Em resposta ao militante de movimentos sociais da Igreja Católica, Flávio Roberto, que pedia uma ‘luz’ para resgatar a cidade de Mossoró dos vícios da oligarquia, a ex-senadora Heloísa Helena (Psol) foi pragmática. Não botou mais “fogo” no caso.
”O próprio teor de sua pergunta por si só já foi uma resposta, pelo aplauso recebido por você”, identificou.
A palestrante da noite no Teatro Municipal Dix-huit Rosado (veja matérias abaixo), afirmou: “Não tenho receita pronta”. Mas lembrou sinteticamente que sua vitória política em Alagoas foi resultado de “oportunidade única”.
Para os mossoronses que estão sufocados pelo modelo imperial e excludente de fazer política de alguns maus Rosados do A e do B, ela recomendou: “Procurem a oportunidade de vocês. Ela está denunciada que existe”.
Assinalou que "minha dificuldade foi e é tão difícil quanto à conjuntura local, que ainda conheço pouco”.
Durante os momentos de maior tensão da palestra e debate, os secretários Francisco Carlos (Cidadania), na mesa do seminário, e Gustavo Rosado (irmão da prefeita Fafá Rosado-DEM e chefe de Gabinete) demonstravam embaraço. O primeiro chegou a baixar a cabeça e pôr a mão encobrindo os olhos, nos maiores apertos.
O delgado Gustavo não conseguia se esconder numa cadeira frontal na platéia.
As palavras de Heloísa, em vários momentos, pareciam desfigurar seu rosto. Amuava-se. A intervenção do estudante Flávio – que alternava olhar para Gustavo e Heloísa, enquanto falava – se revelou uma tortura psicológica brutal contra o secretário.
A visível estratégia de importar a socialista tagarela Heloísa Helena, para legitimar um modelo de seminário que exaltaria a liberdade, na terra da fanfarra, não passou de um enorme fiasco político. Os estrategistas amadores do governo Fafá Rosado erraram feio. Ainda bem. O povo agradece.
Como na "Ilíada" grega, os troianos locais se imaginando muito astutos, terminaram puxando para dentro de sua fortaleza o "Cavalo de Tróia".
O presente os pisoteou de morte.
Se não aprenderem a lição…

























