Do Canal Meio para o BCS
O pastor evangélico e empresário Fabiano Zettel, cunhado e homem de confiança de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, comprou parte do resort que pertencia a parentes do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, relator do caso sobre as supostas fraudes que levaram à liquidação do Master. Detido pela Polícia Federal na quarta-feira e liberado em seguida, Zettel era o único cotista do fundo Leal, por sua vez único cotista do fundo Arleem, que comprou por R$ 6,6 milhões parte do Tayayá Resort, de dois irmãos e um primo de Toffoli.
Os dois fundos eram administrados pela Reag Trust, investigada tanto pela participação nas supostas fraudes do Master quanto por lavagem de dinheiro do PCC. Zettel diz ter deixado o investimento em 2022; Toffoli e seus irmãos não se manifestaram. (Estadão)
Na quinta-feira, o Banco Central decretou a liquidação da Reag Trust por “graves violações às normas” do sistema financeiro. João Carlos Mansur, ex-dono da Reag, foi um dos alvos da operação da PF esta semana no caso Master. Ele deixou a corretora em setembro do ano passado, para tentar conter a perda de credibilidade da empresa após a operação contra o esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas. (Folha)
E Dias Toffoli fez mais um recuo parcial na polêmica decisão de tirar da PF as provas apreendidas na quarta-feira. Inicialmente, elas deveriam ficar lacradas no próprio STF, mas, após a repercussão negativa da medida, foram encaminhadas à Procuradoria-Geral da República (PGR). Na quinta-feira, Toffoli autorizou quatro especialistas da PF a periciarem os celulares apreendidos na operação do caso Banco Master sob supervisão da PGR. (g1)
Lauro Jardim: “A controvertida decisão de Dias Toffoli de determinar que a PF entregasse ‘lacrados e acautelados’ ao STF todos os bens e materiais apreendidos na segunda fase da Operação Compliance Zero foi entendida como parte de um movimento de desestabilização das instituições que estão investigando o escândalo”. (Globo)
Hélio Schwartsman: “O caso Master virou uma batata quentepara o STF. O melhor caminho para a corte se livrar da encrenca seria devolver o inquérito para a primeira instância.” (Folha)
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