O regulamento do Campeonato Estadual-2008, aprovado e endossado pelos clubes, é recheado de brechas e lacunas à prosperidade do "Tapetão." Perde-se em campo, ganha-se na Justiça Desportiva.
O ABC pode ser campeão do Estadual, numa situação atípica: boa parte do time que venha a sair na foto oficial, sequer jogou um dos dois turnos da disputa. Há uma "carrada" de jogadores que chegou para os jogos decisivos.
O América nunca contratou tanto como em 2008. Foi um time no primeiro turno, outro no segundo e um a mais nos jogos da semifinal contra Alecrim e final do segundo turno contra o Potiguar. Faz pena o ex-Mecão.
O Potiguar, que tem condições de ser campeão, fez um time para o segundo turno, mais outro que atua no segundo. Graças às paralisações ocorridas no campeonato, ganhou tempo para afinar o grupo.
Não há um único time que possa ser denominado de "regular" ou favoritíssimo. Quem brilhou no primeiro turno, sumiu no segundo. E vice-versa.
Até aqui, não existe um artilheiro de verdade ou alguém que possa ser nominado como grande revelação. O nível técnico é baixíssimo. O público se distanciou.
A arbitragem voltou a ter surtos de protecionismo aos times da capital. O árbitro João Alberto Gomes, por exemplo, empenhou-se para salvar o América na quinta (17), mas não conseguiu o êxito. Nem arranjando pênalti artificial.
Ufa!
Carlos, muito falado, o dito popular segundo o qual “a união faz a força” parece não ser do conhecimento dos clubes que participam do Campeonato Estadual de Futebol. Ora, a maioria é do interior do Estado. Natal só tem 3 representantes no certame, e apenas dois deles são tidos como “grandes”. Então, por que os clubes do interior não fazem um campeonato melhor? Será conivência com os “grandes” da capital?