domingo - 07/06/2015 - 15:16h

Juventude e drogas lícitas, uma combinação que não combina

Por Ibraim Vilar

Um tema que vem preocupando as autoridades e acima de tudo as famílias de nossa urbe, e sendo discutido amplamente entre os jovens nas escolas (nos últimos 15 dias fui convidado a ministrar várias palestras/discussões/mesas redondas entre jovens de várias escolas públicas de ensino médio em Mossoró), é o tema de uso de drogas.

Tratamos principalmente sobre as drogas lícitas como o álcool, onde o foco principal é levar esses jovens a fazerem uma análise crítica sobre essas situações. Tenho observado que muitos são bem realistas e “pés no chão”. Em conversa com diretoras e professoras chegamos à conclusão que esses alunos realistas e pés no chão, são justamente aqueles que a família está sempre na escola acompanhando, em reuniões de pais, em conversas, ou seja, aqueles em que a família ajuda.

Outros são desavisados, ou não tem apoio/orientação/cuidados da família e infelizmente estão enveredando por um caminho que na maioria das vezes é sem volta (observemos as páginas policiais dos últimos meses).

Observando essas situações como operador de segurança pública/especialista em segurança pública e cidadania, ou simplesmente soldado da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, estive trabalhando das 13h às 21h30 no evento denominado “Pingo da Mei Dia” neste sábado (06/06/2015).

Pude vivenciar situações, algumas tive como registrar e achei que poderia com esses registros alertar os jovens desavisados e também suas famílias sobre esse perigo. Perdi a conta de quantos jovens em coma alcoólico/overdose/embriagados rolando pelo chão vi neste evento, mas o que chamava a atenção era o semblante de surpresa/sofrimento das famílias quando chegavam e viam seus filhos nestas situações.

Aproveito o espaço cedido pelo Blog Carlos Santos, para reiterar orientação a pais, mães e responsáveis: observem seus filhos, vejam com quem eles saem, confiem desconfiando, previnam-se quando se trata do uso de drogas. Nunca foi tão bem colocado o seguinte jargão: “É melhor prevenir do que remediar”.

Finalizo minha abordagem com um pensamento do famoso John Lennon: “As drogas te dão asas para voar, depois te tiraram o céu”.

Ibraim Vilar é especialista em Segurança Pública e Cidadania, policial militar e coordenador/instrutor do Programa Educacional de Resistência as Drogas (PROERD/RN)

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Categoria(s): Artigo

Comentários

  1. ROSANA diz:

    Os defensores da legalização da maconha, alegam que os jovens usam a maconha, por ser proibida, com a desculpa que “o proibido é mais gostoso”. Isso é uma grande mentira, pois o álcool é liberado e nem por isso é considerado menos gostoso. O jovem é muito curioso, e sempre vai querer experimentar drogas, mas o quanto antes ele souber dos perigos das drogas melhor será. Isso deve começar dentro de casa e na escola.

  2. inalda diz:

    olá, meu marido passou 17 anos usando droga e a ultima foi o crack,em 2013 ele foi para uma clinica chamada Fazenda da Esperança e há 12 anos está limpo e sobio então ainda existe solução .

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