A trÃade de lÃderes formada por dois ex-prefeitos e um ex-vereador, também não se entende. Se no governismo existem pelo menos duas candidaturas em andamento a prefeito neste ano (veja AQUI), com a oposição os números são mais ampliados: aparecem três.
Os ex-prefeitos cassados por compra de votos Manoel Cunha Neto – Souza (PP) e Bruno Filho (PMDB) querem retornar à prefeitura. O presidente do PMDB e ex-presidente da Câmara de Mossoró Cleodon Bezerra não nega que sonha com o mesmo posto. Porém os três não se harmonizam. O diálogo é frio e cartesiano. Quase inflexÃvel.
O nÃvel de atrito só não é pior, publicamente, porque o grupo não consegue sequer a capacidade de se juntar em reuniões formais. Sobretudo entre os ex-prefeitos, a coabitação é irrespirável. Ninguém demontra inclinação a ceder lugar para o outro. Há mais mágoas em exposição do que pontos em comum.
Souza foi duas vezes vice-prefeito de Bruno (1996 e 2000). Bruno não é do tipo que considere a cadeira secundária, na prefeitura, como adequada ao seu porte. Ao mesmo tempo, há decepções na própria militância.
EXTRAVIO
Os dois ex-prefeitos conseguiram dispersar antigos aliados, espantaram novos colaboradores e mutilaram excelentes expectativas administrativo-polÃticas para o sistema. Há um considerável extravio de capital eleitoral, só possÃvel de recuperação, se houver uma fórmula quase sobrenatural de entendimento.
Por trás de ambos não falta um cabedal de interesses familiares e particulares, que agrava o diálogo. Cada um, Souza e Bruno, é pouco ou demasiadamente refém do lar. Não decidem só, porque em jogo estão aspirações muito além da luta polÃtica. É quase um consórcio privado. Em cada governo foi assim.
Sem encontrar um tertius (terceiro, opção alternativa), é pouco provável que a oposição consiga enfrentar de igual para a igual o governismo, mesmo dividido entre o prefeito Beguinho e a vice-prefeita Iraneide Rebouças (PSB). Nenhum deles tem hoje o apelo popular de outrora e a capacidade de agregar como antes.
Por enquanto, subsistem aos trancos e barrancos numa crise babélica.
Nota do Blog – Veja a mesma matéria, com ilustração fotográfica, no Portal Nominuto.com, com o qual o Blog do Carlos Santos faz parceria.
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Cleodon Bezerra nunca vai conseguir chegar a ser vice, quanto mais a prefeito. Na campanha passado Cleodon foi trocado por Aderbal (um Zé Ninguém da PolÃtica). Este ano Cleodon perderá a vaga na chapa para Djalma. Djalma por seria o nome do PMDB. Djalma é do PMDB e Cleodon não prestou atenção a este detalhe.