segunda-feira - 13/07/2020 - 16:00h
Pós-pandemia

Política de saúde da “ambulancioterapia” deve ser revista

O pós-pandemia deve impor aos gestores e legisladores uma ampla discussão, com setores técnicos da sociedade, quanto às estruturas mínimas de Saúde Pública nos municípios.

Ambulâncias "doadas", problema transferido (Foto: AL)

A política da “ambulancioterapia,” praticada há décadas, claramente se revelou um fracasso. Apenas transfere problemas de pequenos municípios para polos de saúde, como Natal e Mossoró. Cria a falsa ideia de “assistência”, com bônus a prefeitos e deputados/vereadores e permanente ônus ao erário desses grandes municípios.

Também está na mesa a questão de um equipamento que deveria ser obrigatório nos municípios: respirador mecânico.

Ambulâncias

Até o fim de abril deste ano, segundo levantamento à ocasião que o Tribuna do Norte fez, 123 dos 167 municípios tinham esse aparelho vital.

Na legislatura passada, a Assembleia Legislativa ‘doou’ (o verbo aqui é eufemismo) 85 ambulâncias a prefeituras (veja AQUI e AQUI). Foi o jeitinho encontrado pela casa para atenuar críticas à não devolução de sobras orçamentárias ao Governo do RN, além de servir de propaganda indireta para os parlamentares à boca de uma campanha eleitoral.

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Categoria(s): Política / Saúde
segunda-feira - 30/03/2020 - 07:20h
Pandemia

A saída da “ambulancioterapia”

Converso com algumas fontes da saúde, política e amizades diversas em alguns municípios do interior.

Preocupação comum: não ter como enfrentar o Covid-19.

“Ambulancioterapia” é a saída, sobrecarregando Natal e Mossoró.

“O jeito vai ser mandar o povo para Natal ou Mossoró”, comentou um jornalista amigo.

Oremos.

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Categoria(s): Gerais / Política / Saúde
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quinta-feira - 22/11/2018 - 08:52h
Governo do RN

O tripé que norteia equipe de Fátima e os 3 desafios urgentes

Por Cefas Carvalho (Do Saiba Mais e Potiguar Notícias)

Oficialmente, Fátima Bezerra (PT) e sua equipe –  tanto parlamentar como a de transição de governo – falam no tripé que vai nortear o Governo Fátima e seus componentes: qualificação técnica, sensibilidade social e afinidade com as bandeiras progressistas. É uma trindade de características bem interessante e que pode, sim, resultar em um governo diferenciado, pelo menos bem diferente dos anteriores.

Mas, intramuros, fala-se em uma trinca de desafios que o Governo Fátima terá de enfrentar e dar respostas imediatamente (leia-se no primeiro trimestre) sob pena de afundar na vala comum do mais do mesmo. São eles: Segurança Pública, colocar a folha do funcionalismo em dia e resolver o caos na Saúde Pública em áreas específicas (Hospital Walfredo Gurgel e Mossoró, por exemplo).

Governadora eleita enxerga principais dificuldades (Foto: Alexis Régis)

A questão da Segurança Pública é mais que um desafio para governantes estaduais, desde a malfadada gestão Rosalba Ciarlini (que pecou miseravelmente neste quesito). É uma situação emergencial mesmo.

Fátima já sabe que, por mais que sejam essenciais políticas a médio e longo prazos em aspectos como plano de salário e carreira para policiais, valorização da Policia Militar, cooperação de forças e investimento em políticas e delegacias, também é necessário um leque de ações mais que emergenciais, midiáticas mesmo, como leio quase como unanimidade nos grupos de Zap de jornalistas que faço parte, para transmitir à população uma sensação, no mínimo, que a violência diminuiu no Estado. Isso ainda entre janeiro e fevereiro e o Carnaval será o marco de registro deste feito, ou da falta dele.

No item pagamento do funcionalismo, Fátima terá um desafio duplo. O primeiro, óbvio, é colocar a folha em dia, após os atrasos que Robinson Faria sinalizou que vai fazer, mantendo uma triste tradição do seu governo.

O segundo, é diminuir a folha.

Não se trata aqui da política sentimentaloide de “colocar pais de família no olho da rua”. Mas, sim, de enxugar com urgência a máquina pública, nos moldes que fez o colega de Fátima (e com quem ela vem conversando) Ricardo Coutinho, que quando iniciou o mandato na Paraíba tomou medidas impopulares e antipáticas e em seguida ajeitou a máquina pública a ponto de estar com recordes de aprovação e ter feito seu sucessor com tranquilidade.

Por fim, o terceiro desafio de Fátima é a Saúde Pública, problema crônico que tem como palco maior e holofotes os corredores do Hospital Walfredo Gurgel, em Natal. Parte da equipe de Fátima acredita que, combatendo a nefasta prática da “ambulancioterapia” e dialogando com a classe médica, pode minimizar em muito a situação.

Desafios grandes, talvez imensos, em um Rio Grande do Norte que vem sofrendo há anos. Resta esperar a atuação do Governo Fátima logo no início do mandato, quando o governante recém-empossado ainda goza daquela colher de chá que oposição, imprensa e eleitor lhes dão. Pelo menos, assim se espera no RN velho de guerra.

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Categoria(s): Artigo / Opinião da Coluna do Herzog
quarta-feira - 18/07/2018 - 07:46h
Péssimo exemplo

Assembleia segura sobras e faz ‘caridade com chapéu alheio’

Ambulâncias aos montes como "doação" da AL (Foto: AL)

Ezequiel Ferreira (PSDB), George Soares (PR), Disson Lisboa (PSD), Getúlio Rêgo (DEM), Gustavo Carvalho (PSDB), José Dias (PSD), Larissa Rosado (PSDB), Márcia Maia (PSDB), Raimundo Fernandes (PSDB), Tomba Farias (PSDB) e Vivaldo Costa (PSD).

Esses nomes acima formam a lista de deputados estaduais que na sessão ordinária do dia passado (terça-feira, 17), acabaram votando contra dispositivo proposto ao projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2019, que ensejava a devolução das sobras orçamentárias da Assembleia Legislativa e Tribunal de Justiça do RN (TJRN) ao Executivo (veja AQUI).

Somente em 2016, as sobras (ou o superávit orçamentário) da Assembleia Legislativa, Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas do Estado (TCE), Procuradoria Geral de Justiça (Ministério Público do RN-MPRN) e Defensoria Pública somaram R$ 407,6 milhões, mais do que suficientes para para pagar uma folha mensal do funcionalismo em valores de hoje.

Nota do Blog – A Assembleia Legislativa, para tentar atenuar seu profundo desgaste aos olhos do servidor/contribuinte e cidadão, “doou” ambulâncias e também veículos à Segurança Pública este ano. Enfim, “caridade com o chapéu alheio”. Utilizou parte daquilo que se apropria, quando deveria devolver ao Executivo – ordenador de despesas, para aplicar de forma mais planejada, como prioridades decorrentes do seu papel constitucional. O legislativo é poder fiscalizador, responsáveis por leis, intermediador de aspirações populares. Enfim, deveriam ser essas suas atribuições.

Fez política eleitoral e contribuiu mais ainda para o fenômeno da “ambulancioterapia”, que entope hospitais de gente e não atenua drama da saúde pública.

Pobre RN Sem Sorte.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
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domingo - 25/08/2013 - 07:16h

Os médicos cubanos e os grotões

Por Honório de Medeiros

Consta que estão vindo por aí os tais médicos cubanos para trabalhar nos grotões. Segundo alguns, um bom número, aliás, viriam para fazer proselitismo político para o PT, nos mesmos moldes acontecido na Venezuela enquanto parte da estratégia de Chávez para se perpetuar no Poder.

O PT e o Governo negam, claro.

Só o tempo dirá quem tem razão.

Se o projeto do PT é, realmente, utilizar os médicos cubanos para fazer proselitismo político nos grotões, sejam esses rurais ou urbanos, sejam nas grandes ou pequenas cidades, eu, particularmente, não acredito que seja bem sucedido. Esses grotões, eu os conheço bem. Meus pais são de lá. Meu pai nascido em São João do Sabugi, minha mãe em Pau dos Ferros.

Alguns anos atrás coordenei uma campanha para Governador no Alto Oeste, a de Geraldo Melo, e duas para Prefeito de Pau dos Ferros. E perdi as contas das campanhas das quais participei em Natal, indo aos seus grotões, lidando com seus eleitores e líderes.

Pois bem, há dois obstáculos, e grandes, a serem destruídos ou contornados, para que esse projeto de proselitismo, se é que ele existe, possa ser bem sucedido. O primeiro é quanto à infraestrutura para o atendimento do povo que será consultado pelos cubanos.

Hoje não existem remédios, exames laboratoriais, seringas, gazes, algodão, fio cirúrgico, luvas, e fico por aqui que é até onde sei, nos grandes hospitais, quanto mais nos postos de saúde, pequenos hospitais, casas de saúde, maternidades, espalhados por esse Brasil afora e adentro. O cubano vai examinar, depois receitar ou encaminhar, ou os dois, e então? O que se segue?

Das duas uma: o paciente procura a liderança a quem é vinculado, seja vereador, seja líder comunitário, seja Prefeito, seja qual liderança seja, e há de se repetir o mesmo processo que acontece no Brasil desde os tempos coloniais, qual seja a liderança condicionar a liberação do pedido à votação em seus candidatos, ou o paciente busca resolver seu problema gastando do próprio bolso.

Nesta hipótese do paciente bancar suas despesas do próprio bolso duvido muito que ele vincule seu voto a qualquer liderança da qual não depende.

E o segundo obstáculo diz respeito a como a “política” é concretamente realizada no Brasil, hoje, em seus grotões. Em uma ponta está o eleitor fragilizado economicamente; na outra, aquele do qual depende para a solução dos seus problemas de saúde, que é a liderança local, base de uma estrutura que se estende até o topo, e que detém, em suas mãos, a possibilidade de lhe conseguir ambulância, caixão-de-defunto, remédio, internação, exames, cirurgias, e assim por diante.

Esse eleitor vota em quem sua liderança pedir, digamos assim, eufemisticamente. E essa liderança segue, visceralmente, o Prefeito, nas pequenas cidades, ou o Vereador/Deputado, nas grandes.

E os Prefeitos e Vereadores/Deputados não necessariamente acompanham o PT. Nem permitirão, em qualquer momento, que haja proselitismo político, em suas bases, contrário aos seus interesses político-partidários.

E lá vem a consequência: os tais cubanos serão monitorados dia-a-dia, hora-a-hora pelas lideranças que são a base do “edifício” político-partidário brasileiro nos grotões. Se não se adequarem, adeus!

Tudo vai dar errado para eles, literalmente tudo… É uma questão de sobrevivência.

Sei como acontece. Vi acontecer. Portanto…

No mais é somente dizer o que até as pedras sabem: o SUS é uma farsa. E onde é seu elo mais frágil? Nos grotões.

Se o SUS funcionasse como planejado, não haveria esse encurralamento do eleitor mais frágil. Ele não dependeria do seu “coronel”. É por essa razão que os municípios dos grotões não acabam, nunca, com a “ambulancioterapia”. É simples assim.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Governo do RN

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Categoria(s): Artigo
quarta-feira - 28/03/2012 - 12:50h
Saúde em frangalhos

Médico denuncia perigo de ambulância do Samu quebrar

O médico Wedney Livânio, do Samu de Mossoró, postou agora ao final da manhã em seu endereço na rede de microblogs Twitter, queixas e apreensões que reiteram o nível da Saúde Pública em Mossoró. Leia abaixo:

– Saindo para Natal com paciente grave, na ambulância que semana passada quebrou duas vezes com paciente dentro.

O recado, ele dirigiu diretamente ao endereço – no Twitter – do secretário municipal da Cidadania, professor Chico Carlos (PV). “Será que Francisco Carlos mandaria um parente seu nela? Não entendo por que há duas ambulâncias novas encostadas no Samu e mandam uma velha pra servir de UTI móvel, que semana passada quebrou duas vezes!” – disse.

E complementou: “Tomara que não seja hoje o dia em que vai morrer paciente dentro dessa ambulância quebrada!!!

Weddey Livânio, Médico intervencionista do Samu e clínico do Pronto-Socorro do Hosptal Regional Tarcísio Maia (HRTM), e Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró.

Nota do Blog – A Prefeitura de Mossoró há tempos manifesta protesto e até ameaçou impedir atendimento a pacientes de outros municípios, no Tarcísio Maia, para combater a ‘ambulancoterapia’.

Balela.

Quase que diariamente a própria Prefeitura de Mossoró, que deve movimentar cerca de R$ 500 milhões no erário municipal, só este ano, utiliza ambulâncias para remoção de pacientes para Natal e até interior do Ceará. A mesma ambulancioterapia que combate.

 

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Categoria(s): Saúde
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