segunda-feira - 08/07/2024 - 21:48h
Primeira mão

Juiz federal revoga decreto de intervenção na Apamim

Estrutura e serviços após quase dez anos tiveram avanços, mas, e agora? (Foto: Arquivo do BCS)

Estrutura e serviços após quase dez anos tiveram avanços, mas, e agora? (Foto: Arquivo do BCS)

O juiz João Batista Martins Prata Braga da 8ª Vara da Justiça Federal, com sede em Mossoró, decretou nesta segunda-feira (8), a revogação do “decreto de intervenção deste Juízo junto à Associação de Proteção à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM).” A situação excepcional, que deveria ser breve, estava perto de completar dez anos.

A Apamim era controlada pelo grupo Rosado há várias décadas e no dia  25 de setembro de 2014 aconteceu sua intervenção, com nomeação de uma junta interventora. Sua estrutura sucateada e diversas irregularidades foram enfrentadas nesse tempo.

Na sentença, o judicante assinala que “após a intervenção e durante o seu curso, a prestação do serviço público de assistência básica à gravidez de baixo e médio risco melhorou exponencialmente, sobretudo quando considerado o caos em que se encontrava a instituição antes da medida judicial, tendo a Junta Interventora da APAMIM logrado êxito no aperfeiçoamento da prestação dos serviços pela maternidade.”

Acrescenta, entretanto, o seguinte: “Ocorre que desde a decretação da intervenção já se passaram quase dez anos e, além de já terem sido cumpridos os objetivos que a fundamentou, verifico que a perpetuação desta imissão do Judiciário na política pública estatal está ocasionando a inércia do ente estadual no que diz respeito à efetivação dos papeis que se situam no seu mister, conforme já destacado.”

Destaca, adiante que “não é papel do Judiciário intervir indefinidamente nas políticas públicas a serem desenvolvidas pelo Executivo, até porque tal proceder extrapolaria os termos estabelecidos pelo STF no julgamento do Tema 698, sobretudo quando a obrigação exequenda já foi cumprida, como é o caso destes autos. Assim, entendo que inexiste razão para a continuidade da intervenção até o dia 05/01/2025, como determinado anteriormente. Cumpridas as obrigações, deve ser imediatamente extinto o decreto interventivo.”

“Por fim, também é importante pontuar que, neste momento, inexiste exclusividade da APAMIM na região para a prestação dos serviços de assistência materno-infantil, dada a inauguração do Hospital Regional da Mulher Parteira Maria Correia (HRMPMC), conforme noticiado em sítio eletrônico oficial do governo do Estado doRN[1]. Nestes termos, já tendo sido atingido o resultado almejado pela execução, não há mais sentido na manutenção da situação,” destaca João Batista Martins Prata Braga.

Alguém precisa alertar o magistrado sobre um pequeno e crucial detalhe: o Hospital da Mulher está em funcionamento há quase um ano e sete meses e nele nunca nasceu sequer um bebê. Absolutamente, nunca.

Trata-se de um enorme ambulatório com dezenas e dezenas de servidores, incontáveis salas fechadas e inúmeros equipamentos de alto investimento que jamais foram utilizados.

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Depois traremos mais detalhes sobre o assunto, pois há uma série de perguntas a serem respondidas, a partir dessa decisão.

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quarta-feira - 30/08/2023 - 07:02h
8ª Vara

Justiça Federal em Mossoró tem atuação de novo juiz

Braga atuou na JF no Ceará (Foto: JFCE)

Braga atuou na JF no Ceará (Foto: JFCE)

A 8ª Vara da Justiça Federal, com sede em Mossoró, conta com novo titular em atuação regular.

Em substituição a Orlan Donato Rocha, que precisou migrar para a a 15ª Vara, Subseção de Ceará-mirim, está o judicante João Batista Martins Prata Braga.

A 8ª Vara trata de demanda comuns, execuções fiscais, execução penal e processos do juizado cível.

Braga é magistrado desde 2010, passando pela 12ª Vara Federal (Fortaleza-CE), 29ª Vara Federal (Limoeiro do Norte-CE) e 24ª Vara Federal (Tauá-CE).

Nota do BCS – Bom trabalho, doutor!

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quarta-feira - 09/10/2019 - 17:02h
Juiz afirma:

Sentença sobre Apamim vai sair até o fim deste ano

Do Blog Saulo Vale

O juiz federal Orlan Donato Rocha, da 8ª Vara da Justiça Federal (Mossoró), deverá sentenciar, até o final deste ano, o processo sobre a intervenção judicial na Associação de Assistência e Proteção à Maternidade e a Infância de Mossoró (APAMIM), que administra o Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC).

Juiz federal Orlan Dantas é responsável direta por verdadeira revolução no HMAC (Foto: BSV)

A unidade está sob intervenção da Justiça desde 2014.

“É um processo complexo, que envolve Estado, Município, União, cooperativas médicas, funcionários, outras esferas da Justiça. Por isso, há esse tempo (longo) de intervenção (no hospital). Eu pretendo sentenciá-lo até o final do ano”, afirmou em entrevista ao Jornal da Tarde (Rádio Rural de Mossoró) desta quarta-feira (9).

Direção permanente

Nesse caso, com a sentença, ficará definida a situação da gestão do Hospital Maternidade Almeida Castro. “Sairia a [atual] administração provisória, através de uma Junta Interventora, e se permitiria que pessoas, através de um edital, se habilitasse para compor a diretoria e o conselho dessa entidade”, explica.

Ele ressalta que “o edital veda que antigos gestores ou parentes de até terceiro grau possam participar da diretoria ou dos respectivos conselhos da administração ou fiscal da Apamim”.

Nota do Blog – Impressiona a realidade atual do HMAC. É diametralmente oposta à anterior. Seus feitos seriam ainda mais exponenciais em prol da saúde pública de milhares de pessoas em Mossoró e vastíssima região, se não fosse nitidamente sabotada politicamente.

E esse êxito em boa parte se deve à coragem desse magistrado e à equipe interventora.

Aplausos, muitos aplausos.

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terça-feira - 18/09/2018 - 08:50h
Apamim

Juiz já bloqueou contas da PMM 14 vezes para socorrer hospital

Do Blog Saulo Vale

Desde o início da gestão Rosalba Ciarlini (PP), a Justiça Federal do RN, através da 8ª Vara, já realizou 14 bloqueios nas contas da Prefeitura de Mossoró, para forçar o Município a pagamento de dívidas com a Associação de Assistência e Proteção à Maternidade e à Infância (Apamim)/Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC).

Tendo em vista que Rosalba está à frente da Prefeitura desde janeiro de 2017, é quase um bloqueio a cada dois meses.

A unidade hospitalar é administrada atualmente por uma Junta Interventora, nomeada pela Justiça Federal.

Os recursos para sua manutenção são de verbas federais (SUS), estaduais e municipais.

Leia também: Prefeitura segura recursos de hospital e tem contas bloqueadas.

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quinta-feira - 02/11/2017 - 06:40h
Mossoró

Regulação de leitos de UTI deverá começar amanhã

A Secretaria de Saúde finalizou a capacitação de médicos e enfermeiros que irão trabalhar na regulação dos leitos das UTIs, que serão criados a partir de amanhã (sexta-feira, 3). A capacitação foi iniciada há dois meses com esses profissionais para que fossem apresentados os protocolos de atendimento.

Nessa última quarta-feira, reunião afinou procedimentos para regulação funcionar (Foto: PMM)

O compromisso firmado pela gestão municipal mossoroense era de que começaria a regulação ontem (1º, conforme firmou decidido em audiência pública sobre o tema na 8ª Vara da Justiça Federal no Rio Grande do Norte, sob presidência do de novembro) juiz Orlan Donato Rocha.

“Vamos trabalhar dentro das novas portarias que são prioridade de atendimento no centro assistencial. Quanto maior o risco do paciente, mais chance ele tem de garantir o leito”, afirmou o Secretário de Saúde, Benjamim Bento.

Audiência Pública gerou resultados

Finalizado a capacitação com médicos e enfermeiros, é a hora de passar o protocolo para os diretores de hospitais que irão receber os leitos: Hospital Regional Tarcísio Maia, Maternidade Almeida Castro e Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer.

A Central de Regulação é mais um desdobramento da Audiência Pública realizada em Mossoró, no auditório da Faculdade de Medicina, no dia 26 de maio último. Foi promovido pela Assembleia Legislativa, com proposição e presidência do deputado estadual Manoel Cunha Neto (PHS), o “Souza”.

Leia também: Audiência sinaliza com mais leitos de UTI e outros benefícios AQUI;

Leia também: Central de Regulação é discutida por secretários AQUI;

Leia também: Dez novos leitos de UTI e cinco de enfermaria são garantidos AQUI;

Leia também: Novos leitos de UTI e enfermaria geram resultados imediatos AQUI.

A questão de novos leitos já avançou, com dez adultos e cinco de enfermaria sendo formalizados para suporte ao Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), no Hospital Wilson Rosado (HWR).

A regulação em Mossoró terá uma novidade: a figura do supervisor assistencial. “Esse médico ou enfermeiro visitará diariamente as UTIs para ver questão de disponibilidade de vagas e estado de saúde do paciente. É uma novidade que não temos isso em outro canto do estado”, destacou, Benjamin.

Nota do Blog – É um avanço que envolve a Justiça Federal, Ministério Público, Prefeitura Municipal, Governo do RN e a Assembleia Legislativa ao provocar audiência e gerar consequências positivas e reais à saúde em Mossoró e região.

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Categoria(s): Saúde
sexta-feira - 13/10/2017 - 19:04h
Mossoró

Juízes federal e estadual tratam da delicada Saúde Pública

Orlan Donato Rocha e Pedro Cordeiro Jr. tiveram reunião que pode ter profundas consequências à saúde (Foto: arquivo)

Os juízes Orlan Donato Rocha (8ª Vara da Justiça Federal) e Pedro Cordeiro Junior (1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Mossoró) andaram conversando.

Sem formalismo, mas com foco.

À mesa, eles discutiram um tema nevrálgico à sociedade mossoroense: Saúde Pública.

Ouvido ao chão como bom índio Comanche, Sioux, Cherokee, Cheyenne, Navajo ou Apache.

Nada mais posso adiantar, apesar da vontade.

Vem novidades por aí.

Amém!

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Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público / Saúde / Só Pra Contrariar
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sábado - 23/09/2017 - 15:28h
Saúde

Dez novos leitos de UTI e 5 de enfermarias são garantidos

Audiência com George e Souza em maio (Foto: cedida)

Saiu publicação hoje (sábado, 23), no Diário Oficial do Estado (DOE), do Extrato de Contrato 106/17, entre a Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP) e o Hospital Wilson Rosado (HWR) em Mossoró, para contratação de dez leitos de UTI adulto e cinco leitos de enfermarias clínicas de retaguarda. Garantem um desafogo para o combalido Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM).

A medida é mais um desdobramento da Audiência Pública realizada em Mossoró no dia 26 de maio, na Faculdade de Medicina da Universidade do Estado do RN, promovida pela Assembleia Legislativa, com proposição e presidência do deputado Manoel Cunha Neto (PHS), o “Souza”.

Anteriormente, já tinha avançado e sido fechada a Central de Regulação de Leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), que deverá começar no dia 1º de novembro, conforme prazo acordado na 8ª Vara da Justiça Federal no Rio Grande do Norte no dia 25 do mês passado.

Resultados

“Esses são dois dos resultados práticos que estamos obtendo, nesse esforço para melhoria da Saúde Pública na região de Mossoró, que se reflete para todos os municípios de seu entorno e influência”, diz Souza.

O deputado lembra, que também deve se destacar o esforço da municipalidade mossoroense, a boa vontade da gestão estadual da Saúde através do secretário George Antunes e sua equipe; o diretor do HRTM, Jarbas Mariano; Justiça Federal, além de outras pessoas e entidade, “para que avancemos nessas conquistas”. E complementa: “Outra vitórias virão, se Deus quiser”.

Leia também: Regulação de leitos de UTI deve começar dia 1º de novembro AQUI.

Leia também: Audiência sinaliza com mais leitos de UTI e outros benefícios AQUI;

Leia também: Central de Regulação é discutida por secretários AQUI.

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Categoria(s): Política / Saúde
terça-feira - 14/03/2017 - 07:26h
Decisão

Contas são bloqueadas para pagamento de médicos e hospital

O juiz Orlan Donato, da 8ª Vara Federal, emitiu despacho determinando o bloqueio de contas do Governo do Estado do RN para pagar cooperativas médicas e também ao Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC) – em Mossoró.

Na mesma decisão, Donato ainda estabelece prazo de dez dias para a Prefeitura Municipal de Mossoró fazer a cobertura dos seus débitos relacionados às categorias médicas que atuam no HMAC.

O pedido de bloqueio foi feito pelos advogados Gustavo Lins e Lucas Moreira, que prestam serviços à Junta Interventora do hospital.

O Blog Carlos Santos noticiou o problema e denunciou o descaso de Prefeitura e Estado no final de semana (veja AQUI).

O HMAC está sob intervenção judicial desde setembro de 2014.

Veja clicando nesses links adiante uma série de reportagens sobre a história do HMAC, sua intervenção e ações para mantê-lo funcionando com dignidade e sem roubalheira: AQUIAQUIAQUI).

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Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público / Saúde
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sexta-feira - 10/06/2016 - 16:30h
Operação Salt

Empresário e outros membros do Grupo Líder são condenados

Edvaldo: recurso (Foto: Web)

O empresário Edvaldo Fagundes, comandante do Grupo Líder, conglomerado empresarial com sede em Mossoró, foi condenado a nove anos de reclusão por falsidade ideológica. A sentença foi prolatada pelo juiz da 8ª Vara Federal, Orlan Donato Rocha.

Outras seis pessoas também foram sentenciadas pelo mesmo crime (veja íntegra AQUI). Todos têm direito a recurso.

A decisão deriva da chamada “Operação Salt”, que no dia 17 de abril do ano passado chegou à sua terceira etapa (veja AQUI), com várias prisões e mandados de busca e apreensão sendo cumpridos.

A sentença em questão deriva do processo penal.

Além da condenação do empresário, também foram alcançados com outras penas as seguintes pessoas:

– Genival Silvino de Sousa – 8 anos e 6 meses de reclusão;

– Ana Catarina Fagundes de Albuquerque (filho) – 5 anos e 10 meses de reclusão;

– Eduardo Fagundes de Albuquerque (filho) – 2 anos e 4 meses, que foi convertida em prestação de serviço à comunidade por igual período;

– José Bonifácio Dantas de Almeida, o “Boni” – 3 anos e 11 meses, pena convertida em prestação de serviço à comunidade;

– Felipe Vieira Pinto, mesma pena de Boni, convertida em prestação à comunidade por igual período;

– Miguel Ângelo Barra e Silva – 2 anos e 11 meses, convertida em restritiva de direito.

Na mesma sentença houve absolvição de Edvaldo Fagundes Filho, extinção de punibilidade do contabilista e advogado Tupinambá de Paiva Carvalho, que morreu em consequência de um câncer, no curso do processo.

“Inúmeros documentos demonstram que é EDVALDO a pessoa que determina a movimentação do capital do grupo, efetuando pagamentos, transferindo patrimônio e representando o grupo frente a instituições financeiras e fazendárias”, dissertou inquisitorialmente o magistrado.

Histórico

O processo integra uma série de ações penais ajuizadas pelo MPF contra integrantes do “GRUPO LÍDER”, uma organização criminosa que se especializou em praticar delitos de sonegação fiscal, apropriação indébita previdenciária, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Segundo o Parquet Federal, tais crimes eram praticados através de um emaranhado de empresas, muitas delas com existência apenas formal, e com a utilização de interposição de pessoas (“laranjas”) com o fim de ocultar os reais sócios e os patrimônios das empresas com dívidas com o Fisco.

As ilegalidades já haviam levado a Polícia Federal a deflagrar outras duas operações, sendo uma delas em dezembro de 2013 (Operação Salt I) e a segunda em 26 de março de 2015 (Operação Salt II).

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Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público
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