Por Odemirton Filho
Na bela música lindamente cantada por padre Zezinho, um dos versos diz que “o amor é o bem maior, difícil de encontrar”. No mesmo sentido, são as palavras em 1 Coríntios, 13:13: “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; mas o maior destes é o amor.”
No mundo contemporâneo, ou melhor, desde sempre, o homem não procura vivenciar esse amor que traz paz para a alma e dá bons frutos. O homem, na sua ganância insaciável, vive a promover guerras por todos os cantos. Hoje mesmo, mundo afora, guerras matam milhares de pessoas; crianças padecem, choram, ficam órfãos.
Dizia-se, na época da pandemia do coronavírus, que a humanidade sairia melhor daqueles dias de isolamento social; que entenderia o real significado do amor, da empatia, do bem conviver em sociedade. O tempo, infelizmente, mostrou-nos a dura realidade da insensatez, da ausência de humanidade que continua a permear as relações entre os homens.
As dificuldades do cotidiano, a dura batalha para enfrentar a vida, fazem-nos seres humanos individualistas. É cada um por si. Nem precisamos ir longe. O Brasil, tomado de assalto por interesses de grupos privilegiados, há tempos atravessa uma crise econômica e social sem fim. Já estou careca de ouvir o mesmo lenga-lenga das promessas vazias.
Hodiernamente, com o advento das redes sociais, vivemos em mundos díspares. De um lado, o mundo real, não palatável. Doutro, o mundo virtual, no qual se posta uma vida que nem sempre está em sintonia com a verdade. Ademais, a internet se tornou uma terra sem leis, sem respeito, sem pudor. Agride-se o outro pelo simples prazer de agredir.
Por isso, em mensagem para a Quaresma deste ano, o Papa Leão XIV afirmou: “comecemos por desarmar a linguagem, renunciando às palavras mordazes, ao juízo temerário, ao falar mal de quem está ausente e não se pode defender, às calúnias”.
É claro que não é fácil amar pessoas que nos fizeram algum mal; seria romantizar a dura e crua realidade da convivência humana, buscando um mundo utópico. No entanto, façamos a nossa parte. Tentemos cultivar o amor em nossos corações, pois o amor é o bem maior.
Assim, neste Domingo da Ressurreição do Cristo Jesus, base da fé, que possamos decantar e, sobretudo, inspirar-nos com a bela música entoada pelo padre Zezinho:
“Foi esse amor que fez a sepultura abrir; e o meu Salvador em glória ressurgir; o amor é inspiração, na vida uma canção, o amor”.
Odemirton Filho é colaborador do Blog Carlos Santos
























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