
Eleitorado balança conforme a economia e mulheres são maioria à decisão (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)
Do Canal Meio para o BCS
A pesquisa Meio/Ideia de abril revela um eleitorado ainda pouco consolidado na disputa presidencial de 2026, com 51,4% dos brasileiros afirmando que podem mudar de candidato até outubro. O dado representa uma inflexão em relação a janeiro, quando apenas 35,5% admitiam essa possibilidade, indicando aumento da incerteza ao longo dos últimos meses.
A volatilidade é mais acentuada entre eleitores da direita, onde há maior fragmentação de candidaturas: 60,4% dos que hoje apoiam Flávio Bolsonaro dizem que podem mudar de voto, índice que chega a 69,4% entre os de Ronaldo Caiado.
Já entre eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a taxa é bem menor, de 26,6%. Nos cenários de intenção de voto, Lula lidera tanto na pesquisa espontânea, com 32,6%, quanto na estimulada, com 40,4%, seguido por Flávio Bolsonaro, que aparece com 19,4% e 37%, respectivamente.
Romeu Zema (4,1%) e Ronaldo Caiado (2,6%) aparecem mais atrás, enquanto o contingente de eleitores que não sabem ou não indicam candidato chega a 25,3%. (Meio)
Apesar da liderança de Lula no primeiro turno, o cenário de segundo turno contra Flávio Bolsonaro é de empate técnico, com 45,8% para o senador e 45,5% para o presidente, dentro da margem de erro. Contra outros adversários, Lula aparece com vantagem mais confortável.
O levantamento também aponta que fatores econômicos devem pesar na disputa: 70,4% dos entrevistados afirmam que o custo de vida aumentou no último ano e 40% dizem estar mais endividados, enquanto 74,7% consideram esses temas importantes na hora de decidir o voto, indicando potencial impacto eleitoral direto sobre o desempenho do governo.
A pesquisa na íntegra pode ser vista aqui.
“Dinheiro no bolso (ou falta de) é um tema central dessa eleição”, explicam Cila Schulman e Mauricio Moura, respectivamente CEO e fundador do IDEIA. Analisando dados da pesquisa, eles apontam que a reeleição de Lula em 2026 não será decidida na variação dos boletins do PIB. Será decidida nas mesas de cozinha, nas faturas acumuladas e na percepção de que a renda não chega ao final do mês.
“Essa percepção, hoje, é amplamente negativa”, concluem. (Meio)
Flávia Tavares: “O Brasil tem 8 milhões de eleitoras a mais que eleitores. Elas decidem as eleições em 62% dos municípios e são a maioria dos chefes de família. Então por que, em 2026, caminhamos para uma disputa presidencial sem nenhuma mulher no topo da chapa e talvez até nas vices?” A análise no Cá entre Nós. (Meio)
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