Ocorre uma natural briga por espaços, pela supremacia como condutor do poder. É a emulação comum na pirâmide do mando político, como sempre aconteceu através dos tempos.
A cadeira que era de Carlos, na ante-sala do gabinete da prefeita no Palácio da Resistência, agora é onde Gustavo se impõe. Fez-se necessário, pela inapetência para tal da própria governante, do irmão mais velho Noguchi Rosado (Secretário da Controladoria) e do deputado estadual Leonardo Nogueira (DEM), marido de Fafá.
Carlos teve participação superficial na organização de campanha e trabalho de articulação política à montagem da aliança governista. Jogou tudo pro alto, por exemplo, na hora de amarrar siglas na chapa proporcional. Deixou ao deus-dará.
Gustavo tomou posição diametralmente oposta. É quase onipresente, emendando noite com dia e vice-versa, até por adotar um estilo centralizador e de desconfiança de quase tudo e todos. Nada acontece sem o seu crivo.
O poder mudou mesmo de endereço. Isso é óbvio. As reuniões políticas que antes inundavam de gente o Sítio Cantópolis, propriedade da família de Carlos e de sua mulher, a senadora Rosalba Ciarlini (DEM), agora estão plasmadas na mansão do casal Fafá-Leonardo no nova Betânia. Tudo sob o comando de Gustavo.
Nessa guerra doméstica, onde os egos inflam como balões sob gás hélio, os dois adotam ações e estratéticas distintas. Em tudo e por tudo há motivo para que saiam esgrimando.
Na definição da chapa majoritária, Carlos impôs a cunhada Ruth Ciarlini (DEM) para ser vice. Pior: soltou a orientação para que o deputado Leonardo dissesse à imprensa que o nome sairia de uma pesquisa.
Inocente, o deputado caiu no "conto do Carlos". Pensou que estaria mais importante com a tarefa de porta-voz. Largou o badalo, pensando que seria algo sério. Ruth não ganhou qualquer sondagem. Virou vice assim mesmo e Leonardo contou com a camaradagem remunerada da imprensa, para não ser contrangido com perguntas sobre o critério à ascensão da ex-deputada.
Quanto à chapa proporcional, temos outro rally.
Carlos quer provar que pode mais, mesmo sem as ferramentas do poder à mão, a denominada "estrutura", eufemismo que esconde mil e uma utilidades do erário. A ordem é tornar a professora Niná Rebouças (DEM), ex-gerente da Educação do município, a campeão absoluta de votos à Câmara de Vereadores.
O ex-deputado aposta que Fafá Rosado será outra vez prefeita pelas mãos da populista Rosalba e de lambuja terá Niná com milhares de votos, contra qualquer predileção feita por Gustavo. Assim Carlos comenta entre amigos muito próximos.
A pinimba externamente educada, polida e sob aparente harmonia, promete outros rounds.
Façam suas apostas: Gustavo ou Carlos?























Carlos Santos, sobre esta postagem, faço uma pequena indagação: será que o velho burgomestre Dix-Huit Rosado estava com a razão, em relação ao agitador cultural e atual prefeito de fato, Gustavo Rosado, quando o denitiu sumariamente da pasta cultural?
Caro Jornalista, esta demanda indagada nesta nota, jamais existirá, o anarquista cultural, asseguro-lhe, não sabe nem analisar uma pesquisa eleitoral, naturalmente, o Ex-Deputado Carlos Augusto tem experiência, sabedoria e sabe fazer a hora. Certamente, o fará na hora que lhe convier, foi assim em 1986 para os que têm memória curta. Imagino que alguns DUDAS MENDONÇAS surgiram em Mossoró, e que não gostam de brigas de galos.
Cumpre-me comentar o comentário feito pelo nosso Herbet Mota, e, aqui o faço.
No início do ano de 1994, eu, então Secretário de Urbanismo e Obras, estava em audiências na Cidade do Natal. Era na Sudene, Cosern, Caern e outras Secretarias de Estado. Estava hospedado no Hotel Residence, e, quando cheguei para o banho e almoço, recebí uma mensagem urgente do saudoso Prefeito Dix-Huit Rosado. Ainda na recepção, telefonei para Ele, ocasião em que Ele me perguntou, Quanto tempo você ainda ficará aí????, ao que respondí, Sr. Prefeito, pelo menos até amanhã. Ele me perguntou, você pode voltar hoje e resolver o restante depois??? – eu disse, estarei aí mais tarde – eu havia notado algo de muito grave em sua voz.
Pedí à recepção para guardar minha bagagem, paguei a conta e viajei para Mossoró. Lembro-me muito bem que, ao chegar, entrei pela porta privativa do Prefeito, Ele olhou, espantou-se e perguntou, JÁAAAAAAAA????.
Determinou que as pessoas se retirassem da sala, ficamos a sós e Ele me comunicou que havia demito o seu sobrinho Gustavo Rosado, assim como toda sua equipe. Naturalmente, lamentei, pois me entendia muito bem com todos.
Aí veio o pior ( para mim, claro ), Ele me mostrou o orçamento do carnaval feito pelo anarquista cultural, era algo em torno de 150.000,00 URVs ( moeda da época ) e determinou, EU QUERO QUE VOCÊ FAÇA O CARNAVAL DE MOSSORÓ. – Ora, nem de carnaval eu gostava assim como não gosto até hoje, mas, quem pode manda, e obedece quem tem juízo. Faltavam 15 dias para o começo do mesmo. Convoquei uma equipe, capitaneada pelo hoje secretário Sebastião Almeida e, para os pobres, para o povão, foi um sucesso. Em cada uma das 04 noites, pelo menos 40.000 pessoas estavam na praça do povo.
Terminado o evento, fiz a prestação de contas com o Prefeito, eu havia ordenado menos de 25.000 URVs de despesa.
Deduza Amigo Herbert se ELE TINHA RAZÃO.
sou mais a cabeça pensante, vanguarda e ousada, de Carlos Augusto Rosado.
Genial : Carlos Santos, seu comentário efetivamente genial.
Caro Valtércio Silveira, com este seu relato eu fico imaginando o quanto este rapaz está hoje deitando e rolando (no bom sentido da palavra), com o erário. De “Casa de Mãe Joana” para “Casa da Irmã Fafá”.