Estaca zero. Nada avançou na reunião de ontem à noite em Natal, entre o governador Iberê Ferreira (PSB), deputados federais Henrique Alves (PMDB) e João Maia (PR).
Indiscutível que os três líderes mantêm consenso em torno de apoio à postulação de Iberê ao governo, além de reforço à base do presidente Lula. Entretanto, não arranjaram meios para que a aliança não cause muitos estragos na disputa proporcional e à própria chapa majoritária.
Em entrevista hoje à FM 95 (Natal), no Jornal da Manhã, João Maia falou o básico sobre a conversa. O diálogo tratou de ocupação de espaços no governo e da arrumação dos partidos aliados à campanha.
Uma aliança na proporcional entre PMDB, PR e o PV é vista como "interessante" pelo três. Assim, não haveria composição na majoritária, seguindo um contorcionismo imposto pelas amarras da legislação interpretada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O deputado afirmou que nada será feito visando tão-somento a aspiração pessoal ou de um partido. Tentam enxergar o todo, pois do contrário o prejuízo pode ser disseminado adiante, nas urnas.
O "xis" da questão, assinalou o deputado do PR, é a postulação de Henrique Alves que precisa de uma coligação que ajude no suporte à sua 11ª eleição à Câmara Federal. Para isso, ter o PR e o PV com ele passou a ser fundamental. “Não podemos deixar Henrique em uma situação difícil”, disse João.
O PV da prefeita Micarla de Sousa (PV) é hoje o grande entrave à aliança. Nâo quer servir de "esteira", ofertando meios à reeleição de Henrique e de João, sem o mínimo de expectativa de ganho. A princípio, o vereador em Natal e pré-candidato a deputado federal, Paulo Wagner (PV), é o nome do partido à disputa.























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