quarta-feira - 28/07/2021 - 23:58h

Pensando bem…

“Creio que, em qualquer época, eu teria amado a liberdade; mas, na época em que vivemos, sinto-me propenso a idolatrá-la”.

Alexis de Tocqueville

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domingo - 20/10/2019 - 23:58h

Pensando bem…

“A república sobreviverá, até o Congresso descobrir que pode subornar o povo com seu próprio dinheiro.”

Alexis de Tocquevile

 

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  • Repet
quinta-feira - 24/01/2019 - 22:36h
Combustíveis

Sociedade faz pressão contra preços abusivos

COmbustíveis em Mossoró: fenômeno (Foto: ilustrativa)

Bonito de se ver a mobilização de dezenas e centenas de cidadãos mossoroenses nas redes sociais, em campanha contra preços abusivos de combustíveis na cidade.

Da Justiça ninguém pode esperar nada, todos sabem (veja AQUI).

De lá não virá o remédio para essa mazela da cartelização, que pactua preços em alta e simula concorrência num livre mercado irreal.

Temos em marcha a força de uma “sociedade comunal”, assim como definiu o pensador político Alexis de Tocqueville no clássico “Da Democracia na América”.

– O poder é exercido imediata e diretamente pelos cidadãos – apontou Tocqueville.

* O Programa de Defesa do Consumidor (PROCON-RN) foi provocado pelo povo e começou a agir em fiscalização, cobrando justificativa para esse fenômeno. Apesar de constantes quedas no preço dos produtos, os postos locais não repassam a redução ao consumidor final. Em entrevista à FM 95.9 de Mossoró, o dirigente do Procon/RN, Jandir Olinto, disse não entender essa situação em Mossoró.

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Categoria(s): Economia
sexta-feira - 10/03/2017 - 07:46h
Opinião

O que nos cabe nos problemas que não são apenas da prefeitura

É recorrente: a cada período chuvoso em Mossoró, a ladainha é a mesma em artérias do centro da cidade – e outros setores, com águas pluviais que avançam sobre prédios comerciais, equipamentos públicos, ruas, travessas, praças, avenidas e residências.

Por nossa cultura, a prevenção só é lembrada quando o problema está instalado.

Travessa Martins de Vasconcelos - realidade (Foto redes sociais/Assis Nascimento)

Também é uma recidiva a queixa, sempre, atribuindo ao poder público a culpa e responsabilidade por tudo.

Alto lá!

Infelizmente, vivemos numa sociedade que se acostumou à dependência em menor ou maior escala da ação pública, com escassa mobilização popular e rara postura proativa.

É sempre mais fácil terceirizar responsabilidades do que assumir seu papel de protagonista, na defesa dos seus próprios interesses e do coletivo.

É lamentável, por exemplo, que Sindicato do Comércio Varejista (SINDIVAREJO), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e Associação Comercial e Industrial de Mossoró (ACIM) não mobilizem associados para campanha educativa e ação prática que atenue ou evite a sobrecarga das galerias pluviais.

Boa parte do que testemunhamos ao final de cada chuva é resultado dessa postura inerte, distante e alheia. Não temos uma “sociedade comunal”, como identificou o escritor francês Alexis de Tocqueville, num estudo ainda no século XIX, sobre o comportamento do cidadão norte-americano.

O prefeito (a) de ocasião é culpado por tudo e, esse, por vezes acha mais fácil apontar o dedo para o antecessor, para se livrar de qualquer culpabilidade.

Atribuir apenas à Prefeitura a responsabilidade pelo não-funcionamento de galerias, acúmulo de lixo em esgotos, construções que comprometam o fluxo das águas, é de novo uma postura escapista e atrasada. Mais uma vez, em uso, o complexo de transferência de culpa que termina por comprometer a vida de muitos.

Quando as chuvas passarem e as ruas voltarem à normalidade, banhadas por panfletos, lixo, aquelas garrafinhas para água mineral que jogamos da porta do carro (para não entulhar seu interior), tudo cairá no esquecimento. Até às próximas chuvas e inverno, quando elegeremos São Pedro, o prefeito (a) e outros como culpados pelos estragos das águas.

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog
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terça-feira - 27/12/2016 - 23:59h

Pensando bem…

“Mais que as idéias, são os interesses que separam as pessoas.”

Alexis de Tocqueville

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segunda-feira - 18/06/2012 - 04:13h
Nós, o povo!

Vítimas do medo são condenadas à própria sorte

O crime funciona sob os mesmo princípios do capitalismo: visa o lucro. A modalidade de crime e área em que será utilizada, seguem lógica de mercado. No Rio Grande do Norte, por exemplo, durante anos do Governo Garibaldi Filho (PMDB), o forte era assalto a banco e carro-forte.

Na era Wilma de Faria (PSB), o ‘negócio’ desandou muito.

Inteligência e estratégias de caça a bandos especializados em assalto a banco/carro-forte praticamente acabaram essa especialidade de crime no RN.

No Rio de Janeiro e São Paulo durante muito tempo, assaltar banco e carro-forte era negócio rentável. Estado criou dificuldade, vieram os sequestros. Hoje, o próprio sequestro ficou “relâmpago” para tentar ser eficaz.

Aos poucos o grande negócio passou a ser o narcotráfico. Nele, a prosperidade de muitos, a morte de incontáveis pessoas e milhões de famílias destruídas. É, também, um caso de saúde pública e  não apenas policial-judicial.

Enfim, com Estado fraco, impotente, lerdo, omisso e negligente, o crime tem tudo para prosperar. É facilitado e continuará prosperando, sim.

Frederico Pernambucano de Mello, um estudioso do banditismo no espaço geopolítico nordestino, tem um livro obrigatório para entendermos isso. Leiam. “Guerreiros do Sol” faz um mergulho antropológico, sociológico, político, histórico e cultural nas entranhas do coronelismo do Nordeste. Vai mais além, nos levando ao reencontro com nossas raízes coloniais bárbaras.

Fica relativamente fácil entender por que crime compensa e continuará compensando nessas plagas. Se o Estado agir, com mão de ferro, atenua-o. Se o Estado tiver uma presença social provedora, saneia-o.

Banditismo

Lampião reinou durante 20 anos sob apoio de coiteiros, consorciado com coroneis corruptos e financiado por alguns plutocratas urbanos. Quando a União entrou em cena, transformando o Nordeste num território federado, armou as volantes e foi ao ataque. Dizimou o cangaço rapidinho.

Nós, após tantas décadas, somos novamente reféns do medo e do banditismo, agora de faceta mais urbana. O Estado iníquo prefere propaganda e festa, do que cumprir um princípio constitucional: garantir a segurança, o direito de ir e vir. Não há polícia, sobram bandidos. É parecida com a relação entre gato e rato. Se no galpão de cereais não tem gato, abundam os ratos. Se os gatos ocupam-no, os ratos correm.

Enquanto a violência era um problema de favelados, a elite torcia o nariz e recriminava a ralé. Aos poucos, a barbárie chega ao asfalto. A violência passeia pelo shopping, escala prédios elegantes, desdenha o bacana em sua casa de praia e barbariza a ‘patricinha’ na esquina.

Não temos dinheiro para convocar quase mil aprovados em concurso da Polícia Militar. Falta grana para chamar gente à Polícia Civil. Entretanto, sobra verba para estádio de futebol.

No clássico “Democracia na América”, Alexis de Tocqueville nos retrata uma “sociedade “comunal” na América do século XIX. O cidadão no comando. Segundo Tocqueville, o povo tinha a cultura de participar diretamente das decisões que lhe diziam respeito, “os negócios públicos”. Nós, não.

“O povo reina sobre o mundo político americano como Deus sobre o universo. É ele a causa e o fim de todas as coisas, tudo sai do seu seio, e tudo se absorve nele.” (Alexis de Tocqueville, “Democracia na América”)

Somos um povo em que até gente “letrada” faz questão de bradar que detesta política. O pior dos analfabetos. O “analfabeto político” apontado por Brecht.

Você acha que está ruim? Está não. Vai piorar muito mais, para finalmente considerarmos tudo isso insuportável, muito além do que seja ruim.

Em nossa ainda jovem democracia criaram ou repetem o conceito de “municipalismo”, como saída para “fazer acontecer” a tese do bem-estar social. Tudo começa no município. Mas só para pedir grana à União; mais dinheiro para ser torrado com pracinhas, festas popularescas e foguetório.

Esse “localismo”, como Tocqueville chamava a postura proativa das comunas nos EUA, nos serve apenas para bairrismo besta, feito de alegorias e arroubos. Protestamos ruidosamente se nosso time de futebol não vencer o da cidade vizinha; apenas resmungamos em casa ou na fila do posto de saúde, se faltar remédio.

Inculto, alheio à verdadeira política, dependente do poder público e viciado no compadrio, o povo é aquela massa-gente descrita por Darcy Ribeiro:  gado. Chega a ser inocente. Inocente útil, claro. E indefeso. Num romance de Jorge Amado é lírico. Na vida real, dói.

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog
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