segunda-feira - 11/02/2008 - 03:17h

Macartismo e servilismo

Comentário sobre a gravidade na crise quanto à falta de uma "UTI Neonatal" em Mossoró, publicado na mídia impressa pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – há poucos dias, causa mal-estar. Esperado. Não me surpreende.

Um grupo político que se sente "perseguido" passou a apurar quem teria produzido o texto. Nem percebeu, que a coluna de responsabilidade da OAB possui caráter institucional. É impessoal. O que não lhe interessa. Botou outro desafeto na lista.

Esse comportamento psicótico revela o atraso em que Mossoró está metida. Reproduz o "macartismo" doentio ocorrido nos EUA, no século passado. Por aqui, o modelo é censurar e perseguir o pensamento contrário e livre, numa inquisição de julgamento sumário.

Quem não aceita a robotização e a condenação à subsistência com os joelhos encardidos, do servilismo "voluntário", paga um alto preço. Faz parte da doutrina da dominação.

Imaginem, doutores, o que sofre quem escreve e fala o que pensa como pessoa natural e jornalista, hein?  Não é fácil.

Mas eles sabem com quem é recomendável não mexer além da conta. Não suportariam a fossa destampada. O odor seria asfixiante.

P.S: A OAB vai discutir internamento o incidente no próximo dia 29. Perde tempo. Deveria agir de forma mais célere.

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Comentários

  1. Jorge Antôino da Rocha diz:

    Amigo Carlos Santos, eis a raiz do atraso e do obscurantismo político, social e de oportunidades em Mossoró. Quem pode, faz o que você já escreveu diversas vezes, mando seus filhos embora para que não fiquem submetidos a esse modelo que privilegia uns poucos com a exploração da maioria. Contiue sua luta, os meus e os filhos de muitos homens e mulhers de bem de mossoro agreacdecem. Do seu leitor. Jorge Antôino da Rocha

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