
Nossa Suprema Corte, o STF, há vários anos é o centro das atenções do país (Foto: Fellipe Sampaio SCOSTFFlickr)
Pesquisas e mais pesquisas têm demonstrado crescente descrédito da população brasileira em relação à nossa Suprema Corte, o STF.
Compreensível.
E o escândalo do Banco Master, que envolve pelo menos dois ministros desse poder, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, só reforça o desapontamento. Amplia mais ainda a repulsa popular.
Essa imagem tende a ficar mais depreciativa, assim penso.
O cenário me remete a relato que acompanhei há vários anos, do então ministro Eros Grau, sobre a popularização, mas perigo de vedetismo e espetacularização do STF, com o advento da TV Justiça desde 2003.
Ao vivo e em cores, já tivemos de tudo um pouco no Supremo. Vamos a um pequeno resumo: ministro proferindo voto em mais de 15 horas, bate-bocas com expressões chulas, rompantes de arrogância e decisões que pareciam atender à encomenda partidária.
O STF é considerado um dos mais abertos do mundo, com as transmissões ao vivo. Na Suprema Corte dos Estados Unidos (SCOTUS), por exemplo, as sessões são abertas ao público, mas câmeras são proibidas. Não existe TV Justiça por lá.
Divulga áudios das sustentações orais, normalmente no fim de semana. Temem pressões populares ou articulações orquestradas de grupos econômicos e grupos políticos, além do estrelismo de seus nove integrantes.
Nenhum ministro, por lá, ganhou status de astro ou recebe a defesa de militantes desse ou daquele partido, como passamos a testemunhar no Brasil, de forma recorrente e organizada. Apenas julgam.
Aqui, membros da Corte parecem estar acima da própria Constituição que deveriam defender.
A política brasileira piorou muito em qualidade e debates, mas o STF não melhorou o suficiente, e já confronta congressistas em avaliação desonrosa.
Resistimos.
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