Areia Branca vive um estágio ambivalente na atual conjuntura.
Oscila entre a alegria e a dor, a festa e a aflição.
Em pleno festejo à Nossa Senhora dos Navegantes (padroeira dos marítimos e não da cidade, como muitos imaginam), a atmosfera é carregada. Politicamente, governo e oposição se fecham e tentam disfarçar suas angústias.
O TRE está prestes a concluir votação de embargo declaratório (espécie de defesa) do prefeito Manoel Cunha Neto, o "Souza" (PP). Ele procura escapar da cassação do mandato, decidida anteriormente pelo colegiado. O que o sustenta na prefeitura é uma liminar obtida no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Já o adversário nas eleições de 2004, Ruidemberg Souto (PTB), ressabiado com o vaivém proporcionado pela gingana da lei, evita comemorações antecipadas. O mês passado ele "esteve prefeito" com a cassação de Souza, mas não assumiu.
No TRE, dos cinco votos à apreciação do embargo, dois já pediram a cassação. Um se absteve, faltando dois votos (juízes Maria Soledade e Josoniel Fonsêca).
Enquanto isso, mais do que nunca Nossa Senhora dos Navegantes recebe pedidos de um lado e de outro. A fé é cega, a faca amolada…























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