Um grupo de entidades ligadas à atividade agropecuária e de laticínios no Rio Grande do Norte está preocupada com a continuidade do Programa do Leite. Teme seu fim.
Em nota divulgada hoje, a Federação da Agricultura e Pecuária do RN, Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados do RN, Sindicato dos Produtores de Leite, Carnes e Derivados do RN e Associação Norte-riograndense de Criadores revela sua apreensão.
O atraso no pagamento, já na terceira quinzena, causa abalo considerável na economia do campo, com reflexos também nas cidades.
Veja abaixo o teor da nota, na íntegra:
O Programa de Distribuição de Leite do Rio Grande do Norte, iniciado em 1995, exemplo e pioneiro no Brasil, está diante daquela que pode ser considerada a maior ameaça à sua continuidade: o atraso do pagamento.
Beneficiando, direta e indiretamente, mais de 500 mil pessoas no campo e nas cidades, a cadeia produtiva do leite tem se revelado um dos pilares do desenvolvimento do Estado.
Nos últimos anos, estimulado pelo programa, foram criadas indústrias de laticínios que abastecem diariamente o programa do leite com a distribuição de 155 mil litros.
O atraso no pagamento, já na terceira quinzena, chegando a R$ 9 milhões, coloca em risco toda a cadeia do leite e, especialmente, o atendimento à população mais carente, além de deixar de circular recursos na economia de pequenos municípios.
Os resultados mais concretos são a fixação do homem do campo, a redução da mortalidade infantil e uma série de outros benefícios, que agora estão ameaçados.
Diante dessa realidade, as entidades que subscrevem esta nota apelam para o bom senso do Executivo e do Legislativo, para a liberação dos recursos o mais breve possível, garantindo a continuidade do programa.
Vale destacar que o período seco é uma agravante neste quadro difícil, atingindo o pequeno produtor – que tem como única fonte de renda a produção de leite.
Natal, 31 de maio de 2010.
Nota do Blog – Outra vez a politicalha emperra a vida do Rio Grande do Norte.
Deputados que até bem pouco tempo eram aliados do governo, na Assembleia Legislativa, freiam alterações orçamentárias, comprometendo programas como o do Leite.
Num país sério, de povo consciente, a força da sociedade bateria à porta desses poderes com a força que efetivamente o cidadão tem individual e coletivamente.
Pobre RN.
Prezado Carlos , o que é pior é que o ministério público quer a todo custo impedir a venda do leite natural.
A bancada da oposição, liderada por Robinson/Rosalba está ATRAVANCANDO o progresso do RN, deixando-o à mercê de suas vaidades,dos seus ressentimentos, e do temor de que a realização de obras estruturantes por parte do governador IBERÊ, alavancará ainda mais sua já conhecida performance administrativa. Lamentáveis interesses político-eleitoreiros dos DEMOS. O Povo vai dar a resposta no dia 03 de Outubro, repudiando esse Deputado Robinson e seus colegas do atraso.