terça-feira - 23/06/2015 - 14:22h
UERN

Procurador diz que “não há saída” para greve com LRF

“Nesse cenário, não há saída”. Esse o ponto de vista do procurador-geral de Justiça, Rinaldo Reis, à luz da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), sobre o que é pleiteado por técnicos e professores da Universidade do Estado do RN (UERN).

Rinaldo: a lei (Foto: Blog Carlos Santos)

Ele presidiu reunião hoje pela manhã em seu gabinete (veja postagens mais abaixo), envolvendo representantes dos grevistas da universidade, reitor Pedro Fernandes Neto, deputado estadual Fernando Mineiro (PT), senadora Fatima Bezerra (PT) e Tatiana Mendes Cunha – secretária-chefe do Gabinete do Estado.

Também participou o promotor Afonso Ligório.

O impasse foi mantido. O Governo tem boa vontade, diz estar aberto ao diálogo, propõe-se a resolver a questão, mas não tem meios para dar o reajuste salarial de 12,035% – conforme acordo que deriva do final da administração Rosalba Ciarlini, em 2014.

Rinaldo foi claro. Não tergiversou, apesar de ter levantado uma alternativa d características draconianas.

Auxílio

Ele levantou a hipótese de que o Governo atenda ao compromisso utilizando o artifício da suplementação salarial, como “auxílio-alimentação”. Não agradou aos representantes de técnicos e professores.

Os aposentados/pensionistas seriam instantâneamente prejudicados. Não podem auferir esses benefícios pecuniários. Os servidores ativos ficariam sem tê-los lançados para efeitos previdenciários/de aposentadoria.

“Espero que eles (os grevistas) consigam esse ganho. Acho justo”, disse Rinaldo Reis. “Mas o governador Robinson Faria (PSD) não pode desobedecer à LRF. O Estado está acima do limite de 49% de gastos com pessoal”, alertou.

Em nota oficial publicada há poucos dias, o Governo disse que “o Estado enfrenta hoje sérias dificuldades financeiras, resultantes não somente da herança de um déficit de caixa superior aos R$ 800 milhões, mas da frustração de receitas que se aproxima dos R$ 100 milhões, comparando-se ao que foi orçado”.

As contas não batem.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública / Educação / Justiça/Direito/Ministério Público / Política
sexta-feira - 02/12/2011 - 21:31h
Operação Sinal Fechado

Promotores têm “nitroglicerina pura” e muito mais

O manancial de gravações em áudio, documentos e outros elementos que servem de provas, em denúncia que formulou hoje contra envolvidos na “Operação Sinal Fechado”, deixa o Ministério Público  muito confiante quanto ao seu trabalho.

Segundo uma fonte do MP contactada pelo Blog, uma ínfima parte do que está à disposição do órgão – levantada em nove meses de trabalho – é que foi divulgada à imprensa e consta de petições à Justiça.

Os denunciados, alguns deles – “peixes graúdos” – estariam seriamente embaraçados.

Cabe agora, à Justiça, dar um destino ao que foi apresentado pelos promotores Afonso Ligório, Eudo Leite e Rodrigo Martins, da Promotoria do Patrimônio Público, autores da denúncia.

É nitroglicerina pura e muito mais. Se chacoalhar muito, manda muita reputação pelos ares.

Compartilhe:
Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público / Política
Home | Quem Somos | Regras | Opinião | Especial | Favoritos | Histórico | Fale Conosco
© Copyright 2011 - 2026. Todos os Direitos Reservados.