domingo - 19/04/2020 - 22:02h
Natal

Médico morre em consequência da Covid-19

Faleceu agora à noite no Hospital Rio Grande em Natal, o professor e médico (cirurgião vascular) Jayme de Oliveira Júnior, 52.

Jayme: perda (Foto: cedida)

Estava há cerca de 20 dias lutando contra a  Covid-19. Era asmático.

Integrava a Sociedade Brasileira de Cirurgia Vascular (SBCV/RN).

“Mais um médico (veja caso anterior AQUI). Uma grande figura humana”, lamenta o também professor e médico oncologista Francisco Edilson Leite Pinto Júnior.

Jayme é o 27º registro de morte pela Covid-19 no RN e o 6º em Natal.

As 27 mortes no RN foram registradas nas cidades de Mossoró (8), Natal (6), Tenente Ananias (2), São Gonçalo do Amarante (2), Cerro Corá (1), Taipu (1), Assu (1), Lagoa de Pedras (1), Apodi (1) e Canguaretama (1), Encanto (1), Touros (1), São Rafael (1).

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Categoria(s): Saúde
domingo - 19/04/2020 - 20:00h

Extremos…fujo

Por François Silvestre

Não que seja sujo. Só extremo. Mesmo limpo, fujo.
Vejamos alguns. Só dois, sem extremada ira.
Apenas visão do meio.
Pois são tantos os extremos que aqui não caberiam.
Por isso, só dois.
O intelectual e o imbecil.
Do antigo ao atual, estão ambos no cio.
Cada um na ponta mais oposta do outro,
tocando-se no fechamento do ciclo,
cento e oitenta graus de distância aparente.
Dois parentes.
Um sabe quase tudo, mesmo do que não sabe,
escreve mal e se expressa pedantemente.
É o intelectual.
O outro nunca leu nada, nunca aprendeu nada,
mas sabe de tudo. Falava sobre tudo antigamente,
agora, com a net, também escreve.
E escreve tudo que lhe sai do intestino.
Intestino, o cérebro do imbecil.
O intelectual usa o cérebro para encher o saco do cérebro alheio.
O imbecil usa o intestino para mostrar que nosso cérebro é tão pequeno…

François Silvestre é escritor

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Categoria(s): Poesia
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domingo - 19/04/2020 - 19:22h
Boletim

Covid-19 chega a 561 casos oficiais e 26 óbitos no RN

São 561 casos confirmados de Covid-19 no Rio Grande do Norte, segundo o novo Boletim Epidemiológico.

O total de suspeitos chega a 2.146, descartados são 2.480 e os recuperados totalizam 124.

A soma de óbitos chega a 26. O 25º é originário de Touro, um homem de 91 anos. O registro 26 ainda não foi detalhado.

Os dados são da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP).

Em relação a Mossoró, já são 119 casos suspeitos, 161 descartados e 94 confirmados.

O total de óbitos segue em oito.

Veja a íntegra do Boletim Epidemiológico clicando AQUI.

Veja AQUI os dados do boletim anterior.

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Categoria(s): Política
domingo - 19/04/2020 - 12:12h

Uma visão geral sobre a Covid-19

Por Gutemberg Dias

O Coronavírus ou Covid-19 é o tema mais falado no mundo na atualidade. E, logicamente, não seria diferente no Rio Grande do Norte. Dentro desse contexto apresento nesse artigo, de forma simples, uma visão geral de como essa pandemia se alastra no âmbito de nosso estado. Os números que serão apresentados são oriundos do Ministério da Saúde e da Secretaria Estadual de Saúde do RN, logo dados oficiais.

Primeiro quero iniciar falando sobre a doença. É algo nunca visto na humanidade, por isso, as dificuldades que os países, mesmos os de primeiro mundo, em controlar essa doença nos seus territórios nacionais, cito o exemplo dos EUA que no momento que escrevo esse artigo já tem mais de 38 mil mortes e mais de 700 mil pessoas contaminadas.Seu contágio é exponencial, ou seja, uma única pessoa infectada depois de alguns dias pode ter contaminado milhares. Os números mostram que ela tem uma taxa de mortalidade de 6,4% no Brasil, muito maior que o H1N1 que seria a doença mais próxima para fazermos um comparativo.

Num contexto geral é uma doença sem cura até o momento e que causa morte em todas as faixas etárias.

No Rio Grande do Norte a doença tem seu marco inicial no dia 26/02 quando a SESAP confirmou o primeiro caso suspeito. Só no dia 13/03 é que vamos ter a primeira notificação de caso confirmado e a primeira morte ocorre no dia 29/03 quando já tínhamos 68 casos confirmados.

Os dados do boletim epidemiológico de 16/04 já apresenta um total de 23 óbitos e 463 casos confirmados, ou seja, dentro de um mês temos um crescimento rápido dos casos no âmbito do estado. No gráfico abaixo é possível observar o incremento dos casos confirmados e os óbitos.

Se apoderando de ferramentas de estatísticas é possível, ao analisar os números, confirmar que as curvas de detecção e óbitos, no Rio Grande do Norte, estão em ascensão. Os gráficos a seguir mostram as projeções de óbitos e casos confirmados até o final do mês de abril. Veja que até o final do mês, continuando o padrão de notificação até o dia 17/03, poderemos ter quase 700 casos confirmados e quase 50 óbitos.

Ainda, é importante ressaltar que no estado temos uma taxa de letalidade da doença de 5% e, também, lutamos contra a questão das subnotificações, fato que pode jogar para cima os números no estado.

É importante também apresentarmos a espacialização dos casos confirmados e os óbitos no âmbito do estado. No mapa abaixo é possível ver que já temos vários municípios com notificação, mas numa análise mais segmentada fica claro que a região metropolitana de Natal e a região oeste, tendo como base Mossoró, são as áreas de maior concentração dos casos notificados e óbitos.

Em relação aos obtidos Mossoró se destaca com 8 casos e na sequência Natal com 6.

Numa análise geral é possível afirmar que a curva dos casos no Rio Grande do Norte ainda está em ascendência e que as medidas de isolamento precisam se manter para garantir o achatamento dessa curva, dessa forma, impedindo o colapso do sistema de saúde, principalmente, no que se refere a disponibilidade de leitos de UTI.

Diante dos números fica claro que não podemos brincar com essa pandemia e que as mediadas de controle precisam ser seguidas por todos nós. Ainda não entramos na fase crítica no Brasil e, consequentemente, no Rio Grande do Norte. Não pense que não iremos passar por grandes aflições, nosso estado não está à margem do mundo e temos que trabalhar com cenários críticos para podermos tomar ações de maior envergadura para garantir a estabilidade sanitária.

Por enquanto, fique em casa. Não tem outra forma de conter o avanço da doença.

Gutemberg Dias é professor do Departamento de Geografia da UERN

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Categoria(s): Artigo
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domingo - 19/04/2020 - 10:30h
El Cid

O ser poeta

Por Carlos Santos

Ele sabe de minha inveja por não ser poeta.

Que bom seria, não?

Não seria.

Comigo a sarjeta, o beco sem saída e a companhia lúgubre de Baco.

O ser poeta é diferente.

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Categoria(s): Crônica
domingo - 19/04/2020 - 08:48h

Seu Chico Piu e a Teoria da Evolução

Por Honório de Medeiros

Não fossem as fotografias guardadas com muito carinho, nas quais apareço magro e sorridente, sem rugas e cabelos grisalhos, as lembranças daquele inesquecível passeio a cavalo, eu e um amigo que me hospedava, até a fazenda de café de “Seo” Chico Piu, serra acima na área rural de São Carlos, interior montanhoso de São Paulo, tudo seria apenas borrão na minha memória, algo como um filme antigo, com paisagens e pessoas esmaecidas pelo tempo.

Pego-as e sorrio, sempre. Depois, um toque de tristeza toma conta do espírito e lamenta a juventude passada, os amigos que se foram, os sonhos desfeitos, as promessas não cumpridas, os amores perdidos. “C’est la vie”, diriam os franceses.

Naquela tarde conheci “Seo” Chico Piu, homem sob todos os aspectos singular.

Em primeiro lugar vivia quase recluso, lá no seu pé de serra. Raras vezes descia à cidade. Bastava-lhe, para viver bem, estar pisando descalço sua terra rica e roxa, cercado por sua gente, que lhe margeava como uma tribo ao seu cacique.

“Seo” Chico era baixo, moreno gretado pelo sol, de braços e pernas fortes, espadaúdo, e com uma face como que esculpida em bronze, com traços muito demarcados. Mas o que impressionava eram seus pés. Estes, de fato, se viram sapatos, ou mesmo chinelos, foi em tempos muito idos, segundo suas próprias palavras.

Eram verdadeiros cascos, endurecidos por todos os invernos e verões aos quais “Seo” Chico os havia submetido. Segundo nos contou, e sua família confirmava, descia descalço até mesmo para a cidade, onde raramente ia. E, nos pés, não sentia frio ou calor, não era sensível à água ou à rocha mais dura.

“Seo” Chico era homem de pouca conversa quando no trabalho ao qual se entregava como qualquer um dos seus trabalhadores. Junto a eles, colhia o café, batia, ensilava, ensacava, derrubava as reses, ferrava-as… Um maestro em pleno exercício de sua arte, cegamente obedecido por seus músicos. Um general a conduzir seu exército com doçura, mas com firmeza.

Era, basicamente, dono de cafezais e de rebanho leiteiro, que se espargiam serra abaixo, tendo a Casa Grande como epicentro. Vivesse no Sertão nordestino e nele tivesse aquela terra e todo aquele gado seria um homem de posses, por assim dizer.

No final de uma tarde como aquela, no entanto, tempo esfriando ligeiro indicando noite gelada a chegar, visita no pátio da casa grande e rústica, a sisudez era deixada de lado e o café forte e a aguardente feita sob sua própria orientação lhe iluminavam o semblante e abriam seu coração e mente originando conversas recheadas de casos passados e argutas observações acerca da vida, dos homens e das coisas.

Mas tudo que é bom dura pouco.

Com a chegada da noite veio a hora de voltar sob a fria luz da lua, a passo leve, nas trilhas estreitas, para manter a compostura ameaçada pela bebida e a possibilidade de se envolver com a beleza da serra sob o luar.

Tomamos o último café, bebemos a última caneca de cachaça e ele, se despedindo, bateu na anca da mula mansa que me conduzia, apontou para mim e para si próprio, e como que refletindo, me disse para guardar comigo que o tempo havia lhe ensinado ser a vida, acerca da qual tanto havíamos falado, como uma serra de onde cada um descia na justa medida em que outro subia lhe tomando o lugar.

Dito isso, me lembrou que “seu pensamento” se tratava de um presente, assim como a garrafa da mais pura cachaça de sua moenda que me passou às mãos, deu um passo para trás, ajeitou o casaco de lã por sobre os ombros tocados pelo sereno da noite e lá ficou, a nos observar partindo, com seus pés indiferentes à temperatura que caíra bruscamente e, com certeza, desconhecendo meu conhecimento sorvido dos livros acerca da teoria da evolução que diziam, de forma muito pomposa e circunspecta, aquilo que ele concluíra somente observando, no seu pé de serra, a vida passando ao largo.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura de Mossoró e Governo do RN

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Categoria(s): Crônica
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domingo - 19/04/2020 - 08:00h
Tiros

Ex-candidato a vereador e a deputado morre em Mossoró

Genildo da Barrinha sofreu tiros numa casa de jogos, em que outras pessoas estavam presentes (Foto: redes sociais)

Faleceu neste domingo (19) no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), em Mossoró, o suplente de vereador e ex-candidato a deputado estadual Genildo Epifânio de Oliveira (MDB), 58. “Genildo da Barrinha” era seu apelido.

Ele sofreu dois disparos de armas de fogo no último dia 9 na comunidade rural de Barrinha, zona rural de Mossoró, que é cortada pela RN-015 (sentido Baraúna).

Segundo publicou o blog Fim da Linha à época do caso, Genildo estava numa casa de jogo na companhia de outras pessoas, quando dois homens entraram e começaram a atirar.

O adolescente Lucas Daniel Cavalcante da Silva, 16, e Genildo, foram gravemente feridos. Lucas morreu antes mesmo de receber atendimento hospitalar.

Candidato

Genildo estava internado até hoje no HRTM, mas não resistiu. Tinha sido atingido por balas na região torácica.

O suplente de vereador foi candidato à Câmara Municipal em 2016 e obteve 1.362 votos na coligação Solidariedade/PMB.

Já em 2018, concorreu a deputado estadual pelo Podemos, empalmando 2.230 votos.

Até o momento, a Polícia Civil não deixou vazar nem repassou, oficialmente, qualquer informação sobre eventuais motivações para o duplo homicídio. Não se sabe, inclusive, se o próprio Genildo da Barrinha era alvo preferencial ou não do ataque.

Nota do Blog – Que descanse em paz!

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Categoria(s): Política / Segurança Pública/Polícia
domingo - 19/04/2020 - 07:36h

Programa Emergencial e medidas trabalhistas

Por Odemirton Filho

Com o objetivo de enfrentamento do Estado de calamidade pública, em razão da pandemia do coronavírus (Covid-19), o Governo Federal editou a Medida Provisória (MP) n. 936 instituindo o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda e medidas trabalhistas.

Trata-se de Programa que visa a minimizar os impactos negativos da pandemia no emprego e na renda do trabalhador brasileiro, tendo como escopo: preservar o emprego e a renda, garantir a continuidade das atividades laborais e empresariais e reduzir o impacto social decorrente das consequências do estado de calamidade pública e de emergência de saúde pública.

Para isso, a referida MP previu o pagamento de Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda no caso de redução proporcional de jornada de trabalho e de salários e da suspensão temporária do contrato de trabalho.

Vale salientar que o Benefício emergencial de preservação do emprego e da renda será custeado com recursos da União.

O Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda será de prestação mensal e devido a partir da data do início da redução da jornada de trabalho e de salário ou da suspensão temporária do contrato de trabalho, devendo o empregador comunicar ao Ministério da Economia, no prazo de dez dias, quando da celebração do acordo.

O Benefício Emergencial será pago exclusivamente enquanto durar a redução proporcional da jornada de trabalho e de salário ou a suspensão temporária do contrato de trabalho.

O valor do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda terá como base de cálculo o valor mensal do seguro-desemprego a que o empregado teria direito, observando-se alguns critérios disciplinados na MP.

Cabe esclarecer que o empregado não terá direito ao Benefício se estiver ocupando cargo ou emprego público, cargo em comissão de livre nomeação e exoneração ou titular de mandato eletivo, em gozo de benefício de prestação continuada do Regime Geral de Previdência Social ou dos Regimes Próprios de Previdência Social, do seguro desemprego e de bolsa de qualificação profissional.

Redução Proporcional da Jornada de Trabalho e do Salário

No tocante à redução proporcional da jornada de trabalho e do salário, que poderá ser de até noventa dias, deve-se observar a preservação do valor do salário-hora de trabalho e a pactuação por acordo individual escrito entre empregador e empregado, que será encaminhado ao empregado com antecedência de, no mínimo, dois dias corridos.

A redução da jornada de trabalho e do salário atenderá, exclusivamente, aos percentuais de vinte cinco, cinquenta ou setenta por cento.

A jornada de trabalho e o salário voltarão ao normal com a decretação do fim do estado de  calamidade pública, da data estabelecida no acordo individual como termo de encerramento do período e redução pactuado e da data de comunicação do empregador que informe ao empregado sobre a sua decisão de antecipar o fim do período de redução pactuado.

Suspensão temporária do contrato de trabalho

Em relação à suspensão temporária do contrato de trabalho temos que o prazo de suspensão poderá ser de até sessenta dias.

A suspensão temporária do contrato de trabalho será pactuada por acordo individual escrito entre empregador e empregado, que será encaminhado ao empregado com antecedência de, no mínimo, dois dias corridos.

Durante o período de suspensão temporária do contrato, o empregado fará jus a todos os benefícios concedidos pelo empregador aos seus empregados, ficando autorizado a recolher para o Regime Geral de Previdência Social na qualidade de segurado facultativo.

Se durante o período de suspensão temporária do contrato de trabalho o empregado mantiver as atividades de trabalho, ainda que parcialmente, por meio de teletrabalho, trabalho remoto ou trabalho à distância, ficará descaracterizada a suspensão temporária do contrato de trabalho.

De igual modo, o contrato de trabalho que foi suspenso será restabelecido nas mesmas hipóteses da medida de redução proporcional da jornada de trabalho e de salário, como dito acima.

Além disso, o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda poderá ser acumulado com o pagamento, pelo empregador, de ajuda compensatória mensal, em decorrência da redução de jornada de trabalho e de salário ou da suspensão temporária de contrato de trabalho de que trata a Medida Provisória.

De se destacar que os ministros Supremo Tribunal Federal (STF), por maioria, em sessão por videoconferência na última sexta feira, decidiram que acordos individuais de redução de jornada de trabalho e de salário ou de suspensão temporária de contrato de trabalho serão válidos mesmo sem a chancela dos respectivos sindicatos dos trabalhadores, o que poderia ocasionar insegurança jurídica e desemprego.

Dessa forma, em linhas gerais, essas são algumas medidas que podem ser adotadas a fim de proteger o emprego e a renda do trabalhador brasileiro, em razão do estado de calamidade pública ocasionado pelo novo coronavírus.

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

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Categoria(s): Artigo
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domingo - 19/04/2020 - 06:26h
Covid-19

Professor sai curado após 23 dias de internamento

Professor áJosé Jaime: curado (Foto: cedida)

Do Blog Saulo Vale

José Jaime de Paiva Brito, 60, hipertenso, ganhou alta nessa sexta-feira (17) do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM).

Ele foi acometido pela Covid-19, mas sobreviveu.

Professor, José Jaime passou 23 dias internado no HRTM, sendo cinco deles na UTI.

“É uma doença cruel, passei muitos momentos difíceis. Se cuidem”, recomenda.

Covid-19 chegou a comprometer 40% do seu pulmão. “Estou curado”, comemorou.

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Categoria(s): Saúde
domingo - 19/04/2020 - 04:38h

A sabedoria ameaçada

Por Marcos Araújo

O Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003), já com 17 anos de edição, foi pensado como um instrumento de inclusão social e de proteção aquelas e aqueles que já atingiram a maturidade biológica. Não atingiu ao seu propósito.

Ignorados e menosprezados, os idosos clamam por nossa atenção.

Na sociedade atual, capitalista e ocidental, qualquer valoração fundamenta-se na ideia básica de produtividade. Desse modo, não tendo mais a possibilidade de produção de riqueza, a velhice perderia o seu valor simbólico.No passado não era assim. Pelo menos na formação social e política antiga, os mais velhos tinham valor. Dizia o administrador grego Calistrato, no seu tempo, Semper in civitate nostra senectus veneralibilis fuit – (Na nossa cidade a velhice foi sempre venerável).

Na Grécia, a velhice era sinal de sabedoria.

Nas primeiras formações sociais, o mais idoso era obrigatoriamente transformado no líder, também por ser considerado o mais sábio. Entre os índios, o Cacique era escolhido dentre os mais velhos da tribo, e acima dele somente o Conselho de Anciãos. Na formação da monarquia romana, o rei era assessorado pelo Conselho dos Anciãos (Senado) e pela Assembleia Curiata, que reunia os patrícios mais idosos.

O próprio Sinédrio, na época de Cristo, era um Conselho de Anciãos. Até no Brasil, na formação republicana, a Constituição exige idade mínima de 35 anos para se exercer os cargos de Presidente ou Senador da República.

Lembro que em toda convulsão política enfrentada pelo Brasil nessas últimas décadas foi nos idosos que a sociedade encontrou respaldo e reserva moral para o resgate da cidadania. Sobral Pinto, Evandro Lins e Silva, Afonso Arinos, Austregésilo de Athaíde, D. Helder Câmara, Tancredo Neves, Josaphat Marinho, Ulisses Guimarães e outros idosos deram luz e força para que a juventude enfrentasse as trevas das tiranias e das vilanias ditatoriais.

Foi amparado por eles que vimos romper no horizonte a aurora e o resplendor da democracia.

De acordo com a americana neuropsicóloga Vivian Clayton, cognição, reflexão e compaixão são características que definem um sábio. E esses elementos são obtidos apenas com a maturidade e o envelhecimento.

Um estudo científico recente publicado na revista Topics in Cognitive Science verificou que “pessoas mais velhas têm muito mais informação em seus cérebros que as mais jovens e que a qualidade da informação no cérebro mais velho é mais nuançada”.

Para o neuropsicólogo russo-americano Elkhonon Goldberg, a sabedoria é uma forma de processamento mental muito avançada, que atinge seu auge apenas na velhice – justamente a época em que a capacidade do nosso cérebro começa a diminuir. Esses dois processos aparentemente contraditórios são o tema central do livro The Wisdom Paradox (“O Paradoxo da Sabedoria”, sem tradução para o português), publicado em 2005.

Sabemos que todos os seres vivos são regidos por um determinismo biológico e sendo assim, o envelhecimento envolve processos que implicam na diminuição gradativa da possibilidade de sobrevivência. Agora, com essa  pandemia de coronavírus,  os mais idosos estão sob velada ameaça.

Quando essa crise passar, o mundo constatará que o prejuízo econômico será mínimo em relação ao déficit intelectual e moral das sociedades dado ao perecimento de milhares dos nossos idosos. Como elemento social, sendo o idoso repositório do saber, da moral, da experiência, da dignidade e da virtude de uma nação, é dever nosso protegê-lo.

Como diziam os romanos, a velhice é sábia – sapiens senectus.

Marcos Araújo é professor e advogado

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sábado - 18/04/2020 - 23:54h

Pensando bem…

“Conhecimento é liberdade e ignorância é escravidão”.

Miles Davis

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sábado - 18/04/2020 - 19:48h
Saudades

Lá e cá, com turno e returno

Saudades do meu Caicó.

Caicó, na região Serido do Rio Grande do Norte, com turno e returno (Foto: Jorge Luiz)

Saudades do Seridó.

Saudades atenuadas à tarde deste sabadão, com prosa longa – mas não o bastante – ao telefone, com meu amigo Pituleira.

Inteligentemente, ele não tem zap-zap.

Depois dessa praga, vamos nos falar em carne viva – lá e cá.

Turno e returno.

Destá!

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sábado - 18/04/2020 - 16:56h
Covid-19

RN soma 24 óbitos e investiga mais 10 casos suspeitos

O Rio Grande do Norte tem o registro oficial expressivo de mais de 500 casos confirmados da Covid-19.

Segundo levantamento mais recente, fechado às 23h dessa sexta-feira (17), divulgado neste sábado (18), agora são 516 pessoas com essa doença no estado, segundo a Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP).

O total de óbitos chegou a 24, sendo oito deles em Mossoró. Mas pelo menos 10 permanecem em investigação, até que seja determinada a causa básica do óbito, dos quais um é de residente do município de Ji-Paraná (RO).

O mesmo Boletim Epidemiológico aponta o total de 2.171 suspeitos e 2.363 descartados.

Os pacientes recuperados chegam a 124.

24º óbito

O óbito de número 24 aconteceu em Pau dos Ferros, no Hospital Regional Cleodon Carlos. O paciente tinha 88 anos, originário de Encanto, município a cerca de 6 quilômetros de distância, no Alto Oeste do RN. Segundo relatório da Secretaria Municipal do  município, ele faleceu no último dia 14, mas só agora chegou exame,

Veja AQUI o Boletim Epidemiológico mais recente na íntegra.

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Categoria(s): Saúde
sábado - 18/04/2020 - 15:26h
Confinado

Feliz

Saudades da manguaça eu não tenho.

É-me diária a vontade da prosa no café, com casos e causos que desfiamos, donos da verdade e sempre sem solução para nada.

No racha da conta ou na moganga para sacar a carteira, há um pouco da graça da confraria.

De ser feliz bobamente.

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Categoria(s): Crônica
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sábado - 18/04/2020 - 10:46h
Espelho meu

“Monopólio do Êxito”, um fenômeno político caricato

Em Mossoró, um fenômeno político a ser melhor entendido adiante é o “Monopólio do Êxito”, que tem o peso de dogma.

Nesse lugar, tudo que ameaça ter sucesso na gestão pública ou deu certo, tem narrativa com nome e sobrenome obrigatórios.Se algo saiu errado, é culpa dos outros.

Garachués de gabinetes e proxenetas do jornalismo reforçam a construção dessa mitologia caricata.

Mas não são os únicos responsáveis por isso.

Tudo nasce da arrogância e ego doentios de quem não suporta a iniciativa, a competência e o valor alheios.

Mediocridade implícita.

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog / Política
sábado - 18/04/2020 - 08:46h
Covid-19

Empresários apoiam compra de 20 respiradores

Um elenco de empresários com atuação em Mossoró e até além de seus limites e dividas do RN dá importante contribuição financeira em momento delicado.Apoiam aquisição de respiradores e outros equipamentos. São peças suplementares imprescindíveis à estrutura hospitalar, que tem sido montada para acolher eventuais pacientes com Covid-19.

Obrigado.

Venceremos!

Nota do Blog – Inicialmente, a mobilização tinha por objetivo a aquisição de respiradores, ao preço de R$ 52 mil cada, para a rede municipal de saúde, mas diante da falta do equipamento no mercado os empresários direcionaram os recursos para a compra de outros equipamentos.

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Categoria(s): Saúde
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sábado - 18/04/2020 - 07:44h
Colabore

Se você pode, fique em casa!

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Categoria(s): Gerais / Saúde
sexta-feira - 17/04/2020 - 23:59h

Pensando bem…

“Aquilo que fizemos ontem continua conosco”.

François Truffaut – do filme ‘Atire no pianista’

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Categoria(s): Pensando bem...
  • Art&C - PMM - Climatização - Agosto de 2025
sexta-feira - 17/04/2020 - 23:50h
Mossoró

TAC vai assegurar Hospital de Campanha no São Luiz

Do Mossoró Hoje

A governadora Fátima Bezerra (PT) disse em entrevista ao Cenário Político da TV Cabo Mossoró (TCM-Telecom), no início da noite desta sexta-feira, 17, que a contratação do Hospital São Luiz está assegurada. A negociação saiu através da Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), que está sob intervenção federal desde setembro de 2014.

A interventora Larizza Queiroz deverá administrar o hospital nessa fase de excepcionalidade de enfrentamento à pandemia do coronavírus.

O projeto é colocar o hospital em funcionamento o mais rápido possível. O local atualmente tem 25 respiradores, ou seja, será possível instalar de imediato 25 leitos de UTI e pelo menos 75 de UCI. Serão necessários mais equipamentos e profissionais de saúde, para que ele seja um adequado Hospital de Campanha.

Hospital São Luiz tem estrutura para ser o necessário Hospital de Campanha da região (Foto: arquivo)

Mossoró já conta com o Hospital Tarcísio Maia, com 27 leitos, sendo que 20 de UTI e 7 de UPI; com o Hospital Wilson Rosado, que tem contratado 11 leitos de UTI pelo SUS; com o Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), com 10 leitos de UTI do SUS para as mulheres grávidas.

Tem também a estrutura que está sendo montada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro Belo Horizonte e o Hospital da Policia Militar.

Negociação

A negociação para contratar o hospital foi tentada direto com o Governo do Estado, porém o negócio não foi fechado.

Os entendimentos começaram a ter avanço, com promotores de Justiça de Mossoró, da Secretaria Municipal de Saúde e da equipe de Intervenção Judicial da Apamim (que administra o HMAC).

Os promotores de Justiça, observando a necessidade urgente de ser resolver a situação, propuseram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), entre Governo do Estado, Prefeitura de Mossoró e Apamim, para arrendamento do Hospital São Luiz.

O TAC está sendo assinado pelo secretário de Saúde do Estado Cipriano Vasconcelos Maia, pela secretária de Saúde de Mossoró, Saudade Azevedo, pelo procurador Gladson Gadelha, do Ministério Público do Trabalho (MPT), promotor Rodrigo Pessoa, do MInistério Público do RN (MPRN), e Larizza Queiroz, da Apamim.

Comunicado

Assinaram também o procurador geral do Estado, Luiz Antônio Marinho da Silva, a procuradora geral do município de Mossoró, Karina Martha F. d S. Vasconcelos e o promotor Carlos Henrique Haper Cox, do Laboratório de Orçamento e Polícias Públicas do Rio Grande do Norte.

O processo deve ser concluído já neste sábado, ocasião que o promotor Rodrigo Pessoa deve divulgar nota já detalhando a negociação, como será o custeio, a gestão, assim como o número de leitos que será disponibilizado na unidade.

Como forma de tranquilizar a população de Mossoró e região, a secretária Saudade Azevedo e a interventora da Apamim Larizza Queiroz, devem divulgar comunicado conjunto, também neste sábado, a exemplo do Ministério Público, sobre a conclusão do processo.

Nota do Blog – Ufa! Excelente iniciativa de promotores e outros envolvidos. À luta.

Venceremos.

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Categoria(s): Saúde
sexta-feira - 17/04/2020 - 22:38h
Ó céus!

Governadora voa quando o assunto é combate à Covid-19

Por Vonúvio Praxedes

Perguntei à governadora Fátima Bezerra (PT) quanto já foi investido até agora no combate ao coronavírus e não obtive resposta.

Fátima foi a entrevistada especial do programa desta sexta-feira na TCM-Telecom (Foto: arquivo)

Também não soube sobre criação de mais UTIs infantis para combate à Covid-19.

Hoje são apenas 5 no RN.

A governadora foi a entrevistada especial desta sexta-feira (17) do programa “Cenário Político” da TV Cabo Mossoró (TCM-Telecom), canal 10.

Nota do Blog – É, não é fácil, meu caro.

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Categoria(s): Política
  • Repet
sexta-feira - 17/04/2020 - 20:30h
Mossoró

Apesar do medo, servidores apontam precariedade da Saúde

Relatos a deputado Allyson Bezerra, vereadores Petras e Ozaniel mostram uma realidade sem disfarce

Três coisas não podem ser escondidas por muito tempo: o sol, a lua e a verdade“. Buda

O governo Rosalba Ciarlini (PP) segue insultando as evidências, desacatando os fatos e fazendo troça da verdade num momento delicado: a pandemia da Covid-19, que já ceifou 8 vidas em Mossoró. Duela contra uma retumbante realidade que afeta servidores da Saúde do município, que estão chegando ao seu limite de paciência.

Denúncias e queixas recorrentes de falta de condições mínimas de trabalho e de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) em Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) e Unidades de Pronto-Atendimento UPA’s, por exemplo, são sempre rebatidas com fervor messiânico pela prefeita. Auxiliares e aliados escalados pelo governo e sua infantaria virtual completam a tática negacionista, atacando quem contraria a narrativa oficial.

Mas chega um momento em que fica difícil manter tudo reluzente e impecável, tamanha a dimensão do problema. Nessa quinta-feira (16), em visita que o deputado estadual Allyson Bezerra (Solidariedade) e os vereadores Ozaniel Mesquita (DEM) e Petras Vinícius (DEM) fizeram à UPA do Belo Horizonte – veja AQUI, vários servidores tomaram coragem e desabafaram.

A necessidade e o medo de contaminação e até da morte deram o tom dos testemunhos, num local que também vai abrigar o Hospital de Campanha da prefeitura até à próxima semana. Mais problemas e temores. “A gente quer o mínimo de condição para atender esses pacientes“, disse uma servidora.

Rosalba aposta na versão da politização do problema para desviar o foco do que é fundamental

A própria secretária da Saúde do município, Saudade Azevedo, que estava na UPA e acabou recepcionando os parlamentares, ouviu muito do que o governo nega diariamente. Ficou tão tatibitate que chegou a concordar com certas intervenções de vereadores e do deputado, o oposto da propaganda e do discurso oficiais.

Técnico de enfermagem há 23 anos na Prefeitura de Mossoró, lotado no Serviço de Atendimento Móvel de Emergência (SAMU), Ozaniel Mesquita complementou o retrato do que ocorre na saúde pública mossoroense em entrevista nesta sexta-feira (17) ao programa Cidade Aflita (Rádio Difusora de Mossoró) e Jornal da Tarde (Rádio Rural de Mossoró).

– “Tem servidor que passa 12 horas com uma única máscara [cirúrgica], quando o recomendado pelos órgãos de Saúde é o uso desse material por no máximo duas horas (…). A Prefeitura divulgou uma nota, afirmando que não estava faltando EPIs. Como sempre, nós mostramos a realidade e depois a Prefeitura divulga nota nos acusando de mentir. Nós estivemos lá [UPA] e ouvimos a queixa de servidores sobre a falta de EPIs”, – afirmou o vereador (veja AQUI).

Mas Rosalba e sua tropa de choque continuaram e seguem mantendo a versão em confronto com o realismo.

Poucas horas depois, Rosalba Ciarlini, ela mesma, postou em endereço pessoal na Internet, tudo que contraria os fatos, invertendo os papeis. Atribuiu aos políticos o que é manufaturado diariamente por ela e seu governo: tudo seria fake news de adversários.  E se esforçou para novamente aparecer como vítima de uma suposta trama politiqueira.

Mais tentativa de esclarecimento

Institucionalmente, a “Prefetura” (assim mesmo) publicou hoje também uma Nota de Esclarecimento em suas páginas ratificando que “não há falta de EPI’s na UPA do Belo Horizonte”, visitada dia passado pelo deputado Allyson Bezerra e vereadores Petras e Ozaniel.

"Prefetura" escreve errado para tentar provar que está certa (Reprodução)

Talvez o problema, para a municipalidade, esteja do outro lado da cidade.

Há poucos dias, na UPA do São Manoel, servidores fizeram uma “vaquinha” para compra de EPI’s (veja AQUI).

– “Nós que fazemos a equipe de enfermagem, da UPA São Manoel, resolvemos por conta própria comprar nossos EPI’s. Enquanto as autoridades não fazem nada por nós, tivemos que tirar do bolso” – desabafou o grupo de profissionais.

Entretanto para a prefeita e seu governo, é tudo fake news.

Método de agressão pessoal

Também é recente, denúncia e cobrança do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (SINDISERPUM), por atendimento às necessidades do pessoal da saúde, as mesmas queixas que deputado e vereadores ouviram, sob testemunho de Saudade Azevedo.

Nos dois casos, a municipalidade soltou sua matilha contra quem noticiou os fatos. Procurou ocupar todos os espaços disponíveis na mídia tentando desconstruir quem lhes incomodava.

Enfim, repetiu o que faz agora como método sistemático.Em vez de atacar as informações, agride as pessoas.

Sindicato, justiça, parlamentares

Também é recente, despacho da juíza Adriana Santiago Bezerra, da 3ª Vara da Fazenda, pedindo explicações ao município sobre essa situação (veja AQUI).

Equipe comprou os próprios equipamentos, mas prefeita e sua tropa garantem que eles estão mentindo (Reprodução)

O próprio Sindiserpum provocou o judiciário.

No dia 5 de abril, a Prefeitura Municipal de Mossoró já tinha espalhado Nota Oficial garantindo que estaria sobrando EPI’s nas UPA’s e várias outras unidades de saúde que estão sob sua alçada.

“O que ouvimos lá, a secretária também ouviu e os vereadores. Não pressionamos ninguém. Apenas ouvimos, manifestando nosso interesse em ofertar nosso mandato a demandas da saúde ou qualquer outra em que pudermos ser úteis”, justifica Allyson Bezerra.

“Acho estranho essa falta de respeito com quem diverge, com quem pensa diferente, mas cumpre seu papel, como nós. Tudo é ofensivo, é agressivo, é mentira, se não agrada a eles. Isso está ficando feio e já está dando na vista. Precisam aprender a conviver com quem não faz parte da corte”, aconselha Petras.

Leia também: Cala-te para que ninguém lhe escute.

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Categoria(s): Política / Saúde
sexta-feira - 17/04/2020 - 17:00h
RN

MPF recomenda fiscalização contra carreatas

O Ministério Público Federal (MPF) emitiu recomendação à Polícia Rodoviária Federal no Rio Grande do Norte, à Polícia Militar e à Secretaria de Trânsito de Natal para que fiscalizem e impeçam a realização de quaisquer carreatas que venham a resultar em aglomerações ou prejudicar o combate à pandemia do novo coronavírus, na capital e interior do estado.

Indivíduos e organizações vêm convocando a população – através das redes sociais – para participar de manifestações coletivas contra as medidas de isolamento social, em diversos municípios potiguares.

A orientação é que os policiais observem principalmente a possível ocorrência de crimes como o de “causar epidemia, mediante a propagação de germes patogênicos” (artigo 267 do Código Penal, pena de 10 a 15 anos de reclusão); infração de medida sanitária preventiva (art. 268, um mês a um ano de detenção e multa); ou desobediência (art. 330, detenção de quinze dias a seis meses e multa). Sem contar as infrações ao artigo 253-A do Código de Trânsito Brasileiro (usar qualquer veículo para, deliberadamente, interromper, restringir ou perturbar a circulação na via sem autorização do órgão ou entidade de trânsito).

A recomendação é assinada pelo procurador da República Fernando Rocha.

Leia também: Bolsonaristas anunciam “mega carreata” para domingo.

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Categoria(s): Política / Saúde / Segurança Pública/Polícia
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