segunda-feira - 13/04/2020 - 09:52h
Vida e morte

“É preciso se cuidar”, diz enfermeira que escapou da Covid-19

A enfermeira Ana Andreia Cunha, que durante vários dias duelou contra a morte, alcançada pela Covid-19, está curada.

O Blog Carlos Santos noticiou o caso dela e de outras pessoas que estiveram no limite entre a vida e a morte (veja AQUI).

Em contato com nossa página, Ana – que é dos quadros do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Mossoró – dar um depoimento que é, acima de tudo, de quem pode falar com propriedade sobre a doença. Leia abaixo:

Ana, em foto à sua saída em Fortaleza, de hospital privado, onde passou por tratamento (Foto: reprodução do Blog Saulo Vale)

“É importante frisar Carlos Santos, que a população procure uma unidade saúde ou pronto atendimento 24h com base nos sintomas de cada um. Que o corpo médico não só valorize o quadro respiratório in loco não. São vários sintomas que provocam nas pessoas.

No meu caso eu não tinha sintomas respiratórios. Já a paciente que esteve comigo aguardando um exame na sala de ressonância, relatou que ela apresentou somente diarreia, náuseas e dor abdominal.

Com o passar dos dias o vírus foi tomando conta de outros órgãos, inclusive o pulmão. Foi onde no 06 dia que apresentou os primeiros sinais de ar. Da forma como foi a colega.

E geralmente, quando o respiratório aparece, já é na forma bem avançada da doença. Então é aí onde mora o perigo. Porque o paciente pode sair do quadro crítico ou não.

Então é importante que os médicos e demais profissionais enfermeiros vejam isso aí. Assim conseguem maior êxito, antes que o paciente chegue a uma UTI”.

Ana Andreia Cunha.

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Categoria(s): Saúde
domingo - 12/04/2020 - 23:50h

Pensando bem…

“O brasileiro não está preparado para ser o maior do mundo em coisa nenhuma. Ser o maior do mundo em qualquer coisa, mesmo em cuspe a distância, implica uma grave, pesada e sufocante responsabilidade.”

Nelson Rodrigues

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domingo - 12/04/2020 - 21:26h
Na luta

Curados, vários pacientes com Covid-19 ganham alta

Do Blog Saulo Vale e Blog Carlos Santos

Dois entre três pacientes que receberam alta da UTI do Hospital Wilson Rosado (HWR), em Mossoró, neste domingo (12), saíram curados da Covid-19. Sem nomes não foram revelados.

“Deus fez um milagre na minha vida. Obrigado pelas orações”, diz um dos cartazes na mão de uma paciente que era filmada em um dos corredores do hospital.

“Venci o Covid”, mostra outro cartaz. Duas dessas três pessoas foram diagnosticadas com covid-19.

Outros casos

No sábado (11), já tinham sido dois que viveram situações bastante dramáticas.

A professora Lúcia Helena da Universidade do Estado do RN (UERN), curada do coronavírus, recebeu alta hospitalar após mais de 20 dias internada (veja AQUI).

Ana Andreia: de volta (Foto : cedida)

No mesmo dia saíra o médico Diogo Martine Brigo (veja AQUI), que a exemplo dela precisou ser intubado.

A enfermeira do Samu Mossoró Ana Andreia Cunha, de 47 anos, está curada do novo coronavírus. Ela passou 14 dias internada em uma unidade da Hapvida em Fortaleza. Chegou a ir para a UTI, devido complicações do vírus.

Ana Andreia tem hipertensão e é pré-diabética. Hoje, está em sua residência, em Mossoró, livre do coronavírus.

Leia também: Primeiro paciente diagnosticado com Covid-19 está curado.

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Categoria(s): Saúde
domingo - 12/04/2020 - 20:40h
Oficial

Mais uma criança é vítima de Covid-19 no estado

Com população estimada em 10.786 pessoas, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Tenente Ananias registra o segundo óbito por Covid-19. O anúncio foi feito pela própria municipalidade.

A vítima é uma criança de um ano e quatro meses, que na verdade faleceu na quarta-feira (8), mas só neste domingo (12) chegou o resultado.

É a terceira criança a morrer desse novo vírus no Rio Grande do Norte, entre os 16 óbitos atestados até o momento.

Tenente Ananias fica a 207,4 quilômetros de Mossoró e 416,3 de Natal, encravado na região do Alto Oeste do RN.

A primeira vítima da Covid-19 no município foi uma mulher de 93 anos, falecida em 29 de março último.

Veja abaixo onde foram registrados os 16 óbitos:

Mossoró: 6

Natal: 4

São Gonçalo do Amarante: 1

Taipu: 1

Tenente Ananias: 2

Apodi: 1

Cerro Corá: 1

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domingo - 12/04/2020 - 17:26h
RN

Boletim da Sesap mostra mais 5 novos casos da Covid-19

O Rio Grande do Norte possui 304 confirmados, 2.871 suspeitos, 1.314 descartados e 15 óbitos por Covid-19. As informações atualizadas são fornecidas pelo Governo do Estado do RN, através da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP).

São cinco confirmações a mais do que o dia anterior e dois óbitos também.

Atualmente 81 casos suspeito e 33 casos confirmados seguem internados. Dá o total de 114 sob tratamento. Desse número, 53,5% dos pacientes estão em serviços da rede pública de assistência.

No Boletim Epidemiológico do Estado divulgado ontem (veja AQUI), o resultado foi este, mas já defasado:

– 289 casos confirmados;

– 2.881 suspeitos;

– 1.146 descartados

– 13 óbitos.

Veja atualização de informações e mais detalhes clicando AQUI.

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Categoria(s): Saúde
domingo - 12/04/2020 - 16:59h
Vigília Pascal

Luz, Mossoró!

Em seus carros, dezenas de católicos acompanharam a Vigília Pascal presidida pelo bispo Dom Mariano Manzana, no adro da Catedral de Santa Luzia, nesse sábado (11), em Mossoró!A foto é da equipe do advogado Glauber Soares, da equipe de apoio áda Diocese de Mossoró.

Em tempos de trevas, Mossoró é luz.

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Categoria(s): Gerais
  • Repet
domingo - 12/04/2020 - 15:12h

Quatro de abril – o limite de uma saga pré-eleitoral

Por Gutemberg Dias

O Coronavírus é a pauta do momento. Mas, a terra, que não é plana, continua a girar e os seus giros nos impele a continuar tocando nossas vidas, mesmo com severas restrições. O tempo vivido agora não é como o de antes e o depois, certamente, será diferente do tempo de hoje.

Na política não será diferente. Passamos na última semana pela agonia de fechamento de um dos prazos eleitorais com vistas as eleições municipais de 2020, ou seja, o prazo de filiação para aqueles que desejam concorrer nas eleições vindouras se encerrou no último dia 4 de abril.

O período que antecedeu esse dia foi cheio de surpresas e, sobretudo, de atitudes imorais e não republicanas no intuito do fechamento das nominatas partidárias. Na realidade a luta por nomes para compor as listas partidárias gerou um grande feirão pré-eleitoral, onde, aparentemente, tudo tinha um preço.

Com essa nova sistemática imposta aos partidos, no que tange à proibição de coligações proporcionais, a disputa extrapartidária se intensificou ao ponto de passes de pretensos candidatos serem literalmente leiloados. Eu falei leiloados, mesmo! Era a lógica do poder econômico falando alto e ditando as regras. Vale destacar que o modelo não era apenas de nota sobre nota, mas do uso das máquinas públicas para calçar os apadrinhados.

Não resta dúvida que essa forma de organização eleitoral deverá ser objeto de reavaliação por parte dos diletos deputados federais. Tenho a certeza que eles viram que a experimentação não foi das melhores e, sobretudo, já sabem que muitos dos seus correligionários não deverão retornar as casas legislativas em 2021. Certamente, já fazem a leitura em relação aos seus próprios mandatos.

Podemos dizer que o período anterior ao 4 de abril foi uma verdadeira guerra entre as agremiações partidárias, uns no intuito de manter seus quadros e outros na perspectiva de surrupiar esses mesmos quadros para turbinar os seus respectivos balaios de votos. Foi um verdadeiro salve-se quem puder!

Passada essa fase, segue agora as conversas para definir os palanques majoritários. Acredito que não será uma tarefa fácil, principalmente, devido a necessidade de muitos partidos manterem suas identidades nesse mar revoltoso da política nacional, principalmente, quando se olha para 2022 quando a cláusula de desempenho será maior.

Não esperem adesões a projetos pré-formatados.

A engenharia política será uma peça de grande valia na formatação dos projetos majoritários. Os pretensos candidatos, principalmente, nos médios e grandes centros urbanos, precisarão entender que os passos que deram, certos ou errados, antes do dia 4 de abril, poderão influenciar diretamente nos seus projetos.

A flecha foi lançada e não se tem mais como alterar seu curso. Se os alvos serão atingidos, só os eleitores poderão dizer.

Gutemberg Dias é professor da UERN e empresário

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Categoria(s): Artigo / Política
domingo - 12/04/2020 - 12:48h

Decretos do Executivo e conflito de competência

Por Odemirton Filho

O poder normativo é o poder da Administração Pública de expedir atos para a complementação ou regulamentação de uma lei.

De acordo com o art. 84 da Constituição Federal (CF) o Chefe do Executivo poderá editar dois tipos de decretos: o decreto regulamentar ou de execução e o decreto autônomo ou independente.

O primeiro, como se percebe, tem o objetivo de regulamentar a aplicação de uma lei. O segundo, ao contrário, independe de norma legal anterior que exija regulamentação.

O decreto é ato privativo dos chefes do Poder Executivo, isto é, presidente da República, governadores e prefeitos.Diante da pandemia do coronavírus os governos Federal, estaduais e municipais têm editado decretos no intuito de regulamentar leis ou disciplinar determinada situação, com o escopo de atender ao atual estado de calamidade pública.

Mas diante de um conflito de competência entre os decretos de esferas diversas qual deverá ser obedecido?

Na verdade, todos os decretos devem observar os limites de sua competência, pois a organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos da Constituição. (Art. 18 da CF).

A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar dos Estados, bem como inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência legislativa plena, para atender a suas peculiaridades.

Compete aos municípios, conforme o Art. 30 da CF, legislar sobre assuntos de interesse local e suplementar a legislação federal e a estadual no que couber, entre outras competências.

No caso de abertura do comércio a súmula vinculante n. 38 do Supremo Tribunal Federal (STF) assevera que é competente o Município para fixar o horário de funcionamento de estabelecimento comercial.

Entretanto, a juíza Gilvana Mastrandéa de Souza, da comarca de Buri (SP), determinou a suspensão de um decreto municipal que autorizava a reabertura do comércio não essencial na cidade durante a pandemia do coronavírus.

Em sua decisão diz que “entender o contrário, ao menos por ora, enquanto ainda está vigente o decreto estadual, significaria submeter o povo paulista a conviver com diversas disciplinas normativas (uma para cada município) sobre tema de relevante interesse público”.

Por outro lado, o desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), Amilcar Maia – veja AQUI, concedeu liminar autorizando o funcionamento de um supermercado, mesmo diante de um Decreto estadual que proibia a abertura de alguns estabelecimentos comerciais em um determinado período e alguns prefeitos do Estado editaram decretos em sentido oposto ao estadual.

Observa-se, assim, que cada ente da federação observa a realidade local para expedir os seus decretos.

Vale salientar que o ministro Alexandre de Morais do STF, em ação ajuizada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), foi contra um eventual decreto a ser expedido pelo presidente Bolsonaro.

Decidiu que “não compete ao Poder Executivo federal afastar, unilateralmente, as decisões dos governos estaduais, distrital e municipais que, no exercício de suas competências constitucionais, adotaram ou venham a adotar, no âmbito de seus respectivos territórios, importantes medidas restritivas”(…).

Portanto, cada ente da federação, ou seja, União, Estados e Municípios têm competência para editar decretos atendendo aos limites determinados pela CF, contudo, diante de um conflito de competência, caberá ao Judiciário a palavra final.

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

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Categoria(s): Artigo
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domingo - 12/04/2020 - 12:18h
15ª morte

Criança de 1 ano e sete meses é vítima da Covid-19

Caso já envolve a segunda criança no RN (Foto ilustrativa)

Do G1RN

Uma criança de 1 ano e sete meses morreu com Covid-19 no município de Cerro-Corá, na região Seridó do Rio Grande do Norte. A informação foi confirmada nesse sábado (11) pela Prefeitura do município nas redes sociais.

De acordo com a prefeitura, a criança estava internada no Hospital Maria Alice Fernandes, em Natal. A prefeitura não informou se a criança tinha alguma comorbidade. É a segunda morte por coronavírus de criança no RN.

No dia 7 de abril, um bebê recém-nascido, com quatro dias de vida, diagnosticado com coronavírus morreu em Natal.

Essa é a 15ª morte pela Covid-19 no Rio Grande do Norte e a primeira no município de Cerro-Corá. De acordo com o último boletim da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), o município de Cerro-Corá tem 8 casos suspeitos de coronavírus.

Leia também: RN chega ao 14º óbito, confirmado, por Covid-19.

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Categoria(s): Saúde
domingo - 12/04/2020 - 11:02h
Poesia popular

O sentido da Páscoa

Contratado pelo grupo Santa Clara/Três Corações para dissertar sobre o “Sentido da Páscoa”, Bráulio Bessa Uchoa, poeta, cordelista, declamador e palestrante cearense de Alto Santo diz o que pensa.

Sua poesia fala muito, muito mesmo, em poucas palavras.

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domingo - 12/04/2020 - 10:14h

Um inimigo invisível e sua força há mais de um século

Por José Edilson de A. G. Segundo

Era 1918. Nessa época, estava em curso, em seu quinto ano, a Primeira Guerra Mundial. Iniciada em 28 de julho de 1914, também conhecida como Grande Guerra foi um conflito global concentrado na Europa e que envolvia as maiores potências mundiais. Divididas em dois grandes grupos: de um lado, Reino Unido, França e Rússia, formado em 1882, e denominado de Tríplice Entente; e, no campo oposto, Itália, Alemanha, Áustria e Hungria, constituído, em 1907, a denominada Tríplice Aliança. A Itália migraria para o outro grupo em 1915.

Inspetoria de Higiene do Estado de SP fazia orientação parecida com as de hoje (Reprodução: Site Migalhas)

O Brasil também participou, enviando para os campos de batalha enfermeiros e medicamentos para ajudar os países componentes da Tríplice Entente. A “Grande Guerra” chegou ao fim em 11 de novembro de 1918, com vitória dos aliados da França e grande derrota da Alemanha.

Ainda em janeiro de 1918, surgiu uma outra batalha igualmente devastadora, a “gripe espanhola”. O termo “espanhola” não faz referência à suposta origem da doença, mas sim ao fato de que a imprensa espanhola ficou conhecida por divulgar as notícias dela pelo mundo. A explicação para isso tem relação direta com a Primeira Guerra Mundial.

A gripe espanhola afetou todos os continentes e teve um forte impacto nos países que lutavam na Primeira Guerra Mundial. Por conta desse conflito, era necessário que as informações da doença fossem escondidas de forma a não prejudicar o moral dos soldados, não criar pânico na população e nem passar imagem de fraqueza para o adversário.

Assim, as notícias dessa gripe letal eram censuradas em grande parte dos países europeus. A Espanha, no entanto, não participava da guerra, e sua imprensa tinha liberdade para falar da doença. Isso fez com que a cobertura espanhola ficasse conhecida no mundo, e a pandemia passou a ser nomeada como “gripe espanhola”.

Também chamada de “gripe de 1918”, era causada por um inimigo invisível, invasor e oportunista: o vírus influenza. Disseminada rapidamente, logo se transformou numa pandemia. Uma violenta mutação do vírus da gripe veio a bordo do navio Demerara, procedente da Europa.

Em setembro de 1918, sem saber que trazia o vírus, o transatlântico desembarcou passageiros infectados no Recife, em Salvador e no Rio. No mês seguinte, o país todo estaria submerso naquela que até hoje é considerada a mais devastadora epidemia da sua história.

Nem o presidente da República foi poupado. Rodrigues Alves, eleito em março de 1918 para o segundo mandato, contraiu a temível gripe e não tomou posse. O vice, Delfim Moreira, assume interinamente em novembro, à espera da cura do titular. Rodrigues Alves, porém,este faleceu em 14 de janeiro de 1919 no Rio de Janeiro, então capital da República.

De forma indireta, a gripe espanhola plantou a semente do Ministério da Saúde, que foi criado em 1930.

Em Mossoró, a gripe espanhola apavorou uma grande parcela da população, no período de 8 de outubro de 1918 a janeiro de 1919. De uma população estimada em 16.000 habitantes, em 1917, 6.000 pessoas contraíram a doença, ocasionando 60 mortes. Ao resultado, deve ser acrescidas às precárias condições sanitárias, em uma cidade sem saneamento básico.

Na época, o Presidente da Intendência (Prefeito, nos dias atuais), era Jerônimo Rosado (1861-1930). O serviço clínico ficou a cargo de seu colega de Intendência, o médico Antônio Soares Júnior, por sinal, o primeiro mossoroense a se formar em Medicina.

Foi criado um hospital de emergência (de campanha), o São Sebastião, que prestou serviços essenciais.

Jerônimo: gripe (Foto: reprodução)

Um século depois, surgiria outra doença viral, mais precisamente em 31 de dezembro de 2019, na China, causada por um vírus com formato de coroa. Por essa razão, ficou conhecido como coronavírus, originando a terrível enfermidade Covid-19. Em poucos meses se transformou em pandemia.

No Brasil, os primeiros casos de Covid-19 foram registrados em 25 de fevereiro de 2020. No RN, o primeiro caso foi registrado no dia 12 de março. Nove dias depois, dia 21 de março, Mossoró apresentava o primeiro caso. Uma semana depois, Mossoró registrava o primeiro óbito do Estado.

Com pouco mais de um mês, Mossoró, até o momento, é a cidade com maior número de óbitos do Estado: 6; e a segunda com número de casos: 65. Os números não parecem ser por acaso. A proximidade com o estado do Ceará, onde faz divisa, pode agravar a situação. E, talvez, o maior risco seja decorrente da população que resiste, em grande parcela, ao isolamento social.

A pandemia Covid-19 preocupa bastante. O isolamento social é a melhor estratégia para conter a propagação dessa temível enfermidade. Precisamos lutar juntos para vencer. A vida vencendo a morte. Por isso, em defesa da vida, por ela e mais nada, fique em casa.

* Texto dedicado aos profissionais da saúde, em especial, aos Fiscais de Vigilância Sanitária da Prefeitura de Mossoró, do qual, com grande honra, faço parte.

José Edilson de A. G. Segundo é biólogo, servidor público municipal e escritor

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Categoria(s): Artigo
domingo - 12/04/2020 - 09:42h

O “novo” e a Páscoa

Por François Silvestre

Sai um carro novo, de qualquer marca, e logo é superado por outro mais recente. Isso ocorre com geladeiras, celulares, computadores. E com gente. Ninguém, ninguém mesmo, continua novo.

Até que aparecesse esse vírus em forma de coroa, que por sinal é sinônimo de velho entre nós os humanos, o “novo” corona vírus. Ele não envelhece.Já notaram que no rádio, nos jornais, na televisão, nas entrevistas, nas reportagens todo mundo refere-se a esse ente como o “novo” corona vírus.

Até o ano novo dura pouco de novidade. No dia dez de janeiro, já não é mais ano novo.

Mas o vírus vai morrer “novo.

E a páscoa, o que tem com isso? Nada.

Só pra lembrar uma curiosidade alertada pelo Mongol, (Wellington) lá de Remanso, da Bahia, que é a nova Remanso, pois a velha foi engolida pela Barragem de Sobradinho. Mas ninguém a chama de “nova”.

O que lembra ele? Que Jesus Cristo só tem data de mês no nascimento. 25 de Dezembro.

Na morte, a data do mês inexiste. Ou existe variadamente. Só tem data da semana. Sexta-Feira.

O mês que se vire.

E olhe que nem é um “novo” calendário…

François Silvestre é escritor

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domingo - 12/04/2020 - 08:54h

Dona Efigênia em sua teia

Por Honório de Medeiros

Dona Efigênia pontificava naquela rua onde morei. Muito gorda, um pouco surda – talvez por puro cálculo –, passava o dia sentada em uma cadeira de balanço com espaldar de palhinha na sua ampla sala de estar, que dava para um jardim lateral, onde ficava o portão de ferro batido, pintado de branco, a lhe separar do resto do mundo.

Casa antiga, senhorial, de esquina.

Sempre perfumada alfazema, penteada e bem vestida, ficava o dia inteiro, tirando as fartas refeições, colada a uma mesinha redonda cheia de quinquilharias, na qual reinavam o telefone e o rádio. Tempos antigos.

“Prefiro o rádio”, disse-me ela uma vez quando lhe perguntei qual a razão do eterno silêncio da televisão. “As pessoas participam”.

Eu cumpria fielmente o ritual de visitá-la quando ia à sua cidade. Que era a nossa. Tenho certeza de que ela gostava de minhas visitas. Prova-o o doce de coco verde sempre disponível e do qual eu gostava imensamente.

Acredito até saber a razão de sua simpatia para comigo: ao contrário da grande maioria dos que a procuravam, eu não estava interessado em fofocas, ou, melhor dizendo, meu interesse era secundário, existia apenas na justa medida em que ilustrava alguma opinião sua a respeito de fatos e pessoas, essa sim extremamente interessante, a revelar um agudo poder de observação e análise.

Pois Dona Efigênia, viúva, com pensão mais que razoável deixada pelo falecido, filhos dispersos pelo mundo, era uma renomada e rematada fofoqueira, na opinião de alguns.

Talvez fofoqueira não fizesse jus ao que de fato ela era. Como uma aranha postada no centro de uma imensa teia, ela recebia, analisava e devolvia informações ao longo do dia de uma imensa variedade de informantes: serviçais, comadres, afilhados, sobrinhos, primos, amigos, o carteiro – por quem tinha especial predileção, dado que vivia batendo perna pelos cantos – o leiteiro, as crianças da rua, os vizinhos, pessoas de outros lugares, o padre, o rádio e o telefone.

Devo ter esquecido alguma coisa, óbvio, mas não esqueço sua sala de visitas quase sempre cheia e ela em silêncio escutando, até que, em determinado momento, chamava alguém para sentar em um banco baixo estrategicamente colocado perto da cadeira de balanço, e cochichava algo durante alguns minutos após os quais a conversava era dada por encerrada.

Quando a conheci supus que aquela sua atividade começasse e acabasse conforme comentavam os maledicentes. Diziam que ela era o tipo acabado da velha fofoqueira.

Depois de algum tempo compreendi que criara essa camuflagem. Era assim mesmo que queria ser enxergada. A camuflagem ocultava o verdadeiro propósito de sua atividade diária.

Através da colheita de informações, ficava sabendo o que de errado havia acontecido no seu entorno. Talvez alguma gravidez indesejada, uma demissão inesperada, uma prestação do colégio atrasada, uma virgindade perdida, um exame médico além do alcance de quem dele estava precisando, uma traição que se consumava, uma despensa desabastecida, uma violência doméstica cometida, um recém-nascido abandonado. Pequenas grandes mazelas.

Então entrava em ação: chamava um, chamava outro, cobrava antigos favores, pedia novos, recebia dinheiro de quem lhe devia e repassava para quem estivesse precisando, e a perder de vista, dava carões, espalhava conselhos, apontava caminhos, indicava obstáculos, aproximava pessoas, afastava outras, mandava fazer, mandava desmanchar…

E, assim, disfarçadamente, realizava um metódico, complexo e minucioso bordado social. Bordado do bem.

Dona Efigênia, há muito, descansa em paz e, se existe Céu, nos braços do Senhor.

Ao longo da vida me pego, de vez em quando, lembrando de alguma observação sua.

Paro, componho em minha mente o quadro de sua presença naquela sala de estar hoje silenciosa, sentada na sua cadeira de balanço, abro seu breviário, e me ponho a ler, e essa é a minha oração em louvor de sua memória.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Governo do RN

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Categoria(s): Crônica
sábado - 11/04/2020 - 23:56h

Pensando bem…

“”Aquilo que não é consequência de uma escolha não pode ser considerado como mérito ou fracasso.”

Milan Kundera

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sábado - 11/04/2020 - 20:04h
Perigo

Tibau e Mossoró lideram incidência de casos de Covid-19

No que se refere à incidência dos casos de Covid-19, o RN apresenta coeficiente de 8,1/por 100.000 habitantes. Está acima do coeficiente nacional (7,5/ por 100.000).

Esses números são decorrentes do mais recente levantamento sobre a expansão da doença no estado, conforme Boletim Epidemiológico do dia 8 último (quarta-feira), do Ministério da Saúde, publicado em 9 de abril (quinta-feira).

Em termos de Rio Grande do Norte, a situação mais preocupante é da região de Mossoró, com destaque para a cidade-praia de Tibau.

Foto mostra praia em Tibau, às 17h29 deste sábado (11), com movimentação de banhistas (Foto: cedida)

O município praiano de Tibau, que tem seus limites em parte com divisa do Ceará (Icapui), “é o que apresenta maior incidência (24,6/100.000) no RN”.

É seguido de perto por Mossoró (22,1/100.000) e São Gonçalo do Amarante (18,8/100.000), na Grande Natal.

Vale ser destacado, que Mossoró em números atualizados neste sábado pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP) e Secretaria Municipal de Saúde, aparece com 183 casos suspeitos, 65 confirmados, 51 descartados e 6 mortes pela Covid-19.

Mossoró é tem maior índice de óbitos, numa média de 2 por 100.000 habitantes, o que o coloca como um dos mais graves do país. Sua população estimada é de 297.378 habitante – segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Tibau

O pequeno município de Tibau tem 8 casos suspeitos, 4 descartados e um confirmado. Localizado a 42 quilômetros de Mossoró, Tibau possui 4.106 habitantes, segundo estimativa do IBGE, ano passado.

O Rio Grande do Norte, como um todo, com 289 casos confirmados, 2.881 suspeitos, 1.146 descartados e 14 óbitos (veja AQUI). As notificações atingem 140 dos 167 municípios do estado.

Ceará

Importante ser lembrado que o vizinho Ceará tem números expressivos de casos e óbitos, que parecem começar a ecoar no RN, exemplos de Mossoró e Tibau.

São 10.257 casos suspeitos, 1.668 casos confirmados do novo vírus, número de mortes aumentou e passou de 68 para 74.

Pelo menos 56 municípios têm casos de Covid-19.

Veja Boletim Epidemiológico mais recente, do RN, clicando AQUI.

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Categoria(s): Saúde
sábado - 11/04/2020 - 18:44h
Hoje

RN chega ao 14º óbito, confirmado, por Covid-19

Natal chega ao quarto óbito, oficial, por Covid-19. O anúncio é feito pela Secretaria Municipal de Saúde. É o 14º no Rio Grande do Norte. Antes, já existia confirmação de outras duas mortes – Apodi – veja AQUI e Mossoró -, ambas no dia passado (sexta-feira, 10).

O paciente de Natal é do sexo masculino, 30 anos, com comorbidade (obesidade). Estava internado no Hospital Giselda Trigueiro e foi preliminarmente atendido no último dia 7 (terça-feira) na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Potengi.

Mossoró

A Secretaria de Saúde da Prefeitura de Mossoró confirmou mais um caso de morte registrado em decorrência do novo coronavírus. Se trata de um óbito de um homem, de 59 anos, sem comorbidades, que faleceu no dia 07 de abril e estava em investigação.

O resultado do exame saiu ontem e foi divulgado neste sábado (11), pelo Boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP).

Atualmente Mossoró registra 183 casos suspeitos, 65 confirmados, 51 descartados e 6 mortes pela Covid-19.

No Boletim Epidemiológico do Estado divulgado hoje (veja AQUI), o resultado foi este, mas já defasado:

– 289 casos confirmados;

– 2.881 suspeitos;

– 1.146 descartados

– 13 óbitos.

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sábado - 11/04/2020 - 17:28h
Renascido

Curado da Covid-19, médico volta para casa como esperança

De volta. Outra vez em casa.

Recebido com manifestações de carinho expressas em mensagens escritas, postas à porta, por familiares e amigos, foi assim o retorno à sua residência, do médico geriatra Diogo Martine de Brito, 35, neste sábado (11).

À porta de sua residência, Diogo expõe cartaz que simboliza sua vitória e esperança de muitas pessoas (Foto: Web)

Desde o fim do mês passado que ele enfrentava infecção pela Covid-19, tendo sido internado e intubado na UTI do Hospital Wilson Rosado em Mossoró.

Na última quinta-feira (9), o geriatra mossoroense saiu da UTI para outra ala do hospital (veja AQUI) e hoje recebeu alta.

Curado dessa grave enfermidade que se transformou numa pandemia, ele deverá voltar à sua rotina de trabalho muito em breve.

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Categoria(s): Saúde
sábado - 11/04/2020 - 16:42h
RN

Empresário e pré-candidato a prefeito é morto a tiros

Neto: crime misterioso (Foto: Web)

Do Blog Fim da Linha e Blog Carlos Santos

O comerciante e pré-candidato a prefeito de Janduís (distante 105,5km de Mossoró e 300 para Natal), Neto Gonçalves (PSOL), foi assassinado a tiros à manhã deste sábado (11), em estrada carroçável no vizinho município de Campo Grande. Ele dirigia-se para uma propriedade rural que adquirira há pouco tempo – a Fazenda Estrela.

Segundo informações da Polícia Militar, o empresário Neto Gonçalves, mais conhecido como “Neto de Nilton,” ou “Netinho”, teria sido emboscado e morto a tiros por desconhecidos.

Não há informação mais segura – ou pelo menos de forma oficial – sobre motivação do crime, que até o momento tem sido um mistério, haja visto que a vítima era conhecido como pessoa sem problemas sociais e pessoais.

Política

Neto de Nilton era empresário do ramo da construção civil e era pré-candidato a prefeitura de Janduís pelo Psol, partido comandado na cidade pelo ex-prefeito Salomão Gurgel.

Seu corpo foi transportado para Mossoró, para ser necropsiado no Instituto Técnico e Científico de Perícia (ITEP).

Depois traremos maiores informações sobre o caso.

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Categoria(s): Política
  • San Valle Rodape GIF
sábado - 11/04/2020 - 16:04h
Fazenda Sequoia

Fagner faz “Live” em fazenda do Grupo Santa Clara em MG

O cantor e compositor cearense faz show solo denominado de “Live Fagner nas Gerais” nesta tarde, ao vivo (veja clicando no boxe abaixo), em redes sociais – Instagram e YouTube.

Ele segue uma tendência de vários artistas no país e mundo, nesse período de pandemia e confinamento social.

Fagner é hóspede e faz a apresentação na Fazenda Sequoia (conheça AQUI) do Grupo Três Corações/Santa Clara, em Argelândia, Minas Gerais.

O comandante-em-chefe dessa corporação empresarial nascida em São Miguel-RN, é o empresário Pedro Lima.

O artista e Lima são amigos de longas datas.

O show é uma produção da Fundação Raimundo Fagner e também objetiva arrecadar fundos para apoio a famílias carentes de Orós, no Ceará, cidade de origem do artista.

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Categoria(s): Cultura / Gerais
sábado - 11/04/2020 - 10:32h
Oficial

Vereador admite que testou positivo para a Covid-19

Do Blog Bruno Barreto

O vereador Flávio Tácito (PP) admitiu em conversa com o Blog do Barreto que testou positivo para covid-19. “Foi em março. Hoje estou bem”, garantiu.

Vereador Flávio Tácito admite ter contraído a doença, mas está bem e fará novos exames (Foto: Edilberto Barros)

O parlamentar disse que cumpriu quarentena e todos os protocolos previstos. “Segui a risca todas as orientações do meu médico”, frisou.

O vereador informou que segunda-feira fará novos exames para saber como se encontra o quadro de saúde dele.

A presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Izabel Montenegro (MDB), admitiu que dois vereadores estariam com covid-19 (veja AQUI).

Um deles é Flávio Tácito. O outro nome permanece sob sigilo.

Em Mossoró temos 63 casos confirmados da doença e cinco óbitos.

Outros 43 foram descartados.

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Categoria(s): Política / Saúde
  • Repet
sábado - 11/04/2020 - 09:40h
Realismo

Médica morre de Covid-19, depois de ironizar sua força letal

Lúcia Dantas faleceu nessa sexta-feira, em Iguatu-CE, gerando com seu óbito uma intensa polêmica

Lúcia não dimensionou o perigo (Foto: Facebook)

Um choque de realidade e dor, infelizmente muito triste, se abateu sobre a médica Lúcia de Fátima Dantas de Abrantes, 65, e sua família, nessa sexta-feira (10). Ela faleceu no final da manhã, em consequência da Covid-19, na UTI o Hospital São Camilo de Iguatu-CE, onde esteve internada por cerca de 15 dias.

Apesar de médica atuante no município, Lúcia Dantas ignorou a ameaça da pandemia e chegou a ironizar seus efeitos, com postagens nas redes sociais que desafiavam o perigo e convocavam outras pessoas ao mesmo duelo contra as evidências.

Ela foi a terceira vítima confirmada da Covid-19 em cinco casos oficiais da doença no município, levando o prefeito Ednaldo Lavor a decretar estado de calamidade pública.

Iguatu tem cerca de 100 mil habitante e está distante 370 quilômetros de Fortaleza.

Descrença

Lúcia Dantas, mesmo não sendo bolsonarista e até revelar admiração pelo ex-presidente Lula (PT), fez fileira à tese da “gripezinha” em postagens em seu Facebook, plantada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

No dia 12 de março, por exemplo, postou um banner sobre a declarada pandemia, com o seguinte texto: “Dia 15 de março o coronavírus vai invadir o Brasil. Venham todos para as ruas.”No dia 15 houve manifestações de bolsonaristas em defesa do fechamento do Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF), além de defesa de intervenção militar (veja AQUI e AQUI). O próprio presidente participou com aparição pública ao lado de simpatizantes, em Brasília.

No dia 16, no mesmo endereço próprio, Lúcia desdenhou outra vez do vírus e culpou a imprensa por suposto alarde, considerando que outras doenças eram bem piores: “Existem vírus muito mais potentes e que matam muito mais (H1N1 por exemplo) e ninguém está nem aí para eles. Por que será???”, escreveu.Após seu falecimento no dia passado, a família de Lúcia Dantas apressou-se em tentar salvaguardar sua imagem, devido a celeuma que o caso passou a ter, diante de um perigo iminente e que se mostrou letal.

Guerra ideológica e desrespeito

Uma guerra de discursos ideológicos e pregações depreciativas à morta inundaram as redes sociais. De outro lado, muitas vozes pediam respeito e manifestavam carinho por ela, independentemente de opiniões e postura que tiveram quanto ao coronavírus.

Ontem mesmo, amigos e familiares – como uma irmã e sobrinha – exaltaram em suas redes sociais que Lúcia teria personalidade “extrovertida”, tentando suavizar o que ela tinha divulgado sobre o novo vírus.

Ainda nessa sexta-feira, resolveram ser mais contundentes à negação dos fatos e à proteção da sua imagem: apagaram todas as postagens (inclusive as que reproduzimos aqui) da médica, em que ela revelava sua crítica às medidas restritivas em prevenção à pandemia, à imprensa e fazia pouco caso da Covid-19.

Nota do Blog – Que dona Lúcia Dantas descanse em paz. À sua morte, o mínimo que devemos, é reverência, independentemente de suas opiniões e preferências. Mas seu óbito, em si, é outro alerta para todos nós que estamos nessa bolha chamada Terra.

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Categoria(s): Saúde
sábado - 11/04/2020 - 08:22h
Pandemia

Experiência alemã mostra como é difícil guerra contra Covid-19

O jornalista Ricardo Senra, da equipe da BBC News Brasil, baseado em Londres, mostra como um dos países mais ricos do mundo, com uma estrutura de saúde invejável e alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), a Alemanha, está enfrentando a Covid-19.

A experiência alemã se baseia em quatro pontos fundamentais, descritos por Senra.

Os resultados preliminares no enfrentamento são bons, mas não significa que a doença está vencida e superada. Os alemães sabem que o pior está por vir e o tamanho do estrago depende só deles.

O relato do jornalista revela profundas diferenças com o que testemunhamos, por exemplo, no Brasil.

Outra guerra

Tem relação direta com perfil do próprio povo (disciplinado, consciente, austero) e a liderança de seu governo, comandado pela premier Angela Merkel.

A antecipação de medidas logo ao surgimento dos primeiros casos, até aqui tem sido um dos pontos cruciais nessa guerra que é vista por Merkel como o grande desafio da Nação pós-Segunda Guerra Mundial.

Nessa postagem, também colocamos um pronunciamento de Merkel, feito há poucas semanas (20 de março), em que fala dos problemas e da necessidade de superação. As dificuldades estavam apenas começando.

Um país destruído por duas guerras mundias na primeira metade do século passado, obrigado a assumir enorme sacrifícios de reparações a vencedores dos conflitos, dividido em dois durante décadas e reunificado no fim dos anos 80, tem muito a nos ensinar.

Óbitos

Mesmo com todos os esforços, a nação unida e grande volume de recursos, a Alemanha tem hoje 2.736 óbitos, 65.522 registros da doença e 53.913 recuperados.

Acompanhe por esse visualizador (clique AQUI) atualizado, como está a pandemia em todo e qualquer país do mundo.

Às 8h18 deste sábado (11), o mundo contabiliza 103.502 óbitos (6.05% dos registros), com 1.225.017 de casos ativos382.053 (22,33%) recuperações.

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Categoria(s): Política / Saúde
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