as informações de seu local de votação na aba “Serviços” do site do TRE-RN. Os dados também podem ser consultados pelo aplicativo e-título.
Os locais de votação podem ter sido alterados em função de solicitações feitas por pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, voto em trânsito ou transferência temporária de seção, à qual servidores como agentes de segurança pública, mesários, agentes penitenciários, juízes e promotores têm direito por estarem em serviço no dia da eleição.
Para acessar o novo local de votação pelo aplicativo, é necessário que o aplicativo esteja habilitado. Após a habilitação, basta acessar a tela inicial e atualizar os dados cadastrais. O sistema mostra automaticamente o endereço da seção e a zona eleitoral correspondente. O e-título é gratuito e está disponível para Android e IOS.
Pelo site, o eleitor deve seguir os seguintes passos: acessar a aba “serviços”, na opção “alteração no local de votação”, e informar o município e clicar em “pesquisar”. O site informa, então, quais locais de votação foram alterados em cada zona eleitoral, com endereço e número de seções de cada local.
O TRE recomenda a verificação do local de votação com antecedência, especialmente para aqueles eleitores que solicitaram a mudança do local de votação ou voto em trânsito. Os eleitores que vão utilizar o e-título para verificação dos locais de votação precisam habilitar o aplicativo até a véspera do 1º turno, o sábado, 3 de outubro.
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Por Marcelo Alves
Pesquisas sobre a popularidade do nosso Supremo Tribunal Federal pululam nos últimos dias. A revista Veja, na sua página web, ressalta “A dura avaliação dos eleitores sobre o Supremo Tribunal Federal, segundo pesquisa. Quase metade dos brasileiros avalia como negativo o trabalho dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo uma pesquisa do Datafolha divulgada neste sábado, 26. O índice é o mais alto da série histórica, iniciada em 2019. Para fazer o levantamento, foram ouvidos 2.002 eleitores, gerando um documento com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%”. Já o site G1 anota: “Datafolha: 76% dizem que ministros do STF têm poder demais. Pesquisa divulgada neste sábado (12) mediu também o impacto da crise que afeta o STF: 77% dizem concordar com a afirmação de que ‘as pessoas acreditam menos no STF agora do que no passado’”.
Correlacionado a isso, direta ou indiretamente, nunca as decisões judiciais no Brasil foram tão criticadas, por profissionais do direito ou por leigos em geral (nas ruas, nas tais redes sociais e por aí vai), como estão sendo hoje. E isso é muito mais do que péssimo!
Confesso a vocês que tenho uma opinião peculiar sobre essa tal “popularidade” do Poder Judiciário. Não me agradam essas pesquisas, independentemente dos resultados. Juízes ou ministros não devem necessariamente ser populares. Não devem procurar ser populares. Não devem decidir buscando ser populares. Definitivamente, não. Até porque o Poder Judiciário, muitas vezes, e esse é um dos seus papéis, deverá ser contramajoritário. A sua popularidade ou aceitação popular das suas decisões, que depende de vários fatores, é apenas uma (boa) consequência.
Na verdade, não desconheço que a legitimidade das decisões judiciais está em alto grau relacionada à aceitação delas pela opinião pública (mas acho equivocado simplesmente identificar uma coisa com a outra). Acredito também que a sociedade como um todo – além das partes, dos seus advogados e dos demais atores envolvidos na lide específica – é uma das destinatárias das motivações das decisões judiciais, podendo ela assim verificar se as decisões do Poder Judiciário são pautadas pelo direito ou se são fruto de arbítrio dos julgadores. E também reconheço que as decisões judiciais que ofendem o senso comum acabam, a longo prazo, não sobrevivendo ao tempo e à crítica geral.
Todavia, se “a autoridade da Justiça é moral, sustenta-se pela moralidade das suas decisões”, como queria o nosso Rui Barbosa (1849-1923), se a “majestade dos tribunais assenta na estima pública”, como disse o mesmo Rui, penso que essa moralidade e essa estima têm de vir naturalmente, com o tempo e com o exemplo, e não como um fim em si mesmo.
Essas observações nos trazem sempre de volta à necessária complementaridade entre o Estado de Direito e a democracia. Se a democracia é o governo da maioria, o Estado de Direito consagra a supremacia da Constituição e das leis do país e o respeito aos direitos fundamentais. A regra da maioria ou da democracia só se legitima se respeitados, na forma da lei e da Constituição, mesmo em desfavor da turba, os direitos de todos, inclusive os das minorias.
Em resumo, em tempos tão difíceis, reafirmo o que disse outrora: não se deve simplesmente decidir em conformidade com a opinião pública. Nem muito menos manipulá-la! Pelo contrário, a maior legitimidade das decisões judiciais virá naturalmente se houver a obediência a determinados valores (estabilidade, previsibilidade, igualdade, transparência, celeridade etc.), o respeito a uma teoria de precedentes vinculantes e com a expressa fundamentação dessas decisões na Constituição e nas leis do país, fornecendo-nos, assim, uma Justiça verdadeiramente legítima e consensual.
Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República, doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL e mestre em Direito pela PUC/SP
Por Bruno Ernesto
A programação do Cine Cid, conduzido pelo BNB Cultural em Mossoró, tem se mostrado cada vez mais inclusiva; tanto para o público quanto para quem produz os filmes.
Ninguém – exceto os pré-adolescentes e os adolescentes – suporta mais cinema comercial, praticamente dominado pelos péssimos filmes americanos, uma cultura que em nada agrega.
Nesta última sessão, “Lampião, Governador do Sertão”, me trouxe à memória um personagem que sempre me instigou, mesmo sem ser cangaceiro.
Quase ninguém se atenta aos personagens históricos coadjuvantes que circundavam o Sertão nordestino do primeiro quartel do século XX.
Falar sobre o cangaço e religiosidade naquela época, inevitavelmente direciona para os dois mais conhecidos e populares protagonistas : Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, e Cícero Romão Batista, Padre Cícero.
Um desses personagens foi Benjamin Abrahão, o imigrante libanês que eternizou em papel e filme e, para a história, o elo entre esses dois personagens.
Os únicos registros de imagens do bando de Lampião em seu habitat foi feito por ele, com as bençãos de Padre Cícero, que serviu como fiador dessa aproximação e interação com o grupo.
O pesquisador e escritor Frederico Pernambucano de Mello, resgatou a história de Benjamin Abrahão em sua obra “Benjamin Abrahão: entre Padre Cícero e Lampião”, já em segunda edição pela editora Companhia Editora de Pernambuco, um registro monumental desse convívio e proximidade com os cangaçeiros, meticulosamente registrado em sua caderneta de campo, fotos e raríssimos vídeos, único a filmar o bando.
Benjamin Abrahão teve, tanto uma vida, quanto uma morte intensa. Vale a pena a leitura.
Aliás, também muito interessante é o filme “Baile perfumado”, dirigido por Paulo Caldas e Lírio Ferreira, uma interessante história da vida do mascate libanês.
Os estudiosos do cangaço, certamente ganharam muito com os registros históricos de Benjamin Abraão, o que merece mais pesquisas e divulgação, pois o simples fato de ter filmado o bando, produziu um imenso conteúdo para os eles próprios aprofundarem os conhecimentos sobre este fenômeno.
Bruno Ernesto é advogado, professor e escritor e presidente do Instituto Histórico e Geográfico de -Mossoró – IHGM @ihgmossoro
Nas eleições gerais neste 4 de outubro, os eleitores registrarão seis escolhas na urna eletrônica: pela ordem, deputado federal, deputado estadual (distrital, apenas no caso do Distrito Federal), dois senadores, governador e presidente da República. A votação ocorrerá das 8h às 17h (horário de Brasília), sendo garantido o direito de votar a quem estiver na fila no momento do encerramento.
A jornada na cabine individual tem início logo após a identificação oficial do eleitor, realizada pela mesa receptora mediante apresentação do título eleitoral ou do aplicativo e-Título, ou um documento oficial com foto. Serão aceitos carteira de identidade (RG), identidade social, passaporte ou outro documento de valor legal equivalente, carteira de categoria profissional reconhecida por lei, certificado de reservista, carteira de trabalho e carteira nacional de habilitação.
A sequência de votação é determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e apresentada automaticamente pela urna eletrônica. A ordem inicia-se com o voto para deputado federal (quatro dígitos) e prossegue para deputado estadual ou distrital (cinco dígitos). Em seguida, o eleitor deve digitar os números para as duas vagas em disputa para o Senado Federal (três dígitos cada). O processo é finalizado com as escolhas para governador (dois dígitos) e presidente da República (dois dígitos).
Após a digitação de cada número, a tela exibe a foto, o nome completo, o cargo e o partido do candidato. Desde o pleito de 2022, o equipamento conta com uma pausa de segurança: a tecla “Confirma” permanece inativa por um segundo enquanto é exibida a mensagem “Confira seu voto”. O mecanismo foi desenvolvido para evitar confirmações precipitadas e permitir a verificação atenta dos dados do candidato.
Tecla verde
Se a tecla verde for pressionada durante esse intervalo de segurança, o comando será ignorado pelo sistema, bastando ao eleitor acioná-la novamente após o destravamento. O TSE esclarece que não é necessário aguardar por nenhuma mensagem adicional de confirmação, devendo o cidadão aproveitar a breve pausa apenas para conferir a imagem e os dados exibidos na tela.
Para facilitar o processo e reduzir o tempo de permanência na cabine, a Justiça Eleitoral recomenda que o eleitor leve uma anotação em papel — a tradicional “cola eleitoral” — com os números dos candidatos organizados na ordem exata da votação. O TSE destaca que dados históricos de eleições anteriores servem apenas como referência, uma vez que a duração do procedimento varia de acordo com cada cidadão.
A votação é encerrada assim que a última confirmação é registrada para o cargo de presidente da República. Ao final do horário regulamentar, a urna eletrônica emite o Boletim de Urna (BU), documento público impresso que detalha o total de votos registrados na seção e assegura a transparência e a auditabilidade do processo eleitoral.
Fonte: Agência Senado
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Chegou a hora! Neste domingo, 4 de outubro, mais de 158 milhões de brasileiros e brasileiras vão às urnas em todo o país para escolher presidente da República e governadores, senadores (duas vagas) e deputados federais, além de deputados estaduais e distritais. Mas você sabe o que pode e o que não pode no dia das eleições? O Ministério Público (MP) Eleitoral acompanha de perto o dia de votação para assegurar o cumprimento das normas eleitorais, evitar abusos e garantir a liberdade de voto do eleitor.
Fique ligado nas regras e nas principais orientações:
🕐 Atenção para o horário da votação
Neste ano, o horário de votação foi unificado por determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As seções eleitorais de todo o país vão funcionar das 8h às 17h no horário de Brasília.
Os eleitores precisam chegar nas seções dentro do horário estabelecido, antes do encerramento da votação. Se o período terminar e ainda houver pessoas na fila, serão distribuídas senhas para que ninguém fique sem votar.
🪪 Documento de identificação em mãos
Antes de sair de casa, confira se você está levando um documento oficial com foto. As seções eleitorais aceitam carteira de identidade, carteira de motorista, passaporte, carteira profissional reconhecida por lei, carteira de trabalho e certificado de reservista como documento de identificação, mesmo que a data de validade tenha expirado. Certidão de nascimento ou de casamento e carteira de trabalho digital não podem ser usadas.
O eleitor também pode apresentar o e-Título, desde que apareça sua foto na tela. O e-Título é o aplicativo do TSE que, além do título de eleitor digital, oferece informações sobre o local de votação e permite a justificativa online em caso de falta. Disponível para IOS e Android, o sistema é gratuito e acessível a pessoas com deficiência visual, baixa visão ou daltônicas.
👕Camisetas, broches e adesivos estão autorizados
Eleitores e eleitoras podem manifestar sua preferência no dia da votação, de forma individual e silenciosa, com o uso de camisetas, bandeiras, broches e adesivos do candidato, partido ou coligação. Já a aglomeração de pessoas com roupas padronizadas está proibida, assim como o uso de instrumentos de propaganda que caracterizem manifestação coletiva, com ou sem carro de som.
Vale lembrar que os servidores e servidoras da Justiça Eleitoral, mesárias e mesários e outras pessoas que estejam trabalhando nas eleições não podem usar peças de roupa ou adereços que indiquem preferência ou contenham propaganda eleitoral de partido, coligação, federação, candidata ou candidato.
🚫 Cuidado com a boca de urna e com a propaganda ilegal
Alto-falantes e amplificadores de som, comícios, passeatas e carreatas estão proibidos no dia da eleição. Fazer boca de urna, distribuir camisetas, abordar pessoas a caminho das seções para pedir voto são condutas consideradas crimes eleitorais, que podem levar à prisão, assim como derramar santinhos na porta das seções eleitorais (conhecido como voo da madrugada) ou distribuir qualquer tipo de propaganda.
Alto-falantes e amplificadores de som só podem ser usados até a véspera da eleição. O mesmo vale para a distribuição de material gráfico, caminhadas, carreatas ou passeatas, acompanhadas ou não por carro de som ou minitrio, autorizadas até as 22h do sábado.
Na internet, é vedado publicar ou impulsionar novos conteúdos de 48 horas antes a 24 horas depois das eleições, mesmo se a contratação tiver sido realizada antes desse prazo. Nenhum post, story ou publicação de campanha nas redes sociais pode entrar no ar no dia da votação, mas as postagens publicadas anteriormente podem ser mantidas e não precisam ser apagadas.
No caso de conteúdos feitos com inteligência artificial, a publicação, a republicação ou o impulsionamento estão proibidos das 72 horas antes até as 24 horas depois da votação. Todas essas condutas são consideradas crimes, com penas de detenção de seis meses a um ano e multas de até R$ 15,9 mil.
🗳️Na cabine de votação
Celulares, máquinas fotográficas, filmadoras, equipamento de radiocomunicação e outros não podem entrar nas cabines de votação, ainda que estejam desligados. O objetivo é assegurar o direito do eleitor ao sigilo do voto.
O TSE determina que os aparelhos sejam depositados em local próprio, à vista dos mesários e do presidente da mesa. Se o eleitor se recusar a entregar o equipamento, não poderá entrar na cabine. Os mesários podem, inclusive, acionar a polícia para as providências cabíveis, além de registrar o fato em ata e comunicar ao juiz eleitoral.
Os eleitores podem levar para a cabine a chamada “colinha eleitoral”, com o número dos candidatos em que deseja votar, para facilitar na hora de registrar o voto. Na urna eletrônica, a ordem de votação será: deputado federal, deputado estadual ou distrital, primeiro senador, segundo senador, governador e presidente da República. Lembrando que o voto é secreto e que o sistema de votação impede que outras pessoas saibam em quem você votou.
🚌 Transporte de eleitores
No dia da eleição é proibido fornecer transporte, seja veículo ou embarcação, a eleitores com finalidade eleitoral. Isso é crime e vale para partidos, federações, coligações ou qualquer pessoa. A regra busca impedir que o deslocamento até os locais de votação seja utilizado para influenciar a escolha do eleitor. Quem descumprir está sujeito a penas que podem variar de 4 a 6 anos de prisão, além de multa.
Para garantir que as pessoas cheguem ao local de votação no dia da eleição, o Poder Público e a Justiça Eleitoral disponibilizam transporte gratuito. O transporte coletivo urbano e intermunicipal deve ser oferecido gratuitamente pelo poder público, com a mesma frequência de um dia útil. Táxis e serviços de aplicativo podem funcionar normalmente, desde que não sejam fretados especificamente para levar eleitores.
♿ Como é o acesso de pessoas com deficiência?
Eleitores e eleitoras com deficiência têm à disposição uma série de recursos para assegurar seu direito ao voto. As urnas eletrônicas contam com ferramentas como sistema de áudio com voz sintetizada, fone de ouvido descartável fornecido pela Justiça Eleitoral, identificação tátil da tecla 5, teclado em braille e intérprete de Libras exibido no canto inferior da tela para auxiliar pessoas surdas durante a votação. O TSE também assegura o uso de outras tecnologias assistivas, desde que não prejudiquem o sigilo do voto.
As pessoas com deficiência têm prioridade para votar e podem entrar na cabine com um acompanhante da sua escolha, mesmo que não tenham feito o pedido de forma antecipada à Justiça Eleitoral. Cães-guia são admitidos nas seções eleitorais. Os eleitores com mobilidade reduzida contam ainda com transporte especial no dia da eleição, desde que tenham feito o pedido dentro do prazo aberto pelo TSE.
👵Quem vota primeiro?
Conforme as regras do TSE, no dia da eleição, votam em primeiro lugar candidatos e candidatas, juízes eleitorais e auxiliares, promotores eleitorais e servidores da Justiça Eleitoral, uma vez que estão de serviço, além de militares e agentes de segurança em trabalho no pleito, idosos com mais de 60 anos, pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, gestantes e lactantes, pessoas doentes, entre outras prioridades legais.
A prioridade é concedida por ordem de chegada na fila, com exceção dos idosos com mais de 80 anos, que passam na frente de todos. Depois desses grupos, é a vez dos doadores de sangue, desde que apresentem comprovante da doação com validade de 120 dias. A preferência é extensiva aos acompanhantes dessas pessoas, ainda que eles votem em seção eleitoral diferente.
🧐E se eu presenciar alguma irregularidade?
O Ministério Público Eleitoral fiscaliza todo o processo para evitar situações irregulares como propaganda não autorizada e aliciamento de eleitores, por exemplo. Denúncias podem ser enviadas pelo MPF Serviços.
Além disso, no dia da votação, qualquer pessoa pode comunicar às autoridades fatos que possam comprometer a liberdade do voto, a igualdade entre concorrentes ou o cumprimento das normas eleitorais. A queixa pode ser direcionada a policiais, membros do Ministério Público Eleitoral, Corregedoria-Geral Eleitoral, Corregedoria Regional Eleitoral ou juiz eleitoral.
⚠️ Ausência e justificativa
Se você não conseguir participar das eleições, pode apresentar justificativa para a falta no mesmo dia do pleito, das 8h às 17h, de três formas diferentes: pelo aplicativo e-Título, nos locais de votação e nas mesas especiais de justificativa instaladas nos locais divulgados pelos TREs e pelos Cartórios Eleitorais. Nos dois últimos casos, é preciso imprimir, preencher e entregar o requerimento de justificativa eleitoral disponível na página do TSE, além de apresentar documento de identificação. Já pelo e-Títuto, a justificativa é feita online.
A vantagem de justificar no mesmo dia é que o eleitor não precisa apresentar nenhum documento para comprovar o motivo da ausência. Também é possível justificar a ausência em até 60 dias após cada turno das eleições, tanto via internet quanto presencialmente, mas o eleitor deve apresentar documento que comprove o motivo da falta.
🔎 Por dentro das regras
O Ministério Público Federal (MPF) publicou, ao longo deste ano, matérias para ajudar a população a entender o trabalho da instituição na fiscalização do processo eleitoral. A série Por Dentro das Regras explica quais são as normas previstas nas leis e nas resoluções do TSE que devem ser seguidas pelos candidatos, partidos e eleitores. Já a série Me Explica, MPF! traduz os conceitos mais usados no meio jurídico relacionados à disputa eleitoral.
O MP Eleitoral é composto por integrantes do MPF e dos Ministérios Públicos Estaduais. Eles são responsáveis por fiscalizar o cumprimento das normas relacionadas às eleições, com o objetivo de evitar abusos, assegurar o equilíbrio da disputa e a livre escolha do eleitor. Confira a cartilha Por Dentro das Eleições 2026 para saber mais sobre esse trabalho.
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As Eleições Gerais 2026 são hoje. O 1º turno ocorre neste dia 4 de outubro, e o 2º turno, se houver, em 25 de outubro. Quem estiver fora do domicílio eleitoral no dia da votação deverá justificar a ausência em cada turno em que não comparecer, informa o Tribunal Regional Eleitoral do RN (TRE/RN).
A justificativa pode ser apresentada no próprio dia da eleição pelo aplicativo e-Título ou por meio do Requerimento de Justificativa Eleitoral (RJE). O formulário deve ser preenchido e entregue nas mesas receptoras de votos ou de justificativas instaladas para essa finalidade, nos locais divulgados pelos tribunais regionais eleitorais e pelos cartórios eleitorais.
Não é necessário apresentar documentos que comprovem o motivo da ausência quando a justificativa é feita no dia da votação. Quem optar pelo RJE deverá apresentar também um documento oficial de identidade com foto.
A justificativa é válida exclusivamente para o turno em que a eleitora ou o eleitor não compareceu por estar fora do domicílio eleitoral. Portanto, é necessário apresentar um requerimento para cada turno de votação não realizado, respeitando os requisitos e prazos correspondentes.
A eleitora ou o eleitor pode justificar a ausência às eleições quantas vezes forem necessárias. No entanto, a ausência a três eleições consecutivas, considerando cada turno como uma eleição, sem o pagamento das multas correspondentes ou a apresentação de justificativas poderá resultar no cancelamento da inscrição eleitoral.
Pós-eleição
Quem não apresentar a justificativa no dia da votação poderá fazê-la em até 60 dias após cada turno. O procedimento está disponível pelo aplicativo e-Título, pelo Autoatendimento Eleitoral – Título Net, nos portais da Justiça Eleitoral, ou presencialmente, em qualquer cartório eleitoral.
Para as Eleições 2026, os prazos são:
Até 3 de dezembro de 2026: ausência no 1º turno, realizado em 4 de outubro.
Até 8 de janeiro de 2027: ausência no 2º turno, realizado em 25 de outubro, se houver.
Independentemente do canal escolhido, o requerimento apresentado após a eleição deverá ser acompanhado de documentos que comprovem o motivo da ausência. A documentação será analisada pela autoridade judiciária da zona eleitoral responsável pelo título.
Se a justificativa for aceita, o registro será feito no histórico do título eleitoral. Caso seja recusada, será necessário pagar a multa eleitoral.
Eleitorado no exterior
Eleitoras e eleitores que vivem no exterior podem justificar a ausência à votação pelo e-Título ou nas mesas receptoras de votos instaladas no exterior que funcionem com urna eletrônica.
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Por Odemirton Filho
Hoje é dia de eleição. Após uma campanha eleitoral na qual os candidatos apresentaram as suas propostas e, sobretudo, digladiaram-se nas redes sociais, o eleitor terá a oportunidade de exercer o direito ao sufrágio. E mais: saberemos quais os institutos de pesquisa merecem credibilidade.
Com efeito, muitos são os desafios a serem enfrentados neste país. A bem da verdade, a carência na saúde, na educação, na segurança pública, a falta de obras estruturantes e o desequilíbrio fiscal são problemas crônicos que, há muito, precisam de resolução.
No entanto, outro grande desafio que necessita de uma atenção especial e, principalmente, de ações firmes por parte dos governantes, é o combate ao crime organizado. Nesse sentido, o doutor Fernandes Neto, advogado militante na seara eleitoral do estado do Ceará, em livro que tem o título deste artigo, debruçou-se sobre o tema, trazendo a lume um denso trabalho de pesquisa.
No tocante a sobredita obra, bem prefaciou o procurador regional da República, Luiz Carlos dos Santos Gonçalves: “o cenário descrito por Fernandes Neto é alarmante: com cerca de 2.800 municípios sob influência faccional e uma percepção social de presença criminosa que alcança mais de 68 milhões de brasileiros, o crime organizado deixou de ser um problema estritamente policial para se tornar um desafio à legitimidade democrática. O autor demonstra com rigor estatístico o descompasso estrutural entre o tempo da justiça criminal e o ciclo eleitoral: enquanto um processo por organização criminosa leva, em média, 880 dias para transitar, um mandato eletivo pode ser integralmente exercido sob a sombra do patrocínio ilícito”.
A violência no Brasil vem amedrontando a sociedade. Não há tranquilidade social na maioria das cidades brasileiras. É um grave problema. O crime organizado se infiltrou, de igual modo, na maioria das instituições, de norte a sul do país, tornando imperiosa a adoção de medidas firmes por parte do Estado brasileiro.
Sobre o tema, escreveu o mencionado advogado:
“A infiltração do crime organizado no processo político-eleitoral constitui um dos desafios mais prementes das democracias contemporâneas, e o Brasil experimenta, nas últimas décadas, uma escalada que supera qualquer paralelo histórico no hemisfério ocidental. As facções criminosas e milícias transitaram da condição de grupos de atuação marginal e circunscrita para a de agentes de influência política e de captura institucional, dotados de estatutos internos formalizados, hierarquias consolidadas e estratégias deliberadas de inserção no processo representativo. Esse fenômeno exige respostas jurídico-eleitorais que o ordenamento brasileiro ainda não desenvolveu de forma sistemática” (…).
Como se vê, a situação reclama uma pronta resposta estatal. Este texto, vale dizer, não tem como explicitar os temas descritos no aludido livro, ante a complexidade das questões abordadas pelo autor da obra.
De toda forma, esperamos que os nossos futuros representantes, eleitos no dia de hoje e em um eventual segundo turno, possam enfrentar o problema com a seriedade e a urgência que a situação requer.
Odemirton Filho é oficial de justiça
“Uma pergunta prudente é metade da sabedoria.”
Francis Bacon
Allyson Bezerra (4), candidato ao Governo do Rio Grande do Norte pela Coligação Esperança e Trabalho, passou o sábado (3) nas ruas de Natal com a Carreata do Azulão (veja Vídeo AQUI). Ao lado do seu vice, Hermano Morais (MDB), pela manhã, a caravana percorreu a Zona Norte a partir da Avenida Pirassununga. À tarde, voltou à região para um percurso ainda maior, que levou o 44 até a Zona Leste da capital.
A concentração da tarde aconteceu na Praça do Conjunto Santa Catarina, de onde o comboio partiu para percorrer as principais avenidas e ruas da região, ao som do jingle da campanha e com moradores nas calçadas acompanhando a passagem do candidato e do vice, Hermano. Durante todo o trajeto, Allyson desceu do carro diversas vezes para abraçar e conversar com quem esperava na porta de casa.
A carreata passou pelo Ginásio Nélio Dias, no Gramoré, e depois atravessou a Ponte Newton Navarro rumo às Rocas, levando a festa azul para o outro lado do rio Potengi.
Da região mais populosa da capital a um dos bairros mais tradicionais da cidade, Allyson foi recebido em clima de festa na reta final da campanha, na véspera da votação deste domingo (4).
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A campanha de Cadu de Lula (PT) ao Governo do Estado foi fechada à noite deste sábado (3), em Natal.
Passeata e corpo a corpo marcaram a programação.
A Avenida Engenheiro Roberto Freire, na Zona Sul da cidade, foi o principal foco da programação.
Durante o percurso, Cadu contou com a companhia dos candidatos ao Senado, Rafael Motta (PDT) e Samanda de Lula (PT); de candidatos a deputado federal e estadual, além da governadora Fátima Bezerra (PT).
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O candidato a governador da Coligação Endireita RN, Álvaro Dias (PL), completou sua campanha em Mossoró à noite deste sábado (3).
Ao lado de outros candidatos da coligação, como o senador Styvenson Valentim (Podemos) e Coronel Hélio (PL), omes ao Senado, ele fez a “descida do Alto”, trajeto de passeatas e carreatas em campanhas políticas locais.
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O que as urnas no RN vão parir em termos de formação da próxima bancada do estado na Câmara dos Deputados? Muitos webleitores querem que antecipemos resultados, como se fôssemos oráculos. Não temos esse poder. Ainda bem.
Tentamos, sim, chegar o mais perto possível de uma relação de prováveis eleitos e reeleitos. Para isso, cruzamos estudos, informações de bastidores, contatos diversos e o conjunto de pesquisas disponíveis.
Mas há um problema. E não é pequeno.
Agregadores de pesquisas, que juntam levantamentos e trabalham com médias, podem produzir resultados bastante distorcidos. Isso ocorre principalmente quando se inclui uma quantidade significativa de pesquisas sem credibilidade ou com resultados claramente discrepantes.
Além disso, pesquisas para cargos proporcionais — Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados — têm dificuldades próprias. Nominatas, quociente eleitoral, desempenho individual dos candidatos e distribuição dos votos tornam a projeção muito mais complexa.
Há ainda um fator decisivo: muitos eleitores só definem o voto nos últimos dias. Alguns, literalmente, na fila de votação.
É por isso que a boca de urna continua tendo importância. Ela pode ser decisiva para o resultado de uma eleição.
Bem, mas voltemos ao “xis” da questão: quem o BCS enxerga com possibilidades maiores de eleição?
Vamos ao nosso “chute”:
Federação Brasil da Esperança caminha para eleger Natália Bonavides (PT), Thabatta Pimenta (PV) e Dr. Bernardo Amorim (PV).
O Partido Liberal (PL) pode eleger três também. Disparadamente em primeiro lugar, a vereadora natalense Nina Souza. Há grande possibilidade do Cabo Deyvison ser a ‘surpresa’. General Girão e Sargento Gonçalves, que atualmente são deputados federais, estariam lutando por uma vaga. Quem vai dançar? Em meio a esse tumulto de pesquisas é difícil se dizer.
Na Coligação Esperança e Trabalho, o deputado federal Benes Leocádio (UB) desponta com fôlego de primeiro lugar. A segunda cadeira está entre os deputados federais João Maia (PP) e Robinson Faria (PP).
Veremos.
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A disputa mais apertada para governo estadual, no Brasil, é em Pernambuco. A governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito de Recife João Campos (PSB) estão empatados tecnicamente na disputa. O levantamento é do instituto de pesquisa Ideia, divulgado neste sábado (3).
Na Estimulada, Raquel tem 46,2% das intenções de voto e João, 46,0%. A diferença de 0,2 ponto está bem dentro da margem de erro, de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos. Os demais candidatos somam 1,7%, brancos e nulos são 0,8% e 5,3% não souberam responder.
Na pesquisa Espontânea, em que o eleitor diz o nome sem ver a lista de candidatos, o empate se repete: Raquel tem 42,2% e João, 42,0%.
Rejeição
O relatório aponta que Raquel tem rejeição de 41,3% dos pernambucanos, enquanto 33,6% não votariam em João Campos. O candidato do PSB se destaca em potencial de voto – 51,4% dizem que poderiam votar em João, enquanto 46,3% poderiam votar em Raquel.
Datafolha
Em pesquisa o Datafolha deste sábado (3), o resultado de Votos Válidos mostrou outro empate: Raquel Lyra com 49% e João Campos com 48%.
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Rosário emitiu nota dando explicações e se desvinculando do dinheiro apreendido (Foto: autoria não identificada/Arquivo BCS)
Os R$ 400 mil apreendidos (veja AQUI) pela Polícia Federal em Mossoró, na última quinta-feira (1º), são originários de conta bancária da empresa Rosário Edificações e Pavimentações Ltda. (REPAV). O volume foi sacado por José Ferreira do Rosário Neto, irmão e sócio do engenheiro e candidato a deputado estadual Jorge do Rosário (PL). O próprio Rosário emitiu Nota Pública dando sua versão para o caso e desvinculando o fato de sua campanha.
As informações oficiais que vieram à tona constam de inquérito aberto pela PF, que também pediu autorização judicial para quebra de sigilo de dados dos dois smartphones em poder de “Neto”, no momento da apreensão.
A PF suspeita de corrupção eleitoral e lavagem de dinheiro e sua investigação começou a partir da comunicação direta feita pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), que identificou movimentação bancária estranha, pelo volume do saque. O Coaf é a Unidade de Inteligência Financeira (UIF) do Governo Federal, atuando como o órgão central no combate à lavagem de dinheiro, financiamento do terrorismo e proliferação de armas de destruição em massa. Está vinculado ao Banco Central com autonomia técnica.

Polícia Federal quer mergulhar nos dados dos dois aparelhos em poder do irmão de Jorge do Rosário (Reprodução do BCS)
O montante apreendido é visto como de fluxo financeiro normal na Repav, uma das maiores empresa do setor no RN, de perfil sólido e há décadas com atuação no mercado. Contudo, o seu destino será rastreado, além do conteúdo dos dois smartphones, que desperta maior atenção à Polícia Federal.
Será apurado amiúde que destinação teria o numerário e se haveria uso em campanha – ou campanhas eleitorais -, sem a devida prestação de contas.
Esse manancial de informações pode criar novas frentes de apuração, sendo impossível antecipar onde pode chegar. Vida empresarial e relação de Jorge do Rosário com outros políticos e candidatos podem emergir.
Um milhão e meio
A propósito, é o segundo caso de apreensão de dinheiro na atual campanha. O fato anterior foi com o deputado estadual Luiz Eduardo, também do PL. A Polícia Federal localizou R$ 1,5 milhão em sua residência. (veja AQUI e AQUI).
O outro lado
Nessa sexta-feira (2), à noite, a Assessoria do candidato e empresário Jorge do Rosário manifestou-se, após seu nome pulular em vários endereços de páginas informativas, como vinculado ao dinheiro apreendido. Veja abaixo:
Nota Pública
A Assessoria do candidato Jorge do Rosário, em face das informações recentemente veiculadas acerca de episódio envolvendo a empresa da qual é sócio, vem a público prestar os seguintes esclarecimentos:
Os fatos noticiados não guardam qualquer relação com este, ou com os recursos destinados ao financiamento de sua campanha.
O candidato reitera, de forma categórica, que não recebeu, não movimentou nem auferiu qualquer benefício de valores vinculados ao fato, permanecendo sua movimentação financeira integralmente sujeita às normas de transparência, fiscalização e prestação de contas estabelecidas pela legislação eleitoral.
O valor objeto da ocorrência destinava-se ao pagamento de obrigações comerciais e de folha de pessoal da empresa em final de mês, tratando-se de questão de natureza estritamente empresarial/privada.
Cumpre ressaltar, ademais, que o candidato se encontra afastado da administração e da gestão ordinária da referida empresa, não tendo tomado parte nas operações financeiras relacionadas ao episódio.
Por deferência à investigação em curso, abstemo-nos de tecer especulações acerca de fatos cuja apuração compete exclusivamente às autoridades.
Confiamos no pleno e regular esclarecimento dos fatos pelos órgãos competentes.
Assessoria do Candidato Jorge do Rosário
Nota do BCS – Conheço Jorge há mais de 40 anos, tempo ainda em que não tinha sequer obtido a primeira graduação universitária como engenheiro civil, filho de um mestre de obras e de uma dona de casa. De lá aqui, como antes, vida retilínea. Adiante, mas a distância, testemunhei o seu sucesso empresarial baseado em trabalho, correção, conhecimento e ousadia. Na política, ser investigado é o comum, não exceção.
Espero que tudo seja esclarecido e chegue a bom termo.
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