ConstruÃdas com a promessa de que ajudariam a conter o avanço do crime organizado no sistema prisional, as quatro penitenciárias federais do paÃs não conseguem manter o tÃtulo de estabelecimentos de segurança máxima.
A vulnerabilidade das unidades preocupa até mesmo o Ministério da Justiça, responsável pela administração das instalações federais. O governo teme que esses presÃdios — em Catanduvas (PR), Porto Velho (RO), Mossoró (RN) e Campo Grande (MS) — sejam alvo de ações ousadas para libertar presos de altÃssima periculosidade.
O principal exemplo do risco presente nessas unidades é o presÃdio de Mossoró — onde justamente se encontra hoje um dos presos de mais alta periculosidade no paÃs, o traficante Fernandinho Beira-Mar.
Mossoró está sob risco de interdição, por problemas — apontados em relatório do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), vinculado ao Ministério da Justiça —, como rachaduras e uso de material de baixa qualidade na obra.
A própria transferência de Beira-Mar para Mossoró já havia também demonstrado a vulnerabilidade de outras penitenciárias federais — localizadas em regiões de fronteira.
Este ano, o ministério deixou de transferi-lo da unidade de Catanduvas, onde o mais famoso dos detentos sob sua custódia esteve preso até o inÃcio de fevereiro, para o presÃdio de Porto Velho. O motivo foi a avaliação de que, em Rondônia, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), antigas aliadas do traficante, pudessem invadir o território brasileiro para soltá-lo.
O mesmo argumento de risco de uma operação para resgatar Beira-Mar serviu para retirá-lo de Catanduvas e enviá-lo para a penitenciária de Mossoró.
No Paraná, a PolÃcia Federal temia uma ação de grupos ligados ao narcotráfico, que atuam no vizinho Paraguai.
Das quatro unidades federais, três estão em região de fronteira com paÃses da América do Sul.
Jornal O Globo.























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