domingo - 16/01/2022 - 13:10h

A pandemia está próxima do fim?

Ômicron incomoda Estados Unidos que toma cuidados ainda maiores agora (Foto: Marco Bello/Reuters/29/07/2020)

Ômicron incomoda Estados Unidos que toma cuidados ainda maiores agora (Foto: Marco Bello/Reuters/29/07/2020)

Por Ney Lopes

Continua a dúvida se a pandemia está próxima do fim, ou não. Embora inexista fundamento cientifico para garantir o final, as perspectivas são animadoras.

A ômicron se mostrou avassaladora na sua origem: dois dias após a sua detecção na África do Sul e em Botsuana, ela já foi classificada como uma variante de preocupação pela OMS, em 26 de novembro. Os cientistas ficaram alarmados com a quantidade e a variedade de mutações, que ela apresentava.

A boa notícia foi de que essa nova variante estaria por trás de quadros mais leves e uma menor taxa de hospitalizações e mortes, especialmente entre vacinados com três doses, o que trouxe um pouco de alívio. Mesmo assim, não foi feliz o presidente Bolsonaro ao afirmar que a “variante é bem vinda”.

A orientação correta é a população manter rígidos os cuidados com a utilização correta de máscara, o distanciamento social e a higienização adequada das mãos.

Médicos e virologistas pedem muita cautela, diante do fato da variante ser extremamente transmissível, como nos mostram os aumentos expressivos nos casos de Covid.

A ômicron é de duas a três vezes mais transmissível que a delta.

Pesquisa realizada no Imperial College do Reino Unido trouxe informação otimista: após uma terceira dose, o nível de proteção volta a subir consideravelmente.

O reforço vacinal eleva a proteção para 55 a 80% nesses indivíduos. A Universidade de Cambridge, na Inglaterra, mostra em estudo que, caso o indivíduo seja infectado com a ômicron, o risco de hospitalização é 81% menor se ele tiver tomado as três doses do imunizante.

Dados recentes dos EUA revelam que pessoas não vacinadas têm um risco 17 vezes maior de hospitalização e um risco 20 vezes maior de morrer por Covid, em comparação com quem foi vacinado. Isso significa que as vacinas disponíveis estão funcionando.

O objetivo delas nunca foi barrar quadros leves de infecção, mas proteger contra a morte.

A crença de que se aproxima o final da pandemia vem de investigações em países como África do Sul e Reino Unido, onde a infecção pela ômicron foi veloz, mas tende a cair e se estabilizar mais rapidamente.

Na Califórnia, nos Estados Unidos, uma comparação entre 52 mil pacientes infectados com a ômicron e 16 mil com a variante delta revelou que o primeiro grupo (de acometidos pela ômicron) apresentou risco reduzido de complicações e, mesmo entre aqueles que precisaram ser internados, o número de dias no hospital foi menor.

A conclusão é que o quadro de covid provocado pela ômicron ainda é preocupante, mas surge luz no final do túnel.
A própria OMS alertou que encarar agora essa variante como algo de menor importância representa uma armadilha.
Mesmo com um percentual baixo de complicações, o vírus pode representar um número alto de novos pacientes graves, o que sobrecarrega os serviços de saúde.

Cabe, portanto, seguir a orientação médica e manter os cuidados, já do conhecimento público. Certamente, a pandemia está próxima de terminar. Mas, ainda não terminou.

Ney Lopes é jornalista, ex-deputado federal e advogado

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domingo - 28/11/2021 - 06:38h

A dor de cabeça continua

Por Ney Lopes

O coronavírus não para de surpreender.

Quando se acha que está indo bem, ele revela muitos desafios pela frente.

Não se trata de propagar o pânico, mas é necessária muita cautela diante dos riscos do surgimento da “quarta” onda.Omicron-1 - Covid-19Nos últimos dias foi identificada a variante denominada “ômicron” na África do Sul, que chamou a atenção pela quantidade e pela variedade de mutações, algumas delas inéditas.

Essa nova versão do coronavírus se espalha rapidamente pelo país africano.

Em menos de duas semanas, há indicativos de que ela caminha para se tornar dominante, após a onda forte causada anteriormente pela variante Delta.

Ontem, 26, o Reino Unido informou ter detectado dois casos de infecção por essa variante.

Enquanto isso, a Holanda analisa 61 pessoas procedentes da África do Sul, que deram positivo para Covid19 e estão infectadas com a “Ômicron”.

Por ora, os principais grupos que realizam a vigilância do coronavírus não detectaram episódios da doença no país.

Sexta feira passada, o ministro da Casa Civil anunciou o fechamento de voos vindos de seis países do sul da África, a partir de amanhã, 29.

A OMS trabalha para entender o quanto a nova variante é mais transmissível, mais agressiva ou se pode superar parcialmente o efeito protetor das vacinas disponíveis.

Especialistas reforçam que existe o temor de que essa variante possa escapar ou diminuir a resposta imune obtida até após a recuperação de um quadro de covid-19, ou depois da vacinação.

No momento, ainda não há detalhes maiores, ou confirmações sobre nenhuma destas informações.

Mesmo assim, uma das principais especialistas em sequenciamento genético e saúde pública, Sharon Peacock, diretora do consórcio de genômica britânico COG-UK e professora de saúde pública e microbiologia da Universidade de Cambridge, declarou que “na dúvida sobre a gravidade da variante. É melhor ir duro, ir cedo e ir rápido” e pedir desculpas se estiver errado”.

A avaliação foi compartilhada por vários cientistas britânicos.

Veja-se o exemplo de Nova York, onde ainda não se constatou caso da nova variante.

De acordo com o monitoramento feito pela Universidade Johns Hopkins, Nova York registra 67,7% da população totalmente vacinada.

A cidade oficializou o fim das restrições impostas ao combate à pandemia, em julho deste ano.

O anúncio feito pelo então prefeito Bill de Blasio sinalizava a reabertura e a liberação de funcionamento para o comércio e eventos.

Ontem, 26, o recuo.

A governadora de Nova York, Kathy Hochul, decretou “emergência por desastre” no estado americano, citando a alta de contaminações e internações pela doença.

Na ordem executiva assinada, o governo diz que o estado passa por uma situação que não era vista desde abril de 2020 e que, no último mês, os hospitais receberam mais de 300 internações por dia.

A realidade da catástrofe salta aos olhos.

No Brasil, os administradores públicos – União, Estados e Municípios – devem agir preventivamente.

Não se justifica aguardar que o pior aconteça.

Queira Deus que as apreensões atuais se transformem em alarme falso.

Porém, até que isso aconteça, a dor de cabeça com os riscos trazidos pelo coronavírus deverão continuar e aumentar.

Melhor prevenir, do que remediar.

Ney Lopes é jornalista, advogado e ex-deputado federal

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  • Repet
quarta-feira - 12/06/2013 - 03:59h
África do Sul

Estádio de Luxo vai virar conjunto habitacional

Do Blog de Rubens Lemos

O Estádio Cape Town, na Cidade do Cabo(África do Sul), custou 1 bilhão de reais.

Sua  cobertura é de fibra de vidro.

Um luxo.

Foi palco de oito jogos na Copa do Mundo de 2010.

O mais famoso, a semifinal em que a Holanda eliminou o Uruguai.

Legado:

A empresa exploradora cansou de tentar alternativas de lucro e devolveu o elefante espelhado à prefeitura.

Máquinas destruidoras à vista.

A solução é a derrubada para a construção de um conjunto habitacional.

Felizmente é só na África.

Né?

 

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Categoria(s): Administração Pública / Esporte
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