domingo - 02/04/2023 - 19:24h
Racha

Rompimento entre prefeito e vice vira rotina em municípios

Do Blog Toni Martins

No maior colégio eleitoral do Vale, Assu assistiu recentemente o rompimento entre o prefeito Gustavo Soares, que administra a cidade desde 2017, e a vice Fabielle Bezerra (PSDB), que ao contrário do início da atual gestão, agora são adversários políticos e estarão em lados opostos na eleição municipal de 2024.

Gustavo venceu eleições por apenas cinco votos, ao lado de Fabielle (Foto: reprodução)

Gustavo já tinha escanteado vice anterior e faz o mesmo com Fabielle (Foto: reprodução)

Seguindo orientações de seus gurus, Dr. Gustavo Soares (sem partido) repetiu o que fez com Sandra Alves (MDB), que era vice-prefeita e no mês de abril de 2019 levou um “chega pra lá”. Ela foi substituída na chapa em 2020 por Fabielle, que agora levou um “canto de carroceria”. Com o afastamento, Fabielle já se coloca como pré-candidata.

A situação, no entanto, não é exclusiva da cidade dos poetas. Outros municípios da região têm, neste ano pré-eleitoral, um cenário de rompimento político entre prefeito e vice.

Em Pendências, o descumprimento de acordos firmados ou divergências políticas, levaram a vice-prefeita Francivani Batista da Silva (MDB), a Preta, a pular fora do barco do prefeito Flaudivan Martins (MDB). Dizem que sua palavra é um risco na água. Num cumpre nem promessa a santo.

Em Pendências, prefeito Flaudivan e vice Preta estão em lados opostos (Fotomontagem: BTM)

Em Pendências, prefeito Flaudivan e vice Preta estão em lados opostos (Fotomontagem: BTM)

Em Porto do Mangue o rompimento foi mais traumático. A batalha no tapetão provocou um entra e sai na prefeitura, o que resultou na instabilidade governamental.

Prefeito eleito e cassado Sael Melo (MDB) e Francisco Faustino (PROS), vem se revezando no cargo desde 2021. Hoje os dois são adversários ferrenhos.

Sael Melo foi eleito, mas briga política e judicial já levou Faustino, o vice, à sua cadeira (Foto: campanha)

Sael Melo foi eleito, mas briga política e judicial já levou Faustino, o vice, à sua cadeira (Foto: campanha)

Estopim 

Destacamos esses três casos, embora em outras situações o rompimento entre prefeito e vice não se materializou ainda. Porém, podem acontecer caso o fogo de monturo não seja contido. O estopim já foi aceso.

Incógnita 

Os impactos dessas rupturas serão medidas nas próximas eleições. A depender da força política do vice, a ida dele para a oposição pode tornar difícil a efetivação dos planos traçados pelo prefeito.

Em tempo

Nosso blog está acompanhando as movimentações e analisará o resultado dos “rachas” entre prefeito e vice nos municípios da região, um ingrediente a mais no caldeirão politico, que começa a ferver com proximidade da disputa eleitoral de 2024.

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Categoria(s): Política
domingo - 13/02/2022 - 07:26h

João, o missivista

Por Marcelo Alves

O rei João da Inglaterra (1166-1216) restou conhecido na história pelo apelido – depreciativo, por sinal – de João Sem-Terra. Paciência. Dizem haver merecido.

João era natural da bela e erudita Oxford e o filho mais novo do rei Henrique II (1133-1189) e da rainha Leonor da Aquitânia (1122-1204). Assim, de logo, tinha poucas expectativas de herdar grandes possessões de terra. Entretanto, tornou-se o filho favorito do pai por ficar ao lado deste nas rebeliões encetadas pelos irmãos mais velhos.Carta Magna - manuscrito na Inglaterra

Destes, Guilherme, Henrique e Godofredo morreram jovens. Foi seu irmão Ricardo (1157-1199), o Ricardo Coração de Leão, que virou rei em 1189. João conspirou sem sucesso contra o rei do “coração de fera” quando este estava na Terceira Cruzada.

Com a morte do rei Ricardo, em 1199, João finalmente assume o trono. Mas João perdeu muitas terras, localizadas sobretudo na Normandia francesa e arredores, para o rei Filipe II de França (1165-1223), dito (elogiosamente) Filipe Augusto. Isso, claro, fortaleceu em demasia a dinastia dos Capetos de França e, por sua vez, enfraqueceu bastante o Império Angevino ou Plantageneta inglês. João mereceu o infame codinome.

De toda sorte, a fama de João Sem-Terra, uma moderada boa fama in casu, reside também em sua participação em um momento estelar do direito e da ciência política como um todo: a assinatura da Magna Carta (também chamada de Magna Carta Libertatum ou Grande Carta das Liberdades), em 1215.

Originalmente escrita em latim e conhecida, no Brasil e mesmo no mundo de língua inglesa, pelo seu nome latino, a Magna Carta é sem dúvida um dos textos/documentos mais importantes da história do direito e, por que não dizer, da Humanidade. Segundo conferi certa vez na British Library, não há evidências de que apenas um único original da Magna Carta tenha sido produzido e oficialmente firmado em 1215 e, dos muitos “originais” da Grande Carta produzidos à época (sendo guardados em lugares supostamente seguros, como catedrais, abadias etc.), apenas quatro sobreviveram, achando-se dois desses no museu da maravilhosa Biblioteca Britânica.

Os outros dois exemplares estão nas cidades inglesas de Salibury e Lincoln.

A Magna Carta, é verdade, teve como inspiração e modelo a anterior Charter of Liberties, de 1100, na qual o rei Henrique I (1068-1135) voluntariamente reconheceu que seus poderes estavam limitados pela lei. Mas, quando falamos da Magna Carta, nos referimos, precisamente, ao documento de 1215, que foi várias vezes emendado nos anos subsequentes (1216, 1217, 1225 e por aí vai), por diferentes monarcas, sendo a versão de 1297, eventualmente, a que restou assentada nos livros pertinentes à legislação da Inglaterra e do País de Gales.

Na época, a Magna Carta foi uma solução prática para um contexto em que o rei inglês estava em conflito com a Igreja e com boa parte dos barões do Reino e enfraquecido pelas desastrosas campanhas militares no que hoje é a França. Por pressão dos barões, a Carta exigiu do rei João Sem-Terra (que teve sempre sua legitimidade ao trono inglês contestada pela forma como a ele ascendeu após a morte do rei Ricardo Coração de Leão) e, por consequência, dos monarcas subsequentes que respeitassem certos direitos e procedimentos legais, deixando claro que a vontade do monarca não era absoluta, estando sujeita ao direito.

Diz-se, por exemplo, estar na Magna Carta a origem do instituto do habeas corpus. Ela, pelo menos implicitamente, garante a expedição dessa ordem para o caso de prisão ilegal. Entretanto, não resta dúvida de que a Grande Carta foi um dos primeiros passos dados no caminho que levou ao surgimento do constitucionalismo moderno, sobretudo nos países de língua inglesa, como a Inglaterra e os Estados Unidos, bastando lembrar sua repercussão no Bill of Rights americano e na Declaração Universal dos Direitos do Homem.

Alguns de seus artigos e parte da introdução, inclusive, ainda estão tecnicamente em vigor no contemporâneo direito inglês.

O tal João, embora “sem-terra”, foi um grande missivista.

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República e doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL

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Categoria(s): Crônica
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sexta-feira - 15/02/2019 - 17:30h
Aventura

Serra de João do Vale terá Primeira Eco Trilha este mês

Com cerca de 770m de altitude, acesso por estrada de terra, trilhas com terreno acidentado, paisagem nativa e belos mirantes naturais em seu platô, a serra de João do Vale  localizada entre os municípios de Jucurutu e Triunfo Potiguar vem se consolidando como uns dos cenários mais atrativos para os praticantes dos esportes radicais  na categoria  Off Road.

Evento valoriza aventura e natureza numa região de beleza exuberante no Rio Grande do Norte (Foto: divulgação)

No próximo dia 24 de fevereiro, jipeiros, ciclistas e motociclistas do Rio Grande do Norte e Paraíba participarão da 1ª Eco Trilha da Serra João Vale. É o primeiro evento do ano  dessa natureza que abre o calendário de atividades esportivas na serra.

Serão 50 km de estrada de chão, num percurso que passará por 05 comunidades no alto da serra e que contempla os principais pontos turísticos da localidade como os mirantes, a gruta da caverna e a torre.

O evento tem inciativa de pessoas da própria comunidade que apostam no crescimento do turismo local.  De acordo com um dos  organizadores, o empresário Janúncio Tavares, a serra de João do Vale sedia há 12 anos o desafio Off Road exclusivo para jipeiros. Mas nesta ocasião o desafio está aberto também para motos e bicicletas.

As inscrições para a 1ª Eco Trilha Serra Joao do Vale seguem até o dia 20  de Fevereiro e podem ser feitas pelos contatos (84) 998079-02/ 9704-0459.

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Categoria(s): Gerais
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