Pesquisa do Datafolha estampa: o presidente Lula tem 48 por cento de aprovação ao seu governo. A soma vem dos quesitos "ótimo" e "bom".
Um tapa na cara da face golpista que não consegue ejetá-lo do poder, no voto e no sopapo. Mas o que os números revelam melhor, nas entrelinhas, é a queda livre do jornalismo dirigido, tocado pelos grandes grupos e barões da mídia, os Marinhos, Saads, Mesquitas, Frias, Civitas e outros.
A campanha midiática que transformou um acidente aéreo em estopim para o golpe e um assessor presidencial, bufão, em celebridade de noticiário de botequim, não deu sinais de êxito. É um fracasso.
Claro que a pesquisa não esconde parcela de culpa do governo em tudo isso. Ele tem sido lerdo e tíbio. Permitiu a quebra da hierarquia e agiu com falta de autoridade no combate à crise nos aeroportos. Mas daí à construção desse enredo torpe, há uma enorme distância.
Viva o povo brasileiro, como descreveu o grande João Ubaldo Ribeiro.
Vejo comprovada mais uma vez a minha crença quanto à audiência e credibilidade em comunicação: a primeira faz número, a segunda cidadãos.























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