Ninguém de sã consciência, com o mínimo de capacidade crítica e uma gota de bom senso deve menosprezar o presidente Lula. Daí à aposta que resolverá a disputa municipal, existe uma considerável distância.
Lula não é uma panacéia. Para o articulista da "Veja", Diogo Mainardi, seria apenas "anta" de sua estimação. Nem uma coisa nem outra.
A presença de Lula tende a ser episódica. A tarefa de quem recebe seu apoio é tirar o máximo de nutrientes dessa estada vapt-vupt.
Qualquer pessoa razoavelmente bem-informada sabe que a candidata Larissa Rosado (PSB) não guarda qualquer identidade ideológica ou histórica com o presidente. Está aliada. Interessa-lhe e à sua família essa associação por razão eleitoreira, até pela cultura governista do seu grupo ao longo de décadas.
De forma consciente e inconscientemente, muitos participam desse debate que ajuda a desviar a atenção do que deveria ser prioritário na campanha: o que cada uma das candidaturas tem a oferecer a Mossoró?
Essa dependência de "Lulinha paz e amor" me remete à lenda de "El Cid", herói ibérico. Sua liderança era tão onipresente, que depois de morto ainda assim foi posto sobre seu cavalo, para passar o moral à tropa.
No cinema dá para digerir. Na vida real o enredo é outro, com o controvertido cavaleiro medieval Rodrigo de Vivar – o El Cid.























Faça um Comentário