segunda-feira - 06/04/2020 - 15:50h
Entrevista

Governo reforça necessidade de isolamento social

Em entrevista coletiva à imprensa, o Governo do Estado atualizou as ações que estão em andamento no Rio Grande do Norte para o combate ao novo Coronavírus (Covid-19). Na Escola de Governo nesta segunda-feria (6), os secretários de Estado Cipriano Maia (Saúde/Sesap), Fernando Mineiro (Gestão de Metas e Projetos/Segepro) e o controlador Geral Pedro Lopes (Control) falaram das iniciativas nas áreas da saúde, economia e assistência social, reforçando ainda a importância do isolamento e distanciamento social.

Cipriano voltou a defender confinamento social como medida de reforço contra Covid-19 (Foto: Elisa Elsie)

De acordo com Cipriano Maia, está prevista para esta terça-feira (7) a divulgação do cenário de contaminação no Rio Grande do Norte, que explicará a gravidade da situação no Estado. Além disso, o secretário lembrou que o edital de chamamento público para contratação de instituição filantrópica, organização social ou sociedades empresariais hospitalares e de saúde em geral, para gestão do hospital de campanha, está em andamento.

Ele também destacou a necessidade de as pessoas ficarem em casa expondo as informações do boletim epidemiológico da Covid-19 no RN.

“Hoje temos 246 casos confirmados em 22 municípios. Já foram realizados mais de três mil testes. Precisamos da ajuda da população para conter a contaminação comunitária, é necessário o compromisso das pessoas reforçando as medidas de isolamento social, higiene e o respeito às medidas adotadas e indicadas pelo Governo”, disse.

Com informações do Governo do RN.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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segunda-feira - 06/04/2020 - 15:20h
Opinião

Somos a humanidade?

Por François Silvestre

Essa é uma questão que levantei há tempos. Se nós somos mesmo a humanidade, decorrente da evolução dos nossos ancestrais primatas. Que viemos daí não há dúvida, pois qualquer outra tese levará à explicação criativa pelo sopapo. Faça-se isso e isso está feito. De tão infantil, não trato disso.

Nos últimos cinquenta anos nós evoluímos em tecnologia mais do que nos últimos quinhentos anos. E num compasso dialético nós regredimos em convívio com a Natureza, maltratando-a, nos últimos cinquenta anos mais do que nos últimos cinco séculos.

Essa conta a Natureza cobra.

Quando Edward Jenner, no Século Dezoito, observou na ordenha das vacas, que as mulheres acometidas das mesmas feridas que matavam pessoa na cidade, ao contato com a varíola bovina, imunizavam-se da peste urbana, nascia a vacina, de vacum, vaca.

Era original a descoberta de Jenner? Para o Ocidente, sim. Porém, os chineses há dois séculos antes já haviam descoberto a vacina.

Contra a mesma doença. O que faziam? Trituravam a casca da ferida seca de um doente e sopravam, num canudo, o pó dessa trituração no nariz de um sadio.

Ele estava imunizado.

Mas essa não é a discussão a que me proponho. Repito a pergunta: Somos a humanidade? Cumprimos o papel evolutivo que sacrificou a existência dos nossos ancestrais? Posto que desapareceram para dar lugar a nós. Não somos descendentes dos macacos existentes, descendemos de parentes deles que deixaram de existir para que ocupássemos seus lugares na Terra.

Para a evolução darwiniana, tudo aconteceu num processo natural de adaptação, superação e sobrevivência. Para o conhecimento deísta não fanático, da escola do Pe. Teilhard de Chardin, no seu fantástico Fenômeno Humano, foi assim que aconteceu, evolutivamente, sob a arbitragem de Deus.

A pergunta é: Somos a humanidade? Qualquer delas. A dos deuses gregos, moradores do Olimpo?; dos deuses caldaicos, quando a deusa Istar, do amor, ameaçou Anur, deus do tempo, de suspender por um segundo a sinfonia do erotismo universal?. De Tupã, nosso pobre deus dos Tupis?. A humanidade dos loucos, dos sábios, dos santos, dos gananciosos?

Não. Não somos ainda a humanidade. E nem sabemos se daremos a ela a chance de existir. Nós, pré-humanos, estamos de marcha batida para evitar o nascimento da humanidade que anseia por nascer. Infectamos diariamente o nosso útero. Diferentemente do que fizeram nossos ancestrais, sacrificados para que nascêssemos.

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  • Repet
segunda-feira - 06/04/2020 - 14:26h
Municípios

Deputados vão analisar 18 decretos de calamidade

Apreciação será de forma (virtual) online (Foto: AL)

Na primeira sessão plenária por Sistema de Deliberação Remota (SRD), que irá acontecer nesta terça-feira (7), em horário regimental pela manhã, os deputados potiguares vão apreciar 18 Projetos de Decretos Legislativos de calamidade pública. Todos alegam temores com o coronavírus.

“A nova ferramenta vai facilitar o trabalho dos legisladores no período de pandemia do novo Coronavírus que tem como efeito o isolamento social.

O sistema permitirá continuidade do trabalho dos parlamentares do Rio Grande do Norte, sem prejuízo ao poder público”, explicou o presidente da Assembleia Legislativa do RN, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB).

Municípios

Os municípios que enviaram a documentação para apreciação por meio eletrônico são: Apodi, Serra Caiada, Ceará Mirim, Extremoz, São Rafael, Pau dos Ferros, Santa Cruz, Serra do Mel, Doutor Severiano, São José do Campestre, Monte das Gameleiras, Umarizal, Baía Formosa, Afonso Bezerra, Barcelona, Santana do Matos, Campo Redondo e Lagoa de Pedras.

Nota do Blog – Em pleno ano eleitoral essa franquia precisa ser acompanhada de perto pelo Ministério Público Eleitoral (MPE-RN). Já é possível se verificar atalhos para contratações e outras facilidades sob a égide da excepcionalidade. Até à semana passada eram dez municípios querendo “calamidade pública”.

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Categoria(s): Política
segunda-feira - 06/04/2020 - 13:30h
Covid-19

Governo faz orientação em estradas da região Oeste

Teve inicio nessa manhã (segunda-feira, 6), a segunda fase da ação preventiva “Todos Juntos no enfrentamento à disseminação da COVID-19”. Propõe-se à orientação e educação aos passageiros e motoristas nas rodovias estaduais e intermunicipais da região Oeste e alto Oeste do RN.

Barreiras contam com participação de vários órgãos numa região muito delicada (Foto: redes sociais)

Essa  iniciativa é coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP), em conjunto com as Regionais  de Saúde, secretarias municipais de Saúde, Comando da Polícia Rodoviária Estadual (CPRE), Defesa Civil Estadual, Defesa Civil dos municípios e Cruz Vermelha.

A ação faz parte do Plano de Resposta Intersetorial de Enfrentamento à Disseminação da COVID-19, contido no Plano de Contingência do Governo do Estado do RN, informa nota oficial.

Apoio

Nessa fase do trabalho ainda há apoio da Universidade do Estado do RN (UERN), Instituto Federal do RN (IFRN), Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA), Secretaria de Estado da Educação e Cultura (SEEC), Departamento Estadual de Trânsito e Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do RN (IDIARN).

Parte de municípios da região é limítrofe de municípios cearenses, onde está se expandindo de forma expressiva a Covid-19 (veja AQUI).

Leia também: Ceará deve ser o primeiro estado a atingir pico de infecção.

Nota do Blog – O Governo do RN precisa implantar uma operação especial com barreiras sanitárias diferenciadas na divisa com o Ceará. Expectativa é de que o cume do coronavírus no estado ocorra por volta do dia 25 deste mês.

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Categoria(s): Saúde
  • Repet
segunda-feira - 06/04/2020 - 10:48h
Virtual

O sono profundo do parlamento em plena pandemia

A cidade não parou e as necessidades da população não estão de quarentena em Mossoró.

Áreas rural e urbana precisam da intermediação de suas demandas pela Câmara Municipal.

Existe muito a ser feito, questionado, proposto e fiscalizado pelos vereadores.

E há meios. A Internet e aplicativos que se ambientam nela dão vida a parlamentos e outros grupos de trabalho, públicos ou não, por todo o mundo.

Nem só formação de nominata e outros interesses político-eleitorais devem mover os parlamentares locais.

Esse poder, que muitos consideram dispensável (não é o que pensamos), pode se tornar realmente virtual – quase inexistente – em plena pandemia e depois dela.

Os eleitores vão se lembrar.

Ah, se vão! Se vão, vão!

P.S – 19h34Nota de Esclarecimento da Câmara Municipal de Mossoró

O expediente presencial está suspenso e feito por teletrabalho, tendo em vista a gravidade da pandemia do novo coronavírus no Brasil e no mundo, conforme recomendações do Ministério da Saúde e a existência de vereadores e servidores da Casa com suspeita de Covid-19.

Entretanto, o Legislativo Municipal está engajado contra a doença. Vereadores (a) propõem medidas, muitas já adotadas pelo Poder Público, estão engajados em campanhas e em outros trabalhos, como a inspeção da Comissão de Saúde à UPA do bairro Belo Horizonte, sexta-feira (3).

A Casa está preparada para sessões virtuais, assim que for demanda. É que as ações do Município, até agora, não necessitaram de aval do Legislativo, segundo a Lei Orgânica de Mossoró, ao contrário de Natal e do Rio Grande do Norte, onde os Parlamentos já precisaram deliberar matérias.

Portanto, a suspensão do expediente interno e presencial não significa que o Legislativo esteja alheio à pandemia. Pelo contrário. Os (a) vereadores (a) têm feito o que lhes cabem e continuarão a atuar em defesa da população mossoroense nesse momento crítico e em todas as situações.

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Categoria(s): Política
segunda-feira - 06/04/2020 - 08:12h
Apelo

Fique em casa

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Categoria(s): Gerais / Saúde
  • Repet
segunda-feira - 06/04/2020 - 07:48h
Pandemia

Humanidade sairá pior

Vejo várias teorias, umas com base espiritual, outras que engendram argumentos filosóficos, mas nenhuma me convence que sairemos melhores desse ataque do novo vírus.

Sairemos pior, porque em plena pandemia já estamos péssimos.

O ser humano teima em não dar certo.

Leia também: Nós, os egoístas.

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog
segunda-feira - 06/04/2020 - 06:52h
Vaidade e poder

Mandetta debocha de Bolsonaro após ameaça de exoneração

Poucas horas após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) mandar recado a integrantes de seu governo que “viraram estrelas”, o ministro da Saúde – Luiz Henrique Mandetta – reagiu às palavras do chefe.

Bolsonaro mandou recado ameaçador; Mandetta, sonolento, desdenhou (Reprodução BCS)

Procurado pelo jornal O Estado de São Paulo para se pronunciar sobre a ameaça do presidente, que prometeu que “a hora D não chegou ainda não; a hora deles vai chegar”, Mandetta foi irônico:

“Eu estava dormindo (…) Não vi nada. Amanhã eu vejo, tá?”

Ex-deputado federal sul-matogrossense, médico ortopedista e atual ministro da Saúde, Mandetta tem gerado desconforto ao presidente, que defende política de enfrentamento à Covid-19 diferente do adotado por ele.

Leia também: Bolsonaro manda recado para ministros que “viraram estrelas”;

Leia também: Inimigo eu.

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Categoria(s): Política
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segunda-feira - 06/04/2020 - 05:38h
Covid-19

A ameaça do vizinho cearense

Ceará pipocando de casos de coronavírus.

Divisas com o RN sem barreiras, sem orientações e ainda temos levas populacionais que ignoram recomendações mínimas à não proliferação do Covid-19.

São 26 óbitos e 824 registros por lá, além de quase 4 mil suspeitas.

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Categoria(s): Saúde
domingo - 05/04/2020 - 23:58h

Pensando bem…

“Só quem já se modificou pode mudar os outros”.

Soren Kierkegaard

 

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domingo - 05/04/2020 - 21:28h
Covid-19

Pandemia tem menor número de mortos desde março

Jornalista residente na Itália, onde atua profissionalmente, Thaís Cunha faz um balanço da pandemia do coronavírus no país, um dos mais atingidos no mundo.Segundo ela, os números cederam mais. Mesmo assim, já chegaram a 15.887 óbitos desde 19 de março.

Estados Unidos

Nos Estados Unidos, onde tem ocorrido um sério crescimento da pandemia, em 24 horas houve registro de mais 18.906 caos, com 9.441 mortos.

Brasil

No Brasil, neste domingo, dados oficiais apontaram até o fim da tarde, o total de 486 óbitos. São 11.311 casos oficiais em todo o país.

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Categoria(s): Saúde
domingo - 05/04/2020 - 21:14h
Sesap

Em 48h RN registra 66 novos casos de Covid-19

O Rio Grande do Norte está com 242 casos confirmados da Covid-19. Os dados foram divulgados neste domingo (5) pela Secretaria de Estado a Saúde Pública (SESAP).São 2.354 casos suspeitos, 675 descartados e 7 óbitos confirmados – Mossoró (3), Natal (2), Taipu (1) e Tenente Ananias (1).

O mais recente é deste domingo, da médica Maria Altamira, de 71 anos, que esteve em viagem aos Estados Unidos – segundo detalhou o Blog do BG.

Ontem (sábado, 04), eram 215 casos confirmados e seis óbitos (veja AQUI). Em 24 horas, os dados mostram mais 27 pessoas infectadas com o novo vírus.

Em 48 horas houve aumento de 66 registros.

Amanhã, a Sesap apresentará boletim atualizado sobre a pandemia no RN.

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Categoria(s): Saúde
  • Repet
domingo - 05/04/2020 - 20:22h
Caneta cheia

Bolsonaro manda recado para ministros que “viraram estrelas”

Do UOL e Blog Carlos Santos

Sem citar nomes, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse neste domingo (5) que algo subiu à cabeça de alguns integrantes de seu governo que “viraram estrelas”. E não escondeu a ameaça: “A hora deles vai chegar”, pois não tem medo de usar a “caneta “.

Suas declarações foi para um grupo de cerca de 20 religiosos que se aglomeraram e se reuniram com o presidente em frente ao Palácio da Alvorada em Brasília.

Segundo o presidente, que não citou nomes, esses auxiliares “estão se achando demais”. Acrescentou que eles “falam pelos cotovelos, tem provocações”. E acrescentou: “A hora D não chegou ainda não. A Hora deles vai chegar.”

O recado parece ter endereço certo pelo menos em relação a um ministro: Luiz Henrique Mandetta, da Saúde, com quem Bolsonaro já andou divergindo várias vezes de público, em relação à forma de conduzir a política de combate à expansão do coronavírus.

Até disse que faltava ao ministro um pouco de “humildade”.

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Categoria(s): Política
domingo - 05/04/2020 - 19:56h
Jair

Inimigo eu

Resumindo:

Jair Bolsonaro é mais competente como adversário do próprio governo do que como presidente.

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  • Repet
domingo - 05/04/2020 - 10:22h
'Outro patamar'

Partido esconde pré-candidatos para escapar de assédio

Cerco do grupo da prefeita Rosalba procurava reforço para montar "esteira" a seus vereadores

Com o fechamento entre sexta-feira (3) e sábado (4) do ciclo de filiações partidárias, conforme calendário da Justiça Eleitoral, os subterrâneos e intramuros da política de Mossoró testemunharam situações que se repetem ano após ano de disputa pelo voto: a caçada sem limites por ‘adesões voluntárias’ ou forçadas à composição de chapas e apoios políticos.

DC filia ex-vereador Vingt-un Neto saído do PL (Foto: cedida)

Neste ano, a história se repetiu com episódios que não surpreendem quem conhece e vive a política local há muitos anos.

O partido Democracia Cristã (DC), por exemplo, precisou literalmente esconder vários de seus integrantes e pré-candidatos num sítio na zona rural da cidade. Esperou passar o prazo de filiações (encerrado às 23h59 minutos de sábado) para desmobilizar a operação.

“Esteira”

O grupo da prefeita Rosalba Ciarlini (PP) fez investida obsessiva. Tentava completar nominata com pelo menos quatro a cinco nomes de potencial de votos, que fariam “esteira” no Partido Progressista, onde aboletou mais sete atuais vereadores (já tinha um – veja AQUI).

Outros partidos como o Solidariedade, Patriota 51, PSD e Democratas também tiveram que se mobilizar, tentando impedir a subtração de quadros.

O assédio do governismo também ocorreu através de outros braços partidários, como o mais recente: Partido Liberal (PL). Ainda existiram escassas baixas, mas entre vivos e feridos escaparam praticamente todos.

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Categoria(s): Política
domingo - 05/04/2020 - 09:38h
Nesse sábado

Padre potiguar falece vítima da Covid-19

Diocese registra o óbito (Reprodução)

Do Portal Luís Gomes, RN Politica em Dia e Blog Carlos Santos

O padre Roberto Carlos Vieira Nunes,  54, nascido em Luís Gomes-RN,  faleceu nesse sábado (4) em Recife (PE). Ele foi vítima da Covid-19.

Muito alegre, comunicativo e prestativo ao extremo, o religioso deixa uma lacuna entre os amigos e a comunidade católica de Luís Gomes-RN. Ainda este ano, esteve em sua terra natal, para visitar os pais, e rever amigos e outros familiares. Inclusive, na missa do domingo, (23 de fevereiro), em pleno período de carnaval, padre Roberto foi o celebrante.

Em julho do ano passado, assumiu a Paróquia de São Vicente de Paulo, na cidade pernambucana de Vitória de Santo Antão.

Ex-aluno do Colégio Diocesano Santa Luzia (CDSL) em Mossoró, padre Roberto tem seu nome lembrado neste domingo (5) pela Diocese de Mossoró em registro que é feito em redes sociais.

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Categoria(s): Gerais
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domingo - 05/04/2020 - 09:04h
Natal

Hospital de Campanha será montado, garante TAC

O Governo do Estado recebeu o apoio dos Ministérios Públicos do RN (MPRN) e Ministério Público Federal (MPF) para ampliar o universo de possíveis concorrentes para a construção do Hospital de Campanha em Natal, antes restrito a Instituições Filantrópicas e Organizações Sociais para atendimento a pessoas acometidas pelo novo coronavírus, causador da Covid-19.Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado entre o Ministério Público do Rio Grande do Norte, o Ministério Público Federal e a Procuradoria Geral do Estado do Rio Grande do Norte permite que a chamada pública para contratação do construtor da referida unidade, inclua também na concorrência, sociedades empresariais hospitalares e de saúde em geral.

No TAC, o MPRN e o MPF aprovam o ajustamento no chamamento público para a contratação do Hospital de Campanha em caráter emergencial em razão da pandemia do novo coronavírus, sob Decreto Estadual nº 29.542, de 20 de março de 2020, que regulamenta a compra direta de bens, medicamentos, insumos, leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e serviços a serem empregados pelo Sistema de Saúde Pública do Rio Grande do Norte na prevenção ao contágio e combate ao novo coronavírus.

Leitos

O Governo do RN, por meio da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP), publicou o chamamento público para construção de Hospital de Campanha, em caráter de emergência, em razão da previsão de aumento exponencial dos casos de Covid-19.

O complexo de saúde a ser erguido na Arena das Dunas terá 100 leitos (sendo 53 de UTI adulto, 45 leitos de retaguarda clínica e 2 de isolamento) a serem utilizados exclusivamente para fins de tratamento de pacientes contaminados com o novo coronavírus.

Nota do Blog – Excelente decisão. Essa página alertou para impropriedades do edital, apontando inclusive incongruências absurdas de seu texto (veja AQUI). A urgência-urgentíssima enseja agilização desse processo, com acompanhamento natural e por dever do MPRN e MPF.

Mas paralelamente, não é descabido se manter discussão sobre questão alegada pelo Sindicato dos Médicos do RN (SINMED/RN), apontando existência de 130 leitos na Grande Natal, que seriam ignorados pelo  governo. O Tribunal de Justiça do RN (TJRN) negou mandado de segurança com pedido de liminar que pedia suspensão de projeto do Hospital de Campanha em Natal.

Outro ponto: Hospital de Campanha para Mossoró, já cobrado insistentemente por essa página setores médicos e deputado estadual Allyson Bezerra (veja AQUI). O interior do RN também é RN.

Leia também: Hospital da PM, ocioso, pode ser usado contra Covid-19.

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Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público / Saúde
domingo - 05/04/2020 - 08:44h

A teimosia em tempos de Covid-19

Por Odemirton Filho

O meu pai anda entediado e chateado. Diz que depois de idoso os filhos querem mandar em sua vida e lhe dizer quando poderá sair de casa.

A sua rotina, segundo me disse, é ficar vendo a TV, lendo, aguando as plantas, limpando a casa do cachorro e, de vez em quando, acessando a internet, uma vez que não é afeito às redes sociais.

Para ele, esse isolamento social é um verdadeiro tormento. Minha mãe não o deixa quieto. Sempre pedindo de forma “carinhosa” para que faça algum serviço doméstico.Reclama, ainda, que ao ver o noticiário não sabe em quem confiar. Há opiniões contraditórias sobre o distanciamento social, se deverá observar o isolamento vertical ou o horizontal.

A saída de casa, às vezes, é para ir à padaria comprar pão. Até a feira é por delivery, veja só.

Segundo ele, ainda tem o noticiário diário batendo na mesma tecla: ficar em casa, usar máscara, lavar bem as mãos e usar álcool gel 70, enfim, o que todos devemos fazer para impedir a disseminação do coronavírus.

Como começou a trabalhar ainda criança, ajudando na mercearia de Pedro Pereira da Costa que no ficava mercado central de Mossoró, acha que deixar de trabalhar é um exagero.

O pior não é ficar em casa, o pior é ter que aguentar a sua mãe chamando constantemente para reclamar ou mandar fazer algo. Nessa idade ficar levando “batido”!

Tento convencê-lo, por telefone, que o isolamento social é imprescindível, conforme os especialistas.

Seja qual for o isolamento social indicado, como ele faz parte do grupo de risco, com isso mais vulnerável à Covid-19, é recomendável que permaneça em sua residência.

Apesar de continuar a reclamar, entende a gravidade da situação e, por enquanto, encontra-se sem “arredar” o pé de casa.

Ô velho teimoso.

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

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Categoria(s): Crônica
  • Repet
domingo - 05/04/2020 - 08:08h
Indústria do RN

Facções têxteis vão produzir máscaras contra o Covid-19

O Governo do Estado, em articulação da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SEDEC), vai garantir a proteção da população potiguar fornecendo máscaras para reduzir a disseminação do vírus Covid-19.

Em reunião realizada por meio de videoconferência nesta sexta-feira (3), o secretário Jaime Calado (Sedec) conversou com o diretor industrial da Guararapes, Jairo Amorim, com o diretor industrial da Hering, Marcelo Toledo, e representantes do setor produtivo do estado para viabilizar a produção e distribuição de 7 milhões de itens para uso exclusivo da população.

Facções têxteis podem ser diferenciais (Foto: TN)

Para dar conta do volume de produção, serão acionadas as 78 oficinas de costura que fazem parte do programa Pró-sertão. Cada oficina poderá produzir 8.400 peças por dia.

Para o povo

Diferente do modelo N95 de TNT, utilizadas por profissionais da saúde, as máscaras produzidas pelas oficinas serão feitas de malha, seguindo orientações do próprio Ministério da Saúde e serão destinadas à população em geral.

O objetivo é dar maior agilidade na produção e o melhor aproveitamento de materiais disponíveis no mercado que podem ser destinados a pessoas que não trabalham no setor.

Com informações do Governo do RN.

Nota do Blog – O governo estadual esquece de citar, em seu comunicado oficial, que o deputado estadual Francisco do PT levantou essa ideia e provocou poder público e empresariado ao aproveitamento da estrutura das facções têxteis no RN (veja AQUI). Se ele não questiona a omissão, por reservas políticas, paciência. Mas nós o fazemos.

Parece ser regra geral, independentemente da ideologia: os executivos adoram discursar pedindo união e apoio, mas detestam ideias, sugestões, cobranças e alertas que contribuam ao interesse público, quando não são manifestações suas.

Sejamos justos com aliados e adversários, por favor. Não se trata de propaganda, mas de justiça. É só. Por enquanto.

Leia também: Salvo conduto para incompetência e má-fé.

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Categoria(s): Economia / Política / Saúde
domingo - 05/04/2020 - 07:30h

O dom de narrar

Por Honório de Medeiros

“Naquelas noites, no Sertão, a escuridão tomava conta do Sítio onde, à luz do lampião, no terreiro, meu Compadre – eu, menino, o tratava assim, e ele assim me tratava – reunia, no seu entorno, a família e os amigos, para ouvirem as estórias que faziam parte da antiga tradição oral dos nossos antepassados sertanejos, acompanhadas de uma xícara de café quente, coado na hora, e bolachas pretas.

Às vezes havia lua e o mar de prata criava imagens fantasmagóricas nos arbustos lá fora, confins da luz; ao vê-las, instintivamente nos aproximávamos um pouco mais do círculo dos adultos, e somente relaxávamos quando a gargalhada do meu Compadre pontuava suas estórias. Até então, ele tinha nos deixado, a todos, em permanente suspense, por um tempo aparentemente sem fim.

Foto: Gustavo Bettini

Decerto, nunca mais pude fugir de um compromisso alegando uma mentira inocente sem recordá-lo, e a um desses “causos” que ele nos contou. Dizia respeito a alguém do seu conhecimento, “parente distante”, que para fugir de uma obrigação social, jurou, por intermédio de um bilhete, estar em casa, de repouso, por motivo de doença.

Ao voltar de um forró onde se esbaldou a noite inteira, em outra localidade, mal apeou do cavalo escutou choro e lamentações, e seu pressentimento foi confirmado pelos fatos – ela, sua esposa, jazia, muito doente, nos braços das filhas.

Exposto assim parece pouco, quase nada, mas somente sabe acerca da magia sobrenatural daquelas noites quem as viveu no Sertão, à luz bruxuleante do lampião, céu estrelado, ouvindo, de quando em vez, dentre outros, o canto sinistro dos rasga-mortalhas.

Eram estórias de amores; assombrações; gestas; valentias; honras; ódios entre famílias; cangaceiros; botijas, descobertas por intermédio de sonhos que precisaram de uma sabedoria centenária para serem interpretados corretamente; raptos consensuais ou não; caçadas às onças, nas quais somente a habilidade espantosa do caçador o fez escapar com vida; pescarias milagrosas; recuperações da saúde através de feitiços, poções ou orações de benzedeiras e curandeiros; vidências, estórias de maus-olhados e mandingas; secas e invernadas desmedidas; justiças divinas a corrigirem desmandos humanos; feitos com armas; aventuras de parentes e amigos nas terras desconhecidas da Amazônia, para a qual tantos tinham ido e não mais voltado; estórias dos segredos da Serra das Almas, onde foram encontradas as ossadas de vários homens ao lado de espadas, escudos, elmos, pepitas de ouro e outros apetrechos do tempo em que o Brasil era recém-nascido; e tantas outras…

Na forma arrastada com a qual meu Compadre as contava havia uma magia que prendia nossa atenção, uma sabedoria antiga da qual ele era herdeiro e na qual era mestre; havia alguém que cultivara a tradição, o dom de contar um “causo”, uma cadência hipnótica na voz, uma lógica precisa para o encadear das frases engastadas com palavras que o mestre Luís da Câmara Cascudo não hesitaria em classificar como egressas do puro português colonial, e que os folgados das cidades grandes alcunhariam de “matutês”, por pura ignorância.

O desfecho sempre apresentava uma lição de vida e, não raro, belas conclusões a externar uma apropriada observação acerca da natureza dos homens e seu destino de desprezar o caminho certo, a senda justa, a trilha verdadeira na vida, em troca das facilidades enganosas que o diabo apresentava, enquanto armadilhas, para a perdição da alma dos incautos.

Meu Compadre não era somente um contador de estórias sem igual e um dos últimos herdeiros daquela raça de titãs que colonizou o Sertão, alguém dotado de arguta percepção a respeito dos homens e das coisas, a quem eu escutava embevecido; também era uma fonte inspiradora para mim, a principal delas quando penso na cultura sertaneja, como se tudo quanto eu lesse acerca do tema precisasse ser confrontado com a memória de sua existência, para, em mim, adquirir a necessária credibilidade.

Ele também era um poeta, em um certo sentido muito próprio, alguém com o dom de dizer belamente, em momentos especiais, com tiradas de brilho incomum, algo que nunca brotaria, com facilidade, dos nossos corações e mentes. Dele escutei, certa vez, quando falávamos da morte, rompendo um seu mutismo inabitual, que “a morte, para quem fica, é uma saudade sem esperanças”.

Acaso alguém poderia ser mais preciso e poético ao descrever esse sentimento? De outra, referindo-se aos caminhos e descaminhos de um amigo comum, saiu-me com essa, aludindo à eterna vitória da esperança sobre a razão: “compadre, quem nos puxa mesmo é a mão da ilusão…”

Passaram-se os anos, muitos, desde então, e o pó do tempo escondeu impiedosamente muitas lembranças minhas dos tempos de menino. Algumas, entretanto, sobreviveram. Vez por outra, por exemplo, eu me lembro daquelas noites no Sertão, e fico imaginando o quanto meu Compadre gostaria de escutar esta minha história (ou estória), acerca do seu dom de narrador. Não por vaidade – nunca conheci ninguém tão simples, mas pelo inusitado, para ele, da recordação.

Pois se ele, quando se foi, há muito tempo, imaginasse que um dia alguém iria lembrar daquelas noites no terreiro de sua casa, no Sítio, Encanto, beiradas da Serra das Almas, Sertão profundo, à luz das estrelas, da lua, e de uma fogueira bruxuleante, daria uma grande risada com aquele jeito manso e ficaria muito satisfeito.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e Governo do RN

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Categoria(s): Crônica
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domingo - 05/04/2020 - 06:42h

Sobre canções e histórias de conversão

Por Marcos Araújo

Nesses tempos de albergamento involuntário, a leitura, a música e a oração servem para alimento do espírito e auxílio à manutenção da sanidade. Aproveitando o início da semana santa, pensei em escrever associando canção com conversão. E nada melhor do que começar com “Amazing Grace”, a canção mais conhecida da língua inglesa e uma das mais executadas no mundo, tendo sido interpretada por centenas de artistas, entre eles Aretha Franklin, Ray Charles, Johnny Cash, Willie Nelson e Elvis Presley.

São mais de 12 milhões de execuções por ano.

O autor dela é John Newton, um inglês traficante de escravos do século XVIII (1725-1807).  Era do seu ofício sequestrar negros de tribos da costa Africana para trabalho nas ricas propriedades dos anglo-saxões. Em 1748, quando retornava de uma de suas viagens, o navio foi pego em uma tempestade horrenda na costa da Irlanda e quase afundou.

Newton implorou a Deus e a carga miraculosamente se deslocou para preencher um buraco no casco do navio, salvando-se com sua tripulação. Em face deste quase naufrágio, o escravagista ateu se converte em um cristão fervoroso.

De sua conversão, nasce a composição “Amazing Grace” (Graça maravilhosa). Uma curiosidade: a letra tem autoria, a melodia não. Para os biógrafos com formação musical, a melodia se assemelha ao canto de lamento dos escravos africanos. Outro detalhe: no piano, a canção fica melhor executada apenas com as cinco teclas pretas.

Um dado histórico relevante próprio da contradição humana na biografia de John Newton: um homem branco, a princípio ateu, compõe uma canção de fé que vai se tornar símbolo do movimento espiritualista dos negros anglo-americanos. E mais: é dele, um ex-escravagista, a publicação de um panfleto chamado “Thoughts Upon the Slave Trade” (Pensamentos sobre o comércio de escravos), descrevendo as condições horríveis dos navios negreiros, tratado que irá influenciar decisivamente o movimento abolicionista na Inglaterra.

A canção de John Newton nos diz muito sobre o tempo atual.  Desesperado, diante de uma aparente morte inevitável, Deus foi a sua esperança: “O Senhor prometeu algo bom para mim / Sua palavra me deu esperança garantida / Ele será meu escudo e minha porção / Enquanto a vida durar” (No original, “The Lord has promised good to me / His Word my hope secures / He will my shield and portion be / As long as life endures”).

O ateu escravagista, de trato e vida selvagem, acostumado ao domínio e submissão pela força, diante do imprevisto submete-se à ação da graça da fé. Diz ele que “Foi a graça que ensinou meu coração a temer / E a graça aliviou meus medos / Como preciosa aquela graça apareceu / A hora em que eu acreditei”. (na língua de origem,  “Twas grace that taught my heart to fear
/ And grace my fears relieved / How precious did that grace appear / The hour I first believed
).

Outra canção–poema de conhecimento mundial é o Cântico das criaturas (em italiano: Cantico delle creature), também conhecido como Cântico do Irmão Sol (Cantico di Frate Sole), composta por Francisco de Assis, no ano de 1224.

Dizem os biógrafos que São Francisco teria composto o cântico enquanto se recuperava de uma doença em San Damiano, em uma pequena cabana construída para ele por Clara de Assis e outras mulheres pertencentes à sua ordem. De acordo com a tradição, ela teria sido cantada pela primeira vez por São Francisco e pelos irmãos Angelo e Leo, dois de seus companheiros originais, no leito de morte de Francisco, com o verso final que louva a “Irmã Morte” acrescentado apenas alguns minutos antes do padecimento do Santo.

A história de São Francisco é muito conhecida. Desde a sua juventude irrequieta e mundana à conversão radical, quando se volta para uma vida religiosa de completa pobreza.  Um dia do outono de 1205, enquanto rezava na igrejinha de São Damião, ouviu a imagem de Cristo lhe dizer: “Francisco, restaura minha casa decadente”.  O chamado, ainda pouco claro para São Francisco, foi tomado no sentido literal e o santo vendeu as mercadorias da loja do pai para restaurar a igrejinha. A venda das mercadorias enfureceu o pai de São Francisco, que indignado procura o Bispo e envia carta ao Papa Inocêncio III, deserdando o filho.

São Francisco mendigava para comer. De certa feita, ao ler a Bíblia, deteve-se na passagem do envio dos apóstolos pelo Cristo, e diante do exemplo da total pobreza e precariedade dos enviados, exclamou extasiado: “Ser missionário de Cristo também é cuidar dos pobres e dos doentes, é isso que eu quero, é isso que procuro, é isso que eu desejo de todo o coração”.

O Papa Bento XVI veio a exclamar em uma de suas exortações apostólicas: “O que é a vida de São Francisco, convertido, senão um grande ato de amor?”.

John Newton e São Francisco têm em comum a conversão e a beleza de suas canções. Há um elo entre as letras de “Amazing Grace” e “Cantico delle criature”: a convicção e a esperança em Deus, que tudo fez e tudo criou.  Nos dois,  houve uma mudança radical de vida para uma entrega total ao Cristo, “nossa paz”, o próprio princípio do cosmos, pois “nEle tudo foi feito”, como dito por São Francisco em sua carta de despedida.

Voltando-se para o presente, que lições essa pandemia trará para a humanidade? Como responder aos grandes questionamentos do momento: por que sofremos? Quem viverá? Por que alguns morrerão? Quem serão os escolhidos a viver ou a morrer? De onde vem o mau?  São tantas as perguntas atuais que brotam no coração do homem/mulher…

Uma coisa eu sei: nada mais será como antes! Existem coisas acontecendo e mudando o mundo. Auspícios de “conversões” são noticiadas. Bancos têm doado dinheiro para campanhas sanitárias e estendido prazos de pagamento para seus devedores. O dinheiro deixou de importar.

O ser humano voltou a ser o centro das atenções, e não mais as tecnologias. No mundo do Direito, ambiente em que reina o agnosticismo e o pedantismo, cujo símbolo tirânico de Justiça é uma Deusa com uma espada numa mão e uma balança na outra, ainda por cima vendada, dando a entender que os seus “golpes” podem ser errôneos e dados às cegas, tem sobrado exemplos de solidariedade, humildade e compreensão.

Juízes, promotores e Advogados da geração dos positivistas, seguidores extremistas de Kelsen, manipuladores de Códigos e invictos na sabença repetitiva de dispositivos da lei, estão se “convertendo”, pois descobriram – tardiamente – que a Lei não traz solução para tudo.

A exemplo da embarcação de John Newton, o Direito entrou numa crise paradoxal, sendo uma nau que vaga tormentosamente entre dois escolhos: o rochedo do exagero do legalismo e o banco de areia do moderantismo epistemológico.

Para não afundar, terá que adotar o escolho epistemológico Kantiano-Cristão para fixar sua nau.

Nas suas canções, John Newton e São Francisco responderam aos questionamentos da sociedade de suas épocas de uma só maneira: confiem em Deus (Lord), nosso Senhor, criador de todas as coisas e de todas as criaturas!  A confiança n´Ele garante a plenitude do viver.  Seja na terra ou no céu.  Aliás, como dizia o poeta grego Plauto, “morrer é apenas mudar de casa, fica o corpo e se muda a alma”.

Está se iniciando a Semana Santa, momento propício para um encontro pessoal com o Cristo Ressuscitado, que também passou pela cruz. Que esse encontro gere uma conversão e dela uma missão.

Ao fim, quando a “tempestade” passar, poderemos saber que lições desse tempo a humanidade colherá. Quem viver verá!

Feliz Semana Santa a todos. Que possamos neste período ressuscitar com o Cristo!

Marcos Araújo é professor e advogado

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Categoria(s): Artigo
domingo - 05/04/2020 - 04:42h

A “metrópole” do livro “no metro” e seus valores fúteis

Por Carlos Santos

Como são estúpidos os parâmetros que o grosso da sociedade mossoroense tem adotado, para dimensionar sua ascensão social. Tudo baseado na superficialidade e babaquice do “parece ter”.

Estamos medindo esse novo status nos prédios que sobem, nos milhares de carros que invadem ruas, avenidas e ocupam até calçadas. Naqueles que muitas vezes para subir, precisam descer aos subterrâneos.

Ontem, eu tive mais um testemunho do atraso e da distância em que nos encontramos, da inversão de valores e confusão em que nos metemos, em nome do hipotético progresso.

Fuçando livros em um sebo, seu proprietário me fez um relato que fica entre o bizarro e o jocoso. Vamos a ele.Há algum tempo, esse sebista foi procurado por uma “nova rica”, interessada em comprar “um metro de livro”. Isso mesmo. Não era um título específico, coleção ou tomo de encadernamento especial. Tinha que ser no metro, sim.

Explico, reproduzindo o que ouvi: a deslumbrada precisava preencher um espaço em estante desenhada por sua arquiteta, sendo recomendada a colocar livros com a mesma dimensão estética. O espaço disponível pro “enfeite”? Um metro. Um metro de livros simetricamente alinhados.

Mossoró, até o início do século passado, vivia a influência europeia do movimento conhecido como “art nouveau” – daí nascendo até a corruptela de sua área de prostituição, transformada em “Alto do Louvor”, décadas depois.

Era uma cidade com requintes em roupas, moveis, arquitetura, mas também na cultura, desde o teatro ao hábito da leitura e música. Tínhamos cerca de 100 pianos. E as moças bem educadas tocavam. Eles não serviam apenas de ornamento na decoração.

Falar francês era normal para os jovens de ótima extração. Muitos eram poliglotas. Os janotas transitavam sempre impecáveis e ser rico, em verdade, era transformar dinheiro em bem-estar e referência de conteúdo.

Hoje testemunhamos a “Metrópole do Futuro” exultante com seu “crescimento” baseado em carrões pra exibição, TV de LCD e home theater na sala do apartamento, gente mal-educada saracoteando ao som de “lapada na rachada” e enchendo  sacolas com bugigangas de grife.

Os que se salvam dessa manada são tratados como estranhos e afetados, ou seja, anormais.

Portanto não é por acaso que da atividade produtiva à política, estejamos “dominados” pela ignorância que mesmo rica, não reluz.  É opaca ou furta-cor, mas certamente abobalhada e fútil.

Empobrecemos, em verdade, porque na ânsia de ser diferente, a grande maioria é apenas mais um nessa multidão pasteurizada, uniforme, feita em escala industrial: modelo standart. Faz da aparência a sua essência, da borra cosmética a sua alma.

Acredita que Paris é “a cidade luz” por ser muito iluminada; toma Old Parr com Coca-cola, mas preferia um legítimo “Odete”, por ser mais barato.

A propósito, bota uma bicada de Serra Limpa aí, amigo. O sertão é aqui.

* Texto originalmente publicado no dia 10 de Novembro de 2010.

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