O espetáculo "Chuva de bala no país de Mossoró" nunca esteve tão atual. Mossoró vive uma carnificina com mais de 80 homicídios este ano.
A arte imita a vida.
Mas há profunda diferença entre a encenação que se repetirá no adro da Capela de São Vicente e a realidade, abaixo dos seus degraus: os criminosos estão vencendo o duelo contra o bem.
Ao contrário do que ocorreu em 13 de junho de 1927, quando Lampião e seu bando foram rechaçados com vigor, Mossoró é vencida pelo crime.
O poder público assiste a tudo passivamente ou com pirotecnia e falácia.
Carlos Santos: Não há nenhuma originalidade na afirmação, já que proferida antes por ilustre jornalista mosoroense; trata-se, pois, somente de uma reforço na lembrança coletiva. Convenhamos: teria sido muito mais barato para o povo mossoroense pagar os contos de réis exigidos por Lampião do que o Município até hoje gastar fábalos do minguado dinheiro da edilidade para comemorar a “resistência”, que cometeu um ato cruel e anti-cristão contra o cangaceiro “Jararaca”, já dominado, com as pernas quebradas, sem oferecer mais nenhum risco à sociedade, enterredo vivo.
O povo de Mossoró, a se confirmar a tese defendida pelo ilustre escritor Honorio de Medeiros (a invasão a Mossoró teria sido articulada pelo fundador da oligarquia Rosado), deve pensar duas vezes em comparecer a tais comemorações.
Garto pela atenção,
Ricardo Sobral
(ricms@uol.com.br)
Segundo fontes,pessoas que viveram o momento, quando procuraram “Jerônimo”,para que ele se engajasse na “RESISTÊNCIA,ele estaria,corrido, na praia com os seus NUMERADOS,talvez,no que hoje se chama,Praia do Rosado,imagino,pelo jeito,era dificil achar o homi.
A professorae pesquisadora do cangaço de nome AGLAI, FEZ ESSA AFIRMAÇOA. Mais não ouve quem lhe desse credito.
Sugestão dada para alegrar o Mossoró junino: FORRO DO CUSCUZ ALEGADO. PREÇO DA SENHA ..9 3 0 . Convidados especiais, A rosa,o M.Público,Paulo de Tarso,Betania e seu reitor e todos da A,legislativa com mandato.
Ô Ricardo Sobral, o ataque de Mossoró foi sim,arquitetado, por um complô formado pelo quarteto sinistro JERONIMO ROSADO,FELIPE GUERRA, TILON GURGEL e seu genro DÉCIO HOLANDA. Leia a pág. 53 do celebrado livro intitulado ‘LAMPIÃO EM MOSSORÓ”, de autoria do historiador Raimundo Nonato. Faz referência à uma missiva enviada pelo meu tio-avô Cel. FRANCISCO FERREIRA PINTO, cujo teor ouví muitas vezes do meu avô ARISTIDES FERREIRA PINTO, em que na dita carta constava a afirmativa de que recebera comunicado de pessoa da sua mais estreita confiança, de que havia um complô formado pelos acima citados, com objetivo único de abrir lacuna no executivo Apodiense – Com o assassinato do Cel. Fco. Pinto, e no executivo mossoroense, com o assassinato de RODOLFO FERNANDES. Efetivamente,Lampião, sabendo, conforme depoimento do cangaceiro Bronzeado, de que Apodi só contava com a guarda de um cabo e dois soldados, mandou Massilon invadir a cidade e assassinar o Cel. Fco. Pinto, ato macabro que não se concretizou, a 10.05.1927, porque o dito coronel deu 50 contos de réis à Massilon (Hoje daria pra comprar 15 carros corsas 0 KM).No mesmo dia o Cel. Chico Pinto mandou emissário especial com uma carta para ser entregue ao Rodolfo Fernandes. (Maiores detalhes, vide entrevista minha no blog de Honório de Medeiros – postagem de 21 deste mês).
Na arte continua sendo “chuva de bala”. Na realidade faz tempo que deixou de ser “chuva” e passou a ser “tempestade de bala”.