terça-feira - 12/09/2017 - 15:27h
Blog da Chris

Beto Rosado defende reforma trabalhista, mas admite temor

Do Blog da Chris

Filho do ex-deputado Betinho Rosado e Mary Simone, formado em Agronomia, Beto Rosado (PP) está em seu primeiro mandato de deputado federal. Ele aceitou o convite e hoje é o entrevistado do quadro “6eis Perguntas”, no Blog da Chris.

Beto: sabe que seu voto pesará no avaliação do eleitor, mas acha natural a situação (Foto: Arquivo)

Sobre o delicado assunto da reforma trabalhista, ele justificou sua posição a favor do projeto:

Blog da Chris – Sobre a Reforma Trabalhista, ela não recebe críticas apenas dos sindicatos, mas também de órgãos da Justiça do Trabalho e grande parte da população ficou contra essa reforma. O senhor em algum momento temeu pela desaprovação popular, por alguma rejeição ao seu nome, por um eventual insucesso eleitoral como consequência do voto a favor e defesa dessa Reforma?

Beto Rosado – A reforma trabalhista foi um grande avanço. Hoje temos 13 milhões de desempregados sonhando por uma oportunidade de trabalho que virá através da flexibilização que criamos. Sindicatos são importantes sim e eles defendem o coletivo. Porém eles têm que compreender esse delicado momento que vivemos e defender coletivamente não apenas o trabalhador empregado mas também aquele que está perdendo o emprego por excesso de regras e penalidades.

A justiça do trabalho já reclama das relações do trabalhador com o empregador, pela nova lei muitos acordos não precisarão passar pela justiça. Obviamente temo pela rejeição de qualquer ação do meu mandato. O tempo dirá sobre decisões acertadas ou não. Democracia é o eleitor poder escolher a continuidade ou não do trabalho do político.

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Categoria(s): Política
segunda-feira - 07/08/2017 - 17:54h
Glauber Alves

Juiz eleitoral diz que cidadão deve negar voto a maus políticos

Entrevistado da semana na página Blog da Chris, de Christianne Alves, na série “6eis Perguntas”, o juiz federal, doutor e mestre em Direito Processual Civil, mossoroense Francisco Glauber Pessoa Alves, diz que o papel de defesa da lisura dos processos eleitorais deve ser de todos.

Em sua avaliação, o cidadão deve também agir de modo proativo, negando voto aos maus políticos, fiscalizando, denunciando. Ele, há poucos dias, tomou posse como juiz eleitoral no âmbito do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), representando a Justiça Federal.

Glauber: lisura eleitoral (Foto: Web)

Blog da Chris – O que falta à Justiça Eleitoral em seu papel de cuidar da organização do processo eleitoral e legitimar resultados das urnas, quando constantemente vemos aberrações entre prestação de contas de campanha e a realidade de gastos?

Glauber Alves – A luta contra a o abuso e o desvio nas campanhas é constante.  E o conhecimento de como os maus candidatos se valem disso está em progressivo crescimento.  Sistemas de dados cruzados com diversos órgãos públicos foram feitos e servidores estão em permanente aperfeiçoamento.  Procedimentos foram desenvolvidos e testados. A própria legislação se renova, buscando evitar tais males.  Além disso, há a fiscalização por parte dos demais candidatos e partidos, bem como pelo Ministério Público Eleitoral.

A chave é o conhecimento de como se dão as prestações de conta ilícitas e a utilização dessa informação para evitar que a Justiça Eleitoral avalize essas posturas indevidas.  Não há segredo: é trabalho e antecipação! Porém, não é só da Justiça Eleitoral o trabalho de zelar pela lisura do processo: é de toda a sociedade, denunciando as ilegalidades e negando voto aos maus candidatos. Quanto menos ouvimos falar da Justiça Eleitoral nas eleições, mais elas transcorreram tão dentro da normalidade quanto possível.

Veja entrevista na íntegra clicando AQUI.

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Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público
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segunda-feira - 31/07/2017 - 08:50h
Blog Carlos Santos

“Os Rosado chegaram ao seu limite, mas não ao seu fim”

Junção dos Rosado revelou uma necessidade (Foto: arquivo)

Do Blog da Chris

O quadro “6eis Perguntas” continua. Hoje, conversamos com o jornalista e blogueiro Carlos Santos, do Blog Carlos Santos.

Carlos, na entrevista fala sobre a administração Rosalba Ciarlini (PP): “O quadro atual é incomum, mas a prefeita adota um modelo de governo baseado numa época distante, de muitas facilidades, insistindo em medidas cosméticas, propaganda e ações previsíveis”; da relação imprensa com a administração municipal:” Nada muda porque a própria imprensa em sua maioria não cuida de sua imagem”; e futuro da família Rosado: “A prioridade em 2018 é sobrevivência, ou sobrevida. Isso é normal”.

Veja abaixo um pequeno trecho desse bate-papo:

Blog da Chris – Em Mossoró, como o senhor vislumbra o futuro político da família Rosado e esses nomes “novos” que começaram a surgir?

Carlos Santos – A junção de Rosado-Rosado em 2016 foi um sinalizador de esgotamento da fórmula. Isso se desenha há tempos, até porque a família praticamente não tem mais peças de reposição com forte apelo popular, engenhosidade política e poder de articulação. Parece ter chegado ao seu limite, mas não ao seu fim político, que fique claro. A prioridade em 2018 é sobrevivência, ou sobrevida. Isso é normal. As oligarquias são por natureza um atraso, como o próprio Platão as definia há mais de 2 mil e 400 anos em Atenas, em “A República”. É um poder para poucos e de poucos. Mas a simples substituição de um Rosado por um Oliveira, Santos, Silveira, Couto, Moreira, Freire, Dias etc., não significa que mudaremos de conceito na política e na gestão da urbe. Nas eleições municipais de Mossoró em 2016, a maioria dos eleitores não votou nos Rosado. Rosalba foi eleita pela minoria, mas ninguém na oposição pode se sentir dono desse capital não-Rosado. Política, costumo afirmar, é uma atividade de inteligência e transpiração.

Leia a íntegra da entrevista clicando AQUI.

Nota do Blog Carlos Santos – Obrigado, Chris. É de enorme generosidade a abertura de seu espaço virtual para nós do Blog Carlos Santos, o “Nosso Blog”.

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Categoria(s): Comunicado do Blog / Política
domingo - 11/06/2017 - 14:37h
Francisco José Júnior diz:

Rosalba faz gestão “mesquinha” e “medíocre” em Mossoró

Na série de entrevistas que abriu à semana passada, em secção denominada de “6eis Perguntas”, o Blog da Chris destaca neste domingo (11) um pingue-pongue com o ex-prefeito mossoroense Francisco José Júnior (PSD).

Ele não poupa críticas à administração da atual prefeita, Rosalba Ciarlini (PP). Entre outras coisas, diz que a gestão é “medíocre”. Faz um balanço de sua passagem pela gestão municipal, sobre suas atividades atuais, projetos,  perseguição que teria sofrido da imprensa e a relação com o governador Robinson Faria (PSD).

Leia abaixo:

– A prefeita Rosalba tem dito insistentemente, em seus discursos e entrevistas, que vai reconstruir Mossoró. O senhor acha que depois de sua passagem pela prefeitura, Mossoró precisa ser reconstruída?

Ex-prefeito justifica que não foi até o fim da disputa à reeleição por perseguição da imprensa (Foto: arquivo)

Como todos sabem a prefeita Rosalba costuma governar com um discurso de terra arrasada. Foi assim quando assumiu a Prefeitura de Mossoró em seu primeiro mandato, quando retornou à prefeitura, quando chegou ao Governo do Estado e agora não está sendo diferente. Ela faz isso para se apresentar como uma boa gestora, que resolveu os problemas da cidade. No governo do Estado, essa estratégia não deu certo tanto que ela é apontada como a pior governadora da história do RN. Quanto a Mossoró, enfrentamos sérias dificuldades financeiras, mesmo assim conseguimos avançar em vários pontos que julgo cruciais, principalmente na área da saúde. Basta ver a questão da maternidade. Avançamos também no transporte público, nas UPAs, nas cirurgias ortopédicas, na segurança, no meio ambiente, com o Parque Municipal. Na educação, investimos em tecnologia… Pena que nada disso está tendo continuidade simplesmente por capricho da prefeita em não reconhecer que uma pessoa sem o sobrenome Rosado possa gerir Mossoró. A cidade não precisa ser reconstruída de maneira alguma. Precisa ser melhorada, pois sempre precisamos buscar melhorias no serviço público.

– Como o senhor analisa a administração da atual prefeita? Faça um paralelo com a sua gestão.

A prefeita ainda não conseguiu dar uma cara à sua gestão. É uma gestão medíocre, a começar pelo pensamento mesquinho de acabar com tudo que foi implementado em outras gestões por pura picuinha política. Não sabemos suas prioridades e até agora não conseguiu implementar nenhum projeto. Nos primeiros seis meses de nossa gestão, nós já tínhamos colocado a UPA do Belo Horizonte para funcionar, tínhamos ampliado as Bases Integradas Cidadãs, tínhamos conseguido ambulância para o SAMU, reduzimos custos devolvendo veículos de luxo que serviam aos secretários, comprando a mesma insulina por preço mais barato… Não nos preocupamos com a gestão anterior, mas em moralizar o serviço público e resolver os principais problemas que atingiam a nossa população. Rosalba, por sua vez, só sabe lamentar a falta de recursos, os problemas que existem, e não apresenta nenhuma ação, no máximo, lança projetos que já existiam com outros nomes como se fossem novidade, além de fechar os serviços que conseguimos implementar, como as BICs, que colocava 140 policiais a mais em Mossoró, sem falar na ortopedia, na usina de oxigênio e no atendimento no PAM aos sábados. Além disso, é uma gestão que pouco conversa, principalmente com o funcionalismo público.A cidade está cada vez mais violenta, sem avanços na educação e com vários serviços na saúde fechados.

– O senhor exerceu vários mandatos de vereador, inclusive foi presidente da CMM, e depois prefeito eleito de Mossoró. Desistiu da política ou está pensando em voltar em 2018, e a qual cargo?

Não me afastei da política. Continuo acompanho a política de Mossoró, do Rio Grande do Norte e do país e dou minha contribuição de outras formas. Os últimos três anos foram muito intensos. Trabalhava 18 horas por dia, abandonei minha família, meus filhos por entender que Mossoró precisava de um prefeito presente, capaz de tomar decisões. Nesses seis meses, estou curtindo minha família e cuidando de outros projetos. Quanto a 2018, ainda é cedo para falar. O político hoje precisa entender que estamos vivendo um novo momento.

– Quando terminou seu mandato de prefeito o senhor mudou-se para Natal. Por que esse distanciamento de Mossoró?

Como disse estou me dedicando à minha família. Meu filho mais velho já cursa medicina em Natal e estávamos afastados há quatro anos. Tenho dois filhos muito pequenos ainda, Gabriel com pouco mais de um ano e Guilherme, que acabou de nascer, e decidimos reunir a família. Quase metade da minha vida foram dedicados a Mossoró, à vida pública, e a gente acaba dando mais atenção para as outras famílias que para a nossa própria família. Chega um momento em que é necessário parar pois a família é o maior patrimônio que nós temos. Mas não estou distante de Mossoró. Praticamente toda semana estou na cidade, continuo em contato com amigos, contribuindo com o Portal RN Mais, e continuarei dando minha contribuição a Mossoró, independente de cargo público.

– O senhor foi um dos principais responsáveis pela vitória de Robinson Faria (PSD) na disputa para governo do Estado, dando-lhe inclusive uma expressiva vitória de mais de 30 mil votos. Após eleito, contudo, o governador virou as costas para o senhor. A que ou a quem atribuir esse comportamento?

O governador decepcionou não apenas a mim, mas a todos os mossoroenses. Mossoró deu a vitória a Robinson, uma vitória que ninguém acreditava, já que Henrique Alves era o governador de férias, no entanto, ele não soube reconhecer depois que foi eleito. Como prefeito, sempre cobrei benefícios para a minha cidade, e acredito que essa insistência em cobrar mais saúde, segurança, educação, geração de emprego, o próprio aeroporto, tenha desgastado a relação. Não fui, nem nunca serei um político submisso. Desejo sucesso e sorte ao governador, e como sempre digo, o reconhecimento é de Deus.

– Em que o senhor errou a ponto de ficar impossibilitado de ir à disputa da reeleição nas urnas?

Tenho a consciência de que tudo o que fizemos foi pelo bem de Mossoró e que poucos prefeitos conseguiram fazer tanto em tão pouco tempo. Mas não ser Rosado em Mossoró é difícil. Não ser submisso à Lei dos Rosado é complicado e enfrentamos a pior oposição que esta cidade já viu, e não falo somente em relação à Câmara Municipal, mas em tudo. Sabemos que 90% da mídia mossoroense pertence à família Rosado, que se uniu para gerar uma onda negativa em relação à nossa gestão.  Todos os dias as rádios, os jornais, os blogs encampavam uma luta diária para denegrir nossa gestão, com falsas verdades, com insinuações e espalhando boatos somente para desestabilizar a gestão. Como já disse, enfrentamos a pior crise financeira que essa cidade já viu, e não foi fácil atravessar este período sem apoio de ninguém. Fizemos muito, em muitas áreas. Foram mais de 170 ações, entre obras e serviços. Desafio qualquer político que tenha feito mais, em tão pouco tempo e tão poucos recursos. Hoje, recebo diariamente mensagens de pessoas que já reconhecem o nosso trabalho e sabem que os problemas que enfrentamos iriam acontecer, independente de quem fosse o gestor.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
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