Do Canal Meio e outras fontes para o BCS
Para tentar blindar o preço do diesel, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) detalhou um plano que consiste em zerar o PIS e a Cofins sobre o combustível e oferecer uma subvenção a produtores e importadores, mirando uma redução de R$ 0,64 por litro.
Para viabilizar a medida sem ferir o orçamento, o ministro Fernando Haddad instituiu um imposto de exportação de 12% sobre o petróleo bruto, estimando que a arrecadação compense os R$ 30 bilhões de custo total do pacote, divididos entre a renúncia fiscal e o subsídio direto. (g1 e InfoMoney)
A decisão do governo veio depois de o Palácio do Planalto ser informado sobre o risco de paralisações de caminhoneiros em todo o país. Há preocupação de que o cenário atual possa ser usado para a prática de preços abusivos e que isso leve a greve em pleno ano eleitoral. Entidades de caminhoneiros autônomos negam a convocação de uma greve. (Folha e UOL)
O setor de combustíveis recebeu com ceticismo o pacote, classificando o desconto de R$ 0,64 no diesel como insuficiente. Enquanto a defasagem entre o preço da Petrobras e a cotação internacional já ultrapassa R$ 1,60 por litro, importadores alertam que o subsídio federal não cobre o prejuízo das empresas privadas, o que coloca em risco o abastecimento, já que o país importa cerca de 25% do que consome.
Além disso, lideranças dos caminhoneiros pressionam pela inclusão dos governadores no debate para reduzir também o ICMS estadual, que hoje pesa R$ 1,17 no preço final. (Folha)
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