Os que lembram seus mortos no dia 2 de novembro, o que costumam fazer com eles nos outros 364 dias de cada ano?
Meus mortos continuam vivos. Não são mortos-vivos, na expressão da palavra.
Eles são vivos porque não morrem. Mesmo que eu quisesse, não poderia me dissociar da imagem de cada um.
Por isso, minha aversão ao culto – num só dia – à pessoa que gostamos, quando temos todo o tempo do mundo para não deixá-la morrer jamais.
Jamais!






















