Não deve ser um sonho a gente acreditar no alcance de um alto nÃvel de conquistas sociais indissociáveis a todos os cidadãos, do nascimento à morte, como ocorre na social-democracia européia. Esse patamar tem maior evidência nos chamados paÃses escandinavos (Noruega, Dinamarca, Suécia, Finlândia).
Por lá, governos, sindicatos, sociedade civil organizada e corporações empresariais são levadas a esse pensamento comum, sem o apetite politiqueiro. Existe o assistencialismo, a mentalidade previdenciária, não o clientelismo que é justamente o inverso, com poderosos submetendo os mais fracos à dependência. O que é comum no Brasil.
Há alguns meses recordo um amigo relatando, a convivência com um trabalhador europeu desempregado, mas sem angústias desesperadoras. Operário do setor têxtil, ele tinha a garantia do Estado alemão de uma espécie de salário-desemprego que lhe cobria as necessidades básicas, em famÃlia. Ao mesmo tempo, o governo e os vários setores com os quais têm relação, procuravam meios de lhe abrir vaga à empregabilidade.
Nos estados do bem-estar social, ou o "welfare state", a prioridade é a decência do indivÃduo. Não é por acaso que o Brasil é tomado por europeus de baixa extração social, mas que em nossos cartões postais se esbaldam com dólares e euros, em longas férias. Resultado do investimento que essas sociedades superiores fazem no homem. Lazer também é um direito.
Termina sobrando até algumas migalhas para mitigar a pobreza epidêmica no Brasil. Em nosso pindorama, walfare state é quase um delÃrio. Por aqui, há sempre um bolsa qualquer coisa em jogo, para produzir votos – prioritariamente, além de gerar uma multidão de servos. Porém já avançamos alguma coisa.
Continuo sonhando com o Estado Escandinavo.























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