quarta-feira - 15/11/2017 - 07:14h
Mossoró

Eleição do “fura pneu” faz 41 anos neste 15 de novembro

Pleito ocorreu em 1976, marcado por vitória de grupo Rosado e episódio estranho no dia do pleito

João Newton: vitória (Foto: arquivo)

Hoje (15 de novembro de 2017), faz 41 anos das eleições municipais de 1976 em Mossoró, ocorridas em pleno regime militar. O pleito foi vencido pela chapa João Newton da Escóssia (Arena)-Alcides Fernandes da Silva (Arena), o “Alcides Belo”, ambos já falecidos.

Mas além da vitória de João Newton, cunhado do então deputado federal e líder rosadista, Vingt Rosado (Arena), um episódio prosaico marcou o pleito àquele dia de feriado nacional: foi o caso do “fura pneu”.

À madrugada do dia 15 de novembro de 1976, um ‘comando’ oposicionista provocou o esvaziamento de dezenas de pneus de carros de familiares e aliados do grupo Rosado. Cerca de 280 veículos foram sinistrados.

O pleito começou sob essa atmosfera carregada, mas ao final não houve maiores incidentes.

João e Alcides sucederam Dix-huit Rosado (Arena) e Canindé Queiroz (Arena), eleitos à prefeitura em 1972. Não havia à época o instituto da reeleição, instituído apenas no final dos anos 90.

Eleições de 1976

– João Newton da Escóssia (Arena 1) – 20.165
– Leodécio Néo (MDB 1) – 10.840
– Assis Amorim (MDB 2) 6.970
– Antônio Rodrigues de Carvalho (Arena 2) – 1.327
– Maioria Pró-João Newton sobre a soma dos emedebistas  – 2.355 votos.

Outra curiosidade da campanha de 1976 foi o casuísmo da “sublegenda”. Permitia que o mesmo partido pudesse ter mais de um candidato ao cargo executivo em chapas diferentes, que se somavam. Era a fase do bipartidarismo (Arena e MDB).

A ideia do governo militar era sufocar a “oposição consentida”, feita pelo MDB, que possuía bem menor representatividade em todo o país, com condições raquíticas de lançar mais de um candidato a prefeito na maioria dos municípios.

* No vídeo acima constante desta postagem, Antônio de Pádua da Silva Cantídio, o “Coconha” (já falecido), relata detalhes do fura pneu, em entrevista em 2009 ao programa “Mossoró de Todos os Tempos”, da TV Cabo Mossoró (TCM), sabatinado pelo professor-médico-empresário Milton Marques. Coconha era vice de Assis Amorim em 1976. Veja a partir dos 5 minutos e 15 segundos.

Mesmo assim, em Mossoró o MDB apresentou duas chapas à sucessão de Dix-huit Rosado, encabeçadas por Leodécio Néo (MDB 1) e Assis Amorim (MDB 2), respectivamente. Apesar disso, a maioria isolada de João Newton sobre eles foi de 2.355 votos.

A Arena 2 ainda teve a chapa do ex-prefeito Antônio Rodrigues de Carvalho, que somava em favor de João Newton.

“Toinho do Capim”, cognome político adesivado nele pelo aluizismo, já tinha sido prefeito nas eleições de 1958 e 1968. Essa segunda, com apoio do ex-governador Aluízio Alves.

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Categoria(s): Política
terça-feira - 07/06/2016 - 22:50h
Mossoró

Morre Nilson Gurgel

Recebi notícia da morte hoje à noite, no Hospital Wilson Rosado (HWR) de Mossoró, do meu amigo Nilson Gurgel.

Era filho do ex-prefeito mossoroense Alcides Fernandes, o “Alcides Belo”.

Nilson: perda (Foto: Facebook)

O corpo é velado no Centro de Velório Sempre, em frente ao Tiro de Guerra, Rua Melo Franco – Centro de Mossoró.

O sepultamento vai acontecer no Cemitério São Sebastião, às 10h dessa quarta-feira (8).

Nilson atuou durante muitos anos na Secretaria de Tributação do Estado (SET), participando ativa e diretamente da sua modernização tecnológica e profissionalização, a partir do final dos anos 90.

Também foi assessor importante em grupos empresariais como Vipetro, Quatro Emes, O Boticário, Fan etc.

Em 2014, chegou a ser nomeado para pasta do Planejamento do Governo do prefeito Francisco José Júnior (PSD), mas sofreu infarto e não chegou a assumir cargo.

Desde então, passou a enfrentar outros problemas de saúde, falecendo hoje.

Que descanse em paz.

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Categoria(s): Gerais
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domingo - 06/10/2013 - 10:16h

Só Rindo (Folclore Político)

Uísque em velório

Seguidor político e amigo do deputado federal Vingt Rosado, o empresário (e ex-prefeito mossoroense) Alcides Fernandes da Silva, o “Alcides Belo”, procura incessantemente o parlamentar na cidade.

Os locais de hábito do deputado são contactados, sem sucesso. Mas ele não desiste.

Alguém então o informa, que o deputado estaria na casa do industrial Aldo Fernandes.

No endereço indicado, que tem considerável aglomeração de pessoas, Alcides visualiza Vingt num ponto mais remoto e reservado, ao lado de outros circunstantes.

– Doutor Vingt, eu quero conversar com o senhor… (e blá-blá-blá) – emenda Alcides Belo.

Rosto circunspecto, ensimesmado, Vingt mantém-se silente. Não entabula conversa alguma.

Infla o cenho, aborrecido. Faz bico e torce o pescoço angustiado na gravata que lhe parece mais apertada…

Para tentar arrancar pelo menos um monossílabo do deputado e descontrair o ambiente que lhe parecia carregado, Alcides Belo encontra uma saída. Resolve quebrar o gelo.

– Que festa de aniversário é essa que não tem sequer um uisquezinho? – indaga, com os braços alargados.

Com as próprias mãos comprimindo as coxas, como se fosse arrancá-las, Vingt Rosado explode:

– Larga de ser besta, Alcides! Você não está vendo que isso aqui é um velório!?

* Texto originalmente extraído do livro “Só Rindo – A política do bom humor do palanque aos bastidores” (1)

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Categoria(s): Folclore Político
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