
Rogério com “teto” baixo passou bastão para Álvaro; “Cadu de Lula”, com Fátima, precisa de pista limpa (Fotomontagem do BCS)
A política é uma atividade muito complexa, mas quase sempre não segue a “lógica” da vontade travestida de opinião, que a militância repete sem raciocinar. Apenas repete, porque raciocinar dá muito trabalho.
No RN, por exemplo, dois nomes antagônicos que cedo foram lançados à sucessão estadual vivem situações distintas e desconfortáveis, mas que em essência se parecem.
O senador Rogério Marinho (PL) foi o primeiro a se apresentar como pré-candidato ou “candidato natural” do bolsonarismo.
Por rejeição intransponível e falta de intenções de voto suficientes, desistiu com o álibi de que foi convocado à equipe de trabalho à postulação presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ah, tá! Muita gente faz-de-conta que acreditou. Outros bobamente são condicionados à crença.
Pesquisas qualitativas o fizeram descobrir o que eu e boa parte do RN já sabíamos: é inviável à disputa ao governo. Só isso e nada mais. Demérito algum. Só fato.
O secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT), outro cedo lançado, justamente no fim do mês de fevereiro do ano passado, há um ano, até hoje não decolou. Na boca da sua rede de apoios na mídia, e, de partidários, é vendida versão inversa: está disparado. Ô!
Ele e o governo sabem que não.
Faz-se um esforço desmedido para inflá-lo. Há meses que seu marketing gera pré-campanha o vendendo como “Cadu de Lula (PT)”, porque não é seguro apresentá-lo como de Fátima Bezerra (PT), governadora apoiadora com alta reprovação administrativa.
Noutra frente, há empenho até do Palácio do Planalto para tirar a todo custo o prefeito mossoroense Allyson Bezerra (UB) da competição. Com ele atravancando o caminho, não se materializa a polarização dos sonhos com um candidato bolsonarista em solo potiguar.
Tem tempo, tem tempo. Principalmente para tentar impedir que Bezerra seja candidato e a pista ficar limpa para Cadu de Lula encarar o ex-prefeito natalense Álvaro Dias (Republicanos), a quem Rogério Marinho repassou o sonho que não conseguiu realizar.
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