Do Poder 360
O senador eleito pelo PL do Rio Grande do Norte, Rogério Marinho, deve lançar sua candidatura à presidente do Senado na 4ª feira (7.dez.2022). Ex-ministro do Desenvolvimento Regional no governo de Jair Bolsonaro (PL), o futuro congressista terá apoio de todos os aliados do atual chefe do Executivo. O adversário de Marinho –e, por ora, o único– será o atual presidente da Casa Alta, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Rogério tende a crescer e ser competitivo (Foto: Isac Nóbrega) e Rodrigo terá apoio de Lula (Sérgio Lima/Poder 360)
O mineiro está ajustado com o PT e apoiadores do futuro governo. Tem como principal cabo eleitoral o ex-presidente do Senado Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que planeja retornar ao cargo em 2025.
O Poder 360 apurou que na virada de 2022 para 2023 haverá cerca de 30 votos a favor de cada um dos candidatos. O Senado tem 81 senadores. É preciso ter, pelo menos, 41 apoios para ser eleito.
O PL terá a maior bancada do Senado a partir de 1º de fevereiro de 2023, quando começa a nova Legislatura. Terá 14 de 81 cadeiras. O número, no entanto, ainda pode crescer, com a entrada de Chico Rodrigues (União Brasil-RR) na legenda de Valdemar Costa Neto.
Lula deve se empenhar
O lançamento da candidatura de Rogério Marinho deve ter inicialmente o apoio de 25 senadores (a soma das bancadas de PL, PP, Republicanos e PSC). Até o final de 2022, esse grupo espera ampliar os apoios para 30, o que parece exequível.
Caberá a Lula, no Palácio do Planalto a partir de 1º de janeiro, suprir os meios para Pacheco e Davi Alcolumbre obterem votos e assim assegurar a reeleição do atual presidente. Não será uma tarefa trivial para o lulismo, mas tampouco impossível. Quem está no cargo sempre tem vantagem.
Lula terá de jogar todas as energias para garantir a Pacheco mais 2 anos na chefia do Senado. Será trágico para o novo presidente ter Arthur Lira (PL-AL) e Rogério Marinho no comando das duas Casas do Congresso. Tudo considerado, o cenário está mais encrencado do que parecia para Lula no Congresso, mesmo se levando em conta que Lira não tende a ter comportamento belicoso em relação ao presidente eleito.
O jogo está só começando e o presidente eleito terá de se dedicar com afinco para manter sua vantagem estratégica no Senado
Acompanhe o Canal BCS (Blog Carlos Santos) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI.
Até hoje o Cara Lula Brasil tem se destacado como um dos maiores estrategistas políticos brasileiros. Tem a argúcia e a sutileza na arte do manuseio das peças do tabulei político. O Homi é neto do Apodiense João Inácio da Silva. E como detentor do DNA apodiense, sabe precisar as infalíveis nuances do jogo político. Aguardemos o instigante desenrolar.
Em resumo: vende Janja, se necessário para ter poder e gasta nosso dinheiro para comprar até Roberto Jefferson.
E ter 60 milhões de votantes ? DEUS NÃO LODE SER BRASILEIRO.