Em setembro, tive acesso a uma pesquisa para consumo interno que estava nas mãos do PT de Mossoró. Ela apontava, por exemplo, que 46,2% dos ouvidos não aceitavam o acordo do partido com o grupo da deputada federal Sandra Rosado (PSB).
Nessa composição, o petismo apoiava a postulação de sua filha e deputada estadual, Larissa Rosado (PSB), à prefeitura.
Essa é uma pequena mostra da nuvem carregada que o partido pôs sobre si em Mossoró. O que as urnas apontaram no dia 5, é a confirmação de que o PT não fez um entendimento político e, sim, um acerto infame.
Não elegeu sequer um vereador e terminou servindo de “esteira” para garantir a eleição à câmara de Lahyrinho Rosado (PSB), filho de Sandra. Sustentou, na prática, a manutenção de um modelo político baseado no patrimonialismo, espoliação, privatização da empresa pública, oligarquia e continuísmo dinástico. Não passou de um bobo útil.
O partido acabou levado a uma aliança em que negociou o uso – desvairado – do presidente Lula (PT) como uma "franquia", na esperança de ser poder subalterno em Mossoró. Na prática, o PT mossoroense foi "arrendado", como se aluga uma casa para temporada de veraneio em Tibau.
Ao final do período dos três meses, o “imóvel” é devolvido com portas quebradas, torneiras com vazamento, contas de água e energia em atraso e o reservatório de água lotado de fezes. Não sobrou quase nada.
Pelo menos o PT não tem o que explicar ou justificar, em relação à derrota a prefeito e câmara. Ninguém o leva a sério nem precisa ouvir nada a respeito. Passou.
É um morto-vivo.

























