domingo - 02/09/2018 - 12:20h
Pesquisa Fiern/Certus

Styvenson segue em alta, mas outros três lutam por Senado

Candidato do REDE tem ligeira vantagem numérica em relação aos principais contendores no estado

A disputa ao Senado da República este ano no Rio Grande do Norte continua estressante, com difícil prognóstico final. Os quatro principais nomes envolvidos na corrida eleitoral, por duas vagas, estão empatados tecnicamente.

Styvenson teve crescimento em relação à Zenaide, Garibaldi e Geraldo Melo (Fotomontagem Web)

A terceira Pesquisa Fiern/Instituto Certus mostra isso na soma dos dois votos.

O Capitão Styvenson Valentim (REDE) está com 10,85%. O candidato do Rede vem em nítido crescimento. O segundo colocado é o senador Garibaldi Filho (MDB), que aparece com 10,39%.

Zenaide Maia (PHS) surge em terceiro lugar com 8,48% e o ex-senador Geraldo Melo (PSDB) tem 7,41%.

Na pesquisa anterior, divulgada no dia 29 de julho, o resultado foi o seguinte na soma dos dois votos: Garibaldi Filho com 10,53%, Geraldo Melo obteve 8,58%, Capitão Styvenson Valentim (à época sem partido) somou 8,12% e Zenaide Maia (PHS) totalizou 7,52% (veja AQUI).

Primeiro Voto

Quando a pesquisa Estimulada pergunta pelo “Primeiro Voto” ao Senado ao eleitor, o Capitão Styvenson ganha maior musculatura e distância dos demais adversários. Ele tem 17,09% e aparece em primeiro lugar, enquanto a segunda posição fica com 14,33%.

Enquanto isso, Zenaide é a terceira com 10,28% e Geraldo Melo com 7,59% fica em quarto lugar.

Segundo Voto

Em relação ao “Segundo Voto” ao Senado, Garibaldi Filho e Geraldo Melo revelam nesse momento que estão com maior capacidade de capitalização. O senador emedebista tem 6,67%, enquando Geraldo é numericamente inferior com 6,60%.

Já o Capitão Styvenson aparece com 4,82%, igual percentual de Zenaide Maia.

A diferença entre os quatro, entretanto, estabelece um empate técnico.

Rejeição

No quesito Rejeição, Garibaldi Filho lidera com 15,49%, seguido por Geraldo com 11,39%. Os outros principais concorrentes estão bem abaixo, o que sinaliza com maior capacidade de crescimento. Capitão Styvenson tem apenas 1,72% e Zenaide Maia soma 2,91%.

A pesquisa foi encomendada pela Federação das Indústrias do Estado do RN (FIERN), ao Instituto Certus, que tem contrato de exclusividade com a entidade nesse período de campanha eleitoral. Foram ouvidas 1.410 pessoas entre os dias 24 e 27 de agosto com margem de erro 3% para mais ou para menos e intervalo de confiança de 95%.

Ela está registrada na Justiça Eleitoral sob os números RN-06196/2018 e BR-07862/2018.

Leia tambémFátima tem crescimento e adversários não se aproximam;

Leia também: Reprovação do Governo Robinson Faria se mantém ‘firme’.

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domingo - 02/09/2018 - 11:20h
Pesquisa Fiern/Certus

Reprovação do Governo Robinson Faria se mantém ‘firme’

Desaprovação chega a 79,08%; Aprovação atinge somente 14,04% na terceira sondagem divulgada hoje

O desgaste vivido pela gestão do governador Robinson Faria (PSD) segue até aqui insanável. A campanha eleitoral em que ele está envolvido, tentando à reeleição, não mostra maior fôlego dele para sair desse fosso.

É o que aponta a terceira Pesquisa Fiern/Instituto Certus divulgada neste domingo (2). Na soma de “Ruim” (14,04%) e “Péssimo” (52,91%) o total atinge 66,95%.

Quando a pergunta passa a ser se “Aprova” ou “Desaprova” a administração, os números são ainda mais eloquentes e catastróficos para a gestão Robinson Faria. A resposta Desaprova chega a 79,08% e Aprova atinge somente 14,04%.

Num comparativo com a pesquisa anterior do Instituto Certus, no dia 29 de julho, praticamente nada mudou: ele teve 80,92% de desaprovação. A “aprovação” foi de 13,55%.

Na primeira pesquisa no dia 6 de maio, os números da desaprovação chegaram a 82,34%. Foi aprovado por 11,35% dos entrevistados.

A pesquisa foi encomendada pela Federação das Indústrias do Estado do RN (FIERN), ao Instituto Certus, que tem contrato de exclusividade com a entidade nesse período de campanha eleitoral. Foram ouvidas 1.410 pessoas entre os dias 24 e 27 de agosto com margem de erro 3% para mais ou para menos e intervalo de confiança de 95%.

Ela está registrada na Justiça Eleitoral sob os números RN-06196/2018 e BR-07862/2018.

Leia também: Fátima tem crescimento e adversários não se aproximam.

Veja a pesquisa de Julho na íntegra clicando AQUI;

Veja a pesquisa de Maio clicando AQUI.

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domingo - 02/09/2018 - 10:10h
Pesquisa Fiern/Certus

Fátima tem crescimento e adversários não se aproximam

Mas números mostram que 70,35% dos entrevistados, na Espontânea, não definiram qualquer nome

A senadora Fátima Bezerra (PT) continua líder distante, sem qualquer reação dos seus principais adversários, na corrida ao Governo do Estado do RN. É o que mostra a terceira Pesquisa Fiern/Instituto Certus divulgada neste domingo (2).

Ela ganha nas perguntas Estimulada (quando o entrevistador apresenta os nomes dos pré-candidatos) e Espontânea (quando o entrevistador não mostra qualquer nome) dos seus adversários.

Ela conseguiu um crescimento numérico e acima da margem de erro na pergunta Estimulada, em relação à sondagem anterior, veiculada no dia 29 de julho. Subiu 3,69% (margem de erro é de 3 pontos percentuais).

Fátima Bezerra, Robinson Faria e Carlos Eduardo se destacam na disputa ao governo estadual (Foto: montagem)

Na pergunta Espontânea, ela quase dobrou o nível de “engorda”, saltando de 8,72% para 16,88%, ou seja, 8,16%.

Enquanto isso, Carlos Eduardo Alves (PDT) e Robinson Faria (PSD) patinham. Parecem se debater numa areia movediça, sem revelarem capacidade de reação.

Maioria

A maioria da senadora sobre Carlos Eduardo é de 17,1% e em relação a Robinson Faria chega a 24,47% na Estimulada.

Vale ser destacado que 38,94% dos ouvidos na pergunta Estimulada disseram não ter qualquer candidato previamente escolhido.

Na pergunta Espontânea os números são bem mais expressivos, atingindo 70,35%.

Rejeição

No item Rejeição, o governador Robinson Faria segue liderando o quesito, sem reduzir sequer numericamente esse elemento negativo. Saiu de 35,28% em 29 de Julho (pesquisa anterior), para 36,05%. Já Carlos Eduardo alcança que 10,17%, na segunda colocação. Possuía 7,17% em julho. Aumentou repulsa ao seu nome, mas dentro da margem de erro.

Fátima tinha marca de 6,73% e agora atinge 9,79%, na terceira posição, ocorrendo mesma situação que se verifica em relação a Carlos Eduardo.

Veja abaixo o comportamento dos três principais candidatos ao governo estadual, nas três pesquisas  – Pergunta Estimulada:

Estimulada (6 de Maio):

Fátima Bezerra (PT) – 26,06%

Carlos Eduardo Alves (PDT) – 14,54%

Robinson Faria (PSD) – 5,04%

Estimulada (29 de Julho):

Fátima Bezerra (PT) – 29,15%

Carlos Eduardo Alves (PDT) – 15,39%

Robinson Faria (PSD) – 6,31%

Estimulada (hoje, 2 de Setembro):

Fátima Bezerra (PT) – 32,84%

Carlos Eduardo Alves (PDT) – 15,74%

Robinson Faria (PSD) – 8,37%

Veja abaixo o comportamento dos três principais candidatos ao governo estadual, nas três pesquisas  – Pergunta Espontânea:

Espontânea (6 de Maio):

Fátima Bezerra (PT) – 5,89%

Carlos Eduardo Alves (PDT) – 4,33%

Robinson Faria (PSD) – 1,13%

Espontânea (29 de Julho):

Fátima Bezerra (PT) – 8,72%

Carlos Eduardo Alves (PDT) – 6,10%

Robinson Faria (PSD) – 2,91%

Espontânea (hoje, 2 de Setembro):

Fátima Bezerra (PT) – 16,88%

Carlos Eduardo Alves (PDT) – 7,16%

Robinson Faria (PSD) – 3,83%.

Veja abaixo o comportamento de todos os candidatos ao governo estadual na pergunta sobre Rejeição:

A pesquisa foi encomendada pela Federação das Indústrias do Estado do RN (FIERN), ao Instituto Certus, que tem contrato de exclusividade com a entidade nesse período de campanha eleitoral. Foram ouvidas 1.410 pessoas entre os dias 24 e 27 de agosto com margem de erro 3% para mais ou para menos e intervalo de confiança de 95%.

Ela está registrada na Justiça Eleitoral sob os números RN-06196/2018 e BR-07862/2018.

Veja AQUI a pesquisa em 6 de maio e AQUI em 29 de julho.

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domingo - 02/09/2018 - 08:20h
Conversando com... Adriana Negreiros

Livro conta história de Maria Bonita e mulheres no cangaço

Trabalho também tenta desmitificar Lampião como "Robin Hood do sertão", imagem muito disseminada

Por Luíza Franco (BBC News Brasil)

Dona de uma “personalidade espevitada”, Maria Bonita – que, em vida, era conhecida como Maria de Déa – era uma mulher empoderada , transgressora, bem-humorada e “um tipo meio canalha”. Mas apesar de estar “à frente do seu tempo”, não se incomodava com a opressão em que viviam suas colegas de cangaço e apoiava que mulheres adúlteras fossem assassinadas.

Maria Bonita: Sexo, Violência e Mulheres no Cangaço é o livro lançado por Adriana Negreiros (Foto: Marcos Vilas Boas)

É assim que a jornalista Adriana Negreiros retrata a cangaceira, que acaba de biografar em Maria Bonita: Sexo, Violência e Mulheres no Cangaço (Objetiva). O livro conta a história do cangaço dando destaque às mulheres e aos relatos que fizeram sobre como era a vida no bando de Lampião. “Fui percebendo em conversas com pesquisadores do tema como as histórias delas eram desqualificadas”, diz Negreiros.

Maria Gomes de Oliveira (1910 – 1938) era uma dona de casa casada quando começou a namorar Lampião, em 1929, e decidiu juntar-se ao bando no ano seguinte, tornando-se a primeira mulher do grupo. Seria uma das poucas a tornar-se cangaceira por vontade própria – muitas foram raptadas.

Ela acabou morta junto com Lampião e outros membros do bando num ataque das forças de segurança a um acampamento onde pernoitavam. Foi decapitada e, assim como os demais, sua cabeça foi exposta diante da Prefeitura de Piranhas (AL).

O livro também se esforça para desfazer a imagem de Lampião como o “Robin Hood do sertão”, disseminada na mídia e por movimentos de esquerda da época.

Maria Bonita e o bando de Lampião em pose para Benjamin Abrahão; ela era considerada a "rainha" do cangaço

“Ele era aliado dos grandes latifundiários do Nordeste e era amigo de um interventor. O fato de ter passado impune tantos anos se deve à relação que tinha com o poder. Os grandes prejudicados eram os mais pobres”.

Adriana é jornalista e trabalhou nas revistas Veja, Cláudia e Playboy . A seguir, veja trechos da entrevista com a autora:

BBC News Brasil – Como surgiu a ideia de escrever uma biografia de Maria Bonita?

Adriana Negreiros – Sempre tive muito interesse no cangaço. Sou nordestina, do Ceará. Minha família é de Mossoró, a única cidade que conseguiu expulsar Lampião. Isso foi um marco na história do cangaço e é lembrado até hoje.

Assim como muitas mulheres, eu estava vivendo a onda feminista. Minha geração está muito acostumada a ver homens no poder. Muita coisa foi naturalizada e agora estamos questionando. Quis contar a história do cangaço da perspectiva das mulheres. Lampião é uma figura exuberante, mas tinha um monte de mulheres que participaram do cangaço e que foram totalmente ignoradas.

BBC News Brasil – A imagem que tinha dela antes de escrever o livro mudou?

Negreiros – Sim. Tinha uma visão muito mitificada. Quando pensamos nela, imaginamos uma mulher guerreira, que pega em armas. Não sabia que as cangaceiras não pegavam em armas. Havia uma diferença entre o espaço das mulheres e dos homens. Elas tinham uma função doméstica, ainda que não tivessem casa. Quem brilhava no espaço público eram os cangaceiros. Elas eram coadjuvantes. A maioria nem sabia atirar.

Maria Gomes de Oliveira, Maria Bonita (Foto: Benjamin Abrahão)

BBC News Brasil – Em que sentido diria que ela foi uma mulher transgressora?

Negreiros – Diferentemente da maioria das cangaceiras, ela entrou para o bando porque quis. Era empoderada para seu tempo e para aquele lugar. Vivia no sertão, nos anos 1920. Era uma mulher casada, de quem se esperava obediência ao marido. O Código Civil da época previa isso – a mulher precisava de autorização do marido para trabalhar. No entanto, ela era muito infeliz no casamento. O marido era um fanfarrão, não era presente, nem muito viril. Ela se sentia sexualmente insatisfeita com ele. Há indícios de que ela tinha um amante.

Quando ficava de saco cheio do marido, não ia chorar pelos cantos, ia para o forró, dançar. Tinha uma personalidade mais espevitada mesmo. Ela era transgressora do ponto de vista do comportamento, era corajosa nesse aspecto. Era muito bem-humorada, não estava nem aí para o pensassem dela. Não se levava a sério. Se quisessem caçoar dela, ela estava pouco se lixando. (…) Ela falava alto, ria muito, era um tipo meio canalha, gosto disso nela.

Dadá (a cangaceira Sérgia Ribeiro da Silva) também é muito interessante. Foi raptada (pelo cangaceiro Corisco), mas mais tarde disse que o amava. Acho que era uma estratégia de sobrevivência. Se adaptou à situação. Isso deu a ela um papel de protagonismo. Os homens a obedeciam, mas não achavam aquilo muito certo. Mas ela foi uma sobrevivente.

BBC News Brasil – Por um lado, Maria Bonita agiu a favor da própria liberdade. Por outro lado reproduzia o machismo violento dos homens. Dá para dizer que ela era feminista?

Negreiros – Não. Era transgressora, à frente do seu tempo, mas não tinha consciência política, de gênero. Não se mostrava incomodada com a situação de opressão contra as mulheres. O conceito de sororidade passava longe ali. As mulheres não protegiam umas às outras.

O código de conduta era totalmente machista. Uma mulher que cometesse um adultério era morta; o homem, não. As mulheres até incentivavam que as outras fossem punidas. Havia suspeita de que (a cangaceira) Cristina, por exemplo, tivesse um caso com outro cangaceiro. Maria foi uma das que mais apoiou que ela fosse morta, como ela de fato foi.

Corisco e Dadá: A cangaceira foi raptada e estuprada por ele. No bando ela ganhou maior espaço (Foto Benjamin Abrahão)

BBC News Brasil – A imagem que se tem dela é que entrou para o cangaço por amor a Lampião. Acha que foi isso mesmo que a motivou?

Negreiros – Amor é demais. Nem conhecia bem ele. Mas ele era a grande celebridade naquela época. Era um astro, um machão, tinha dinheiro, era um valentão. Do lado dele ela se sentiria segura. Isso tudo a atraiu.

(O escritor) Ariano Suassuna fala que eram figuras extraordinárias, almas grandes. Ele tem admiração especialmente pela Maria. Ele fala que acha que ela se apaixonou por um cara que era um rei, um homem que iria salvar ela daquela vidinha pequena, de um marido que não dava conta do recado, que não dava atenção a ela. Uma vida à mercê de uma série de violências. Viu a possibilidade de segurança e notoriedade ao lado dele. Isso foi virando um sentimento que podemos chamar de amor. Era uma relação afetuosa.

BBC News Brasil – Você diz no livro que, durante a pesquisa, viu que os relatos das mulheres sobre o cangaço eram constantemente questionados. Como era isso?

Negreiros – Isso me chocou muito. Fui percebendo em conversas com pesquisadores do tema que as histórias delas eram desqualificadas. Muitas delas entraram no cangaço não porque quiseram, mas porque foram obrigadas. Foram raptadas. Não foi uma opção. Eu comentava com as pessoas essas questões que muito me chocavam – de abandono dos filhos, por exemplo (após darem à luz, mulheres do cangaço eram obrigadas a entregar os filhos para outras famílias) – e ouvia as pessoas relativizando, dizendo “será que foi isso mesmo”?

Maria Bonita penteando cabelos de Lampião, durante documentário sobre o cangaço (Foto Benjamin Abrahão)

Dadá, por exemplo, foi raptada pelo Corisco, mas as pessoas diziam que não era bem assim. Eu pensava “como uma menina de 12 anos vai escolher ser raptada, estuprada e ir morar no mato, passando fome e sede, sem nunca mais ver os pais?”.

Quer dizer, mesmo quando elas têm voz (Dadá deu muitas entrevistas depois de deixar a prisão), a voz delas é silenciada, sobretudo quando diz respeito a violências que sofreram. Essa é uma lógica que persiste até hoje.

BBC News Brasil – E muitas delas eram ignoradas nas narrativas da época…

Negreiros – Sim. Li praticamente tudo que foi publicado sobre o cangaço. Tem muita coisa escrita por pessoas que viveram o cangaço. Nos relatos, as mulheres sempre são tratadas de uma forma meio escrota. Fui juntando tudo, um trabalho de garimpo, mesmo.

BBC News Brasil – Deve ter sido difícil juntar tudo e fazer um retrato da Maria. Fez uma interpretação própria?

Cristina foi morta por suspeita de traição; Maria Bonita defendia execução sumária dela (Foto: Benjamin Abrahão)

Negreiros – Sim. As questões que me incomodaram acabaram conduzindo o trabalho, especialmente essa questão do descrédito. Resolvi assumir a versão delas.

BBC News Brasil – É isso que quer dizer quando fala que o livro é feminista?

Negreiros – Sim, quis olhar pelos olhos das mulheres, acreditar na versão delas. Também tentei deixar muito claro as estruturas de opressão que atuavam no cangaço.

BBC News Brasil – No imaginário coletivo, cangaceiros são vistos como Robin Hoods do sertão. O livro faz questão de desmontar isso.

Negreiros – Movimentos sociais tentaram vê-los como revolucionários, como se tivessem consciência da distribuição equivocada da propriedade privada, mas não tinham. Lampião queria ser coronel. Ele falava nas entrevistas “quero ser fazendeiro, governador”. Não queria organizar um movimento de camponeses oprimidos. Essa é uma ideia equivocada.

OS POBRES FICAVAM NO MEIO DO FOGO CRUZADO. Eram vítimas dos cangaceiros e das forças volantes (polícia). Não tinham para onde correr. Uma pessoa que tivesse sua casa visitada por cangaceiros tinha que obedecer e depois passaria a sofrer represália da polícia porque era “amiga de cangaceiro”. Não tinha isso de que distribuíam dinheiro. Eventualmente, Lampião fazia agrados porque era um gênio das relações públicas, mas era para ter simpatia de determinada região e ser protegido.

Nos filmes há imagens deles entrando nas cidades e jogando coisas para o alto. Eles podiam até fazer isso, entrar tirando coisas do corpo, mas era pra se livrar de peso. Lampião não tinha a menor consciência de classe. Não tenho dúvida de que, se tivesse um aliado que fosse um grande latifundiário e que tivesse um problema com um pequeno produtor, ficaria do lado do latifundiário. Não diria (vou ficar do lado dos) “meus colegas pobres, oprimidos”. Além disso, era um cara racista. Odiava negros.

As cangaceiras Nenê, Maria Jovina e Durvinha em foto de Benjamin Abrahão

BBC News Brasil – Por que a esquerda não via isso?

Negreiros – Não é tão preto no branco. Apesar de Lampião ser aliado dos latifundiários, de o cangaço ser um banditismo rural, é um movimento de insurreição.

Hoje, o sertão é região esquecida. Imagine naquela época. Ninguém tinha olhos para o sertão. A vida do sertanejo não era fácil. A perspectiva era ter uma plantação, torcer para que chovesse. Uma vida condenada àquilo. Ou (a pessoa) se conformava de que aquela era sua sina ou se rebelava contra isso. De alguma maneira, o cangaço tem na sua gênese certo componente de insurreição.

Frederico Pernambucano de Mello (pesquisador do cangaço) chama de “irredentismo”. A coisa do “vou ser meu próprio rei, farei meu próprio destino”. Isso não torna as coisas muito claras. Não é fácil perceber onde começa a questão social e termina a necessidade de ficar rico ou o desejo de ser maioral do sertão.

BBC News Brasil – No livro, você narra estupros, mulheres que eram marcadas como vacas só por usarem cabelos curtos, assassinatos por motivos fúteis, capação. O grau de violência que eles cometiam te surpreendeu?

Negreiros – Sim, surpreendeu. Era uma coisa patológica. A região é muito violenta e era uma coisa muito naturalizada. Em relação às mulheres, eram tratadas como propriedade, como se fossem vacas. Teve uma cangaceira que depois de morta teve a vagina arrancada. O cangaceiro ficou carregando aquilo na bolsa.

"Apesar de Lampião ser aliado dos latifundiários, é um movimento de insurreição", diz autora (Foto: Benjamin Abrahão)

BBC News Brasil – Viu paralelos com o Brasil de hoje?

Negreiros – Me parece ter certa semelhança com tráfico de drogas no Rio. A política do terror inspira confiança por meio do medo. Ao mesmo tempo, espalha o terror. E na ostentação também. Não faziam questão de se esconder. Traficantes também estão sempre muito armados, com ouro. É um poder paralelo. E as pessoas recorriam aos cangaceiros para resolver conflitos, às vezes até antes de procurar a polícia. A corrupção policial – os policiais vendiam armas para cangaceiros.

P.S do Blog Carlos Santos – Adriana Negreiros é de origem mossoroense e casada com o também jornalista e escritor cearense Lira Neto, autor de livros como a trilogia “Getúlio” (sobre Getúlio Vargas).

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domingo - 02/09/2018 - 07:30h

O Cristo e a pedra

Por François Silvestre

Essas mal traçadas linhas, no bico de pena do computador, olhando para a Pedra Rajada. A mesma que avistei ainda menino na primeira vez que subi a Serra, com noção sub rudimentar das coisas.

Na garupa do cavalo Petróleo, preto mesclado de branco, sob o comando do padre Alexandrino Suassuna de Alencar. Nem lembro qual era o meu tempo de vida. Com certeza, antes dos oito anos. Pois que com essa idade, eu vi seu corpo inerte, estirado num velório improvisado na casa da minha avó.

Minha avó. A memória mais suave, alegre, feliz, vestida de flores, banhada de vida, que o regresso à infância consegue me levar.

A lembrança do padre, tio e pai adotivo, é confusa. Misto de admiração, afeto e medo. Relação de uma criança peralta com um pai ciclotímico. Ora, de agasalho afetuoso. Ora, de rigorosa punição. Havia na parede da sua biblioteca uma palmatória, chamada Vitória, que impunha pavor.

A casa da minha avó era o paraíso. E eu o Adão inexpulsável. Um quintal de frutas e flores. Uma casa vasta, que ela imitava, em Martins, sua casa de jovem em Maranguape.

Filha de um Juiz do Exu, João Antunes de Alencar, aqui ficada por acerto de casamento com um filho de Bisinha Suassuna. Juntava-se aí o sertão de Pernambuco, do Exu; o da Paraíba, de Catolé do Rocha; com a Chapada do Apodi, Gomes e Pintos espalhados pelas Serras do Martins e Portalegre.

Mas não é de genealogia que esse texto trata. Tenta tratar, se possível, desta tarde daqui defronte da Pedra Rajada.

Não defronte do Promontório da Lucárnia onde, nas águas de Antemusa, reinavam Agláope, Teossíope e Partênope, as líderes Sereias encantadoras dos navegantes.

Apenas no amparo de uma tarde modorrenta, como assim definiu Cláudio Santos, ao dizer do medo de enfrentar as tardes. Para quem não teme tormentas, acho que foi uma desculpa para descer a Serra.

Pois bem. Estou defronte da Pedra Rajada. Vista do Mirante Mãe-Guilé, cujo nome tenta aproximar pela paisagem a inimitável figura da avó. A inapagável imagem resistente de uma criança esperneante da memória.

NA PEDRA CHAPADA SOBRE A GROTA VEEM-SE DUAS FIGURAS DE COMPLEIÇÃO HUMANA. Uma de perfil, serena, cuja mancha preta das águas, ao longo dos séculos, lhe ornamenta uma vasta cabeleira. Outra, acima e à direita, mostra um rosto sofrido, com olhos macerados, parecendo tortura.

A imaginação popular diz que são figuras do Cristo. E que a dificuldade de identificá-las acusa impureza no observador. Muitos se apressam na identificação, como os conselheiros daquele rei que exigia admiração por uma roupa inexistente.

O Cristo visto ou não de qualquer pedra continua a saga de ser pregado na cruz. E quem o prega é ateu? Não. São os nominados cristãos que O penduram e O pregam na cruz. Quando vendem milagres, quando O evocam para justificar mentiras, quando prometem o que não cumprem.

Nesse ano de eleições e julgamentos, de mentiras expostas nos templos, das igrejas e tribunais, o Cristo é o expulso. Debaixo de chicotadas da mais fina hipocrisia.

Não há Pilatos, posto que nem água com sabão, mexido de soda cáustica, consegue lavar as mãos dos centuriões romanos dessa Roma devastada, posta no hemisfério latino da sul América.

Nessa escrita, chega gente de longe. Uma família de Cajazeiras, com parentes de Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. O chefe do clã fala alto: “Quero ver se daqui se vê luzes de treze cidades. E comer galinha caipira com arroz de puta-rica”.  Té mais.

François Silvestre é escritor

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Categoria(s): Crônica
domingo - 02/09/2018 - 06:18h

A crítica é o pressuposto do conhecimento

Por Honório de Medeiros

Um dos maiores, senão o maior, mal do qual padece a Educação, é a crença – o termo correto é esse – no aprendizado por informação. Por essa crença nosso cérebro seria como um recipiente vazio que deve ser preenchido com informações que nos forem fornecidas.

Popper denominou essa crença de “Teoria do Balde Vazio”, e ela depende, fundamentalmente, da suposição de que conhecemos por que observamos, o que nos conduz a um empirismo ingênuo, no qual a observação do que somos e do que nos cerca é possível graças ao raciocínio indutivo.

Este não é o espaço apropriado para analises acerca dessas teorias. Convém lembrar, de forma parafraseada, entretanto, um “blague” que Popper, em tom irônico, apresentou em uma de suas obras dedicadas à Teoria do Conhecimento: se solicitarmos a algumas pessoas que durante certo tempo cronometrado apenas observem, e, em seguida, nos digam o que aprenderam com essa observação, provavelmente todas elas indagarão: “em relação ao quê?”

Pois parece óbvio que somente é possível o conhecimento de algo a partir de um conhecimento pré-existente, o que situa a observação no seu devido lugar, qual seja o de comprovar, ou negar, nossas hipóteses teóricas. Não por outra razão a informação (conhecimento) que não é precedida de um conhecimento criticado, que nos permita compreender aquilo acerca do qual que se está sendo informado, resulta em nada.

E, também, não por outra razão, lê-se sem que se compreenda, participa-se dos fatos enquanto manipulados, fala-se e escreve-se o que não tem sentido, concretizando a imagem fiel da alienação intelectual que descreve tão bem o mundo em que vivemos.

Para que se estabeleça o processo de aquisição do conhecimento é preciso que algo deflagre, em nós, a angústia criativa de sobreviver a uma realidade que não mais é apreendida como o era até então. Ocorre em situações críticas, deliberadamente, como ocorre independentes de nossa vontade.

O senso comum diz isso de forma brilhante: “a necessidade é a mãe da invenção”.

Podemos, claro, gerar esse processo de conhecimento. Se formos estimulados a criticar (no sentido de buscar falhas, contradições, desarmonias) na informação que nos é fornecida, com certeza avançaremos.

A crítica, portanto, é o pressuposto do conhecimento consciente. Não por outra razão Bachelard, o poeta/filósofo, afirmou: “O conhecimento é sempre a reforma de uma ilusão”. E não por outra razão o pensador dinamarquês Soren Kiekergaard nos impelia a “duvidar de tudo”.

Muito mais recentemente Karl Popper propôs que o conhecimento novo – não apenas a filosofia – começasse sempre por problemas. Esses problemas surgiriam do contraste entre o conhecimento antigo, a expectativa de que regularidades, padrões, se mantivessem, inclusive em relação a nós mesmos, e a fragmentação dessas expectativas.

Ao nos depararmos com algo que esse conhecimento antigo não explicasse, haveria uma fragmentação nas nossas expectativas e surgiria, então, o problema a ser solucionado. Observe-se que tal teoria pressupõe a existência do conhecimento inato adquirido geneticamente, no que é referendada pela teoria da seleção natural de Darwin.

A técnica mais banal para o exercício da crítica é o uso do contra-argumento (contraexemplo). Uma vez tendo recebido alguma informação, submetamo-la à crítica argumentando contra, na medida de nossas possibilidades. Ou seja, “dialetizemos” (no sentido de Bachelard e sua “Filosofia do Não”) a informação.

Se a informação sobreviver à crítica, teremos avançado. Nada teremos a perder, muito teremos a ganhar em utilizando tal técnica.

Outra técnica simples é indagar, dialogar com a informação. Para tanto cabe usar o que nos ensina a técnica jornalística, indagando a nós mesmos e também respondendo: Quem? Quando? Como? Onde? O quê? Por quê?

Uma vez que o espírito da crítica pedagógica, a vigilância epistemológica que pode conduzir à ruptura epistemológica, à “reforma das ilusões”, se estabeleça como “Paideia”, padrão cultural, ideal civilizatório, o avanço será inexorável.

Para que se tenha ideia de como não evoluímos ao longo desses anos, em discurso na solenidade de formatura de todas as turmas concluintes do ano de 1982, representando os alunos, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, tive a oportunidade de dizer:

– “Como entender, por exemplo, que no âmbito da Universidade, onde o sonho e a crítica deveriam caminhar de mãos dadas, permeando a efígie do futuro de esperança e conhecimento, nada mais se encontre do que o imediatismo, o pragmatismo solerte e a mera repetição anacrônica de informações? Como aceitar a inacreditável relação professor-aluno, completamente abstraída da consciência do saber, que conjuntamente com a preocupação de suscitar dialéticas, referendar críticas e debates livres, numa ontologia da ideia ensinada e na aplicação do racionalismo docente, constitui a preocupação básica de Gaston Bachelard, exposta em sua obra “Racionalismo Aplicado”, onde nos lembra: “De fato, numa educação de racionalismo aplicado, de racionalismo em ação de cultura, o mestre apresenta-se como negador de aparências, como freio a convicções rápidas. Ele deve tornar mediato o que a percepção proporciona imediatamente. De modo geral, ele deve entrosar o aluno na luta das ideias e dos fatos, fazendo-o observar bem a inadequação primitiva de ideia com o fato”.

– “Se na observação do problema limitamo-nos ao componente psicológico da relação professor-aluno, necessário se faz observar os próprios problemas estruturais em torno dos quais gravitam os específicos. Precisamos ir ao encontro do espírito mais geral que preside os fatos e as idéias no âmbito da Universidade. Fundamental é retornar à consciência crítica e política no sentido socrático-aristotélico, que é seu pressuposto maior. Fundamental é acreditar que quimera e contestação, a discussão, a livre manifestação de idéias – alicerce do conhecimento – caminham ou caminharão nos corredores da Universidade.”

Portanto precisamos ensinar a criticar, para que seja possível conhecer, afastando, de vez, essa perspectiva ideologicamente equivocada e intelectualmente ultrapassada de informar para formar.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Governo do RN

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domingo - 02/09/2018 - 05:24h

Recessão democrática

Por Odemirton Filho

Desde o tempo de Atenas, na Grécia antiga, que se busca a democracia como uma forma de participação popular.

Apesar de sua seletividade, pois nem todos os habitantes eram considerados cidadãos, a democracia ateniense foi o início do regime de governo que hoje se adota em vários países.

A democracia é uma forma de participação de todos, sejam homens, mulheres, ricos ou pobres na construção de um Estado.

Há, basicamente, três espécies de democracia: a direta, a indireta e a semidireta.

A democracia direta é aquela na qual os cidadãos, sem intermédio de representantes, discutem e aprovam as leis e encaminham resoluções em favor de toda a coletividade.

Por outro lado, a democracia indireta é aquela que a sociedade delega aos seus representantes a aprovação de leis ou resolução de seus problemas.

Diz-se democracia semidireta aquela na qual os cidadãos têm seus representantes eleitos, mas em algumas questões relevantes decidem diretamente, como no caso de plebiscito, referendo e iniciativa popular.

O art. 1º, parágrafo único, da Constituição Federal brasileira adota a democracia semidireta:  “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.

Destaque-se que, atualmente, a democracia deliberativa tem sido abraçada por alguns doutrinadores, sendo que, nessa espécie, a sociedade participa de forma mais ativa na tomada de decisões, dentro de determinada esfera pública.

Para se chegar ao que conhecemos foi longo e doloroso o caminho de algumas sociedades hoje democráticas.

O poder, concentrado nas mãos de poucos, era um entrave à participação popular.

Sabe-se que é preciso um limite ao poder e a participação da coletividade é de vital importância para o amadurecimento das instituições e do próprio Estado.

No Brasil, como sabemos, a experiência ditatorial nos despiu de todo e qualquer direito fundamental. Os atos ditatoriais, plasmados em Atos Institucionais, foram amplamente utilizados em desfavor da sociedade.

Não somente no país, mas em boa parte do mundo e, sobretudo, na América Latina, o poder foi centralizado em um grupo que tolhia o livre viver das pessoas.

Após muita luta e sofrimento para restabelecer o direito de manifestação e, principalmente, o direito ao voto, foi conquistado o regime democrático, tendo como sustentáculo uma Constituição.

Agora, em uma guinada, esses valores estão sob ameaça.

Em razão disso, o termo recessão democrática, criado pelo cientista político Larry Diamond, é uma forma de alertar os cidadãos que suas democracias estão a fenecer.

Aquilo que parecia consolidado poderá começar a ruir se a sociedade não entender que a democracia tem que ser constantemente defendida contra qualquer ataque que venha a minar suas bases.

O poder talvez não seja mais assaltado por meio de um golpe de Estado. Há em andamento várias formas de se tomar o poder, usando a própria democracia para surrupiar os valores mais caros à sociedade.

Segundo analistas, o desmonte de direitos sociais, ideias retrógradas, ataques a grupos minoritários, intolerância, incitação à violência, enfraquecimento de sindicatos e de movimentos populares, entre outras atitudes, denotam que a sociedade precisa ficar alerta.

Não se nega que a democracia tem os seus defeitos.

A corrupção, apurada pela operação Lava – Jato, mostrou ao país uma cadeia de mal feitos que incomodam o cidadão de bem e o faz ficar descrente nas Instituições democraticamente constituídas.

Os serviços sociais básicos estão à deriva e o cidadão ver a montanha de impostos que paga ser desviada para fins obscuros.

A retomada do crescimento econômico, como fundamental para fazer a roda da economia girar, parece que ainda irá demanda um bom tempo, pois a expectativa do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) está aquém do esperado.

Com isso, estamos com mais de treze milhões de pessoas sem emprego e outra parcela expressiva sobrevivendo de atividades informais.

Vivemos, é certo, uma recessão econômico-social. Não se vislumbra no horizonte mudanças significativas.

Todavia, a recessão democrática de direitos e valores que conquistamos ao longo do tempo parece evidente.

Nas palavras de Daniel Sarmento e Madeira Pontes: “a eleição de um presidente com ideias e projetos radicalmente contrários à democracia traduz perigo muito maior para a sobrevivência da empreitada democrática do que a mera aceitação da presença de um partido autoritário na cena política”.

Assim, não podemos coadunar com qualquer espécie de conduta que queira desestabilizar à democracia e suprimir direitos fundamentais.

É através dela, democracia, e de nossas Instituições, que devemos buscar a solução para o caos que estamos vivendo. Não podemos transigir os nossos direitos, eles são irrenunciáveis e inegociáveis.

Teremos, novamente, a singular oportunidade de escolher os nossos representantes para o Executivo e para o Legislativo. Vejamos os candidatos que defendam à democracia e que não tenham a mácula da corrupção.

É imprescindível que os candidatos abandonem a retórica e a demagogia de sempre e apresentem, de forma concreta, propostas para a educação, saúde e segurança, os principais problemas nacionais.

E que apontem, com clareza, de onde virão os recursos para se promover os investimentos que essas áreas exigem.

É certo que reformas precisam ser feitas, todavia é preciso saber equacionar o problema a fim de não penalizar, ainda mais, a sociedade brasileira e, principalmente, que se preserve o Estado Democrático de Direito.

Odemirton Filho é professor e oficial de Justiça

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sábado - 01/09/2018 - 23:58h

Pensando bem…

“O homem que sofre antes de ser necessário, sofre mais que o necessário.”

Sêneca

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sábado - 01/09/2018 - 18:30h
Sexta-feira

Candidatos fazem boas movimentações políticas

Os candidatos Carlos Eduardo Alves (PDT) e Robinson Faria (PSD) fizeram expressivas movimentações políticas na sexta-feira (31).

Carlos em Santa Cruz, sob comando do deputado estadual Tomba Farias (PSDB).

Já Robinson Faria (PSD) em Areia Branca, sob a batuta da prefeita Iraneide Rebouças (PSD).

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sábado - 01/09/2018 - 08:20h
Sabadão

Fest Bossa & Jazz tem segunda prévia no “Birra Nordestina”

A Birra Nordestina (Rua Amaro Duarte, Nova Betânia em Mossoró, ao lado da Praça do Rotary) tem noitada de prévia do Fest Bossa & Jazz neste sábado (1º).

Começa às 20 horas.

As atrações são Dayanne Nunes e Day Jazz.

Boa música, que se diga.

Essa será a segunda prévia do Fest Bossa & Jazz, que acontecerá em Mossoró de 13 a 15 deste mês de setembro, na Estação das Artes Elizeu Ventania (veja AQUI e AQUI).

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sábado - 01/09/2018 - 07:30h
RN

Suplente pede afastamento imediato de deputado estadual

Gomes: afastamento (Foto: cedida)

O suplente de deputado estadual, Luiz Gomes, presidente do diretório estadual do Patriota, protocolou pedido de afastamento imediato do deputado estadual Dison Lisboa (PSD) do mandato.

De acordo com Luiz Gomes, Dison está inapto a ocupar o cargo público após ter sido condenado pela Justiça do Rio Grande do Norte a perder o cargo público na Assembleia Legislativa.

Processo

A condenação é decorrente do processo que apurou a prática de improbidade administrativa por parte do parlamentar quando ele era prefeito da cidade de Goianinha, município da Grande Natal.

Luiz Gomes reivindica a cadeira na Assembleia Legislativa porque um dos suplentes foi eleito prefeito em um município do interior potiguar e o outro trocou de partido, saindo da coligação e se enquadrando na infidelidade partidária. Dison não é candidato à reeleição, por estar inelegível.

Leia tambémLíder do Governo Robinson está inelegível, diz STF.

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Categoria(s): Política
sexta-feira - 31/08/2018 - 23:58h

Pensando bem…

“O grande homem demonstra a sua grandeza com a maneira pela qual trata os pequenos”.

Thomas Carlyle

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sexta-feira - 31/08/2018 - 23:34h
Julgamento

Lula está fora das eleições 2018, decide maioria do TSE

A maioria dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) votou nesta sexta-feira (31) pela rejeição do pedido de registro de candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República.

Na sessão, a maioria dos ministros também proibiu Lula de fazer campanha como candidato, inclusive na propaganda de rádio e TV, que começa neste sábado (1º) para os presidenciáveis.

O PT terá agora dez dias para substituir o candidato e, até que o faça, não terá direito ao horário eleitoral no rádio e na TV.

Lula está preso em Curitiba e foi condenado em segundo grau.

Falta ainda um voto – ministra Rosa Weber – para que apreciação da matéria chegue ao seu final.

Acompanhe mais detalhes clicando AQUI e AQUI.

P.S (1h34) – O último voto, da ministra Rosa Weber, também foi pela rejeição do pedido de registro de candidatura. Veja nos links do parágrafo acima mais detalhes sobre a sessão do TSE.

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sexta-feira - 31/08/2018 - 19:59h
Eleições 2018

Styvenson sobrevive como único “candidato avulso” no RN

Envolto em muita polêmica no período de pré-campanha, quando fez firulas diversas para escolher o partido que se filiaria e se concorreria ao Governo ou Senado, o Capitão Styvenson Valentim (REDE) consegue até aqui a proeza de ser o único “candidato avulso” da campanha 2018 no RN. Paira acima dos partidos, coligações e dos conchavos.

Avisou de antemão quando foi aceito pelo Rede, que não daria apoio a ninguém, não faria campanha em favor de ninguém, mas tão somente em nome próprio ao Senado. Seria ele e pronto.

Styvenson: partido aceitou suas exigências (Foto: Web)

“A Rede me assegurou independência e garantia, duas coisas que eu buscava. A independência para não ter que me submeter a velhas práticas políticas e a garantia de que teria liberdade para tomar as minhas posições”, disse ele sobre a escolha partidária.

Assim mesmo foi aceito. Anunciou a decisão partidária no dia 2 deste mês (veja AQUI) e chegou a elogiar o partido em sua filiação, pela forma democrática e liberal com que acatou seu nome e propósitos.

O perfil arredio de Styvenson cativa o eleitorado, encaixando-se no inconsciente e imaginário popular como o candidato fora do sistema, diferente, alternativo. Em todas as pesquisas mais recentes ele aparece nas primeiras colocações ao Senado.

Tentativa de nomes avulsos

Nas eleições municipais de 2016, movimentos como o Bancada Ativista e o Movimento Brasil Livre (MBL) ressuscitaram essa proposta e defenderam candidatos com essa natureza, mas tiveram que formalizar filiações em partidos à esquerda e à direita, obedecendo à legislação.

Em 2016, o advogado Rodrigo Mezzomo tentou concorrer à Prefeitura do Rio de Janeiro sem nenhum partido político, o que levou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a barrar sua candidatura.

Alguns partidos como o próprio Rede e o Novo defendem a instituição de candidaturas avulsas, como acontece em dezenas de países. Mas na legislação brasileira esse dispositivo não é recepcionado pela Constituição, o que já ocorreu em curto período de tempo nos anos 30 do século passado.

Monopólio da Representação

No portal do Senado da República, postagem mostra que antes da Constituinte de 1934, o governo provisório que assumiu após a chamada Revolução de 30, liderada por Vargas, promulgou o decreto 21.076, em 1932, regulando as eleições. Essa lei de transição admitia duas espécies de partidos (permanentes e provisórios, que se formavam às vésperas dos pleitos, como as atuais coligações) e permitia as candidaturas avulsas.

Um candidato que não constasse na lista de partido algum poderia disputar os votos, desde que sua participação fosse requerida por um número mínimo de eleitores. Os partidos políticos, portanto, não detinham a exclusividade da indicação daqueles que iriam concorrer às eleições. O chamado “monopólio da representação” pelos partidos políticos só ocorreu após a edição do Decreto-Lei n.º 7.586, de 28 de maio de 1945. E prevalece na legislação nacional até os dias atuais.

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sexta-feira - 31/08/2018 - 19:12h
Operação Capuleto

Deputado teria desviado dinheiro para reformar casa de praia

O portal G1RN publica matéria nesta sexta-feira (31), informando que o deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa do RN Ricardo Motta (PSB) teria comandado um desvio de R$ 400 mil do Instituto de Desenvolvimento Ambiental do Estado (IDEMA) para quitar a reforma de uma casa na Lagoa de Bomfim, em Nísia Floresta, região metropolitana de Natal.

Ele nega.

Em nota, Ricardo Motta disse que o MP divulgou o processo em período de campanha, “coincidência, ou não”. “O que ora se combate e a legislação eleitoral proíbe expressamente é a conduta tendente a afetar a igualdade de oportunidades entre candidatos nos pleitos eleitorais”, criticou. O deputado também negou as acusações. “Reafirmo com veemência que não tenho qualquer participação nos fatos investigados e que tenho minha consciência tranquila, o que será provado à Justiça”, declarou Motta.

Na segunda-feira (27), ele foi denunciado pelo Ministério Público do RN (MPRN) na “Operação Capuleto” (veja AQUI), que trata dessa questão.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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sexta-feira - 31/08/2018 - 18:40h
Entrevista

Fátima diz que vai governar RN “em qualquer situação”

Ao participar da série de entrevistas do Jornal do Dia, da TV Ponta Negra do Natal nesta sexta-feira (31), a senadora e candidata ao Governo da Coligação Do Lado Certo, Fátima Bezerra (PT), disse estar preparada para governar “em qualquer situação”.

Margot recebeu Fátima (Foto: assessoria)

Elencou uma série de ações para alcançar resultados que tirem o estado da atual crise:

– Tudo isso só será possível com a recuperação fiscal. Hoje o estado tem um déficit de mais de R$ 800 milhões, e isso implica em atraso de salários dos servidores e de pagamento a fornecedores. Serão necessários uma maior eficiência na arrecadação, combater a sonegação fiscal, reforma administrativa e uma discussão com os poderes a respeito das sobras de caixa. Assim conseguiremos fazer investimentos”, afirmou Fátima.

Bolsonaro

Sob a ótica política, descartou a eleição à Presidência da República do candidato Jair Bolsonaro (PSL), principal contender do PT atual no cenário eleitoral.

“O primeiro lugar hoje nas pesquisas para presidente é Luiz Inácio Lula da Silva. E se ele não puder sair candidato quem vai sair e deve ser eleito é Fernando Haddad (PT), seu vice”.  Em seguida completou: “E estou preparada para governar o Rio Grande do Norte em qualquer situação”.

Nota do Blog – Nada é mais delicado do que a retomada das “sobras de caixa” dos outros poderes e órgãos que recebem duodécimo. Eles vivem num mundo à parte, sem atraso salarial ou qualquer tipo de deficiência financeira. Claro que ninguém quer devolver nada. Se isso não for obtido, pode esperar cenário pior do que o vivido hoje.

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sexta-feira - 31/08/2018 - 18:16h
Câmara Federal

Ex-prefeito aposta em vácuo de nomes para se capitalizar

Lawrence terá movimentação no sábado (Foto: Assessoria)

Ex-prefeito de Almino Afonso e candidato à Câmara Federal na Coligação Renova RN, Lawrence Amorim (Solidariedade) aposta que pode se capitalizar sobremodo em Mossoró com o atual cenário político-eleitoral.

A desistência da vereadora Sandra Rosado (PSDB) à disputa a deputado federal e “a rejeição” do deputado e candidato à reeleição Beto Rosado (PP), acabam o alimentando a maior aposta no município.

Nesse sábado pela manhã faz movimentação no centro da cidade e à tarde a partir de 16 horas, no conhecido Ferro de Engomar, no bairro Santo Antônio, ele promove carreata até a Praça das Cobras, no Conjunto Santa Delmira.

Com informações da Assessoria de Lawrence Amorim.

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Categoria(s): Política
sexta-feira - 31/08/2018 - 17:38h
Recomendação

Governo deve nomear logo aprovados em concurso

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) recomendou que o Governo do Estado nomeie, de forma imediata, os candidatos aprovados no concurso para provimento de cargos no quadro de pessoal do Instituto Técnico-Científico de Perícia  (ITEP).

A recomendação da 70ª Promotoria de Justiça de Natal, publicada na edição desta sexta-feira (31) do Diário Oficial do Estado, é direcionada ao governador do RN e ao secretário da Administração e dos Recursos Humanos.

No documento, a Promotoria frisa que já há sentença transitada em julgado homologando termo de acordo celebrado entre o MPRN e o Estado do Rio Grande do Norte para provimento de cargos do quadro de pessoal do Itep, mediante a realização de três concursos públicos.

O prazo para a nomeação dos aprovados no primeiro dos três concursos públicos expirou em 31 de julho passado.

Veja íntegra da recomendação clicando AQUI.

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sexta-feira - 31/08/2018 - 17:14h
Luiz Alberto Gurgel de Faria

Ministro do STJ dá aula em Natal sobre Direito Constitucional

Os alunos do curso de pós-graduação em Direito Constitucional da Escola da Assembleia tiveram uma aula especial nesta sexta-feira (31). O magistrado do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Luiz Alberto Gurgel de Faria esteve em Natal para ministrar a disciplina “Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário na Ordem Jurídica Brasileira”.

Luiz Alberto Gurgel de Faria (Foto: AL)

No encontro com os alunos, que ocorreu na sede da Justiça Federal do Rio Grande do Norte (JFRN), o ministro enalteceu a iniciativa da Escola da Assembleia em promover o intercâmbio com a Escola da Magistratura Federal, da qual Gurgel de Faria faz parte.

Troca de experiências

“Com certeza, é uma excelente oportunidade para a troca de experiências e colaboração para a discussão acerca do Judiciário”, disse o ministro.

Fazendo parte do STJ desde 2014, depois de atuar por 14 anos como desembargador do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), o ministro – de origem potiguar – disse que o Judiciário passa por momentos de grande visibilidade e, com isso, também de muitos questionamentos quanto à atuação. Trouxe casos específicos analisados no STJ, inclusive dois dos quais ele foi o relator.

A intenção foi usar os exemplos para colaborar com o aprendizado dos alunos.

Com informações da AL.

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sexta-feira - 31/08/2018 - 16:44h
Lá vai

Perguntar não paga imposto

Por François Silvestre

Dizia Candindé Queiroz, fundador da “Gazeta do Oeste”.

Então eu pergunto: Em quem votam para Presidente da República os candidatos a Governador do Rio Grande do Norte? A pergunta guarda pertinência ante a cobrança de assessores sobre o voto dos eleitores.

Eleitor não precisa dar satisfação do seu voto. Vota como e em quem quiser. Candidato, não.

Candidato tem obrigação de mostrar sua opinião sobre tudo, inclusive em quem vota para Presidente. Em quem votam para Presidente da República os candidatos a governador do Rio Grande do Norte?

Se escodem o voto, por conveniência, não cobrem declaração de voto do eleitor.

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sexta-feira - 31/08/2018 - 09:52h
Governo do Estado

Veja todas as pesquisas Ibope das ultimas três campanhas

Trabalho exclusivo do Blog Carlos Santos colabora para enriquecimento de informações à disputa 2018

Blog Carlos Santos oferece aos seus webleitores um serviço diferenciado e único: abaixo, o resultados de todas as pesquisas eleitorais realizadas pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE) nas últimas três eleições ao Governo do Estado (1º turno) – 2006, 2010 e 2014.

É um levantamento de fôlego, que ajuda a melhor compreensão das disputas, alimenta o bom debate e contribui à discussão da disputa deste ano.

Abaixo, em sentido decrescente, está a cronologia das pesquisas do Ibope nas campanhas de 2006, 2010 e 2014 com respectivas datas de divulgação, com foco na corrida ao Governo do Estado.

Só para lembrar: em 2006 foi reeleita Wilma de Faria (PSB) com vitória no segundo turno; em 2010 foi a vez de Rosalba Ciarlini (DEM), no primeiro turno, enquanto que em 2014 ocorreram dois turnos, com vitória no primeiro turno de Henrique Alves (MDB) e no segundo turno de Robinson Faria  (PSD).

Aproveite.

GOVERNO DO ESTADO – 2014

Governo do Estado (03 de Outubro de 2014):

Henrique Alves (PMDB) – 40%
Robinson Faria (PSD) – 33%
Professor Robério Paulino (PSOL) – 4%
Simone Dutra (PSTU) – 2%
Araken Farias (PSL) –1%
Brancos e nulos – 15%
Não sabe/Não respondeu – 6%

Governo do Estado (29 de Setembro de 2014):

Henrique Alves (PMDB) – 38%
Robinson Faria (PSD) – 31%
Professor Robério Paulino (PSOL) – 3%
Simone Dutra (PSTU) – 2%
Araken Farias (PSL) –1%
Brancos e nulos – 15%
Não sabe/Não respondeu – 10%

Governo do Estado (15 de Setembro de 2014):

Henrique Alves (PMDB) – 40%
Robinson Faria (PSD) – 31%
Professor Robério Paulino (PSOL) – 3%
Simone Dutra (PSTU) – 1%
Araken Farias (PSL) –1%
Brancos e nulos – 14%
Não sabe/Não respondeu – 10%

Governo do Estado (28 de Agosto de 2014):

Henrique Alves (PMDB) – 40%
Robinson Faria (PSD) – 28%
Professor Robério Paulino (PSOL) – 2%
Simone Dutra (PSTU) – 2%
Araken Farias (PSL) –1%
Brancos e nulos – 17%
Não sabe/Não respondeu – 10%

* Governo do Estado (27 de Junho de 2014, ainda na pré-campanha):

Henrique Alves (PMDB) – 36%
Robinson Faria (PSD) – 21%
Simone Dutra (PSTU) – 2%
Robério Paulino (PSOL) – 1%
Araken Farias (PSL) – Não foi citado
Branco/Nulo – 27%
Não Sabe/Não Respondeu – 11%.

GOVERNO DO ESTADO – 2010

Governo Estimulada (1º de Outubro)

Rosalba Ciarlini (DEM) – 49%
Iberê Ferreira (PSB) – 30%
Carlos Eduardo (PDT) – 9%
Sandro Pimentel (PSOL) – 1%
Roberto Ronconi (PTC) – 1%
Camarada Leto (PCB) – 0%
Bartô Moreira (PRTB) – 0%
Simone Dutra (PSTU) – 0%
Brancos/Nulos – 5%
indecisos 5%. 

Governo Estimulada (23 de Setembro)

Rosalba Ciarlini (DEM) – 49%
Iberê Ferreira (PSB) – 29%
Carlos Eduardo (PDT) – 9%
Sandro Pimentel (PSOL) – 1%
Brancos/Nulos – 4%
Indecisos 3%.

Governo Estimulada (11 de Setembro)

Rosalba Ciarlini (DEM) – 50%
Iberê Ferreira (PSB) – 23%
Carlos Eduardo (PDT) – 12%
Roberto Ronconi (PTC) – 1%
Camarada Leto (PCB) – 0%
Bartô Moreira (PRTB) – 0%
Brancos/Nulos – 8%
Indecisos 5%.

Governo Estimulada (30 de Agosto)

Rosalba Ciarlini (DEM) – 45%
Iberê Ferreira (PSB) – 25%
Carlos Eduardo (PDT) – 11%
Roberto Ronconi (PTC) – 1%
Brancos/Nulos – 10%
indecisos 7%.

Governo Estimulada (19 de Agosto)

Rosalba Ciarlini (DEM) – 46%
Iberê Ferreira (PSB) – 24%
Carlos Eduardo (PDT) – 14%
Sandro Pimentel (PSOL) – 1%
Roberto Ronconi (PTC) – 1%
Camarada Leto (PCB) – 0%
Bartô Moreira (PRTB) – 0%
Simone Dutra (PSTU) – 0%
Brancos/Nulos – 6%
indecisos 7%.

Governo Estimulada (14 de Agosto)

Rosalba Ciarlini (DEM) – 48%
Iberê Ferreira de Souza (PSB) – 20%
Carlos Eduardo Alves (PDT) – 12%
Sandro Pimentel (PSOL) – 1%
Roberto Ronconi – 1%
Outros – 0%
Branco/Nulo – 8%
Indeciso – 9%.

GOVERNO DO ESTADO – 2006

Governo ( 30 de Setembro):

Garibaldi Filho (PMDB) – 48%
Wilma de Faria (PSB) – 48%
Xeque Humberto (PTC) – 0%
Geraldo Forte (PSL) – 1%
Sandro Pimentel (PSOL) – 1%
Zé Bezerra (PCB) – 1%
Marcônio Cruz (PSDC) – 1%
Brancos/Nulos/Indecisos – 7%.

Governo (15 de Setembro):

Garibaldi Filho (PMDB) – 46%
Wilma de Faria (PSB) – 42%
Geraldo Forte (PSL) – 2%
Marcônio Cruz (PSDC) – 1%
Xeque Humberto (PTC) – 1%
José Bezerra (PCB) – 0%
Sandro Pimentel (PSOL) – 0%
Indecisos – 4%
Nulos/Brancos – 4%

Governo (23 de Agosto):

Garibaldi Filho (PMDB) – 49%
Wilma de Faria (PSB) – 41%
Geraldo Forte (PSL) – 1%
Xeque Humberto (PTC) – 0%
José Bezerra (PCB) – 0%
Marcônio Cruz (PSDC) – 0%.
Indecisos – 3%
Brancos e Nulos – 6%.

Nota do Blog – Este ano de 2018 já houve divulgação de uma pesquisa do Ibope (veja números ao Governo do Estado AQUI), no último dia 17.

OBSERVAÇÃO – Esperamos que o aproveitamento dessas informações, por órgãos de imprensa e endereços virtuais, seja acompanhado da lisura de citação da fonte. Não se trata de generosidade, que se diga, mas de princípio legal e respeito ao trabalho de outrem. Infelizmente, precisamos fazer esse apelo, tamanha a regularidade com que temos textos reproduzidos ou “cozinhados” (copiados com outro formato) sem que a fonte seja mencionada, algo criminoso e de profunda má-fé.

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sexta-feira - 31/08/2018 - 09:00h
Eleições 2018

Terceira Pesquisa Fiern/Certus será divulgada domingo

A Federação das Indústrias do Estado do RN (FIERN) vai divulgar mais uma rodada de pesquisa eleitoral com amplitude estadual.

Será no próximo domingo (2), através do seu endereço na rede social Twitter, a partir das 8 horas.

Pesquisa do mês de julho com números da Estimulada ao Governo do Estado

A exemplo da pesquisa anterior, ao meio-dia ela colocará a íntegra dos números em seu portal na Internet.

A empresa contratada para o trabalho é o Instituto Certus, vencedor de licitação e que tem contrato de exclusividade com a entidade, dentro desse período eleitoral.

A pesquisa Fiern/Certus faz parte do projeto “Retratos da Sociedade Potiguar 2018”. Trata-se de uma série de cinco sondagens. Essa será a terceira. A segunda foi divulgada no dia 29 de julho, com coleta de dados tendo ocorrido entre os dias 21 a 25 de julho, em 40 municípios.

Pesquisa do mês de julho com números do primeiro e segundo votos ao Senado

Veja os números da pesquisa anterior para Governo do Estado clicando AQUI;

Veja os números da pesquisa anterior para o Senado da República clicando AQUI.

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Categoria(s): Política
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