Num gesto de grandeza e bom senso, o senador José Agripino (DEM) admite excesso e pede deculpas à ministra Dilma Roussef (Casa Civil). Ele fala à revista IstoÉ.
O jornalista Oliveira Wanderley reproduz em seu blog o depoimento do senador.
Sua intervenção em sabatina no Senado, recentemente, tentando emparedar a ministra como eventual mentirosa, em face de seu passado como guerrilheira, pegou mal. Desgastou-o.
Agripino sentiu a pancada.
Veja abaixo, o trecho em que o senador é abordado sobre o assunto e calça as sandálias da humildade:
ISTOÉ – Esperava-se que a ministra ficasse intimidada no depoimento no Senado. Mas, a partir de sua polêmica questão de ordem, a ministra se saiu bem. Por que não foi possível à oposição emparedá-la?
Agripino – Aproveito essa entrevista a ISTOÉ para pedir desculpas à ministra Dilma Roussef. Reconheço que cometi um erro ao formular a pergunta que eu fiz à ministra, mencionando, de forma desnecessária e indevida, a entrevista em que ela relata episódios vividos quando foi presa e torturada pelo regime de exceção. Eu não pretendia afrontá-la, e muito menos desrespeitá-la.
Mas assim foi interpretado, e, por isso, peço desculpas. Mas o que eu queria e continuo a querer é a verdade sobre o dossiê sobre gastos do governo FHC. Quem mandou fazer, onde foi e com qual objetivo.
Quem quebrou a MAISA? Quem quebrou a FAZENDA SÃO JOÂO? porque tantos emprestímos no BNDS, sem pagamento. Responda-me canalha.
Aproveitando esse momento de sobriedade, o Senador José Agripino deveria, também, pedir desculpas ao povo do Rio Grande do Norte, por está, infelizmente, representando-o, sem trabalhar, sem apresentar projetos para o nosso estado, muito pelo o contrário envergonhando o estado pelo seu histórico político e empresarial e por atuação tão ridícula no senado.