segunda-feira - 19/05/2008 - 11:40h

Negociantes e feirantes

Observando a acomodação de interesses envolvendo as velhas raposas políticas do RN, é fácil entender por que não acontece reforma legal da atividade no Brasil. Os costumes institucionalizaram a desfaçatez politiqueira. Elas – as raposas – não querem mudar.

Em Brasília, os discursos são em favor da reforma política, contra os partidos naninos e as siglas de aluguel. Esquecem de apontar quem são os principais mercadores, negociantes e traficantes nesse comércio fétido: as grandes siglas. Querem nos fazer acreditar que a corrupção é unilateral. Existiria o corrompido, sem o corruptor.

Esbravejam contra o toma-lá-dá-cá, vociferam contra o mercado persa do voto e não avançam em nada. Tudo retórica. Da boca para fora.

Essa geração, sobra do período de trevas do regime militar, não tem mais o que oferecer ao país e ao seu povo.

Como pode existir fidelidade partidária, zelo a compromissos com o povo, se nas eleições deste ano, cada um dos 167 municípios no RN têm um conchavo, um arrumado, um acerto e um escambo próprios?

O senador Garibaldi Filho (DEM) é adversário do também senador José Agripino (DEM) em Natal, mas em concubinato político em Mossoró; está junto com a governadora Wilma de Faria (PSB) em Natal, mas separados em Apodi.

Melhor o retorno da candidatura avulsa e o fim dos partidos. Seríamos menos idiotizados e a política definitivamente estaria com status de uma "Feira do Alecrim" (Natal), "Vuco-vuco" (Mossoró) ou a de São Cristovão (Rio). São ambientes mais confiáveis e honestos.

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Categoria(s): Blog

Comentários

  1. Carlinhos Morais diz:

    olha só Carlos Santos o que encontro como significado brilhantemente inserido no seu post mais recenet.:
    s. f.,
    ato ou dito próprio de palhaço;
    agrupamento de palhaços;
    cena burlesca;
    truanice.

  2. Carlos Magno diz:

    Ao final desta leitura veio a lembrança de dois extintos cabarés famosos aqui na nossa cidade: Creuza e Dolores. Eram duas irmãs que administravam bem os seus negócios.

  3. Carlos Magno diz:

    Ainda sobre os cabarés das irmãs Creuza e Dolores, (hoje com nomes diferentes: casa de drinks, casa de massagens, anjo gabriel, tia…), estas empreendedoras do ramo sempre aqueciam os seus negócios (no bom sentido) fazendo permutas com as meninas que lá “trabalhavam”.

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