Um alento. O prefeito Francisco José Júnior (PSD) prometeu a uma comissão de vereadores e representantes de entidades empresariais de Mossoró, que não tomará nenhuma medida que envolva a questão da mobilidade urbana e outros interesses da economia local, sem ouvi-los. Resultado prático da reunião de hoje pela manhã no Palácio da Resistência, sede da municipalidade.
Audiência tratou de medidas relativas à táxi/alternativos intermunicipais e táxi-lotação.
Representantes do empresariado e da Câmara Municipal estiveram presentes.

Prefeito (ao centro, no fundo) resolveu seguir caminho do diálogo (Foto: decida)
Michelson Frota, presidente do Sindicato do Comércio Varejista (SINDIVAREJO), entidade ligada à Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (FECOMÉRCIO/RN); Getúlio Vale, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), vinculada à Federação das CDL´s do RN (FCDLs) e Nilson Brasil, da Associação Comercial e Industrial de Mossoró (ACIM), associada à Federação das Indústrias do RN (FIERN), representaram o empresariado.
Eles foram incisivos: concordam com a necessidade de mudanças na operacionalização do transporte coletivo, identificam que o prefeito recebeu uma “bomba” de gestões passadas, mas que somente pela via do diálogo se chegará a bom termo.
Discrepância
A comissão de vereadores teve discrepância de opinião apenas em Claudionor dos Santos (PMDB). O vereador disse que o prefeito deveria impor as mudanças. Teve enfrentamento direto do próprio Getúlio Vale e Michelson, além de Nilson Brasil. O empresariado não aceita ser ignorado em algo que lhes interessa diretamente.
“Não é assim, não”, retrucou Getúlio. Chegou a sugerir que continue transporte dos alternativos até área do centro, facilitando a vida dos consumidores.
Os vereador Jório Nogueira (PSD), presidente da Câmara Municipal, além de Tomaz Neto (PDT), Genivan Vale (PROS), Lucélio Guilherme (PTB), Manoel Bezerra (DEM) e Alex Moacir (PMDB) também defenderam o entendimento antes de qualquer decisão final.
Começaria a ser cumprida no próximo dia 10 (quarta-feira), a medida que restringia a circulação de táxi e alternativos intermunicipais em áreas do centro da cidade. Eles ficariam em pontos distintos, com estrutura mínima de apoio, mas sem poderem fazer o tráfego interno de seus passageiros.
A princípio, o decreto está suspenso. Não é o fim do caso. Tempo para aprofundamento de estudos e conversa sobre o caso.
Diálogo
Quanto aos táxis-lotação, que existem desde 1992, o serviço continua permitido, mas é também interesse do governo municipal enfrentar a questão, para poder botar em funcionamento o novo serviço de ônibus que já deveria estar prática. Talvez só comecem a circular no final deste mês.
Genivan Vale chegou a sugerir a criação de uma “cooperativa para aproveitamento dos táxi-lotação”. Tomaz Neto pretende formalizar na próxima sessão da Câmara Municipal, que a Prefeitura estude com a associação dos taxistas, a possibilidade de contratação deles como serviço terceirizado à municipalidade.
CDL, Sindivarejo e Acim veem que é fundamental a preservação de serviços que dão renda e fomentam o comércio de bens e serviços de Mossoró. Criar dificuldades para milhares de consumidores de mais de 90 municípios que desembarcam em Mossoró via táxis e alternativos, é inadmissível. Até topam conversar sobre parcerias com o setor público para suporte aos serviços ligados à mobilidade.
“Sabemos que as saídas não são fáceis e os problemas são complexos, mas o que defendemos é principalmente o diálogo, para que não surjam decisões que causem tantos prejuízos sociais”, advogou Tomaz Neto.
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