domingo - 15/02/2026 - 08:00h

Sobre o cotidiano

Por Odemirton Filho

A retratada em pose com o autor da crônica (Foto: Marcos Ferreira)

A querida “Juju”, cria do escritor Marcos Ferreira, já foi retratada por ele em crônicas diversas (Foto: Marcos Ferreira)

Entregar aos webleitores um bom texto, por vezes, torna-se uma difícil missão, hercúlea, diga-se. Até o nosso competente cronista, contista, romancista e poeta, Marcos Ferreira, padece da falta de inspiração, vez ou outra, como já confidenciou. Sei que me faltam o conhecimento jurídico do professor Marcos Araújo, a bagagem histórica do advogado Bruno Ernesto, os textos reflexivos do escritor Honório de Medeiros e a sensibilidade literária do Procurador da República, Marcelo Alves. Sem esquecer do editor deste Blog, exímio jornalista e cronista.

Desse modo, eu escrevo sobre o cotidiano e, de vez em quando, resgato fatos do passado. Escrevo sobre o que parece banal, o simples da vida. Às vezes, quando estou andando pelas ruas, vejo algo que me chama atenção, inspirando-me, a exemplo de um voo de um pássaro, como faziam as andorinhas da Igreja de São Vicente, ou um homem que caminha, apressado, rumo ao seu destino, como se não tivesse tempo a perder.

Por falar nisso, ao parar em um posto de combustível, lá em Areia Branca, terra do saudoso cronista José Nicodemos, pedi um pouco de chá ao frentista. Ele me olhou e disse: “você sabe trabalhar o tempo, né”? Confesso que fiquei espantado com a afirmação. Creio que ele quis dizer que eu não perdia tempo, pois eu estava esperando pra abastecer o carro, conferindo os mandados judiciais a serem cumpridos e tomando chá num pequeno copo descartável.

Eu gosto de escrever sobre o cotidiano, sobre sentimentos, sobre o passado. Na verdade, ao escrever neste Blog cada colaborador deixa um pouco de si. Desnudamos nossa alma, entregamos textos que refletem um pouco de nós, o que somos e pensamos.

Enfim, “o professor Antônio Cândido definiu o cronista como um cão vira-lata, livre farejador do cotidiano, e a crônica como a vida aos rés do chão, pela sua busca ao comum. Exige-se estilo, graça, uma voz própria e todos os demais adereços inerentes à insustentável leveza de ser crônica”. (prefácio do livro Um século em cem crônicas, por Joaquim Ferreira dos Santos).

Odemirton Filho é colaborador do Blog Carlos Santos

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Categoria(s): Crônica

Comentários

  1. Marcos Ferreira diz:

    Fraterno amigo Odemirton Filho,
    Estamos lisonjeados (eu e Juju) por fazer parte de sua bem-sucedida crônica de hoje. Uma honra, meu caro. Sua habilidade e sensibilidade com as tintas da escrita literária cantam e encantam estes domingos do BCS – Blog Carlos Santos. Muito obrigado pela referência a mim e a Juju. Um bom final de semana para você e sua família, muita saúde e paz.
    Abraços.

    • Odemirton Filho diz:

      Marcos Ferreira, meu dileto. Você merece todas as honras por sua inestimável contribuição a nossa literatura. Sou grato por privar de sua amizade. Obrigado pelas palavras.
      Um forte abraço.

  2. Bernadete Lino diz:

    O cotidiano nos propicia reflexões lindas; pra isso precisa sensibilidade. Muitos passam e não apreciam aquilo que nos encantou. Gosto de pessoas sensíveis, empáticas, generosas. Aquelas que se permitem parar o que estão fazendo pra dar atenção a alguém que está precisando. Não estar indiferente ao entorno. Gostei de você falar sobre nosso amigo Marcos Ferreira. Foi lindo e delicado! Tenho aprendido muito com vocês!

  3. Marcos Pinto. diz:

    Os Cães são e sempre serão os mais leais amigos da raça humana.

  4. Marcos Pinto. diz:

    Sou mais uma Cadela quadrúpede do que uma Bipede que rincha. Essa é de lascar.

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