A disputa na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Rio Grande do Norte está fervendo. Precisamente, para vaga no Tribunal de Justiça (TJRN).
O chamado Quinto Constitucional, que garante à OAB a primazia de indicação, dessa feita coloca 21 advogados militantes na concorrência. É um verdadeiro rally.
Além de exigências burocráticas à inscrição, os candidatos precisam entrar em lista sêxtupla dos mais votados entre seus pares. Mais: ficar numa lista com três nomes filtrados pelo próprio TJRN.
A corrida de obstáculos não para por aí.
Dos três nomes sairá o futuro desembargador. Entretanto, o escolhido será ungido a partir de preferência da governadora Rosalba Ciarlini (DEM). Uma indicação meramente pessoal e de sua conveniência.
Enfim, uma competição em que o jogo de bastidores e interesses inconfessáveis pesam mais do que biografias.























A justiça no Brasil precisa mudar. até quando vai continuar essa ingerência dos politicos nos tribunais ? como esperar imparcialidade de um membro de um tribunal escolhido por um politico ? um advogado, um juiz para ser escolhido por um politico tem que vender a sua alma a ele, tudo mundo sabe disso !. Parece até brincaderia quando alguém estranha a relação dos juizes com os politicos, ora o próprio sistema leva a isso, seja para ser indicado para uma vaga, seja para crescer na carreira, ele precisa do apoio da politica, o que leva a parcialidade em muitos dos casos. Isso é um fato irrefutável, quantos e quantos escandalos vão precisar para acabar com essa pouca vergonha, com essa safadeza. Essa é a velha, batida e conhecida receita das elites brasileiras para manter seus domínios sobre o poder.
Na verdade o que deveria acontecer em todos as esferas, seria uma escolha com base na meritocracia, e os que forem triados pela meritocracia, disputar a vaga em uma prova de conhecimentos. Isso sim, levaria o judiciário em todas as suas esferas ao caminho da imparcialidade, da moralidade e da eficiência.
Carlos, bom dia.
Essa caminhada chega ser quase humilhante. É o jogo. Fazer o quê?. Necessário mudar a lei. Em novo formato, o eleito(a) pela classe seria empossado(a) sem qualquer manobra ou comprometimento.