segunda-feira - 20/08/2018 - 08:50h
Eleições no pó

PF e MPF investigam apoio do narcotráfico a campanhas

Do Blog Ênio Sinedino

A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) começaram uma ofensiva sobre depósitos de facções criminosas para partidos e políticos no Brasil.

Marcinho VP apontou o ex-governador Sérgio Cabral Filho como chefe de bando bastante perigoso no Brasil (Foto: Web)

No Paraná, uma empresa suspeita de distribuir propinas a políticos, recebeu, em 2016, pelo menos 283 mil reais em depósitos feitos a pedidos do narcotraficante Luiz Carlos Rocha, , conhecido como “embaixador do tráfico”.

O delegado da Polícia Federal responsável pela operação “Efeito Dominó”, Roberto Biasoli, disse que há fortes indícios que o dinheiro do narcotráfico tenha sido entregues a políticos e agentes públicos investigados pela Operação Lava Jato.

O narcotraficante “Marcinho VP”, preso há 21 anos, numa entrevista no presídio de segurança máxima de Mossoró, afirmou:

“O tráfico de drogas não acaba porque financia campanhas políticas no Brasil”.

E finalizou: ” O tráfico é nocivo e funesto, mas a corrupção é o crime que mais mata no Brasil”.

Leia também: “Tráfico de drogas financia campanhas”, diz Marcinho VP.

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segunda-feira - 20/08/2018 - 08:30h
Benes Leocádio

Ex-prefeito mantém candidatura em meio à tragédia pessoal

Apesar da dor dilacerante da perda do seu filho Benes Júnior, 16, em incidente entre policiais e bandidos à semana passada em Natal (veja AQUI), o ex-prefeito de Lajes e candidato a deputado federal Benes Leocádio (PTC) mantém sua postulação.

Segue candidato.

Leia também: O sentimento dos que sentem também.

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segunda-feira - 20/08/2018 - 07:58h
Eleições 2018

Filha de Rosalba sai de secretariado para atuar em campanha

Lorena, Rosalba e Kadu: campanha (Foto: arquivo)

Mais mudança na equipe de secretários da prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini (PP).

Sua filha e titular da pasta da Assistência Social, Lorena Ciarlini, foi exonerada.

Em seu lugar entra a adjunta Fernanda Kallyne Rego de Oliveira, assistente social que já esteve na pasta da Ação Social na era Fafá Rosado (PSB), Francisco José Júnior (sem partido) e como titular da Saúde na Prefeitura de Upanema.

Ela é servidora de carreira da municipalidade mossoroense.

Decisão política

A saída de Lorena é uma decisão política normal, para deixá-la liberada para participar da campanha dos candidatos do grupo governista da prefeita Rosalba, principalmente focada na chapa majoritária, onde está seu irmão Kadu Ciarlini (PP), candidato a vice-governador de Carlos Eduardo Alves (PDT).

Leia também: Sandra Rosado emplaca mais um cargo no primeiro escalão.

Lorena foi durante bom tempo um nome cotado para ser candidata a deputado estadual. Mas por decisão pessoal deixou claro à sua mãe-prefeita e ao pai e ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (PP), não pretender ingressar na carreira política.

O nome passou a ser então o de seu irmão, Kadu. Ele acabou sendo deslocado para chapa majoritária, nos acertos políticos do seu grupo.

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domingo - 19/08/2018 - 23:56h

Pensando bem…

“Quando falares, cuida para que tuas palavras sejam melhores que o silêncio”.

Provérbio Indiano

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domingo - 19/08/2018 - 10:42h
Política e história

O papel da retórica de Hitler em meio ao caos

Economia arruinada, descrença na democracia e outros fatores alimentam intolerância até hoje

Hitler confiava tanto na sua oratória que participou de mais de 500 atos eleitorais, a maioria comícios. GETTY IMAGES

Por Miguel Ángel Criado (El País)

Em apenas cinco anos, entre 1928 e 1933, os nazistas deixaram de ser uma força marginal para ganhar as eleições nacionais da Alemanha com quase 44% dos votos. Nesse meio tempo, seu líder, Adolf Hitler, participou de mais de 500 atos por todo o país. Houve dias em que esteve em cinco cidades diferentes, sendo o primeiro político a usar o avião para ir aos comícios. Entretanto, uma exaustiva análise dos resultados eleitorais daqueles anos mostra que o partido nazista não teve um extra de votos onde Hitler subiu no palanque.

Depois de seu fracassado golpe de Estado de 1923 e de uma breve estadia na prisão, Hitler estacionou sua ideia de tomar o poder pela força e apostou na via eleitoral —queria acabar com a democracia por dentro—. Para muitos, é então que surge o Hitler político. De verbo fácil e uma reconhecida habilidade para o discurso político, confiava em sua capacidade de mobilizar as massas. Além disso, em um partido tão hierarquizado e militarizado como o Nacional-Socialista Operário Alemão (NSDAP), todo o protagonismo era para o chefe.

“Por isso sabemos sobre a estratégia de campanha dos nazistas, não foi só que Hitler concebesse tudo. Ele mesmo parecia acreditar no poder de sua retórica e achava que era talvez a ferramenta de propaganda mais efetiva que tinham, mais do que os jornais, por exemplo”, diz o pesquisador Simon Munzert, da Escola Herthie de Governança de Berlim e coautor do estudo.

À frente do seu tempo

“Não chegaria a descrever Hitler como o primeiro político moderno, porque isto implica analogias com o político moderno genérico, mas a campanha nazista e as ferramentas que usaram estavam à frente do seu tempo, ao menos na Alemanha”, acrescenta.

No púlpito, Hitler discursa para multidão (Foto: Web)

O papel central do líder se traduziu em uma frenética atividade política nas cinco eleições parlamentares e uma presidencial em dois turnos das quais participou. Entre março de 1927, quando foi revogada a proibição de falar em público imposta pelo juiz ao lhe conceder a liberdade condicional, até a noite anterior às últimas eleições democráticas, em março de 1933, Hitler participou de 566 atos políticos, a maioria comícios.

No princípio, só algumas centenas de pessoas compareciam. Mas, já em 1932, até 100.000 foram ver o líder nazista no estádio Victoria, em Hamburgo. Estima-se que 4,5 milhões de pessoas compareceram aos seus comícios. Qual foi o impacto eleitoral dos discursos de Hitler?

“Nossos resultados sugerem que foi completamente inapreciável”, sustenta o pesquisador alemão. Com seu colega Peter Selb, cientista político da Universidade de Konstanz (sul da Alemanha), Munzert repassou os registros eleitorais das seis eleições em 3.864 municípios e 1.000 condados. Seu trabalho, antecipado na publicação especializada American Political Science Review, incluiu dados sobre a localização dos comícios, as pessoas que compareceram e o número de membros do NSDAP nas cidades que o líder visitava. E compararam seus resultados eleitorais com os das eleições anteriores e com os de cidades próximas, mas onde Hitler não havia discursado.

Nas eleições presidenciais, em que Hitler usou o avião, e seu principal rival, o presidente Hindenburg, não fez campanha, os pesquisadores estimam que o efeito médio das suas aparições sobre o aumento da votação do NSDAP nas cidades onde ele esteve foi de apenas 2%. Ainda assim, Hitler perdeu aquelas eleições.

“O efeito foi ainda menor nas outras eleições, e não distinguível de zero”, comenta Munzert. O que observaram, embora sem significação estatística, é que em muitos dos distritos e condados onde Hitler fez algum discurso a participação nas eleições subsequentes diminuiu. Os autores sugerem que a intimidação e a violência das SA, a força paramilitar nazista, pode ter levado parte dos eleitores dos outros partidos à abstenção.

Líderes carismáticos e o caos

“Surpreende-nos como foi marginal o efeito das aparições de Hitler, em especial se levarmos em conta que quem o ouviu e os historiadores confirmam sua excepcional habilidade para a retórica”, diz em nota o cientista político Selb. É preciso levar em conta também que a capacidade de Hitler para chegar a audiências maciças era, àquela altura, muito limitada. Sua presença nos jornais era muito reduzida, quando não vetada, e o Volkischer Beobachter, a publicação nazista, tinha uma circulação escassa. Quanto ao rádio, os nazistas mostrariam seu domínio do novo meio já no poder, não antes. Daí o suposto peso de seus discursos.

Em sua conclusão, os autores do estudo questionam a ideia de que os líderes carismáticos sejam cruciais para explicar o sucesso dos partidos de extrema direita tanto na Europa dos anos 30 como agora.

“A mistificação do poder dos demagogos parece tão errônea agora como foi então”, escrevem. Para eles, por o foco em personagens como Hitler nos leva a descuidar de outros fatores tão ou mais relevantes: “As circunstâncias econômicas e políticas em que triunfaram eleitoralmente, o desemprego maciço e a ruína econômica, a falta de confiança na democracia entre as elites e a população, a desconfiança popular contra os partidos estabelecidos e instituições fracas”.

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domingo - 19/08/2018 - 09:48h

A idolatria desconhece a razão

Por François Silvestre

Os ídolos não têm culpa da tolice alheia. Os mitômanos apenas revelam a angústia da sua insuportável pequenez.

Quando esse fenômeno tão comum, que parece natural, atinge o campo das artes, o mal passa despercebido. Mesmo assim, não raramente, até nessa seara ocorrem tragédias por conta da idolatria.

Seja pela inveja que o ídolo atrai ou por outra morbidez de comportamento, sem razoável explicação. Caso dos assassinatos de cantores dessa babaquice de ostentação ou de casos universalmente rumorosos, exemplo da morte de John Lennon.

Essa doença não possui diagnóstico oficial. Nem consta da farmacopeia. É um típico processo psicossocial, de natureza coletiva, que vai da admiração ao fanatismo. E no meio dessas duas pontas abrigam-se inúmeras configurações.

Chega-se à infantilidade de alguém instruído lamentar não ter conhecido bem o ídolo venerado após sua morte. Como se pedisse desculpas por não ter sido tão bobo quanto a bobagem geral. E aí enumera outros ídolos, numa indisfarçada compensação.

A idolatria é uma doença que não escolhe culturas nem distingue instrução. É uma espécie de catarse coletiva, onde o anonimato se compensa na visibilidade do idolatrado.

É a sublimação da bobagem. A marca da pré-humanidade, intervalo entre o ancestral microcefálico e o futuro ser humano de cérebro desenvolvido. Esse ser humano, pós pré-humanidade, aparece vez ou outra de forma excepcional. Uns quanto, outros nem tanto.

São os cientistas, pensadores, artistas, filósofos e transformadores, que se diferenciam do seu tempo e atravessam os séculos sendo lembrados. Porém, nenhum desses precisa da idolatria para registrar sua grandeza. Eles próprios não se admiram. Não são seguidores de si mesmos.

Cada geração tem seu código, ensinou Paulo Francis. E todas elas cultivam seus ídolos. Uns sensatos, outros malucos. Uns que nenhum mal produzem e outros que causam destruição. Os tipos são tão notórios que dispensam exemplificação.

As gerações de ontem tiveram ídolos na arte e na luta. Foi o “tempo de guerra, sem sol, da comida na batalha”…como disse Brecht. Que iam de Guevara a Cohn-Bendit. Dos Beatles aos Rolling Stones.

Os ídolos individuais; de James Dean a Elvis Presley. Os ídolos políticos; de Perón a Vargas. Pra não falar na idolatria sangrenta de Hitler e Mussolini. A idolatria é a senilidade da idade teórica.

O movimento Beatnik, de Jack Kerouac a Allen Ginsberg. “Eu vi as melhores mentes da minha geração destruídas pela loucura”. Disse Ginsberg. E daí em diante a palavra loucura saiu do nosocômio para o mundo da criatividade artística.

Essa loucura coletiva na política, de grupos ou partidos, a abrirem mão de suas individualidades diluídas na pessoa do líder ou chefe é a característica originária do fascismo. É triste observar que as tragédias antigas e recentes não conseguem vacinar contra a estupidez.

“O Apanhador no Campo de Centeio”, que nada tem de colheita nem de agricultura, cuida do apanhar disperso da linguagem aparentemente sem nexo, com que Salinger cospe na face infantil dos idólatras.

Té mais.

François Silvestre é escritor

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domingo - 19/08/2018 - 09:26h

A árvore do conhecimento

Por Honório de Medeiros

O conhecimento pode ser imaginado como uma árvore cujo tronco repouse no chão ancestral onde o homem pré-histórico caçava, coletava e, graças à primitiva linguagem, bem como à incipiente capacidade cooperativa, se tornou uma espécie apta a sobreviver. Não é uma imagem precisa, tampouco absolutamente correta, mas cumpre seu propósito de ser assimilada.

Os problemas com os quais aqueles nossos antepassados se depararam e as soluções engendradas para ultrapassá-los formaram galhos, ramos, folhas, em ritmo cada vez maior e mais denso, em uma escala inimaginável.

Cada folha, como se há de perceber, avança rumo ao infinito desconhecido por um rumo que sugere uma proporcionalidade inversa: quanto mais específico o conhecimento por ela simbolizada, mais ampla e profunda a vastidão a lhe servir de contraponto.

Se focarmos essa imagem em busca de nitidez podemos acompanhar, como parâmetro, o desenvolvimento da Matemática, desde os primitivos números naturais até o cálculo, hoje, de tensores hiperespaciais, essas projeções hipotético/geométricas interdimensionais.

Podemos acompanhar, também, a evolução da linguagem como lembrada acima até a Babel dos tempos modernos, constituída de signos bem diferenciados – desde os sinais utilizados pelos surdos-mudos, passando pelo informatiquês e o idioma dos guetos, presídios, e subúrbios, até a lógica apofântica do sub-universo computacional.

Aliás, o mundo da informática é muito exemplificativo dessa teoria da árvore do conhecimento.

No início, meados do século XX, um computador ocupava salas; hoje, os “chips” guardam quantidades colossais de informações. Que revolução não há de ser o surgimento do “chip” quântico! A imagem da árvore do conhecimento é possível graças à Teoria da Evolução de Darwin. É, digamos, um corolário.

Podemos perceber que o Conhecimento diferencia-se e se especializa na medida em que avança. Sabemos, hoje, quase tudo acerca de quase nada em cada “nicho” do conhecimento, embora tudo quanto descartado por não ter sobrevivido ao choque entre ideias forme uma contrapartida em negativo da realidade. Contrapartida que agrega: aquilo que descartamos não precisa ser outra vez cogitado.

Essa árvore é finita e limitada (conceitos distintos) no espaço e tempo conhecidos, mas infinita e ilimitada quanto as suas possibilidades de crescimento.

O futuro, para onde ela avança, é construção do passado, e como cada estrada amplia a quantidade de lugares onde se há de chegar, cada problema resolvido no processo de aquisição do conhecimento implica na ampliação de universos de saber. Ou seja, o tempo, cada vez mais, dá razão a Darwin. E não há limite para o Conhecimento.

Funciona dessa forma em termos macros, mas também funciona dessa forma em termos pessoais.

Cada avanço nosso implica em ampliar o universo daquilo que não conhecemos. É um paradoxo: quanto mais sabemos, mais há a saber. É, por fim, o voo do solitário para o infinito: “É como se cada um de nós, estando dentro de um ambiente fechado, uma clausura, criasse uma saída e a utilizasse. Lá, do outro lado da saída, lhe espera um outro ambiente, também fechado, só que maior, bem maior. Sua tarefa, assim, é sempre criar outra saída, sair, entrar em outro ambiente ainda maior, criar outra saída, sempre, em uma escala exponencial…”

Em termos pedagógicos, diria Gaston Bachelard: “todo conhecimento é sempre a reforma de uma ilusão.”

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Governo do RN

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domingo - 19/08/2018 - 09:00h

Abuso de poder econômico

Por Odemirton Filho

Não é de hoje que as campanhas eleitorais são marcadas pelo abuso de poder. Há muito que os mais variados abusos são cometidos por alguns para alçarem o poder.

Prova disso, são as inúmeras ações de cassação de mandato eletivo no país.

Na campanha eleitoral que se inicia não será surpresa se abusos forem perpetrados.

O abuso de poder é toda forma de extravasar um limite, exacerbando sem qualquer pudor as leis e, sobremaneira, a ética.

Conforme Bandeira de Mello (2007) a teoria do abuso de direito reduz-se “a duas concepções fundamentais: psicológica ou subjetiva e realista ou objetiva”. Enquanto pela primeira ocorre o abuso de direito quando seu titular o exerce com intuito de prejudicar terceiro, pela segunda verifica-se o abuso de direito quando seu titular o exerce com desnaturamento do instituto jurídico”.

Há, portanto, uma vontade em conseguir algo em detrimento de regramentos jurídicos e éticos.

O abuso de poder, comumente, é realizado através do abuso de poder econômico e pelo abuso do poder político.

Quando o candidato, usando do seu poderio financeiro, distribui benesses ou qualquer vantagem ao eleitor, estar praticando abuso de poder econômico.

No ensinamento de Gomes (2014) “a expressão abuso de poder econômico deve ser compreendida como a concretização de ações que denotem mau uso de situações jurídicas ou direitos e, pois, de recursos patrimoniais detidos, controlados ou disponibilizados ao agente. Essas ações não são razoáveis nem normais à vista do contexto em que ocorrem, revelando a existência de exorbitância, desbordamento ou excesso no exercício dos respectivos direitos e no emprego de recursos”.

Como se vê não há razoabilidade na conduta de quem abusa economicamente do poder. O desequilíbrio é manifesto na disputa eleitoral, pois aqueles candidatos que não possuem recursos financeiros não conseguem competir, de forma igual, com o seu concorrente.

A proibição da doação de pessoas jurídicas às campanhas eleitorais foi uma forma de tentar equilibrar o pleito contra qualquer sorte de abuso, mas não será conseguido sem uma firme fiscalização por parte dos partidos políticos/coligações e do Ministério Público Eleitoral além, é claro, do eleitor.

Por outro lado, o abuso de poder político é usado de várias formas pelos detentores do poder. Valendo-se de sua condição, usam a máquina pública em benefício próprio ou em favor de determinado candidato.

Consoante Gomes (2014) “Ante sua elasticidade, o conceito em foco pode ser preenchido por fatos ou situações tão variadas quanto os seguintes: uso, doação ou disponibilização de bens e serviços públicos, desvirtuamento de propaganda institucional, manipulação de programas sociais, contratação ilícita de pessoal ou serviços, ameaça de demissão ou transferência de servidor público, convênios urdidos entre entes federativos estipulando a transferência de recursos às vésperas do pleito”.

Nesse contexto, a legislação tenta impedir e sancionar qualquer tipo de abuso de poder, como forma de tornar equânime a disputa eleitoral.

A Constituição Federal disciplina: “Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação, a fim de proteger a probidade administrativa, a moralidade para exercício de mandato considerada vida pregressa do candidato, e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função, cargo ou emprego na administração direta ou indireta”. ( Art.14, § 9.).

O Código Eleitoral reza: “a interferência do poder econômico e o desvio ou abuso do poder de autoridade, em desfavor da liberdade do voto, serão coibidos e punidos”. ( Art. 237).

Não é uma tarefa fácil coibir o abuso de poder econômico e o abuso de poder político.

De bom alvitre acrescentar que os meios de comunicação social são outra forma de se abusar do poder. Dessa forma, algumas pessoas ligadas a agremiações políticas, não raro, usam desse meio para favorecer determinado candidato.

A Lei Complementar 64/90 contempla a apuração desse meio abusivo, conforme artigo transcrito a seguir:

“Art. 22. Qualquer partido político, coligação, candidato ou Ministério Público Eleitoral poderá representar à Justiça Eleitoral, diretamente ao Corregedor-Geral ou Regional, relatando fatos e indicando provas, indícios e circunstâncias e pedir abertura de investigação judicial para apurar uso indevido, desvio ou abuso do poder econômico ou do poder de autoridade, ou utilização indevida de veículos ou meios de comunicação social, em benefício de candidato ou de partido político”. (…)

Não se pode negar que a sociedade brasileira é conivente com essa prática e boa parte dos políticos sabe que somente suas propostas não serão suficientes para conseguir o voto do eleitor.

Não é incomum que lideranças de bairros e/ou políticos de determinada cidade afirmem que possuem uma certa quantidade de votos, desde que tenha “poder de fogo” para conseguir esses eleitores.

Portanto, faz parte de nossa cultura político-eleitoral a prática do abuso de poder nas eleições e, talvez, demande um bom tempo para que não mais exista ou, pelo menos, seja minimizada nas campanhas eleitorais.

Infelizmente.

Odemirton Filho é professor e oficial de Justiça

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domingo - 19/08/2018 - 08:30h
Mossoró

Sandra Rosado emplaca mais um cargo no primeiro escalão

Almeida: Administração (Foto: Eduardo Mendonça)

Como o Blog Carlos Santos antecipou nominalmente em duas postagens recentes (veja AQUI e AQUI), o grupo da vereadora Sandra Rosado (PSDB) assegurou mais um cargo no primeiro escalão da Prefeitura Municipal de Mossoró. Foi uma das exigências para que ela desistisse de uma candidatura à Câmara Federal.

O professor Pedro Almeida Duarte, é o novo titular nomeado para a Administração e Recursos Humanos do governo Rosalba Ciarlini (PP). Ele é ex-secretário municipal e do Estado do RN, além de antigo seguidor do rosadismo.

Erbênia Rosado acumulava o cargo cumulativamente com a pasta de Finanças.

No início da gestão de Rosalba, Pedro era “nome certo” para o secretariado, mas sobrou – gerando um dos primeiros desentendimentos entre os grupos de Rosalba e de Sandra, que se juntaram politicamente em 2016, após cerca de 30 anos de racha político e vários embates eleitorais.

O rosadismo agora tem Pedro Almeida e o ex-vereador Lahyrinho Rosado (PSDB) no secretariado municipal.

Lahyrinho é titular da pasta do Desenvolvimento Econômico.

Leia também: Primas garantem junção familiar e apoio à chapa Carlos-Kadu.

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domingo - 19/08/2018 - 07:50h

História da nossa agricultura irrigada

Por Josivan Barbosa

Muitos técnicos e muitas pessoas de outros setores produtivos nos perguntam quais as razões do sucesso da Agricultura Irrigada no Polo de Agricultura Irrigada RN-CE (Touros – RN a Limoeiro do Norte – CE).

Não conhecemos a história na íntegra, mas quando eu era aluno de Agronomia, no início dos anos 80, não havia, com exceção da Mossoró Agroindustrial S/A (MAISA) que cultivava caju, agroindústria de sucesso na fruticultura.

No Vale do Rio Açu as experiências com a fruticultura estavam apenas iniciando, pois a região tinha sérias limitações com água, o que melhorou a partir da construção da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves no anos 80. No Vale do Jaguaribe também não havia experiências de êxito ligadas à atividade de produção de frutas irrigadas.

Não queremos atribuir o sucesso unicamente aos esforços da então Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM), hoje Universidade Federal do Semiárido (UFERSA), mas obrigatoriamente, esta instituição teve importância ímpar no processo.

História da nossa agricultura irrigada II

Em 1979 a Direção desta IFE conseguiu aprovar, juntamente com mais cinco universidades do Nordeste (UFC, UFPI, UFRPE e UFPB) um importante projeto de desenvolvimento tecnológico dentro do PDCT (Programa de Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Nordeste). A Esam, foi contemplada com recursos da ordem de 45 milhões de dólares por um período de cerca de seis anos.

Os recursos eram provenientes do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e do Governo Brasileiro, através do CNPq na proporção de 1:1. Foi o maior projeto da história dessa instituição de ensino superior. Os principais benefícios do projeto para o desenvolvimento da nossa IFE foram:

  • Contratação de 110 profissionais de nível médio e superior (laboratoristas, engenheiros agrônomos, trabalhadores de campo, motoristas, técnicos de informática e técnicos agrícolas)
  • Construção do Laboratório de Água e Solos
  • Construção da Biblioteca Central Orlando Teixeira
  • Aquisição de inúmeros equipamentos científicos de apoio à pesquisa
  • Ampliação do Laboratório de Sementes
  • Ampliação dos Laboratórios de Alimentos
  • Aquisição de inúmeros veículos de apoio à pesquisa
  • Instalação de módulos demonstrativos de irrigação nos municípios de Touros, João Câmara, Mossoró, Baraúna, Gov. Dix-Sept Rosado, Pau dos Ferros, São Miguel, Zé da Penha e Rafael Fernandes. Os módulos eram instalados em áreas particulares, após rígido trabalho de seleção dos beneficiados feito pelos pesquisadores.

História da nossa agricultura irrigada III

A instituição instalou experimentos de pesquisa em várias microrregiões do Estado. Cada módulo demonstrativo era composto de uma área irrigada (2 a 4 hectares de fruteiras – banana, mamão,  goiaba, graviola e maracujá), apicultura, sequeiro (capim buffel) e caprinos (10 matrizes e um reprodutor). Após três anos de instalação dos módulos, eram feitas avaliações. A área de sequeiro mostrou-se ineficiente. A única área de sequeiro que mostrou bom rendimento para o produtor foi o plantio de abacaxi na região de Touros. O abacaxi foi testado na área do Sr. José Joventino. Até hoje aquele produtor ainda cultiva o abacaxi com sucesso. Na região de Touros já havia uma experiência de um produtor oriundo da região de Sapé – PB.

Na época a região plantava apenas 180 hectares de abacaxi, bem diferente de hoje, cuja área, incluindo os municípios de Ielmo Marinho, Pureza e Touros, já se aproxima de 3000 hectares. Nas áreas de sequeiro com capim buffel e algaroba não houve registro de nenhum caso de sucesso. A apicultura foi regular e o destaque ficou por conta das áreas irrigadas, nas quais o produtor conseguia excelentes rendimentos. Um destes exemplos de sucesso foi o plantio de bananeira em consórcio com tomate. Uma das culturas que, também, mostrou excelente rendimento foi mamão formosa. A cultura que se mostrou mais rentável para o produtor foi a banana, seguida de goiaba, graviola, mamão e maracujá. O sistema de irrigação utilizado era o xique-xique (mangueira de polietileno com furos e vazão de 45 – 50 litros/hora).

História da nossa agricultura irrigada IV

O sucesso obtido nos experimentos da nossa universidade com a cultura do mamão, é, em parte, responsável pelo incremento no cultivo desta fruta nos últimos anos no Estado do RN e regiões circunvizinhas. Somente na região da Chapada do Apodi (Baraúna, Quixeré e Limoeiro do Norte), local onde havia um experimento montado pela universidade, já são cultivados, cerca de, 1600 hectares de mamão formosa. Um dos principais produtores do mamão nesta região é o engenheiro agrônomo formado pela nossa universidade e que na época era o técnico executor das pesquisas nos módulos instalados Wilson Galdino de Andrade.

Além disso, na região Agreste já se instalou, nos últimos cinco anos, três conceituadas empresas produtoras de mamão papaia (Caliman, Gaia e Batia) cuja produção de mamão é predominantemente exportada pelo Porto de Natal para a Europa e Estados Unidos. A agroindústria Caliman já está instalada, também, na região de Baraúna, com infra-estrutura para exportar mamão formosa para a Europa, com boas perspectivas de atingir o mercado americano em curto prazo. O mamão formosa produzido na região de Baraúna possui qualidade superior.

No caso da banana, os Agropólos Mossoró-Açu e Chapada do Apodi (Baraúna, Quixeré e Limoeiro do Norte) possuem uma área instalada acima de 5000 hectares, sendo que no Baixo-Açu predomina o cultivo de banana para o mercado externo (Mercosul e Europa) e na Chapada do Apodi o cultivo da banana é direcionado para o mercado interno. Somente numa agroindústria (Frutacor) instalada naquela  micro-região eram produzidos antes do período de seca 1200 hectares e mais 600 hectares oriundos de pequenos produtores agregados.

História da nossa agricultura irrigada V

As outras fruteiras (goiaba e maracujá), como demonstrado nas pesquisas feitas pela universidade, ainda não possuem significado econômico no Estado do Rio Grande do Norte. A agroindústria (Fazenda Frota) instalada em Quixeré na década passada cultivava uma pequena área com goiaba. A partir dessa experiência, outras empresas instalaram pomares de goiaba.  Esse fruto é muito tradicional na região de Petrolina, mas os pomares instalados naquela região têm sido dizimados por nematóides.

O maracujazeiro amarelo foi plantado em grande escala, no final da década de 80 pela MAISA, mas devido à alta incidência de pragas, principalmente fusariose, a empresa foi obrigada a erradicar a cultura. No Estado do Rio Grande do Norte o maracujá está sendo cultivado em pequena escala na região de Ceará Mirim e em algumas micro-regiões serranas. O maracujá consumido no Estado é oriundo do Espírito Santo e do Ceará (Serra de Tianguá).

Mais recentemente a empresa de capital externo (austríaco e italiano) Meri Pobo Agropecuária, instalada em Jaguaruana – CE, iniciou um audacioso projeto de cultivo de maracujá orgânico. A empresa tem como meta produzir 500 ha de maracujá no Polo de Agricultura Irrigada RN-CE.

A graviola ainda é pouco cultivada na região. Há poucos plantios na micro-região de Baraúna e Quixeré. O cultivo é direcionado para a produção de polpa para atender o mercado regional.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

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sábado - 18/08/2018 - 23:56h

Pensando bem…

“As primeiras pessoas que os totalitários tentam destruir ou silenciar são os homens de ideias e mentes livres.”

Isaiah Berlin

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sábado - 18/08/2018 - 22:28h
Política

Uma lição do passado para a campanha 2018

Vingt: lição (Foto: arquivo)

O líder Vingt Rosado costumava dizer, no alto de sua larga experiência como ex-vereador e ex-prefeito de Mossoró, além de sete mandatos como deputado federal:

– É muito ruim o candidato entrar numa campanha tendo que dar explicações.

Este ano, não são poucos os que estão nessa situação no Rio Grande do Norte.

Há muito a ser explicado, esclarecido.

E a campanha é muito curta, curta mesmo.

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sábado - 18/08/2018 - 20:00h
Luta ao Senado

Quem com Zenaide fere, com o Capitão será ferido

Ao observar o declínio continuado da marcha ao Senado da deputada federal Zenaide Maia (PHS), imagino o que deve estar passando na cabeça do senador José Agripino (DEM).

Agripino está fora; Zenaide pode sair (Foto: arquivo)

Ele sabiamente retirou sua candidatura à reeleição, por detectar inviabilidade eleitoral em face do avanço de Zenaide Maia.

Dia 28 de junho, o senador anunciou que seria candidato à Câmara Federal, em lugar do filho e deputado Felipe Maia (DEM).

Agora, é o Capitão Styvenson Valentim (REDE) quem passa como uma divisão panzer sobre a postulação de Zenaide (veja pesquisa AQUI).

No dia 9 de julho, na Coluna do Herzog, asseverávamos numa nota: Styvenson ameaça primeiramente Zenaide Maia.

Mais recentemente, também postamos: Em desnutrição, Zenaide precisa repensar estratégia para campanha.

Os adversários mais próximos e visíveis de Zenaide Maia agora são Geraldo Melo (PSDB) e o senador Garibaldi Filho (MDB), esse mais à frente.

É outra realidade com a própria campanha em movimento. A pré-campanha já foi.

O que parecia uma vitória “praticamente certa”, virou um oceano de incertezas.

É, quem com Zenaide fere, com o Capitão será ferido. É a tal da “dinâmica” da política.

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sábado - 18/08/2018 - 18:04h
Eleições 2018

Primas garantem união familiar e apoio à chapa Carlos-Kadu

Foi sem maiores novidades o ato político no Sítio Cantópolis, que o grupo da prefeita Rosalba Ciarlini (PP) realizou à noite desse sábado (17), em Mossoró.

Sandra, finalmente, acomodou-se no grupo da prima Rosalba Ciarlini e no palanque de Carlos Eduardo (Foto: redes sociais)

Tudo como esperado.

Finalmente a vereadora e ex-candidata à Câmara Federal Sandra Rosado (PSDB) reapareceu e discursou ao lado da prefeita. Até relembrou os tempos de infância e juventude ao lado da prima, agora afinadas – politicamente.

Rosalba enalteceu enalteceu essa união e conclamou militância à luta.

O evento marcou o início da campanha do ex-prefeito natalense Carlos Eduardo Alves (PDT) e Kadu Ciarlini (PP) ao governo estadual.

Também foi oportunidade para os deputados Beto Rosado (PP) e Larissa Rosado (PSDB) serem apresentados como parceiros de dobradinha à reeleição à Câmara Federal e Assembleia Legislativa.

Os candidatos ao Senado, senador  Garibaldi Filho (MDB) e deputado federal Antônio Jácome (Podemos), marcaram presença.

A campanha começou e eles têm pressa. Com razão.

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sábado - 18/08/2018 - 14:38h
Caicó

Prefeito preso pode retornar ao exercício do mandato

Em prisão preventiva (veja AQUI) desde o último dia 14 (terça-feira), o prefeito de Caicó – Robson de Araújo (PSDB), o “Batata” – pode ganhar liberdade e voltar ao exercício do mandato. Ele foi preso a partir da “Operação Tubérculo”, do Ministério Público do RN (MPRN).

Batata: volta possível (Foto: Blog do Luciano Vale)

Essa possibilidade legal é factível.

Em seu lugar foi empossado provisoriamente (veja AQUI) o vice-prefeito dissidente Marcos José de Araújo (PP), o “Marcos do Manhoso”.

Em poucas horas de gestão, Manhoso usou intensamente a caneta esferográfica. Produziu uma série de portarias com exonerações e nomeações de auxiliares.

Luta política

Paralelamente, na Câmara Municipal de Caicó há burburinho político com inclinação para cassação do mandato do prefeito afastado-preso. Ele já é alvo de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), que fomentou sua prisão e do vereador Raimundo Inácio Filho (MDB), o “Lobão”, além do lobista Edvaldo Pessoa de Farias (veja AQUI e AQUI).

O duelo é judicial, mas também político, em face de vários interesses em jogo. Eles estão relacionados ao poder paroquial e também às eleições estaduais deste ano.

Depois traremos mais informações de bastidores.

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sábado - 18/08/2018 - 13:08h
"Porteira fechada"

Exoneração no Tarcísio Maia causa problemas políticos

A exoneração de Francisca Nilza Batista, “Branca”, da Chefia do Departamento Administrativo-Financeiro do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), conforme publicação no Diário Oficial do Estado (DOE) deste sábado (18), causa estresse político nos bastidores.

Ela é sogra do presidente do PRB em Mossoró, João Fernandes de Medeiros, o “Fernandinho das Padarias”,

Exoneração de Francisca Nilza Batista acontece em plena campanha eleitoral 2018

O Governo Robinson Faria (PSD) atende ao grupo do seu candidato a vice-governador, ex-candidato a prefeito Tião Couto (PR), mas desagrada a vários setores governistas, como o PRB – que faz parte de sua coligação.

Há uma semana, Tião já tinha emplacada a nomeação de um nome para Direção Geral do HRTM – veja AQUI – e outras mudanças deverão acontecer na Saúde e outros setores do estado em Mossoró. É apoio de “porteira fechada” (todos os cargos) que o vice cobra em Mossoró.

No HRTM, outras pessoas em cargos estratégicos ameaçam pedir exoneração, devido essa situação que se forma nos últimos dias.

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sábado - 18/08/2018 - 12:22h
Eleições 2010

Rosalba e Robinson mostram história de vitória no 1º turno

Atual prefeita de Mossoró e governador venceram juntos campanha sem que fosse preciso o 2º turno

Em postagem anterior, mais abaixo, sob o título Fátima Bezerra tem intenções de voto para ganhar no 1º turno, o Blog Carlos Santos registrou uma hipótese bem viável de ocorrer neste ano eleitoral, no Rio Grande do Norte: a candidata petista Fátima Bezerra ganhar o governo num único turno.

Propaganda em 2010 mostrava chapa "Pra fazer acontecer" com Rosalba e Robinson (Foto: Arquivo do Blog)

De fato, o segundo turno pode não ocorrer.

A última vez que houve esse tipo de registro político-eleitoral foi em 2010, com a vitória da então senadora Rosalba Ciarlini (DEM, agora no PP), atual prefeita de Mossoró pela quarta vez. Teve como vice o hoje governador Robinson Faria (PMN, no momento no PSD).

Deixaram para trás vários adversários, principalmente o então governador Iberê Ferreira (PSB). O seu vice foi Vagner Araújo (PSB), atual secretário de Estado do Trabalho, Habitação e Assistência Social do RN (SETHAS).

Governo do Estado

Rosalba Ciarlini (DEM) – 813.813 (52,46%)
Iberê Ferreira (PSB) – 562.256 (36,25%)
Carlos Eduardo (PDT) – 160.828 (10,37%)
Sandro Pimentel (PSOL) – 10.520 (0,68%)
Camarada Leto (PCB) – 2.078 (0,13%)
Bartô Moreira (PRTB) – 1.746 (0,11%)
Eleitorado apto – 2.245.153
Votos válidos – 1.551.241 (82,61%)
Abstenção – 367.434 (16.37%)
Nulo – 222.462 (11,85%)
Branco – 103.978 (5,54%)

* A maioria de Rosalba sobre Iberê foi de 251.557 votos, ou seja, 16,21%. Os candidatos Roberto Ronconi (PTC) e Simone Dutra (PRTU) não tiveram registro oficial de votos.

Importante ainda observar que àquele ano, o número de votos perdidos com abstenções (o não-comparecimento do eleitor), nulo e branco chegou a 693.874 (33.76%).

Rosalba Ciarlini empalmou 813.813 (52,46%). Portanto, 119.939 votos a mais do que a soma de abstenções, nulo e branco.

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sábado - 18/08/2018 - 11:54h
Eleições 2018

Fátima Bezerra possui intenções de voto para ganhar no 1º turno

Fátima: soma para vencer logo (Foto: divulgação)

Senhores adversários da candidata ao Governo pelo PT, senadora Fátima Bezerra, comecem a refazer suas contas e estratégias.

Ela pode ganhar o pleito ainda no pleito turno, sem direito ao segundo.

Pelos números da pesquisa Inter TV Cabugi/Ibope divulgados nessa sexta-feira (17) – veja AQUI, o êxito eleitoral dela estaria sacramentado num único pleito.

Na Estimulada, Fátima Bezerra atingiu 34%. Já a soma dos demais concorrentes chega a 26%.

Na Espontânea, a senadora atinge 20%.  Todos os demais somam 17%.

Claro que é muito cedo para se preconizar uma vitória nessa dimensão, mas há um quadro – hoje – que atesta essa hipótese.

Sebo nas canelas, senhores adversários.

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sábado - 18/08/2018 - 10:20h
Pesquisa Inter TV Cabugi/Ibope

Reprovação da Gestão Robinson tem aumento para 81%

Números comparativos com sondagem divulgada em julho indicam descida continuada do governo

A pesquisa Inter TV Cabugi/Ibope divulgada nessa sexta-feira (17) avaliou como o norte-rio-grandense vê a administração Robinson Faria (PSD), governador do estado.

O números são devastadores.

Robinson: queda livre (Foto: Arquivo)

Desaprovação chega a 81%. Os que cravaram a escolha Aprovação estaca em 13%. Já  7% Não Sabem Avaliar.

Na pesquisa anterior, divulgada no dia 21 de julho (veja AQUI), o resultado foi este: Apenas 16% Aprovaram. Os que Não Sabem ou Não Responderam totalizaram 4%. Já a Desaprovação somou 80%.

Simplificando, de uma sondagem para outra, numericamente aumentou em 1% a reprovação do governo. Saiu de 80 para 81 por cento.

Sua aprovação caiu mais ainda. Desceu de 16% para 13% agora.

Descendo, descendo…

Neste mês de agosto, a soma de avaliações Ruim e Péssimo é de 72%. Aumentou em relação a julho, que foi de 66%.

Boa e Ótima totalizam 7% nesta pesquisa atual. Em julho chegou a 9%.

Pelo menos 24% viram a administração como “Regular” em julho, mas agora caiu para 18%.

Apareceram ainda 2% como Não Sabem Avaliar em julho, sendo de 3% agora..

A pesquisa em julho foi realizada entre os dias 14 e 17. Essa divulgada ontem aconteceu entre os dias 14 e 16 últimos.

Leia também: Capitão Styvenson já aparece como 1º colocado ao Senado;

Leia também: Fátima põe 19% de maioria sobre Carlos e 26% à frente de Robinson.

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sexta-feira - 17/08/2018 - 23:59h

Pensando bem…

“Se o vento soprar de uma única direção, a árvore crescerá inclinada.”

Provérbio Chinês

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sexta-feira - 17/08/2018 - 22:30h
Pesquisa Inter TV Cabugi/Ibope

Capitão Styvenson já aparece como 1º colocado ao Senado

Candidato supera numericamente Garibaldi Filho e deixa mais para trás os demais concorrentes

Do G1RN

A Pesquisa Inter TV Cabugi/Ibope divulgada nesta sexta-feira (17), com números para Governo do Estado (veja mais abaixo ou AQUI), também apresenta números relativos à corrida para as duas vagas ao Senado.

Veja abaixo:

Estimulada

Capitão Styvenson (Rede): 23%

Garibaldi Filho (MDB): 21%

Geraldo Melo (PSDB): 14%

Zenaide Maia (PHS): 12%

Antônio Jácome (Podemos): 7%

Alexandre Motta (PT): 4%

Ana Célia (PSTU): 4%

Bispo Levi Costa (PRTB): 3%

Douglas Azevedo (Patriota): 2%

João Morais (PSTU): 2%

Magnólia Figueiredo (Solidariedade): 2%

Dr. Joanilson Rêgo (DC): 1%

Jurandir Marinho (PRTB): 1%

Professor Lailson Almeida (PSOL): 1%

Telma Gurgel (PSOL): 1%

Branco/Nulo – Vaga 1: 28%

Branco/Nulo – Vaga 2: 46%

Não sabe: 27%.

Espontânea

Capitão Styvenson (Rede): 10%

Garibaldi Filho (MDB): 9%

Zenaide Maia (PHS): 7%

Geraldo Melo (PSDB): 5%

Jácome (Podemos): 2%

Alexandre Motta (PT): 1%

Ana Célia (PSTU): 1%

Magnólia (Solidariedade): 1%

Jurandir Marinho (PRTB): 1%

Outros: 3%

Branco/Nulo: 43%

Não sabe: 41%.

A pesquisa foi encomendada pela Inter TV. É o primeiro levantamento do Ibope realizado depois da oficialização das candidaturas na Justiça Eleitoral. Registro no TRE: RN-05553/2018 e Registro no TSE: BR‐03466/2018.

Margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram ouvidos 812 eleitores de todas as regiões do estado, com 16 anos ou mais.  O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro. Zero por cento significa que o candidato não atingiu 1%. Traço significa que o candidato não foi citado por nenhum enistado.

* Depois apresentaremos material analítico sobre disputa ao Governo e ao Senado, para melhor compreensão dos números e do cenário político-eleitoral, por parte do webleitor.

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sexta-feira - 17/08/2018 - 21:44h
Pesquisa Inter TV Cabugi/Ibope

Fátima põe 19% sobre Carlos e 26% à frente de Robinson

Governador é campeoníssimo em rejeição com 59%, enquanto que senadora petista tem apenas 14%

Do G1 RN

A pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira (17) aponta comportamento do eleitor potiguar quanto à campanha eleitoral deste ano no estado.

Veja abaixo o resultado para o governo estadual, em que a senadora Fátima Bezerra (PT) impõe maioria de 19% sobre o ex-prefeito natalense Carlos Eduardo Alves (PDT) na Estimulada e 11% na Espontânea.

Em relação a Robinson Faria (PSD), a dianteira é ainda mais expressiva, sendo 26% na Estimulada e 15% na Espontânea.

Quanto à Rejeição, o campeoníssimo é o governador Robinson Faria, com 59%, contra 17% de Carlos Eduardo Alves e 14% de Fátima Bezerra:

Estimulada

Espontânea

Rejeição

A pesquisa foi encomendada pela Inter TV. É o primeiro levantamento do Ibope realizado depois da oficialização das candidaturas na Justiça Eleitoral. Registro no TRE: RN-05553/2018 e Registro no TSE: BR‐03466/2018.

Margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram ouvidos 812 eleitores de todas as regiões do estado, com 16 anos ou mais.  O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro. Zero por cento significa que o candidato não atingiu 1%. Traço significa que o candidato não foi citado por nenhum entrevistado.

* Veja em seguida a pesquisa para o Senado. Também apresentaremos posteriormente um material analítico.

Aguarde.

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