segunda-feira - 24/11/2025 - 17:40h
RN

Fraude em postos de combustíveis é foco da Operação Integração

Associação estima aumento de até 0,25 centavos por litro de gasolina (Foto ilustrativa)

Trabalho envolve o GAECO, ANP, Sefaz e a Sesed através das polícias Civil e Militar (Foto ilustrativa)

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), a Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ), a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (SESED/RN), pelas Polícias Militar e Civil, deflagraram nesta segunda-feira (24) a Operação Integração.

A ação conjunta visa a fiscalizar e prevenir fraudes tributárias, contra o consumidor e financeiras.

Essa é a primeira ação integrada do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal e aos Crimes Contra a Ordem Tributária e Econômica (Gaesf), que foi criado em 1º de agosto passado. A ação desta segunda-feira contou com promotores de Justiça e servidores do MPRN, auditores fiscais, fiscais da ANP e Policiais Militares e Civis.

Gaesf

O Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal e aos Crimes Contra a Ordem Tributária e Econômica (GAESF) é uma unidade especializada que atua no combate a crimes de natureza fiscal e econômica. Ele funciona reunindo a expertise de diferentes órgãos e instituições, como o MPRN, representado pelo Gaeco, para prevenir e fiscalizar fraudes fiscais e outros ilícitos contra a ordem tributária.

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segunda-feira - 01/09/2025 - 23:02h
ANP

Brasil ultrapassa marca de 5 milhões de barris de óleo por dia

Trabalhadores embarcados têm pressão ainda maior num setor naturalmente de alto risco (Foto: Agência Brasil)

Produção de petróleo teve 5,4% de aumento em comparação com mês anterior (Foto: Agência Brasil)

A Agência Nacional de Petróleo (ANP) divulgou nessa segunda-feira (1/9) o Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural de julho de 2025. O mês registrou recorde histórico na produção total de petróleo e de gás, atingindo 5,160 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d) e superando, pela primeira vez, a marca dos 5 milhões de boe/d.

Com relação ao petróleo, foram extraídos 3,959 milhões de barris por dia (bbl/d), um aumento de 5,4% na comparação com o mês anterior e de 22,5% em relação ao mesmo mês de 2024.

Já a produção de gás natural em julho foi de 190,89 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d). Houve crescimento de 5,1% frente a junho e de 26,1% na comparação com julho de 2024.

Pré-sal

Também houve novo recorde na produção de petróleo e gás natural no pré-sal, que foi de 4,077 milhões de boe/d. Trata-se de um aumento de 5,6% em relação ao mês anterior e de 24,2% se comparado a julho de 2024.

A produção do pré-sal, que ocorreu por meio de 169 poços, correspondeu, no mês, a 79,1% do total nacional.

Separadamente, a produção de petróleo foi de 3,148 milhões de bbl/d (pela primeira vez ultrapassando os 3 milhões de bbl/d) e a de gás natural, de 147,66 milhões de m³/d.

Origem da produção

No mês, os campos marítimos produziram 97,7% do petróleo e 86,1% do gás natural. Os campos operados pela Petrobrás, sozinha ou em consórcio com outras empresas, foram responsáveis por 89,78% do total produzido. A produção teve origem em 6.601 poços, sendo 568 marítimos e 6.033 terrestres.

Campos e instalações

Em julho, o campo de Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos, foi o maior produtor, registrando 799,37 bbl/d de petróleo e 40,53 milhões de m³/d de gás natural. Já a instalação com a maior produção foi o FPSO Guanabara, na jazida compartilhada de Mero, com 184.383 bbl/d de petróleo e 12,09 milhões de m³/d de gás natural.

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quinta-feira - 23/07/2020 - 22:00h
Onshore

RN vira referência em revitalização da indústria petrolífera

Os resultados exitosos na transferência dos campos maduros à iniciativa privada, na Bacia Potiguar, elevam o Rio Grande do Norte à condição de exemplo no Brasil quando o assunto é a revitalização da produção de petróleo em terra (onshore) no país. A análise é de Márcio Félix, vice-presidente da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP).

Evento em ambiente virtual vê consenso em aposta da iniciativa privada do RN no onshore (Foto: cedida)

A entidade promove nesta quarta e quinta-feira (22 e 23), o Circuito Brasil de Óleo e Gás. O evento online trata do atual cenário da produção e exploração de petróleo no Rio Grande do Norte. Ocorre em parceria com a Associação Brasileira de Produtores Independentes (ABPIP), e tem como objetivo integrar os diferentes atores do mercado do petróleo e gás em torno de pautas relativas ao setor.

O destaque, segundo Félix, fica para a Região Oeste, mais especificamente Mossoró, onde está instalado o Polo Riacho da Forquilha. Também Macau e Areia Branca, onde recentemente foi concluída a transferência de campos maduros aos produtores independentes 3R Petroleum e Central Resources, respectivamente.

Novos atores

Outros campos devem ser negociados este ano, em leilão da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP).

“A atividade de produção e exploração terrestre no estado, especialmente na região Oeste, no entorno do município de Mossoró, é um exemplo para o Brasil nessa revitalização do onshore brasileiro. A transição, com o cenário da saída da Petrobras e a chegada de novos atores, está aumentando a produção e gerando mais royalties, o que é muito importante”, observa.

O presidente da Redepetro-RN, Gutemberg Dias, que também participa do Circuito Brasil de Óleo e Gás, etapa potiguar, enxerga na operação dos produtores independentes nova chance ao onshore potiguar. Ele lembra que a entidade sempre apoiou a chegada das novas operações, mesmo diante do cenário de incertezas com o desinvestimento da Petrobras.

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quarta-feira - 06/11/2019 - 18:04h
Economia

Megaleilão da cessão onerosa tem resultado final frustrante

Os especialistas classificaram o resultado do megaleilão da cessão-onerosa do pré-sal como frustrante diante da ausência de estrangeiros, da fraca disputa pelos blocos e do valor arrecadado mais baixo do que o esperado pelo governo.

No leilão desta quarta-feira (6), o governo só conseguiu vender dois dos quatro blocos e arrecadou R$ 69,96 bilhões – o montante poderia chegar a R$ 106,5 bilhões. As disputas também foram definidas com ofertas únicas e sem ágio.

“Ficou longe de ser um sucesso, com a não venda de duas áreas”, disse o ex-diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) Elder Queiroz. “Houve uma frustração de R$ 36 bilhões em arrecadação, que é significativo. É um valor muito elevado.”

Queda para estados e municípios

Caiu à metade os recursos que deverão ser recebidos por estados e municípios como parte da operação (veja AQUI).

Na leitura dos especialistas, houve um problema no desenho do leilão. O preço fixado pelo governo foi considerado caro por causa do bônus exigido na assinatura do contrato e pela obrigatoriedade do ressarcimento que as empresas teriam de fazer para a Petrobras. Como os reservatórios disputados já foram descobertos e, portanto, não há risco exploratório, as companhias teriam de pagar para a Petrobras parte do investimento já realizado.

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quarta-feira - 11/09/2019 - 21:18h
Economia

Empresas arrematam novos blocos de petróleo no estado do RN

A retomada da produção de petróleo no Rio Grande do Norte, pela iniciativa privada, avançou ainda nessa terça-feira (10), no 1º Leilão de Oferta Permanente de Petróleo e Gás. O Oeste Potiguar foi destaque no certame, realizado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Leilão foi considerado um sucesso, proporcionando novo avanço na retomada dos investimentos (Foto: ANP)

Mais da metade dos blocos arrematados (57%) ficam na região – 19 dos 33 blocos adquiridos por quatro empresas.

A compra das áreas se soma à aquisição de outros dois campos vendidos pela Petrobras na Bacia Potiguar, este ano: o Polo Riacho da Forquilha, também na Região Oeste, adquirido pela Potiguar E&P dia 31 de maio, e o Polo Macau, adquirido pela SPE 3R Petroleum, dia 9 de agosto.

Empresas

Três das quatro empresas que arremataram os blocos potiguares (Phoenix, Geopark e Imetame) já atuam no Rio Grande do Norte. A quarta (Petro-Victory), que comprou maior número de blocos, deverá se instalar na região de Mossoró nos próximos meses.

O leilão da ANP movimentou mais de R$ 22 milhões e estima investimentos em mais de R$ 320 milhões.

“Na prática, isso representará o reaquecimento do setor petrolífero potiguar, seguindo a retomada do petróleo onshore (em terra) não só no Rio Grande do Norte, mas em outros Estados por empresas privadas, em substituição à Petrobras”, comenta o presidente da Redepetro RN, que congrega empresas da cadeia de petróleo e gás.

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quinta-feira - 22/08/2019 - 21:32h
Reate 2020

Programa para revitalizar petróleo em terra é lançado

Lançado nesta quinta-feira (22) em Brasília (DF), pelo Ministério de Minas e Energia (MME), o Programa de Revitalização das Atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres (REATE) 2020 é recebido positivamente pela cadeia produtiva no Rio Grande do Norte. A meta do governo federal é quase duplicar a produção em terra (onshore).

Cerimônia de lançamento foi em Brasília e vai ter ponto alto em Mossoró (Foto: divulgação)

O plano é saltar dos atuais 270 mil barris de óleo por dia para 500 mil barris até 2030. O RN já foi líder nacional na produção de petróleo em terra.

Presente ao lançamento do Reate 2020, a Associação Redepetro RN compartilha do otimismo. “Essa meta pode ser atingida, e acredita-se que até em menos tempo. O Reate 2020 desponta como a virada do onshore no Brasil”, avalia o presidente da Redepetro, Gutemberg Dias, que participou do lançamento com o vice-presidente da associação, Criste Jones.

Protagonismo

Mossoró sediará apresentação do Plano de Ações do Reate 2020, dias 26 e 27 de novembro, no Mossoró Oil & Gas Expo, conforme anunciou o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, na cerimônia desta quinta-feira.

O município é um dos berços dessa revitalização, com a futura exploração de 34 campos maduros pela Potiguar E&P. Além disso, o Rio Grande do Norte está entre os 14 estados, onde a Agência Nacional do Petróleo (ANP) selecionou 726 áreas terrestres, 712 blocos exploratórios onshore, para colocar em oferta permanente.

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domingo - 04/08/2019 - 10:42h
Economia

Produção de petróleo em terra cai 50%

Ao priorizar o pré-sal, Petrobrás reduz extração 'onshore' de 209 mil para 107 mil barris diários em 20 anos; áreas como do RN atraem empresas menores para a produção que não interessam mais à estatal

Por Cristian Favaro (O Estado de São Paulo)

A capacidade da Petrobrás na exploração no mar, somada à crise da petroleira, colocou em segundo plano a produção de petróleo em terra firme. Recentemente, a empresa oficializou seu objetivo de atuar em águas profundas e colocou à venda centenas de áreas de produção. O efeito, entretanto, já havia sido sentido: a produção de petróleo em terra do Brasil, o chamado onshore, caiu pela metade entre 2000 e 2019.

A exploração em terra é concentrada sobretudo no Nordeste, que abriga mais de 80% das reservas provadas do Brasil e 70% da produção. Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) mostram que a produção desse segmento caiu da média de 209,1 mil barris de petróleo por dia, no ano 2000, para 107,4 mil barris diários, em 2019 (média de 12 meses até maio).

Na direção oposta, alavancada pelo pré-sal, a produção total brasileira mais do que dobrou no mesmo período, de 1,2 milhão de barris para 2,6 milhões de barris por dia.

“O Rio Grande do Norte chegou a produzir 60 mil barris por dia”, diz Gutemberg Dias, presidente da Redepetro RN, entidade com sede em Mossoró que reúne empresas da cadeia produtiva do petróleo no Estado.

“Hoje, são 38 mil barris. Infelizmente, várias empresas fecharam as portas.”

Segundo a Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP), se a estatal tivesse o mesmo ritmo de crescimento dos concorrentes privados nas bacias de Recôncavo, Sergipe/Alagoas, Potiguar e Espírito Santo, ela teria produzido 311,8 milhões de barris em terra a mais, em quase duas décadas.

Carência

Para a entidade, ter colocado a exploração em terra firme em segundo plano tirou R$ 11,8 bilhões em investimentos na região, o que poderia ter gerado até R$ 1,2 bilhão em royalties a municípios do interior nordestino.

A estimativa indica que 386 mil postos de trabalho poderiam ter sido criados.

Segundo Anabal Santos Júnior, secretário executivo da Abpip, a posição praticamente monopolista da Petrobrás é a razão para a derrocada do petróleo em terra firme.

Para ele, o Brasil tem um grande potencial a ser explorado, já que o País concentra uma das maiores áreas em bacias sedimentares do mundo.

A escolha da Petrobrás pelo mar, porém, pode ser explicada em números. Em média, um poço em terra produz 15 barris por dia no Brasil.

No pré-sal, o volume diário alcança 40 mil. Ou seja: um único poço em águas profundas produz mais que toda a extração onshore da Bahia ou do Rio Grande do Norte.

Competição

A menor produtividade, porém, não inviabiliza a produção em solo firme – e a atividade se mostra particularmente atraente a empresas menores. Enquanto o petróleo é encontrado a poucas centenas de metros em terra, no mar os poços podem superar seis quilômetros de profundidade.

Mais barata, a extração onshore é um negócio que atrai pequenas e médias empresas. Seu potencial de gerar receita cresce com a escala. Enquanto o Brasil tem cerca de 23 mil poços perfurados em terra, nos Estados Unidos o número está na casa dos 2 milhões. Diante de medidas de incentivo ao setor, há poços viáveis e lucrativos com produção de apenas um barril por dia nos EUA, algo difícil no Brasil por causa da legislação, segundo especialistas.

A demanda para que campos terrestres da Petrobrás sejam oferecidos a operadores privados é uma briga antiga da Abpip.

Em 2016, a estatal divulgou a inclusão de bacias terrestres maduras dentro do seu programa de vendas. Três anos e diversas prorrogações depois, a meta ganhou velocidade apenas após setembro, quando a ANP selecionou 254 campos para que a Petrobrás decidisse se voltaria a investir ou se devolveria para serem vendidos à iniciativa privada. A Petrobrás decidiu ficar com 71 e vender 183.

Procurada, a Petrobrás apenas confirmou o processo de venda de 183 concessões e disse que “essa operação está alinhada à otimização do portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, visando à geração de valor para os nossos acionistas”.

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domingo - 24/03/2019 - 08:00h

Petróleo no sertão, uma oportunidade

Por José Nilo

“Lembro-me, quando criança, da reação dos garotos ricos ao receberem brinquedos. Os seus olhos brilhavam e, imediatamente, passavam a desfrutar merecidamente da conquista, mais comumente, envoltos por individualidade e relativo período de felicidade. Em contraponto a essa realidade, recordo-me também dos amigos que tinham, apenas na vontade, algum tipo de passatempo. Ao imaginário desse último grupo, cabia a pretensão de concretizar o desejo de construir, a partir de um conceito, de uma ideia, um brinquedo palpável às suas ainda pequenas mãos. Para tanto, assumiam o papel de desenvolvedores, reaproveitando materiais já utilizados e descartados. Indiscutivelmente, o aprendizado, nesse caso, ficava mais consolidado e a conquista mais vibrante.”

Convido-os a espelhar essa experiência no cenário econômico atual do Rio Grande do Norte.

A exploração do petróleo em Mossoró no início dos anos 80 foi, de maneira análoga, o presente de rico para uma região economicamente carente que, com o passar do tempo, desembrulhou-o e deleitou-se dos resultados.Por 35 anos, gerou-se progresso e distribuiu-se renda por meio dos royalties. A pujança parecia interminável, até que, por aparente ironia, o presente de rico mudou de endereço e agora está sendo apreciado bem longe das terras costeiras e competentemente explorado por players capitaneados pela Petrobras, detentora inconteste de tecnologia e mão de obra especializada à altura dos desafios da exploração do pré-sal. Fantástico, vibrante, mas com alegria contida.

Alegria contida porque as regiões produtoras terrestres, que tanto contribuíram com o aprimoramento da curva de aprendizado por meio de inúmeros testes de equipamentos, materiais e capacitação de mão de obra, hoje, assistem de forma desolada a uma vertiginosa queda de produção motivada pelo descompasso entre o programa de desinvestimento da Estatal e a entrada das novas operadoras. Descompasso inesperado, tendo em vista o empenho, a dedicação dos potiguares e os bons resultados econômicos e sociais advindos dessa exploração.

Segundo a própria Agência Nacional do Petróleo (ANP), conforme matéria publicada pelo Valor em 07 de março de 2019, a produção terrestre recuou 36% entre 2012 e 2018, para 115 mil barris diários. As perfurações em terra recuaram 73% entre 2015 e 2017, para 85 poços, bem na contramão do Programa de Revitalização da Atividade de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres (REATE), do Ministério de Minas e Energia (MME), que previa a possibilidade real de mais que triplicar a produção de petróleo e gás natural onshore, revertendo o declínio da curva dos últimos anos.

É notório o clima de desânimo e de desalento na capital brasileira do onshore, Mossoró/RN, clima de que tudo ficou para trás, para o passado, como se agora não fosse o momento de se reconhecer a avidez dos produtores independentes, de união em torno de um novo conceito, de um ideal, de um propósito na preparação de um negócio renovado, capaz de impactar positivamente a geração de empregos em regiões castigadas pelas condições climáticas e baseado primordialmente naquele modelo de sonho de brinquedo de criança pobre citado inicialmente, no qual ela mesma busca construí-lo, vencendo as dificuldades e partilhando os resultados.

Alguns empresários locais afirmam: “é hora de pararmos de lamentar a decisão da Petrobras de repassar polos produtores sob sua concessão. É hora, sim, de lamentarmos a demora na concretização desse repasse, é hora de agradecermos a relevante contribuição dispensada pela maior operadora do Brasil à região, de nos prepararmos para receber as novas operadoras e esperarmos que elas recoloquem em operação em prazo urgente os mais de 2000 poços que se encontram parados, desestagnando a combalida economia local, restaurando empregos e, quiçá, fazendo-nos compreender que o petróleo também é nosso”.

José Nilo é empresário

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quarta-feira - 12/12/2018 - 18:00h
RN

TJ freia uso de royalties e 13º de 2017 fica comprometido

Do G1 RN

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) negou nesta quarta-feira (12) um recurso feito pelo Governo do Estado para realizar o adiantamento dos royalties de petróleo e gás de 2019. O objetivo do Executivo era usar os cerca de R$ 162 milhões que o Estado espera receber no próximo ano como garantia em um empréstimo e pagar o 13º salário de 2017, dos servidores estaduais que ainda não receberam.

TJRN reiterou decisão de primeiro grau e posição do TCE/RN (Foto: arquivo)

Relator da matéria, o presidente do TJ, desembargador Expedido Ferreira, votou contra a liberação. Ele foi seguido por outros 10 magistrados e teve um voto contra, do desembargador Glauber Rêgo.

Essa operação foi autorizada por lei aprovada na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte em junho deste ano, após articulação do governo. Enquanto o Executivo queria usar o dinheiro para pagamento de salários e amortização das dívidas, os parlamentares estabeleceram que o recurso só seria usado na folha salarial.

Proibições

Apesar da publicação da Lei, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) proibiu o governo de realizar a operação em agosto. Em setembro, a pedido do Ministério Público, o juiz da 5ª vara da Fazenda Pública da Natal concedeu uma decisão liminar também proibindo o governo de fazer a antecipação.

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domingo - 22/04/2018 - 04:58h

Retomada do emprego em setor cimenteiro só em 2019

Por Josivan Barbosa

A indústria cimenteira tem expectativa de reverter a rota de queda do consumo no mercado brasileiro na virada do segundo para o terceiro trimestre. O setor enfrenta uma profunda retração nas vendas – e nos preços do produto – desde o fim de 2014.

A expectativa é fechar o ano com aumento de 1% a 2% no volume de vendas sobre as 53,6 milhões de toneladas de 2017. O desempenho do ano passado registrou retração de 6,7% frente ao volume vendido em 2016.

Com uma queda acumulada de 24,5% no período 2015-2017, a capacidade ociosa do parque industrial cimenteiro do país está na faixa de 47%.

Em termos regionais, a recuperação da indústria cimenteira pode devolver a Mossoró e região parte do empregos que era gerada pela indústria do petróleo. Há três fábricas instaladas próximas à Mossoró, sendo que duas ainda não operam com a capacidade máxima.

Saque do PIS/Pasep será liberado para todos

A decisão de autorizar o saque em todas as contas do PIS/Pasep tem apoio de grande parte do governo, que considera que os impactos serão positivos para a economia sem descapitalizar totalmente o fundo.

O relator da MP, senador Lasier Martins (PSD-RS) já recebeu sinal verde do Planalto para incluir esse aditivo. Há apenas uma trava, incluída no projeto, de que os saques para quem tem menos de 60 anos deverão ocorrer até 29 de junho de 2018, prazo que pode ser prorrogado até 28 de setembro se for de interesse do Executivo. Após essa data, os saques voltariam a ficar restritos a quem tem mais de 60 anos (ou 70 anos, caso a MP não seja aprovada).

Para valer a nova regra dos saques liberados para todos os cotistas, a MP terá que ser aprovada ainda pelos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado até 1º de junho. As perspectivas para isso são favoráveis: a proposta é pouco polêmica, tem a simpatia da população e apoio da base do governo e da oposição (o presidente da comissão era do PT).

Esses dois fundos são compostos por contribuições dos trabalhadores até 1988, quando, com a nova Constituição, foram suspensos os aportes e direcionados para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Saque do FGTS

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou projeto que permite o saque da conta vinculada do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), mesmo em caso de pedido de demissão do próprio trabalhador. A proposta segue para análise na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Atualmente a legislação permite a movimentação da conta vinculada em 18 situações distintas, com destaque para a demissão sem justa causa e aposentadoria.

FGTS como garantia de consignado

Pelo acordo firmado entre governo, Febraban e ABBC, os testes para realização de crédito consignado com garantia do FGTS seriam iniciados em maio para que, no início do segundo semestre, esteja disponível aos trabalhadores.

Bacia potiguar em oferta permanente da ANP

A diretoria da Agência Nacional do Petróleo (ANP) aprovou a inclusão, no Primeiro Ciclo da Oferta Permanente de Áreas, dos 46 blocos não arrematados na 15ª Rodada de Licitações, realizada em 29 de março. O Primeiro Ciclo, que previa 838 áreas em 12 bacias, passará a contar com 884, em 15 bacias sedimentares, somando 345.882,88 quilômetros quadrados.

Os 46 blocos estão localizados nas bacias de nova fronteira de Parnaíba (8) e Paraná (13) e nas bacias marítimas de Ceará (11), Potiguar (6), Sergipe-Alagoas (5) e Santos (3). Dessas bacias, somente Ceará e a porção marítima da Bacia Potiguar não estavam incluídas na proposta inicial para o Primeiro Ciclo da Oferta Permanente.

Mossoró e o RN precisam ir à Caucaia

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mossoró (e a do RN) precisa reunir uma comitiva e conhecer o projeto de aproveitamento do biogás do aterro sanitário de Caucaia e os detalhes burocráticos da parceria da prefeitura com a empresa que faz a exploração e comercialização.

A empresa é a Ecometano que inaugurou durante a semana a sua segunda usina no país, em Fortaleza (CE). Fruto de investimentos de R$ 100 milhões, em parceria com a Marquise Ambiental, que administra o aterro Oeste de Caucaia, a nova unidade é a primeira em larga escala da companhia, que traça planos para construir mais três projetos no país.

O modelo de negócios difere da maioria dos projetos de biogás do país: ao invés de usar o combustível para geração elétrica, a companhia purifica o biogás, que é então convertido em biometano – produto com as mesmas características físico-químicas do gás natural – e, em seguida, injeta o combustível nas redes das distribuidoras de gás canalizado.

A Ecometano tem planos de atingir, em até quatro anos, uma produção de 250 mil m3/dia de biometano – volume equivalente a todo o consumo de gás natural do Rio Grande do Norte.

Despesas dos municípios com saúde vão ao limite

Os dados do governo mostram que o período de recessão elevou a aplicação de recursos na saúde, principalmente pelos municípios. A aplicação de recursos da União na área somou R$ 115 bilhões em 2017, 0,7 ponto percentual acima dos 15% de receita corrente líquida, o mínimo estabelecido para o governo federal na saúde. Os Estados destinaram R$ 65,6 bilhões para a saúde, o equivalente, em média, a 13,4% da receita própria e 1,4 ponto percentual acima do mínimo constitucional de 12%.

Os municípios aplicaram no ano passado valor maior que os Estados, tanto em termos absolutos como relativos. As prefeituras destinaram R$ 81,75 bilhões à saúde no ano passado, o equivalente a 24,22% da receita própria, 9,22 pontos percentuais acima do mínimo de 15%.

Cartões de crédito

A agenda do BC em relação aos cartões de crédito é composta por três vetores: a migração para um modelo com prazo de liquidação mais curto para o estabelecimento comercial, hoje ao redor dos 30 dias; taxas de juros mais baixas para o consumidor; e a redução na taxa de intercâmbio – paga pelo credenciador ao emissor do cartão.

Pagamentos com cartão

O Banco Central (BC) vai autorizar um modelo de pagamentos instantâneos no Brasil. É ponto central que as transferências possam ser feitas a qualquer momento e no formato que o usuário desejar, primordialmente por meio dos smartphones. Com isso, uma pessoa poderia enviar dinheiro de sua conta corrente para o cartão de crédito de outra a qualquer hora, inclusive no fim de semana.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

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quarta-feira - 27/09/2017 - 11:37h
Hoje

Leilão de petróleo e gás é fracasso para Rio Grande do Norte

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) realiza na manhã de hoje (quarta-feira, 27) no Hotel Windsor no Rio de Janeiro, a sua 14ª rodada de licitações de petróleo e gás, abrindo caminho à exploração por empresas privadas nacionais e estrangeiras. Nesta rodada, são ofertados 287 blocos de exploração, divididos em 29 setores de 9 bacias sedimentares.

Os chamados blocos terrestres em oferta na “Bacia Potiguar” não despertaram maior interesse. Ao todo, a Bacia Potiguar tem 62 blocos terrestres em oferta. Ela está localizada exatamente no Rio Grande do Norte.

RN tinha 62 blocos na licitação promovida pela ANP (Foto: arquivo)

Os bônus de assinatura mínimos dos blocos da Bacia Potiguar variavam entre R$ 30,8 mil e R$ 207 mil.

Apenas um dos quatro setores apresentados na bacia recebeu oferta. Ou seja,  um grande fracasso.

Houve oferta para o setor SPOT-T4 da Bacia Potiguar.

Ativos exploratórios

Oferta foi apresentada pela Geopark Brasil Exploração e Produção de Petróleo e Gás Ltda., com bônus de R$ 412 mil, que arrematou os 54 blocos do setor SPOT-T4. A empresa, que também atua em diversos países da América Latina, detém nove ativos exploratórios no Brasil.

No Brasil, a companhia adquiriu há alguns anos o controle de cinco blocos na Bacia Potiguar e dois no Recôncavo Baiano.

Nenhuma oferta foi apresentada para o SPOT-T5 da Bacia Potiguar. Os setores SPOT-T1B e SPOT-T2 da Bacia Potiguar também não receberam nenhuma oferta.

Nenhuma oferta foi apresentada para o primeiro setor da Bacia Potiguar, que é classificada como madura. Também não foi apresentada nenhuma oferta para o segundo setor da Bacia Potiguar, que já foi densamente explorada.

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domingo - 06/08/2017 - 09:26h

O investimento que a cadeia do petróleo espera e precisa

Por Gutemberg Dias

À semana passada estive no Rio de Janeiro-RJ acompanhando o governador Robinson Faria (PSD) em audiência na ANP – Agência Nacional do Petróleo (ANP), como representante da Redepetro RN, para discutir saídas para a crise na cadeia de petróleo e gás no RN.

Fiquei impressionado com os números apresentados pelo Diretor-Geral da ANP, Décio Oddone, eles demonstram que se não for feito investimentos no segmento a produção de petróleo no Rio Grande do Norte poderá sofrer um impacto terrível e, consequentemente, a nossa economia já tão cambaleante.

O Brasil na atualidade é o 10° maior produtor mundial de petróleo com uma produção de 2,7 milhões de barris por dia. A produção de petróleo e gás corresponde a 11% do PIB industrial, ou seja, o petróleo para o Brasil é tão importante quanto para o Rio Grande do Norte.

O nosso estado é o 6° maior produtor de petróleo nacional e no mês de junho de 2017 espalmou um produção de 48.390 bpd, quase metade do que o estado produzia na década de 2000. Hoje existem 14 blocos e 102 campos com registro na ANP. Um dado interessante é o quantitativo de poços, já foram perfurados 7.108 poços e atualmente o RN tem 4.6161 em produção.

No gráfico que mostra a produção de petróleo e gás no estado é possível identificar que tanto o petróleo como o gás vem caindo ao longo do tempo desde a década de 2000. Vale destacar que essa queda tem a ver com diminuição de investimentos e, também, o amadurecimento dos campos que tendem a produzir menos próximo ao fim de sua vida útil.

O ciclo do petróleo desde a autorização a pesquisar até um campo começar a produzir leva é media 5 anos. Entre os anos de 2008 e 2013 o Brasil não fez rodadas para cessão de blocos, somando-se a isso a redução dos investimentos da Petrobras e a queda do preço do petróleo no mercado internacional, levou o setor a uma diminuição de atividades impactando toda a cadeia.

Analisando esse impacto no RN observa-se que os poços concluídos ao nos últimos anos vem diminuído de forma preocupante. Um exemplo são os poços exploratórios que balizam descobrimento de novas ocorrências. No ano de 2012 foram perfurados 31 poços, no presente ano a ANP ainda não tem registro de perfuração, ou seja, já estamos no meio de 2017 e nenhum poço exploratório foi concluído.

Essa diminuição na perfuração de poços exploratórios se reflete na baixa notificação de descoberta de óleo,  para se ter uma ideia no ano de 2009 foram 30 notificações com queda nos anos subsequentes. Esse ano apenas uma descoberta de óleo foi notificada à ANP.

Diante dos dados apresentados é notório que para haver uma retomada da produção no Rio Grande do Norte é necessário que haja investimentos urgentes. A Petrobras, a partir de seu Plano Estratégico de Desinvestimento, não tem interesse em continuar operando os campos terrestre, sendo assim, é complicado esperar que a empresa faça grandes investimentos nessa área.

Num outro diapasão a Petrobras detém mais de 95% da produção no estado, ou seja, a operação de produção de petróleo é quase que total da Petrobras. Diante disso, se a empresa não tem foco em investimento que abra caminho para que outras operadoras de menor porte possam operar esses campos e voltarmos a ter perspectiva de retomada do aumento de produção de petróleo.

Um grande alento é que na 14° Rodada da ANP que ocorrerá no dia 27 de setembro de 2017, está sendo disponibilizado 62 blocos terrestres na Bacia Potiguar para serem arrematados. É bom fazermos uma torcida forte para que todos os blocos ou sua maior parte sejam arrematados, já que isso pode representar uma retomada dos investimentos em pesquisa com real geração de emprego e renda e, obviamente, dependendo das descobertas um aumento de produção.

Por fim, gostaria deixar claro que temos ainda muito petróleo e temos que extrair essa riqueza o mais breve possível, haja vista que o ciclo do petróleo deve durar mais uns 30 anos. Dessa forma, o importante é extrair o petróleo logo, não importa quem o faça.

Gutemberg Dias é o graduado em geografia, empresário e Presidente da Redepetro/RN

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sexta-feira - 04/08/2017 - 21:17h
Décio Oddone

Diretor da ANP pode integrar evento sobre petróleo no RN

Oddone: convite (Foto: cedida)

O Diretor Geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Décio Oddone, foi convidado para o participar do Fórum Onshore Potiguar a ser realizado no Rio Grande do Norte no mês de setembro próximo.

O convite foi feito pela Redepetro/RN, que reúne a cadeia produtiva do Petróleo no estado, durante audiência com ele na sede da ANP, dia passado (quinta-feira, 3) – veja AQUI.

Oddone manifestou interesse em integrar o evento, dependendo de ajustes em sua agenda até lá.

Leia também: Redepetro/RN aposta em novos investimentos na área de petróleo AQUI.

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Categoria(s): Economia
quinta-feira - 03/08/2017 - 17:40h
RN

Redepetro aposta em novos investimentos na área de petróleo

Gutemberg defende coordenadoria (Foto: arquivo)

“A reunião foi muito produtiva, haja vista que o diretor da ANP (Agência Nacional do Petróleo), Décio Oddone, fez uma explanação ampla das perdas que o RN (veja AQUI) vem tendo com a falta de investimentos”. A avaliação é de Gutemberg Dias, presidente da Redepetro/RN, sobre audiência hoje no Rio de Janeiro-RJ na ANP.

Segundo ele, “O governador Robinson Faria (PSD) entendeu que é importante o governo entrar na discussão pressionando a Petrobras para tomar uma decisão de investimento ou transferência dos ativos no Rio Grande do Norte, pois isso vai potencializar retomada de grandes investimentos, gerando emprego, renda e tributos maiores”.

Coordenadoria

A Redepetro reiterou ao secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Flavio Azevedo, que também esteve presente à reunião, o pedido da criação de uma Coordenação de Petróleo e Gás (P&G) na secretaria.

“Ficamos de enviar um modelo de coordenação e indicar nomes que possam assumir a função. A ideia é que a coordenação fique sediada em Mossoró”.

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quinta-feira - 03/08/2017 - 17:10h
Na ANP

Governo e Redepetro fazem pleitos à reativação de indústria

O Governador Robinson Faria (PSD) se reuniu com o Diretor Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone, na manhã desta quinta-feira, 03, na sede da ANP, no Rio de Janeiro. Teve a companhia do secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Flávio Azevedo, , do presidente da Potigás, Beto Santos, além de representantes da cadeia produtiva do petróleo, a Redepetro/RN.

Oddone (centro) ouviu apreensões do setor produtivo do RN em reunião de hoje (Foto: Governo do Estado)

Tratou sobre o processo de redução dos investimentos da Petrobras e os leilões de campos maduros no Rio Grande do Norte, previstos para o mês de setembro próximo e outras questões, apresentadas como pauta pela Redepetro/RN.

Solicitaram a democratização do acesso ao leilão para contemplar o empresariado local com o objetivo de melhorar os indicadores econômicos e a geração de emprego. “O desaquecimento das atividades econômicas relacionadas à exploração de petróleo abalou a economia de Mossoró e do Rio Grande do Norte. Estou aqui para defender a geração de alternativas de enfrentamento à crise”, cobrou Robinson Faria.

Posição da ANP

O Diretor Geral da ANP, Décio Oddone, anunciou uma visita ao Rio Grande do Norte para tratar sobre o leilão e apresentou o cenário da “Rodadas de licitação 2017 – Potenciais Impactos no RN “. A produção da Petrobras no RN caiu para 50 mil barris de petróleo/ dia e 1220 mil m3/ dia, segundo a média de junho de 2017. O Estado é o sexto produtor nacional de petróleo e gás com 4.161 poços produtores e 7.108 poços perfurados.

“Tudo que ouvi de vocês está 100% alinhado com o que estamos trabalhando. Estamos vivendo a maior transformação da indústria de petróleo da história do Brasil. A sociedade precisa entender os benefícios que esse novo momento pode gerar”, complementou Oddone.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Flávio Azevedo, defendeu uma participação maior do empresariado local no processo produtivo. “Compreende as exigências diante dos riscos inerentes à atividade. Mas o tamanho dos blocos excede a capacidade de investimento dos empresários locais”, ressaltou.

“Com o leilão dos poços, ainda mais produtores independentes terão acesso ao mercado do gás e a Potigás não pode perder esse movimento de vista. Vai alterar a dinâmica do mercado e a concessionária estará à frente para garantir a regularidade de suas operações”, alertou Beto Santos.

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sábado - 29/07/2017 - 09:06h
Primeira mão

ANP vai receber Robinson Faria e dirigentes da Redepetro/RN

O diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Décio Oddone, deverá receber o governador Robinson Faria (PSD) na sede desse órgão regulador no Rio de Janeiro-RJ, na próxima quarta-feira (02). Será às 10h.

O governador agendou a audiência, como desdobramento de reunião que teve dia 5 de junho último em seu gabinete, com diretores da Redepetro no RN, instituição que congrega empresas da cadeia produtiva do petróleo e do gás.

Governador recebeu dirigentes da Redepetro que apresentaram argumentos econômicos (Foto: Rayane Mainara)

Ele estará na ANP com o secretário do Desenvolvimento Econômico do Estado, engenheiro Flávio Azevedo, além de comitiva da própria Redepetro.

A principal reivindicação à ANP que a Redepetro pretende apresentar, com endosso de Faria, é que ela abra um escritório avançado em Mossoró.

Produção

O Rio Grande do Norte, apesar da redução dos investimentos da Petrobras, ainda é o maior produtor de petróleo em terra do país e possui mais de 50% dos poços perfurados em terra.

Governo e Redepetro entendem que não houve esgotamento do ciclo do petróleo e há possibilidade de revitalização.

Leia também: Redepetro mostra que petróleo é ainda muito viável no RN AQUI.

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quarta-feira - 07/12/2016 - 14:48h
Ação

Juiz proíbe concessão de campos maduros pela Petrobras

A Petrobras está proibida de efetuar a concessão dos campos de produção de petróleo e gás natural em campos terrestres instalados nos Estado de Sergipe, Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia e Espírito Santo. Informação do site Infornet.

A determinação vem do juiz Edmilson Pimenta, da 3ª Vara da Justiça Federal em Sergipe, em decisão liminar atendendo pleito destacado em ação popular movida pelos cidadãos Vando Santana Gomes e Alealdo Hilário dos Santos.

Ação alega que concessão fere Constituição e compromete postos de trabalho no estado sergipano (Foto: Web)

Na ação, Vando Gomes e Alealdo Santos alertam que a Petrobras está realizando a concessão sem licitação, ferindo a Constituição Federal. Eles informam que estes procedimentos foram confirmados pela própria estatal em resposta aos questionamentos feitos por uma entidade sindical que representa os interesses dos trabalhadores da categoria petroleira.

Interferência

Para os cidadãos que ingressaram com a ação popular, a concessão dos bens da Petrobras sem licitação e também o gesto da Agência Nacional de Petróleo (ANP) em permitir a transação comercial causarão interferência direta na vida dos sergipanos e coloca em risco os postos de trabalho e a relação de emprego e renda, que poderão não ser mantidos pela empresa adquirente, na ótica dos dois personagens que ingressaram com a ação judicial para barrar estas concessões.

Na ação, a Petrobras e a ANP se manifestaram. A Petrobras informou que a estatal se submete às regras da legislação específica e destaca a Emenda Constitucional que flexibiliza o monopólio da União nas atividades da indústria petrolífera, permitindo o repasse de atividades para a iniciativa privada.

“A Petrobras, então, teve seu papel redefinido, pela “Lei do Petróleo”, para se amoldar ao novo modelo de gestão, mais atuante num mercado competitivo”, explica a estatal ao apresentar defesa na ação.

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quarta-feira - 19/10/2016 - 18:02h
ANP

Municípios do RN terão perdas de royalties

Do G1/RN e Federação dos Municípios do RN (FEMURN)

O RN estará desfalcado em R$ 5.755.239,14 em repasses da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). De acordo com um ofício enviado pela empresa a prefeitos das cidades afetadas, o valor dos royalties será reduzido em 100 cidades brasileiras para que a agência pague um valor retroativo de royalties ao município de Esplanada, na Bahia. Onze municípios potiguares serão afetados com a perda.screenshot_2016-10-19-16-08-38-1De acordo com o ofício, a Justiça Federal condenou a agência ao pagamento de R$ 31.601.033 ao município baiano em royalties de instalação de embarque e desembarque de petróleo e gás natural. O valor foi calculado considerando o período de outubro de 2013 a março de 2015.

Para pagar o valor devido, a ANP explica no ofício que o valor do repasse em royalties de 100 municípios será reajustado. Em nota, a ANP explicou que os valores serão estornados de valores pagos a mais aos municípios.

De acordo com a agência, a perda será temporária e os valores reduzidos de cada municípios serão descontados em seis parcelas.No RN, as cidades mais impactadas pelo reajuste serão Alto do Rodrigues, Guamaré, Macau, Pendências (perda de R$ 1.139.870,86 cada).  Goianinha, Serra do Mel, Macaíba, Mossoró, Felipe Guerra, Monte Alegre e Tibau também sofrerão com os reajustes para o cumprimento da decisão judicial.

Ainda de acordo com a ANP, a grande maioria dos municípios impactados no RN só recebem royalties por causa de decisões judiciais semelhantes a que decretou o pagamento do retroativo a cidade baiana.

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terça-feira - 09/08/2016 - 12:16h
Mossoró

Representante da ANP falará sobre campos maduros

A Associação Redepetro, que reúne um elenco de segmentos ligados à cadeia do petróleo no estado, promoverá palestra hoje à noite no Sebrae (Mossoró). Começará às 18h30.

Trata-se de uma sessão ordinária, onde estará fazendo uma palestra sobre a cessão de campos maduros de petróleo na região, o representante da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Paulo Alexandre.

A Redepetro tem procurado ouvir “os dois lados da moeda”, ou seja, os que são a favor e contrários a cessão dos campos maduros à iniciativa privada, como forma de reaquecimento da produção.

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domingo - 06/03/2016 - 18:20h
Conversando com Beto Rosado...

Campos maduros reaquecerão produção de petróleo e emprego

A expectativa é que o setor petrolífero no Rio Grande do Norte demita cerca de cinco mil pessoas este ano. Desde 2010, os números são de queda vertiginosa na empregabilidade. Uma das saídas para atenuar o efeito dominó desse ‘desmanche’, defendida pelo deputado federal Beto Rosado (PP), é o aproveitamento dos chamados “campos maduros” pela iniciativa privada. À semana passada, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) confirmou essa decisão, indo ao encontro do pensamento e argumentos do parlamentar potiguar.

Beto apresenta estudo que aponta potencialidade

Ao Blog Carlos Santos, Beto Rosado dá entrevista falando sobre o assunto e arguindo que essa é uma saída para “compensar a retirada dos investimentos da Petrobras” na região. Presidente da Frente Parlamentar do Petróleo e Gás, que reúne deputados e senadores brasileiros, ele está otimista com a decisão. Veja nosso bate-papo abaixo:

Blog Carlos Santos – Como você recebeu esse anúncio de que a Petrobras irá vender os poços improdutivos?

Beto Rosado – Com muita esperança. É uma forma de compensar a retirada dos investimentos da Petrobras nos últimos anos, causando a demissão de sete mil terceirizados e o enfraquecimento da nossa economia. Vender para as pequenas empresas os poços que não são do interesse da Petrobras é a forma de retomar esses empregos e movimentar o comércio de todo o entorno, desde a capina, o setor de alimentação, segurança, transporte e outra série de atividades.

BCS – Haverá aproveitamento de bom contingente de trabalhadores?

BR – Mossoró tem uma mão de obra ociosa muito grande por falta de emprego nessa área, muita gente qualificada formada em cursos técnicos e instituições como a Universidade Potiguar (UnP) e Universidade Fedral Rural do Semiárido (UFERSA). Esses profissionais vão ser diretamente beneficiados por essa iniciativa.

BCS – Essa é a melhor saída ou a que temos à mão?

BR – É a menos danosa. É melhor ter um campo produzindo com um operador privado do que não ter produção nenhuma e emprego nenhum. A geração de emprego não depende de quem opera o campo, mas do nível de investimento que se faz no negócio. Se a Petrobras diz que não vai investir, não haverá emprego. É preciso deixar claro que os servidores da companhia não vão perder o emprego porque são estáveis, mas os terceirizados, que dependem do nível de investimento, sofrem muito com isso. Para um operador de sonda, um motorista de caminhão, um vigilante, um cozinheiro, um técnico de serviços especiais, não importa de quem é o campo. O que importa é que ele tenha emprego para trabalhar. É isso que vai acontecer, pois serão retomados os investimentos, na medida em que chegam novos operadores, que vão adquirir os campos com o objetivo de colocá-los para funcionar.

BCS – Se a Petrobras está deixando os campos de lado, vai haver interesse por parte das empresas?

BR – Vai e os últimos leilões já mostraram isso. Como as pequenas empresas tem uma estrutura mais enxuta e um custo menor do que a Petrobras, a produção nessas áreas ganha viabilidade. Temos dados de que em alguns campos o custo de produção do barril chega a U$8 dólares para os pequenos operadores, enquanto o custo da Petrobras se aproxima do preço de venda, que é de U$ 30 dólares.

BCS –  O Sindicato dos Petroleiros diz que vai haver precarização do trabalho. É esse o seu entendimento?

BR – Isso é mito. O Brasil já teve a oportunidade de experimentar esse modelo numa escala menor e as informações são de que o número de acidentes de trabalho nos operadores privados é bem menor, enquanto a performance de produção é quase o dobro. Além disso, o país tem instituições que fiscalizam essas atividades, como a Justiça do Trabalho.

BCS – Existe projeção para o número de empregos que serão gerados?

BR – Recebemos um estudo feito pela Federação da Indústria da Bahia nos estados onde estão localizados os campos maduros. No Rio Grande do Norte, se em julho de 2015 os campos marginais estivessem sendo operados por empresas independentes, a projeção da produção era de 91 mil barris contra os 49 mil produzidos pela Petrobras. Isso representaria R$1,2 bilhão em royalties, sendo R$ 590 milhões somente para os municípios potiguares. Além disso, geraria 67,8 mil postos de trabalho. É a projeção técnica do quanto estávamos perdendo.

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