quarta-feira - 25/08/2021 - 08:22h
Operação Lectus

Investigação apura desvio de verba Covid-19; servidores são afastados

Também existem mandados de busca e apreensão para Natal, Mossoró, João Pessoa e Bayeux

A Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria Geral da União (CGU), deflagrou nesta manhã (25/08), a Operação Lectus, destinada a apurar fraudes em dispensas de licitações, peculato, corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro.

Equipes da Polícia Federal e CGU atuam na operação no RN (Foto: cedida)

Equipes da Polícia Federal e CGU atuam na operação no RN (Foto: cedida)

Cerca de 50 policiais federais, além de auditores da Controladoria Geral da União estão cumprindo 10 mandados de busca e apreensão nos municípios de Natal/RN, Mossoró /RN, João Pessoa/PB e Bayeux/PB, além de duas medidas cautelares de afastamento do cargo público, ordens expedidas pela 14ª Vara Federal – Seção Judiciária do Rio Grande do Norte.

A operação decorre de inquérito policial instaurado em setembro de 2020, com base em auditoria da CGU, que identificou direcionamento da contratação de empresa para fornecimento de leitos de UTI para o Hospital Cel. Pedro Germano, ausência de capacidade técnica e operacional da empresa contratada e indícios de desvios.

Com a investigação policial, que também contou com a participação da Receita Federal, foi demonstrada a existência de uma associação criminosa que direcionou duas contratações de leitos de UTI, no Hospital Cel. Pedro Germano e no Hospital João Machado. O objetivo seria o desvio de recursos públicos federais destinados ao tratamento da Covid-19 que foram repassados ao estado do Rio Grande do Norte.

Pagamentos

Com essa finalidade, teriam ocorrido direcionamento dos termos de referência das dispensas, pressão indevida pelo pagamento em favor da contratada – a despeito do não cumprimento dos termos pactuados e da prestação de serviço deficiente. Dessa forma, acabou sendo colocada em risco a vida de pacientes internados.

Parte do grupo atuou infiltrada na própria Secretaria de Saúde do Estado do Rio Grande do Norte (SESAP/RN), razão pela qual a Justiça Federal determinou o afastamento de duas pessoas de seus cargos nessa pasta.

Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, por fraudes nas duas dispensas de licitação, peculato, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro e, se condenados, poderão cumprir penas superiores a 10 anos de reclusão.

Sobre o nome da operação, trata-se de referência ao objeto da investigação, leito (lectus em latim) de hospital.

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Categoria(s): Administração Pública / Saúde / Segurança Pública/Polícia
sexta-feira - 23/06/2017 - 19:05h
Delação premiada

Ex-secretário envolvido com Henrique Alves será solto

Do Blog do FM e Blog Carlos Santos

Foi sob forte pressão de familiares e sentindo-se abandonado pelos amigos que o empresário Fred Queiroz decidiu fazer um acordo de delação premiada com o Ministério Público federal, iniciativa esta que  já vinha sendo trabalhada pelo advogado Eduardo Nobre, seu defensor. Queiroz, que está enfrentando sérias dificuldades de ordem financeira, poderá ser solto a qualquer momento do quartel da Polícia Militar onde se encontra detido.

Fred e Érika: estresse

O juiz Eduardo Guimarães, da  14a Vara da Justiça Federal, revogou a prisão preventiva do acusado por não haver mais motivos para mantê-lo preso. A delação ainda será homologada.

A informação de que Fred Queiroz resolveu fazer um acordo de delação surpreendeu até mesmo as pessoas mais próximas de sua família, já que o assunto vinha sendo tratado sob o máximo sigilo.

Desde o início da semana em curso, a esposa de Fred Queiroz, Érica Nesi, tornou-se inacessível até mesmo para os amigos mais próximos, que sequer conseguiam contatá-la por telefone.

Operação Manus

Érica vem se mantendo reservada,  e vivendo sob forte impacto emocional em decorrência da prisão de seu marido.

Quando a Operação Manus foi deflagrada no último dia 6 de junho, Fred – então secretário de Obras da Prefeitura do Natal – foi preso (veja AQUI) ao lado da sua mulher (Erika Nesi) e do filho (Mateus Nesi). Mas ela e filho obtiveram liberdade rápida.

Esta semana, o Ministério Público Federal (MPF/RN) formalizou denúncia (veja AQUI) contra os envolvidos na Operação Manus, que investiga desvio de milhões de recursos públicos para utilização em campanhas eleitorais e outros fins.

Fred e sua empresa Prátika Locações aparecem em relevo na denúncia do MPF. Sua ligação umbilical com o ex-ministro e ex-deputado federal Henrique Alves (PMDB) – um dos principais denunciados – poderá ser uma bomba de efeito devastador.

Henrique Alves continua preso em instalações da Polícia Militar do RN, em Natal.

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Categoria(s): Política
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