Em Natal há quase uma semana, espreito de longe a polêmica dos últimos dias em Mossoró: um adolescente de 16 anos esteve em festa de formatura do curso de Medicina da Faculdade de Enfermagem e Medicina de Mossoró (FACENE), impecavelmente vestido com farda que fazia alusão ao regime nazista e promovendo outros símbolos.
Deu-se ao cuidado até mesmo de fazer a saudação gestual hitlerista, de braço direito no ar com a palma estendida para baixo. Se chegou a pronunciar o “Heil Hitler” (Salve Hitler), não se sabe.
A Facene publicou nota rasa sobre o caso. A família do garoto mergulhou, optando por expor esse rapaz mais ainda em redes sociais.
Nessa terça-feira (13), ele apareceu com rosto limpo e, sem farda, num vídeo ‘autorizado.’ Tentou se explicar e relativizar o episódio, abobalhando-se por orientação ou por ser mesmo imberbe.
No seu endereço pessoal no Instagram, a que tive acesso, ele usa slogan nazista – em alemão – para recepcionar seguidores: “Um povo, um império, um guia.” Tem foto ainda com insígnia da “Cruz de Ferro” no pescoço e a mesma farda…
Está claro que não foi caso isolado o excesso caricato juvenil que encarnou na formatura de estudantes de medicina, onde era convidado de uma formanda.
A exposição desse garoto é outro absurdo, um abuso pior do que o escárnio público que promoveu ao lado de familiares. Ainda bem que o Ministério Público do RN (MPRN) abriu procedimento para apurar o caso, com o zelo de evitar mais exposição desse adolescente e na caça aos reais responsáveis (veja AQUI). A intolerância tem raízes profundas.
Basta! Chega!
Acesse nosso Instagram AQUI.
Acesse nosso ThreadsAQUI.
Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.
























Faça um Comentário