Governador pela terceira vez (depois senador e ministro da República), o ex- desembargador pernambucano Ferreira Chaves é cobrado quanto à segurança pública. O malfeitor "Cachorro da Moléstia" fazia misérias no interior do RN.
Austero e de perfil autoritário, Ferreira exige sua prisão.
Dias depois, em Goianinha, o celerado é agarrado. De imediato, mensagem telegráfica avisa ao governador o feito da gloriosa polÃcia. Faltava apenas a chegada de um carro – algo raro à época – para transporte de Cachorro da Moléstia à capital.
Nesse Ãnterim, a escolta para o prisioneiro termina se distraindo, o que enseja sua fuga. Enquanto o sargento de plantão saÃa para almoçar, o soldado escapulia para "obrar". O suficiente para o marginal sumir.
Em pânico, o sargento recorre ao mais "letrado" policial da guarnição, para tentar produzir uma mensagem que pudesse aplacar a fúria natural do governador. Inspirado, o cabo respira fundo, olha seu entorno com ar de superioridade intelectual e disserta o texto:
"ExcelentÃssimo governador Ferreira Chaves, enquanto o soldado cagava e o sargento comia, Cachorro da Moléstia fugia…" (…).























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