quarta-feira - 09/07/2008 - 11:48h

A “crueldade” de Chico da Prefeitura

Não se engane: o vereador em quinto mandato, "Chico da Prefeitura" (DEM), marcha para ser homem para mais de 5 a 6 mil votos. Em 2004 já teria ultrapassado esse número.

Francisco Dantas da Rocha, nome de batismo que ficou para trás, em função do apelido e nome político, dificilmente será tirado do topo como primeiro colocado às urnas, em Mossoró. Em 2004 já alcançara essa posição.

Sua trajetória àquele ano não se firmou em torno de 7 mil votos, porque teve redutos e lideranças que o apoiavam seduzidas à mudança na reta final da campanha.

Com pesquisas para gestão da campanha em mãos, o líder Carlos Augusto Rosado (DEM) diligenciou para esvaziar o capital de Chico. Dois motivos o levaram à operação.

Primeiramente, Carlos temia que a votação superlativa de Chico o credenciasse a vôos mais altos, saindo do seu domínio. Segundo, porque precisava de parte desse manancial para ajudar a dois nomes de sua preferência, que terminaram se elegendo: Arlene Souza e Gilvanda Peixoto, ambas do DEM.

A resposta de Chico veio de forma devastadora em 2006.

Ele foi candidato a deputado estadual contra a vontade da cúpula partidária e obteve quase dez mil votos só em Mossoró. Foram 9.411 votos sem qualquer ajuda expressiva. Matou a reeleição de Ruth Ciarlini (DEM), cunhada de Carlos.

Como diria o célebre locutor esportivo Januário de Oliveira, Chico "foi cruel, muito cruel…!"

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