sexta-feira - 19/09/2014 - 10:12h
De 1960 a 2014

Henrique vive noite de fortes emoções em Areia Branca

Candidato é lançado à memória da campanha ao Governo do Estado do seu pai, Aluízio, em 1960

O candidato ao Governo do Estado pela Coligação União pela Mudança, deputado Henrique Alves (PMDB), viveu momentos de fortes e inesperadas emoções em Areia Branca, à noite dessa quinta-feira (18). “Eu não esperava isso”, admitiu ao discursar. “Em plena quinta-feira”, anotou.

Sob o testemunho do pai Aluízio (banner atrás), Henrique e Souza reforçaram aliança também emocional (Foto: Blog Aclecivam Soares)

“Você  é muito forte”, comentou ele, agradecendo ao ex-prefeito e candidato a deputado estadual pela região da Costa Branca, Manoel Cunha Neto (PHS), o “Souza”, que articulou mobilização com cerca de 200 veículos.

A expressiva carreata terminou em comício no centro da cidade, onde mais emoção estava reservada. Essa, agora, de ordem afetiva.

Depois do impacto da expressiva movimentação de eleitores, militantes e curiosos, Areia Branca fez o candidato mergulhar no passado.

Souza discursou defendendo a interiorização do desenvolvimento, a partir da produção de um plano estratégico com esse fim. Lembrou, que no início dos anos 60, o pai de Henrique (o então governador Aluízio Alves) inovou e ousou, ao contratar uma consultoria internacional, a Arthur Little Inc, para realizar um Plano de Desenvolvimento para o Rio Grande do Norte.

“Serei deputado para defender os interesses do RN, mas principalmente as oportunidades para o interior”, disse.

Aluízio Alves

Carreata expressiva iniciou movimentação (Foto: União pela Mudança)

Antes que Henrique pudesse falar, irrompeu música da época da campanha de Aluízio, de 1960, no sistema de som do comício (“Aluízio Alves vem do sertão, lá do Cabugi…”). O candidato lançou olhar  pro alto e depois curvou a cabeça. Sem palavras.

Atrás dele, um banner reproduzia cartaz da campanha de Aluízio em 1964.

Souza pediu o microfone e anunciou um convidado especial para aquela movimentação.

– É uma voz, uma referência para mim, para você e para o Rio  Grande do Norte, uma pessoa que continua presente e influindo – pregou.

Em seguida, todos ouviram áudio com preâmbulo do discurso de Aluízio Alves na Praça Gentil Ferreira, em Natal, no início da campanha de 1960:

“Vim para ficar, vim para lutar, vim para vencer. Aos que dizem que a caminhada é longa, respondo: mais uma razão para dar o primeiro passo. O mar que nos separa, gigante e tenebroso, é uma gota d´água…”´

Segurando um lenço verde pela ponta dos dedos e pondo-o envolto em dois microfones, Henrique admitiu ter sentido o golpe emocional. Agradeceu a Souza, a quem apoia na região, falou da permanente inspiração do pai para governar e endossou as palavras do candidato na defesa da interiorização do desenvolvimento.

Henrique foi mais além: previu sua vitória ainda no primeiro turno, por mais de de 200 mil votos.

Ao lado de Souza, candidata ao Senado Wilma de Faria (PSB), vice-prefeita Lidiane Garcia (PSB), vereadores Dijalma Souza (PMDB), Sandro Góis (PV), Netinho Cunha (PSB), Duarte Júnior (PR) e Aldo Dantas (PMDB), Henrique encerrou movimentação, retornando a Mossoró, onde está baseado nos últimos dias.

Com informações adicionais da Coligação União pela Mudança.

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segunda-feira - 16/06/2014 - 07:30h
Veja

Racha em convenções faz parte da história política do RN

Na história política recente do Rio Grande do Norte, houve pelo menos duas convenções partidárias com renhidas disputas internas. Foram sinalizadores de racha, que tiveram desdobramentos consideráveis adiante.

Radir Pereira, Agripino, Lavoisier e Faustino em 1986: todos juntos (foto Blog do Williams Rocha)

Os fatos mostram que o caso do DEM, em 2014, não é situação isolada, mas certamente atípica. Pela primeira vez um governante estadual, no caso Rosalba Ciarlini (DEM), não consegue apresentar argumentos sólidos para sequer apresentar candidatura à reeleição.

MDB

Em 1978, o MDB chegou à sua convenção “rachado” entre o grupo dos “Alves” e o grupo de Radir Pereira. O partido disputaria vaga ao Senado.

Aluizio  Alves, voltando de um período de cassação, declarava apoio ao candidatado da ARENA, Jessé Freire. Henrique Alves, Presidente Regional do MDB, tentou estorvar a candidatura de Radir Pereira, apresentando três nomes “laranjas”.

Radir contou com apoio do senador Agenor Maria, deputado Roberto Furtado e do industrial Odilon Ribeiro Coutinho, que por sinal fez memorável discurso durante a convenção.

Jessé Freire foi eleito ao Senado, sem maiores problemas.

PSDB

Em 1990, na convenção do PSDB, dois grupos se digladiaram, liderados respectivamente por Roberto Furtado e João Faustino.

Roberto Furtado queria que o partido se coligasse com o PDT, onde ele seria candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Lavoisier Maia. João Faustino defendia que a coligação fosse feita com o PFL, que tinha como candidato a governador José Agripino.

Contados os votos dos convencionais, o grupo de João Faustino levou a melhor.

Na disputa eleitoral, Lavoisier foi derrotado nas urnas pelo também senador e ex-governador, como ele, José Agripino, que teve Vivaldo Costa (PR) como vice. O vice de Lavoisier foi Arnóbio Abreu (PMDB).

Agora, em 2014, querela parecida pipocou no seio do DEM. O resultado é a rejeição de forma insofismável da candidatura à reeleição da governadora Rosalba Ciarlini, mostrando toda a fragilidade do seu Governo, sem amparo sequer nas bases do próprio partido.

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terça-feira - 06/05/2014 - 18:34h
Lembrança

Alguém aí se lembra de Aluízio Alves?

Por Roberto Guedes

Nesta terça-feira, 6, hoje, faz oito anos que o Rio Grande do Norte perdeu um de seus filhos mais ilustres e, sem sombra de dúvida, o maior líder popular que jamais conheceu, o jornalista, advogado e político Aluizio Alves.

Contudo, o único registro que a imprensa local fez desta data foi a publicação, como anúncio comercial, de três convites da família Alves para a missa a ser celebrada logo mais, às 19 horas, na igreja de Nossa Senhora da Esperança, no bairro de Cidade da Esperança, conjunto residencial que lembra uma singularidade: governador a partir de janeiro de 1961, Aluizio foi quem fez o governo começar a construir casas populares; bem depois é que surgiria um programa parecido no então Estado da Guanabara e anos adiante a União criaria sua política setorial com o hoje extinto BNH.

Ciador de meios de comunicação que lhe sobrevivem, todos ainda vinculados à sua família, não se entende como estes não cuidaram de registrar honrosamente o aniversário de seu falecimento. Um irmão de Aluizio que costuma escrever em jornais porque ele lhe abriu as portas da imprensa ainda nos anos quarenta destacou há poucos dias o aniversário de nascimento de Carlos Lacerda, mas não se lembrou do oitavo ano da morte do grande líder. E o jornal que abrigou a ode a Lacerda e os anúncios da missa de oitavo aniversário relativo a Aluizio é “Tribuna do Norte”, exatamente o filho ao qual o grande líder tanto se dedicou.

Não dá nem para pensar que é controlado pelo herdeiro político que Aluizio ungiu na maturidade e que agora tenta conquistar o governo do Estado, o deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB), presidente da Câmara Federal, e administrado por três primos deste e sobrinhos em primeiro grau do fundador do periódico. A InterTVCabugi, também fundada pelo grande potiguar, não lhe fez referência pelo menos hoje, assim como as emissoras de rádio que ele agregou a seu grupo midiático.

É o oitavo aniversário de morte e o oitavo de nascimento desde 2006 que o Rio Grande do Norte desconsidera quase completamente, ressalvando-se a celebração católica sempre solicitada pelos aluizistas das classes mais pobres, notadamente os moradores da Cidade da Esperança.

Um leigo poderia usar uma tese cascudiana, segundo a qual Natal não consagra nem desconsagra ninguém, para tentar explicar esta omissão imperdoável. Talvez ela coubesse em relação a outras pessoas, mas não ao maior político que esta unidade federativa já ofereceu ao Brasil e ao mundo.

Parece mesmo que há um esforço induzido no sentido de apagar da memória do povo potiguar a imagem daquele que tanto o liderou.

É um verdadeiro absurdo que a própria família vetorize este processo de desimagem de Aluizio Alves, a quem reverencio nesta hora, independentemente das muitas ocasiões em que nos colocamos em pólos opostos, porque acima de tudo há em mim um honesto reconhecimento de sua incomparável grandeza.

Fraternalmente,

Roberto Guedes da Fonseca.

Jornalista

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sexta-feira - 28/03/2014 - 11:33h
Ouvido ao chão...

Histórias políticas e de vice que estão atualíssimas

O presidente da Assembleia Legislativa, Ricardo Motta (PROS), me faz pensar em seu pai nesses momentos de intrincada política do Rio Grande do Norte.

Motta: filho de um vice

Clóvis Motta foi vice-governador, pelas mãos de Aluízio Alves (pai do governadorável Henrique Alves), compondo chapa com Monsenhor Walfredo Gurgel no pleito de 1965.

Também presidiu a Assembleia Legislativa e obteve mandato de deputado federal.

Osmundo

Tempo de lembrar, ainda, do empresário Osmundo Faria, que por pouco não foi governador do Rio Grande do Norte no jogo de bastidores nos anos 70.

Osmundo, para quem não sabe, era pai do hoje vice-governador dissidente e ex-presidente da Assembleia Legislativa Robinson Faria (PSD), uma casa que lhe cai bem.

História que continua atual.

Atualíssima.

Ouvido ao chão como bom índio Sioux, Apache, Comanche, Cherokee ou Navajo…

 

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segunda-feira - 24/03/2014 - 12:24h
Eleições 2014

Rosalba sinaliza com apoio à Fátima Bezerra para Senado

Extirpada do processo eleitoral de 2014, governador trata deputada petista como "nossa senadora"

Foi encarado por muita gente como “ato falho”, ou seja, um pequeno deslize, a forma com que a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) tratou a deputada federal adversária Fátima Bezerra (PT), nessa sexta-feira (21), em evento ocorrido em Natal.

Fátima, com a "Rosa", contra Wilma? Sim, por que não? (Foto Tribuna do Norte em 10 de março de 2012, em que aparece também o então ministro da Educação, Aloízio Mercadante)

No lançamento da  “Rede Simples”, no Sebrae, com a presença do ministro Guilherme Afif Domingos, a governadora utilizou a primeira  pessoa do plural (nossa) para tratar a parlamentar, acrescentando uma “nomeação” popular ao possessivo:

– (…) Quero cumprimentar aqui a mulher, Fátima Bezerra, nossa Senadora.

Ato falho?

De maneira alguma. Manifestação de tendência.

Rosalba vive um inferno astral como administradora e no campo político. Transformou-se num estorvo para a maioria dos caciques, em especial aqueles que a apoiaram na eleição ao Governo do Estado em 2010.

É pouco provável até que seja candidata à reeleição, por força de questão judicial (inelegibilidade). Se insistir, não deve passar na convenção do DEM, que botou como prioridade a eleição e reeleição de seus candidatos à Assembleia Legislativa e Câmara Federal.

Por que, então, esse afago em Fátima Bezerra, sua adversária histórica?

Simples.

Fátima concorrerá ao Senado da República, tendo como principal dificuldade ao projeto, a concorrência da ex-governadora Wilma de Faria (PSB).

A deputada (ou “senadora”, segundo Rosalba) é sua adversária. Wilma, não. Transformou-se em inimiga política, imersa em picuinhas e troca de ofensas veladas ou explícitas.

Ecossistema político

Proclamar Fátima Bezerra, que do ponto de vista ideológico está diametralmente oposta à conduta e pensamento político seu, foi um recado de Rosalba. Recado aos senadores José Agripino (DEM) e Garibaldi Filho (PMDB), à própria Wilma e ao deputado federal e pré-candidato a governador Henrique Alves (PMDB).

Acuada, excluída e extirpada do topo da cadeia alimentar do ecossistema político potiguar, Rosalba pode agir como uma força centrífuga, triturando tudo em sua volta.

Com o resto de capital que lhe resta, sobretudo em seu berço político e cidadela, Mossoró, a “Rosa” tende a apostar num nome que lhe seja “menos ruim”. Fátima Bezerra, é o caso.

Tivemos no passado (1982), a criação dos votos “camarão” e “cinturão”, quando o instituto do “voto-vinculado” obrigava o eleitor a votar em todos os candidatos de um mesmo partido. Era um casuísmo “legal” criado pelo regime militar em seus últimos dias de poder, para manutenção do “voto de cabresto”.

Aluízio e Vingt

Além disso, havia a faculdade da “sublegenda”, outra armação, que permitia que o mesmo partido pudesse ter mais de um candidato a prefeito.

Em Mossoró, rompido com o primo e ex-governador Tarcísio Maia (PDS), o deputado federal e líder do rosadismo (até então um grupo praticamente monolítico),  Vingt Rosado (PDS), pregou que ninguém votasse na cabeça de chapa, deixando-a em branco.

Aluízio e Dix-huit: ajuda mútua

Como não podia votar em Aluízio Alves (PMDB), os seguidores de Vingt anulariam o voto a governador que era imposto por Tarcísio, com a candidatura do filho José Agripino (PDS). Eis o “voto camarão”, cortando a cabeça.

Em troca, Aluízio defendeu o “voto cinturão”: seus eleitores deveriam deixar em branco o voto a prefeito (que ocorria na mesma eleição).

Pelo menos em Mossoró, o protesto deu certo. Aluízio foi o nome a governador mais votado com 21.037 votos (40,76%), com Agripino ficando em segundo lugar com 17.571 (34,05%). No estado, o “bacurau” perdeu por mais de 107 mil votos de maioria.

A prefeito, o irmão de Vingt Rosado, Dix-huit Rosado (PDS), foi eleito pela segunda vez ao cargo com 21.510 votos (41,68%) e o pemedebista que na prática não teve apoio de Aluízio, João Batista Xavier, foi o segundo mais votado, com 15.466 votos (29,97%). Canindé Queiroz, da sublegenda do PDS, lançado para puxar votos para Agripino, teve 4.388 votos (8,50%).

Eleições a prefeito de Mossoró em 1982 (Fonte: Blog Carlos Santos):

– Dix-huit Rosado (PDS) – 21.510 (41,68%);
– João Batista Xavier (PMDB) – 15.466 (29,97%);
– Canindé Queiroz (PDS) – 4.388 (8,50%);
– Mário Fernandes (PT) – 428 (0,83%);
– Paulo R. Oliveira (PTB) – 48 (0,09%);
– Brancos – 8.145 (15,79%);
– Nulos – 1.621 (3,14%);
– Maioria Pró-Dix-huit – 6.044 (11,71%).

O eleitorado habilitado ao voto era de 67.041, em 275 secções. Compareceram 51.606 (76,98%) eleitores. As abstenções foram de 15.435 (23,02%) votantes.

Para as eleições de 2014, o eleitor está livre para misturar, votando em quem bem desejar de cabo a rabo. Não há voto vinculado ou sublegenda.

Vingt serviu "camarão"

O “rosalbista” pode ficar sem uma preferência ao Senado, diante do racha no próprio DEM que termina de afundar Rosalba. Não significa dizer que ela fique sem opção. Fátima pode ser uma forma de vindita de Rosalba, ajudando a não eleger Wilma, de quem já foi aliada no passado nos anos 80 e início dos anos 2000.

Estranho?

Nem um pouco.

Lembre-se: “a política é dinâmica”.

A frase é surrada, mas continua atualíssima na política caprichosa e sinuosa do Rio Grande do Norte, onde o feio é perder. O próprio Vingt Rosado costumava dizer que voto de aliado e de adversário (ou “bandido”) tinha o mesmo valor.

Aluízio Alves e Vingt Rosado tiveram embates homéricos e nem sempre muito leais. Mas em determinado ponto da história no século XX, passaram à composição à margem da lei e, em seguida, formalizada em comunhão numa única sigla, o PMDB, em meados dos anos 80.

Portanto…

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domingo - 01/12/2013 - 08:35h

Só Rindo (Folclore Político)

A.A.A.

Diante da cassação do líder Aluízio Alves, o jovem Henrique Eduardo Alves é elevado à prematura condição de sucessor político.

Em Mossoró, um “aluizista” histórico exalta a continuidade. Ex-faz-tudo do empresário Renato Costa, “Mourão” dispara eufórico:

– Se o pai com dois “A” era forte, imagine o filho com três…

Ao seu lado, um interlocutor atordoado não entende o comparativo:

– Três “A” por que, Mourão?

O apaixonado militante político, de pouca habilidade com o vernáculo, “esclarece” tudo a seu modo:

– Ora! Anrique Aduardo Alves, homem!

Explicado.

* Do livro “Só Rindo 2 – A política do bom humor do palanque aos bastidores”, do editor deste Blog.

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terça-feira - 19/11/2013 - 12:48h
Aprovado

Aluízio Alves dará nome ao Aeroporto de São Gonçalo

A Comissão de Educação do Senado aprovou, nesta terça-feira (19), projeto de lei da Câmara denominando “Governador Aluízio Alves” o aeroporto internacional em construção no município de São Gonçalo do Amarante (RN), região metropolitana de Natal.

O relator da proposta foi o senador Gim Argelo, cujo parecer foi aprovado por unanimidade. A empresa construtora – Consórcio Inframerica – estima que a nova unidade estará em funcionamento em abril de 2014.

O aeroporto de São Gonçalo terá uma estação de passageiros com 40 mil metros quadrados e estacionamento com 1.500 vagas.

Atualmente, cerca de 1.300 pessoas trabalham na obra.

No início das operações, o Consórcio Inframerica prevê que o Aeroporto terá capacidade para receber até 10 aeronaves simultaneamente, com um movimento inicial de 4 milhões de passageiros/ano, chegando a 6,2 milhões em 2024 e aos 11 milhões em 2038. Já no primeiro ano, serão 10 balcões de atendimentos aos passageiros e cinco esteiras de bagagens.

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segunda-feira - 04/02/2013 - 07:01h
É hoje

Henrique Alves em dia de presidente da Câmara Federal

Com a candidatura registrada e os últimos apoios consolidados, o deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), no exercício do 11º mandato, com mais de 42 anos de legislativo, disputa a presidência da Câmara dos Deputados pela 1ª vez.

A sessão para eleição da nova Mesa Diretora da Casa está marcada para as 10h desta segunda-feira (04). Na reta final da campanha, na última sexta-feira (01), o PTB, com 20 deputados, formalizou apoio à candidatura de Henrique Alves.

O deputado iniciou uma rodada de encontros e conversas com todas as bancadas da Casa e consolidou sua candidatura com o apoio de 13 partidos e um bloco (PMDB; PT; PP; PSD; PDT; PSC; PSDB; DEM; PPS; PCdoB; PRB; PMN; PTB e o bloco PR, PT do B, PRP, PHS, PTC, PSL, PRTB ). Esse apoio, segundo o candidato, foi decorrência deste amplo debate com os deputados e os líderes partidários: “ouvi todas as sugestões e idéias dos deputados para fortalecermos a Câmara e aproximá-la ainda mais da sociedade brasileira”, ressalta.

Henrique: Onze mandatos e a presidência

Em mais de 42 anos como parlamentar, o deputado Henrique Eduardo Alves, que venceu onze eleições consecutivas para a Câmara Federal, fez mais de mil intervenções em plenário entre discursos, apartes, apresentação de relatórios e de projetos, além de encaminhamentos de votações. Até a véspera de deixar a liderança do PMDB na Casa, Henrique Alves havia apresentado 672 proposições entre projetos de lei, Propostas de Emendas à Constituição (PECs), emendas à diversas propostas e requerimentos.

Ao longo dos 11 mandatos o deputado potiguar foi relator de 57 matérias.

Entre as mais importantes, destacam-se: As Medidas Provisórias que criaram o programa Minha Casa, Minha Vida; o regime tributário, cambial e administrativo das Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs); o projeto sobre o regime de partilha da produção de petróleo do pré-sal (royalties); a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre a participação do capital estrangeiro nas empresas de comunicação; o projeto sobre a criação de 400 varas da justiça federal em todo o País, inclusive de juizado especial federal; a matéria que instituiu a tarifa social de telefonia para consumidores residenciais de baixa renda e a proposta da lei orçamentária de 1974. Várias matérias apresentadas, cerca de 200 proposições, são projetos de lei. Muitos deles em coautoria com outros parlamentares. Durante a Assembleia Nacional Constituinte (1987/1988) o deputado apresentou 31 propostas e sugestões de artigos para a nova Carta, além de apoiar dezenas de emendas de outros constituintes.

Influência

A atuação de Henrique Alves como articulador e líder partidário foi decisiva nas discussões e votações das duas matérias sobre o Novo Código Florestal Brasileiro. As qualidades de negociador e articulador de Henrique Alves é reconhecida pela pesquisa do DIAP – Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar.

Os levantamentos do DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) posicionam o deputado entre os parlamentares mais influentes do Congresso Nacional. A escolha é feita pelos deputados e senadores, através de uma pesquisa anual. Ele aparece entre os primeiros colocados na pesquisa ao longo de 13 edições consecutivas do levantamento.

Em 2012 Henrique Alves foi considerado por seus pares o 3° parlamentar mais influente do Congresso Nacional.

Henrique Alves ocupou a liderança da bancada do PMDB na Câmara dos Deputados por seis anos consecutivos, desde 2007. O novo líder será escolhido pela bancada do PMDB neste domingo (03). A reunião dos79 deputados do PMDB está marcada para as 18h, no Plenário da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Três deputados disputam a liderança do partido: Eduardo cunha (RJ), Sandro Mabel (GO) e Osmar Terra (RS).

Em seu folder de campanha, o deputado Henrique Eduardo Alves faz uma apresentação da candidatura e enumera seus compromissos para a Câmara Federal:

“Ingressei na Casa do Povo brasileiro aos 22 anos de idade, em 1970, sob as bênçãos e a orientação do meu pai, Aluízio Alves, cassado pelo AI-5 de 1969, e a motivação para juntar minhas energias ao esforço coletivo pela redemocratização do País”, relatou..

Com informações do PMDB nacional.

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domingo - 03/02/2013 - 06:01h

Mumunha papagerimum

Por François Silvestre

Ainda hoje não se explicou convincentemente a mumunha da “paz pública” que os acólitos da Ditadura montaram no Rio Grande do Norte, em 1978, cooptando ex-perseguidos.

Antes dessa, houve outra também sem explicação. Numa visita que me fez, em Cajuais da Serra, o escritor Francisco Rodrigues, das “Folhas de Outono”, me questionou sobre tal evento.

Deu-se por conta da morte do Senador João Câmara, em 1948, candidato natural ao Governo, pelo PSD, nas eleições de 1950. A morte do político de Baixa Verde produziu dois fatos relevantes para alterar o quadro político de então.

O primeiro foi o lugar da própria vaga no Senado, que deveria caber ao suplente eleito, na sua chapa, Antônio Fernandes Dantas. O segundo foi a ocupação de sua candidatura ao governo, substituída pela indicação dissidente de Dix-Sept Rosado.

Na época, tanto os vices quanto os suplentes eram eleitos desvinculados dos titulares. Poderia ser eleito o candidato de um partido com o vice ou suplente de outra legenda.

Nas eleições de 1947, para o Senado, cá na vazante, foram candidatos João Câmara, pelo PSD; e Juvenal Lamartine, pela UDN e PSP. João Câmara saiu vitorioso. Para a suplência disputaram, dentre outros, Antônio Fernandes Dantas, na chapa de Câmara, e Kerginaldo Cavalcanti, na chapa de Lamartine. Venceu o candidato de João Câmara.

Aí a mumunha se armou. Com o apoio do pessedista Georgino Avelino, contra o correligionário vitorioso, foi argüido o impedimento de Dantas, sob a alegação de erros formais no registro da sua candidatura. Qualquer curioso do Direito sabe que esse argumento é falso, dada a natureza preclusiva do Processo Eleitoral.

Impedimento, sem anulação dos votos, e posse do suplente da chapa derrotada, que era Kerginaldo Cavalcanti. Sem julgamento do mérito até as eleições de 1950, quando Kerginaldo Cavalcanti derrotou Dinarte Mariz, legitimando o mandato.

Outra mumunha foi o acordo de cúpula que envolveu Aluízio Alves e Tarcisio Maia, sob a batuta de Golbery, com o General Albuquerque Lima, a UEB, Dow Chemical, o MDB, Jessé Freire e muita grana em dólar, numa jogada político-empresarial, que fazia parte de um esquema de transição negociada. Negociada com negociatas.

Aqui, a Arena humilhou a resistência democrática, pondo o MDB no pelourinho.

Cobrei de Aluízio Alves, ele desconversou e não convenceu. Geraldo Melo riu e mandou me servir uísque. Roberto varela foi ferino: “Olha, guerrilheiro, foram duas maracutaias”.

O MDB oficial ladinou-se e virou PMDB. O seu quinhão autêntico, com Odilon Ribeiro Coutinho e Roberto Furtado, desmanchou-se nas brumas da luta. A liberdade hoje é apenas uma meretriz desempregada, a vender o que se tem de graça, nas igrejas e nas praças.

Té mais.

François Silvestre é escritor

* Texto originalmente publicado no Novo Jornal (Natal)

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quarta-feira - 12/12/2012 - 08:10h
Henrique Alves

Um livro e uma história na Câmara Federal

O líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB), comemorou seus 64 anos em grande estilo nessa terça-feira (11).

Lançou o livro “O que eu não quero esquecer”. O livro, de autoria dele, foi lançado na Liderança do PMDB durante a confraternização natalina e de aniversário do deputado.

Com direito, ainda, a um bolo enfeitado com o escudo de seu time de futebol do coração, o Vasco da Gama.

O livro com 259 páginas é uma coletânea dos principais momentos de Henrique Alves, em plenário e nas comissões da Câmara dos Deputados.

O deputado está na liderança da bancada do PMDB há seis anos e exerce o 11º mandato consecutivo desde 1971.

Nota do Blog – Meu caro “Anrique” (Henrique Eduardo Alves), reserve um livro seu para mim. O título remeteu-me àquele escrito por seu pai: “O que eu não esqueci”.

Aluízio Alves lançou “O que não esqueci” no início da década passada, a meu convite, num evento memorável na Estação das Artes Eliseu Ventania (Mossoró).

Eu também não esqueci.

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domingo - 29/07/2012 - 08:55h

Só Rindo (Folclore Político)

Lei Seca para adversário

A campanha ao Governo do Rio Grande do Norte divide Mossoró em 1965. Aluizistas cantam vitória em defesa da candidatura do Monsenhor Walfredo Gurgel, apoiado pelo governador Aluízio Alves.

Num tradicional reduto adversário, o conhecido “Bar IP”, seu proprietário João Pinheiro observa do balcão a chegada de um aluizista. É o suficiente para fechar a cara. Mais ainda, que se diga.

– Bote aí uma cana, João – pede o ‘fiscal de rendas’ Moacir Vilar, adornado por adereços verdes que simbolizam sua preferência política.

– Só despacho no balcão e tá faltando – infla João Pinheiro, contraindo os músculos faciais, numa reação que não disfarça seu desinteresse em fazer a vontade do cliente.

– Então eu quero uma cerveja, homem! – insiste Moacir, desdenhando o humor de quem o atende.

Sem qualquer meio-termo, o dono do IP volta a rechaçá-lo: “Tá quente!”

O insistente freguês não desiste. Coça o próprio cocoruto como se os dedos fossem eficientes arados e parte para o definitivo pedido:

– O.K! Eu vou tomar mesmo é um uísque…

Nem aí ele consegue dobrar João Pinheiro, impávido na tarefa de não atender o adversário:

– Não tem gelo!

A resposta faz Moacir Vilar ser ejetado da cadeira, endemoniado: “Quando o ‘padre’ ganhar eu fecho essa …!”

João e sua clientela vibram com o aguardado desfecho da contenda. Nas urnas Monsenhor Walfredo foi vitorioso, mas o Bar IP continuou inexpugnável ainda por décadas.

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sábado - 28/07/2012 - 10:34h
Barafunda cromática

Henrique vê “anomalia” em vermelho que vira verde

O deputado federal Henrique Alves (PMDB) vai desembarcar em Mossoró no próximo final de semana, para participar da campanha à prefeitura da vereadora governista Cláudia Regina (DEM) e do vice, advogado Wellington Filho (PMDB).

Mas antes, em rápido bate-papo com o editor deste Blog, ele instiga a polêmica em torno de algo que parece banal, mas não é, em se tratando de simbologias e marketing numa campanha eleitoral.

– Irei vê-lo como exímio conhecedor da cena local, para me explicar essa anomalia de um “verde” fruto dos vermelhos do PT e PSB… – antecipa o parlamentar, convocando este repórter.

Minha reação, de imediato, é o sorriso, para acrescentar em tom jocoso: “Esse mimetismo político exige comissão multidisciplinar para estudar o fenômeno. Vale invocar o grande Aluízio Alves (pai do parlamentar, líder político já falecido)”.

– Boa idéia! Mas já tenho alguma noção do fenômeno.. (risos) – emenda Henrique Alves.

Encontro marcado.

Nota do Blog – A campanha da adversária Larissa Rosado (PSB) à prefeitura adotou o verde como cor padrão de sua identidade visual. Sempre foi um símbolo utilizado pelo PMDB de Henrique em campanhas que remontam aos primórdios do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), nos anos 70.

Antes, Larissa empinava suas campanhas sob o vermelho. O marketing alterou diametralmente esse padrão para a campanha atual. Ocorre, que o verde continua sendo uma das cores adversárias, estampada pelo vice peemedebista de Cláudia, Wellington Filho.

Uma barafunda cromática.

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Categoria(s): Política
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domingo - 15/07/2012 - 09:46h

Só Rindo (Folclore Político)

Conhaque para aluizista

Passeata e comício efervescentes do líder Aluízio Alves tomam conta de Mossoró.

A paixão messiânica pelo líder leva a massa à sua louvação nas ruas da cidade.

Nesse ínterim, um tradicional ponto de encontro de aliados do adversário Vingt Rosado, o “Bar IP”, recebe a inesperada visita de um freguês que não percebe ter pousado no lugar errado.

Lenço verde contornando o pescoço, mãos encaliçadas, botas e esporas empoeiradas, rosto inundado de suor e respiração ofegante, é recebido pelo sisudo João Pinheiro, comandante-em-chefe do lugar.

– Bote aí uma dose de conhaque São João da Barra – pede o cliente, que quer mais combustão para continuar no encalço de Aluízio.

– Não vendo essa bebida e tenho nojo de quem bebe – exorciza João Pinheiro, pondo o “adversário” para correr.

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Categoria(s): Folclore Político
domingo - 08/07/2012 - 07:58h

Só Rindo (Folclore Político)

Piroca no sufoco

Reta final da campanha municipal de 1968 em Mossoró. O líder Aluízio Alves recebe pesquisa que mostra vantagem do candidato adversário à prefeitura, professor Vingt-un Rosado.

Em reunião com a cúpula de campanha do seu candidato, Antônio Rodrigues de Carvalho, ele decide que fará uma blitz de três dias com comícios, para reverter o quadro. Irá à exaustão, mas levará “Toinho do Capim” à vitória – promete.

Em plena “vigília” (comícios que atravessavam a madrugada), alguém comenta:

– Toinho está em cima do caminhão, quer mijar e não pode…

Espirituosa, Wanda Gondim (integrante do movimento conhecido como “As senadoras de Mossoró”) solta mais uma das suas:

– Olha, eu faço de tudo pra gente ganhar essa eleição, mas pegar na piroca de Toinho é demais!!!

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Categoria(s): Folclore Político
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terça-feira - 03/07/2012 - 09:52h
Opinião

Donos de partidos e um pluripartidarismo que definha

Um retrato do atraso em que o sistema pluripartidário nacional mergulhou pode ser medido pela relação existente entre político e partido. Os papeis estão invertidos. Para pior.

Há algumas décadas ouvíamos a citação: “Aluízio Alves do MDB”, “Tarcísio Maia da Arena”. Hoje, é “o PMDB de Henrique Alves”; “o DEM de José Agripino” e até “o PT de Lula”.

Os partidos deixaram de ter filiados, simpatizantes e candidatos para serem lembrados pelo nome de seus  proprietários, donos, gente que andaria com a chave da porta do diretório no cós da calça. Só entra e sai quem ele quer. As siglas parecem funcionar numa pasta 007 ou bisaco; são itinerantes.

Em vez de partidos fortes, existe alguém com força para ter partido, dando-lhe o jeito e personalidade com sua cara e digital.

Com 30 partidos regularizados, o Brasil ainda engatinha na democracia porque insiste em não fortalecer as instituições, como o próprio partido. O problema não é a quantidade, mas a fragilidade do sistema, sempre ajustado para facilitar o contorcionismo político, o atalho e a gambiarra.

Na prática, paradoxalmente, a desvalorização partidária nos remete à época da República Velha (1889-1030), em que tínhamos o instituto da “candidatura avulsa” e o indivíduo podia ser candidato sem qualquer inscrição partidária.

Mais estranho ainda é identificarmos que  no período de regime militar, com o modelo bipartidário MDB-Arena, os partidos eram muito mais consistentes, ideologizados e estranhamente mais democráticos.

Esse fenômeno de partido sob a propriedade particular é uma inversão de valores injustificável e inaceitável. Só se explicaria sob o princípio da razoabilidade, se certos chefes tivessem maior dimensão do que o próprio partido. Exemplo que podemos extrair do futebol. “O Santos de Pelé”. O jogador estelar virou instituição pessoal a ponto de ser a referência do time e de uma época. Ficou maior do que o clube.

Na política contemporânea, poucos são os políticos que atingem esse feito. Lula, certamente, inflou mais do que o PT. Mas, vaidoso, passou a comprometer sua própria cria, com a ideia de que é um deus do Olimpo brasileiro e pode tudo. Pode porque é dono.

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog
domingo - 03/06/2012 - 08:03h

Nem governo nem oposição

Por Vicente Serejo (O Jornal de Hoje)

A falta de nitidez partidária e ideológica nas retóricas tem sido o traço marcante dos partidos no Rio Grande do Norte. As últimas cores das nossas vozes – se é que a voz tem cor – o verde e o vermelho, ficaram como marcas do ciclo protagonizado por Dinarte Mariz e Aluizio Alves.

Depois, mas ainda com a presença dos dois, veio a Paz Pública destruindo o que restava de coerência. O primeiro já lutava para eleger o próprio filho e, o segundo, para voltar ao poder, sob o pretexto de se vingar do seu adversário.

A maldição da criatura contra os seus criadores foi maior do que a história deles dois. A paz dita pública ainda duraria quase dois governos – de Tarcísio e grande parte de Lavoisier Maia – até que outra vez Aluizio estivesse nutrido. Ele e suas empresas, para um rompimento que se daria nas ruas quando o líder de sessenta viu que a ambição oligárquica de Tarcísio não tinha limite.

Impôs o filho, José Agripino, depois de fazê-lo prefeito biônico de Natal, derrotando Aluizio com 107 mil votos de vantagem absoluta.

A rigor, o Rio Grande do Norte já tinha uma ancestralidade recente de acordão quando estourou o golpe militar de 64. Dinarte era um dos líderes civis do movimento e tinha, por isso, toda coerência para assumir a Arena. Mas Aluizio, tentando se abrigar no guarda-chuva do poder inventou a Arena Verde e nela sucumbiria cassado ao lado de irmãos e amigos.

Tudo por não cumprir, naquela hora, seu destino de resistência como outras lideranças nordestinas, revelando-se o conservador que ele nunca deixou de ser. A resistência ideológica no Rio Grande do Norte foi mais intelectual do que política. E mesmo os que fundariam o MDB foram quase todos, bacharéis. Vindos da Faculdade de Direito e herdeiros de sua inegável tradição libertária.

O MDB, ironizado por Aluizio – ‘cabe num Wolksvagem’- então chefe da Arena Verde, abrigou as candidaturas precoces de Henrique, a federal, e Garibaldi, estadual – mantendo o aluizismo até que o líder maior voltasse a existir na redemocratização como ministro de Tancredo Neves.

De tudo, das arenas vermelha, verde e da paz pública, nasceu o cenário que temos até hoje, feito muito mais de escombros salvados do rescaldo das rendições e dos acordos de poder do que da resistência que não empreendemos. Os filhos assumiram o palco e mantiveram o modelo.

O PMDB dividiu-se em dois para eleger Rosalba Ciarlini para o Senado e o Governo, e quase todos foram às ruas ao lado do PT, agradando ao Palácio do Planalto, quando as urnas de Natal puniram, exemplarmente, o acordão espúrio.

Seria muito simplório imaginar que o desgaste das gestões de Micarla de Sousa e Rosalba Ciarlini nada tem a ver com o passado. Não somos partidários nem ideológicos em nada. Nem o PT que mostrou sua falta de pudor ao aceitar o apoio de todos para conquistar uma Natal que já lhe derrotou várias vezes. Perdeu para ele mesmo.

A não ser que se queira acreditar na vitória de Micarla de Sousa, no primeiro turno, como uma prova de sua liderança e do senador José Agripino. Coisa que só os tolos acreditariam.

Vicente Serejo é jornalista e cronista

* Texto originalmente publicado n’O Jornal de Hoje (Natal)

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Categoria(s): Artigo / Opinião
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segunda-feira - 23/04/2012 - 19:29h
Importância

Colégio Atheneu recebe homenagem de deputados

A deputada estadual Márcia Maia (PSB) fez um resgate da história do Colégio Atheneu Norte-rio-grandense, na sessão solene em homenagem aos 178 anos da mais antiga escola do Estado, realizada na manhã desta segunda-feira (23) na Assembleia Legislativa.

“Com mais de 178 anos de história, o Atheneu sobressai-se como a mais antiga instituição cultural e educacional do Estado. Durante gerações e gerações é responsável não apenas pela formação escolar, mas, sobretudo pela origem de hábitos e costumes que até hoje identificam o nosso povo”, disse.

A deputada, propositora da homenagem, afirmou ainda que o colégio transformou o Rio Grande do Norte num grande pioneiro na educação no País, já que foi a primeira instituição pública de ensino brasileira.

Márcia Maia lembrou que desde a sua fundação até hoje, são incontáveis os personagens ilustres da história do RN e destacou nomes importantes como o fundador Basílio Quaresma Torreão, Luiz da Câmara Cascudo; Celestino Pimentel; Olindina Lima Gomes da Costa, Celestino Pimentel, Pedro Velho; Augusto Severo; Floriano Cavalcante de Barros; Café Filho; Aluízio Alves; Garibaldi Filho; ex-governadora Wilma de Faria, dentre outros.

Na oportunidade, a parlamentar anunciou que apresentará um projeto de lei para oficializar a criação do Memorial Ruy Pereira, no Colégio Atheneu, com arquivos, documentos, fotos e objetos que marcaram a história da escola mais antiga do país. Além disso, Márcia informou ainda irá solicitar através de requerimento o reconhecimento da atual sede da instituição de ensino patrimônio histórico-cultural do RN.

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Categoria(s): Cultura / Educação / Política
quarta-feira - 28/12/2011 - 16:30h
João Ururahy

Morre ex-secretário do Governo Geraldo Melo

Por Eliana Lima

Notícia triste nesta tarde de contagem regressiva para o fim de 2011.

Morreu o jornalista João Ururahy Nunes do Nascimento, ex-chefe da Casa Civil do governo Geraldo Melo. Foi vencido pelo câncer, que desencadeou vários problemas de saúde.

Nos tempos áureos do PSDB no RN, foi homem forte, de alto prestígio, paparicado por grandes autoridades.

Sua agência de publicidade EXPO, com sede em Potilândia, marcou época em Natal.

Nos últimos anos, amargava o esquecimento pelos ‘amigos’. Com dificuldades financeiras, difícil foi o seu tratamento. Recorreu a pedido de favores. Esperou na fila do SUS para receber quimioterapia.

Certa vez o encontrei sozinho e com dificuldades de locomoção na Cardiocentro. Esperava para ser atendido pelo cardiologista Ricardo Bittencourt, que prestava assistência em atenção e respeito e consideração. E médico humano como é.

Das poucas atitudes, recebeu uma muito importante do ministro Garibaldi Filho (Previdência), que o colocou em seu carro e o levou para se tratar no Hospital Professor Luiz Soares, a Policlínica do Alecrim.

Nota do Blog – Ele foi ex-secretário chefe do Gabinete do Governo Geraldo Melo (1987-1990). No Governo de José Varela ele foi diretor do Departamento Estadual de Imprensa, mesmo cargo que ocupou na gestão de Aluízio Alves.

Tive contatos episódicos com Ururahy, mas era comum ouvir elogios ao seu comportamento sereno, sem afetações ou qualquer tipo de estrelismo.

Ele é de um tempo em que publicitário raramente ficava rico ou servia de Caixa 2 para campanha eleitoral ou enriquecimento ilícito de seus tutores. Tempos estranhos.

 

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Categoria(s): Política
  • Repet
terça-feira - 13/09/2011 - 16:46h
João Batista Xavier

Ex-candidato a prefeito e a vice vai se filiar ao PT

Ex-candidato a prefeito de Mossoró em 1982 e ex-candidato a vice-prefeito em 1992, o professor João Batista Xavier vai se filiar ao PT.

Será no dia 29 próximo, às 17h, em evento marcado para a Associação Atlética Banco do Brasil (AABB).

À ocasião, a principal estrela desse evento partidário, será o reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), professor Josivan Barbosa.

Nota do Blog – João Batista Xavier disputou a Prefeitura de Mossoró em 1982, pelo MDB, numa conjuntura político-legal bem atípica, num tempo em que era mais fácil saber quem era quem.

Mesmo assim, alguns acontecimentos tornaram a disputa bastante confusa.

Candidato do aluizismo, praticamente foi “cristianizado” pelo candidato a governador, Aluízio Alves (MDB), que precisava do apoio indireto do deputado federal Vingt Rosado (Arena) para se eleger.

Vingt pregou o “voto camarão”, ou seja, para que seus eleitores não votassem no candidato a governador José Agripino (Arena), que não apoiava. Cortassem a cabeça da chapa, como se faz a um crustáceo dessa espécie, o camarão.

A legislação não permitia votar em candidatos de partidos diferentes. Daí a “troca” de favores entre Aluízio e Vingt. Aluízio não apoiava como devia João Batista e Vingt pedia para cortar a cabeça da chapa, por não poder votar em Aluízio.

Esse casuísmo ajudou Agripino – mesmo assim – a ser eleito governador com mais de 107 mil votos de maioria sobre Aluízio e o irmão de Vingt, Dix-huit Rosado, ganhar de João Batista Xavier a prefeito.

Dix-huit obteve 21.510 votos (41,68%), contra 15.466 (29,97%) de João Batista Xavier. Maioria de 6.044 votos.

Aluízio venceu Agripino em Mossoró com 21.037 votos (40,76%), contra 17.571 (34,05%) do adversário. Maioria de 3.466.

Em 1992, João (no PCB) fez parte da chapa à prefeitura com o empresário Luiz Pinto (PFL), então vice-prefeito, apoiado pela prefeita na época, Rosalba Ciarlini (também PFL, hoje DEM).

Perderam para Dix-huit Rosado (eleito pela terceira vez) e sua sobrinha, a hoje deputada federal Sandra Rosado (à ocasião no PMDB, hoje PSB).

 

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Categoria(s): Política
quinta-feira - 11/08/2011 - 11:09h
Para a história

O que eu não posso esquecer sobre Aluízio Alves

Tenho várias situações para narrar, sobre Aluízio Alves, que se fosse vivo faria 90 anos hoje (veja postagem mais abaixo). Muitas mesmo.

Vou relatar um tantinho assim, o que vem à memória nesse instante.

Em 2001, eu articulei e coordenei lançamento em Mossoró, na Estação das Artes Elizeu Ventania, do seu livro “O que eu não esqueci”. Uma noite inesquecível, registro.

Carlos respeitava "DBS"

Discursei à apresentação do livro e do autor (se é que era preciso).

Nos bastidores, almoçamos e botamos prosa em dia. Da política local e regional a informações sobre gente do lugar.

Noutra ocasião, em seu apartamento em Natal, quando se falava numa crise de relacionamento entre ele e o irmão Agnelo Alves, de novo botávamos a conversa no ponto. O telefone toca. Era Agnelo. Eu ali, testemunhando o carinho mútuo entre os irmãos.

Crise entre os dois? No fundo nunca parece ter existido. Diferenças, sim. Normal.

Em diversas vezes meu fone tocava, era ele ou Rose Cantídio, antiga seguidora, a lhe passar voz. “Quero saber das novidades; me  diga sobre essa situação que vi aqui nos jornais (…)”, cobrava.

Esteve em Mossoró para participar da festa dos 90 anos do falecido governador Dix-sept Rosado, programação organizada pela professora Isaura Amélia Rosado, secretária da Cidadania Municipal, filha do homenageado.

Após o debate do qual fizera parte, pousou à casa do deputado federal Betinho Rosado (irmão de Isaura). Encontramo-nos outra vez. Prometeu ser breve no bate-papo em que eu já estava. Precisava voltar rapidamente para Natal, justificou de antemão.

Mudou os planos quando começamos a mexer em reminiscências da política, desde a disputa municipal de 1948 em Mossoró, vencida por Dix-sept Rosado.

No Rio de Janeiro, Aluízio deputado federal e amigo do genial jornalista Carlos Lacerda, esteve envolvido na criação do jornal Tribuna da Imprensa, em 1949. Era da absoluta confiança do sempre agitado Lacerda.

No livro “Depoimento”, um grosso volume lançado em 1977, com longa entrevista de Carlos Lacerda a uma equipe de feras do jornal “O Estado de São Paulo”, o jornalista e político cita várias vezes o nome de Aluízio. E ratifica que ele, o também jornalista e político, era seu freio na redação.

Quando chegava com seu artigo, à edição do dia seguinte do diário, Carlos Lacerda jogava o texto sobre a mesa e bradava: “Entregue a DBS para dar uma olhada.”  DBS era uma sigla criada por ele para Aluízio: “Departamento do Bom Senso”.

Em muitas ocasiões, Aluízio tinha que refazer alguns termos ou simplesmente vetar o material, devido a sua carga explosiva. Carlos, do alto de seu 1,82 de altura, vozeirão e elouquência, um dos homens mais influentes do país, simplesmente aquiescia.

Eis alguns pequenos detalhes que eu não posso esquecer sobre Aluízio Alves.

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Categoria(s): Crônica / Política
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quinta-feira - 11/08/2011 - 10:36h
História

Aluízio Alves, um mito continuado aos 90 anos de idade

Falecido no dia 6 de maio de 2006, o ex-governador do Rio Grande do Norte, ex-ministro da República (duas vezes) e seis vezes deputado federal Aluízio Alves, hoje faria 90 anos de idade.

Aluízio, o orador empolgante, diante da massa

Nascido em Angicos no dia 11 de agosto de 1921, Aluízio é até hoje um mito na política do Rio Grande do Norte e o potiguar de maior expressividade além de suas divisas, no século passado.

Formado em Ciências Jurídicas (Direito), pela Faculdade de Maceió (AL), jornalista, empresário e político, ele foi eleito pela primeira vez em 1945, como deputado federal constituinte.

A partir daí veio uma trajetória incomum recheada de vitórias retumbantes e alguns insucessos singulares.

Homem que apoiou o nascimento do regime militar em 1964, também foi uma de suas vítimas, cassado em 1969. Retornou às disputas eleitorais em 1982, concorrendo ao governo estadual contra o então engenheiro e ex-prefeito nomeado de Natal, José Agripino Maia, do PDS.

Terminou derrotado por mais de 107 mil votos de maioria, vítima do racha que provocou na oposição em 1978, além de vícios como o “voto vinculado” e a descomunal máquina pública.

Conheça AQUI nuances de um episódio dessa biografia, a “paz pública” de 1978 e suas consequências para as eleições de 1982.

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Categoria(s): Política
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